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Leia o texto a seguir.
A Geografia escolar tradicional pautava-se principalmente na descrição e na memorização de fatos isolados, como nomes de rios, capitais e dados estatísticos, desconectados da realidade social do aluno. No final da década de 1970, com o movimento de renovação da geografia brasileira, buscou-se uma ruptura com essa prática. Passou-se a defender um ensino que desse instrumentos que ajudassem o aluno a ler o mundo, compreendendo as contradições sociais, a produção do espaço pelo trabalho e as relações de poder.
Essa mudança de paradigma no ensino de Geografia, que valoriza a análise crítica da sociedade e a transformação espacial como produto histórico-social, está fundamentada na corrente teórica conhecida como
Geografia Quantitativa.
Geografia Crítica.
Geografia Humanista.
Geografia Determinista.
A Geografia constitui um campo do conhecimento que se desenvolveu ao longo da história a partir de diferentes contextos sociais, políticos, culturais e científicos. Desde as primeiras civilizações, o ser humano buscou compreender o espaço em que vive, inicialmente por meio de narrativas míticas e intuitivas e, posteriormente, por meio de explicações filosóficas e científicas. Ao longo desse processo histórico, diferentes pensadores contribuíram para a consolidação da Geografia como ciência.
Com base nesse processo histórico de formação do pensamento geográfico, analise os itens a seguir e assinale V (VERDADEIRO) ou F (FALSO).
( ) Nas primeiras civilizações, a compreensão do espaço estava frequentemente associada a narrativas míticas e cosmológicas, transmitidas por tradições culturais e pela oralidade.
( ) No contexto da Grécia Antiga, autores como Heródoto e Eratóstenes contribuíram para o avanço do pensamento geográfico ao descrever territórios, povos e ao aplicar princípios matemáticos para medir a circunferência da Terra.
( ) Durante a Idade Média, a Geografia foi completamente abandonada pela tradição intelectual europeia, desaparecendo das discussões científicas até o período do Renascimento.
( )No período medieval, o pensamento geográfico passou a ser influenciado pela visão teocêntrica, na qual o espaço era interpretado como manifestação da criação divina.
A sequência CORRETA é:
V – F – V – V
F – V – F – V
V – V – V – F
V – V – F – V
Sobre a temática da história da terra, assinale a alternativa correta:
A era da história da Terra marcada pelo surgimento abundante de seres vivos com conchas é a Era Paleozóica.
A era da história da Terra marcada pelo surgimento do Homo sapiens é a Era Mesozóica.
A era da história da Terra marcada pelo surgimento dos dinossauros é a Era Cenozóica.
Embora os peixes tenham começado a evoluir no início do Pré-cambriano, alcançaram sua diversidade máxima no período Cambriano.
A respeito da origem da geografia como disciplina, assinale a opção correta.
A origem da geografia como disciplina remonta à Antiguidade Clássica, com explicita delineação do pensamento geográfico e seus conceitos.
Somente no início do século XIX, a geografia foi reconhecida como unidade temática, sistematizada e particularizada.
Os pensadores iluministas tiveram pouca influência na sistematização da geografia, focando mais questões filosóficas e políticas que temas espaciais.
Como conhecimento autônomo, a geografia surgiu independentemente de condições históricas específicas, sendo resultado da compilação de saberes produzidos desde a Antiguidade Clássica.
A valorização da geografia e sua legitimação como disciplina científica não tem relação com a evolução do pensamento, especialmente o filosófico.
Os primórdios da chamada “Geografia Crítica” no Brasil possuem raízes que vão desde a influência das novas gerações de geógrafos franceses, com destaque para Yves Lacoste, até condições locais específicas, como
(VESENTINI, J.W. (org.). Ensino de Geografia no Século XXI. Campinas: Papirus, 2007. Adaptado)
o fim da Segunda Guerra Mundial e o início da Guerra Fria.
a luta contra a ditadura militar instalada no país em 1964.
a Revolução de 1930 e a criação da Universidade de São Paulo.
a crise da economia cafeeira e o início da industrialização.
a abertura econômica promovida a partir da década de 1990.
Durante uma aula sobre o surgimento da Geografia moderna, o professor propôs que os alunos analisassem como a Revolução Industrial e a expansão do capitalismo influenciaram o desenvolvimento da ciência geográfica. O estudante afirmou que a Geografia surgiu como “ciência do Estado”, voltada ao controle e à descrição dos territórios. Com base na história do pensamento geográfico, a corrente teórica que melhor representa essa fase inicial da Geografia é a:
Geografia crítica.
Geografia tradicional.
Geografia cultural.
Geografia humanista.
As condições necessárias ao surgimento da geografia existem, mas não teriam determinado automaticamente a sua gênese não fosse a existência de um estímulo social mais direto presente na particularidade histórica da Alemanha e de certas características individuais relativas ao pensamento de alguns cientistas alemães.
A particularidade histórica da Alemanha refere-se à
participação da Alemanha na segunda guerra mundial.
fragmentação e unificação do território alemão.
guerra entre Inglaterra e Alemanha.
dissolução do império alemão.
assinatura da Alemanha no Tratado de Versalhes.
A história da Geografia como disciplina escolar tem início no século XIX, quando foi introduzida nas escolas com o objetivo de contribuir para a formação dos cidadãos a partir da difusão de certa ideologia, em franca sintonia com os interesses dos vários Estados-Nações.
(CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia, escola e construção de conhecimentos. 4. ed. Campinas: Papirus, 2003. Adaptado)
Entre as ideologias que se difundiram no século XIX, a que se relaciona com a Geografia no contexto descrito por Lana de Souza Cavalcanti é a do
liberalismo econômico.
nacionalismo patriótico.
cientificismo positivista.
evolucionismo social.
internacionalismo socialista.
A ciência geográfica moderna começa a dar os seus primeiros passos no século XVIII, através de reflexões no campo da filosofia e se consolida como campo do conhecimento relativamente independente no século XIX. Considerando a consolidação da ciência geográfica ao longo do século XIX, podem ser considerados os pais fundadores da geografia moderna:
Kant e Schelling
Fichte e Schelling
Friedrich Ratzel e Élisée Reclus
Friedrich Ratzel e Paul Vidal de La Blache
Humboldt e Ritter
As primeiras colocações, no sentido de uma Geografia sistematizada, vão ser a obra de dois autores prussianos ligados à aristocracia. Um foi conselheiro do rei da Prússia; o outro era tutor de uma família de banqueiros. Ambos são contemporâneos e pertencentes à geração que vivenciaram a Revolução Francesa, nasceram em 1769 e em 1779, respectivamente, e faleceram ambos em 1859. Ao longo da vida, ocuparam posições de destaque na hierarquia universitária alemã e são considerados fundadores da Geografia moderna.
(MORAES, A. C. R. Geografia – pequena história crítica. São Paulo: Hucitec, 1981)
O texto refere-se aos autores
Alexandre Von Humboldt e Karl Ritter.
Friedrich Ratzel e Paul Vidal de La Blache.
Milton Santos e Yves Lacoste.
Alfred Hettner e Richard Hartshorne.
Maurice Le Lannou e André Cholley.
Ao planejar uma sequência interdisciplinar sobre ocupação territorial brasileira, qual abordagem articula de modo integrado conceitos de História e Geografia?
Comparar ciclos econômicos coloniais às atuais rotas logísticas, analisando continuidades na organização do espaço.
Priorizar datas comemorativas, tratando evolução política e expansão urbana em aulas isoladas.
Debater apenas cartografia histórica, deixando para outra disciplina a discussão socioeconômica contemporânea.
Separar conteúdos: a professora de História estuda escravidão, a de Geografia aborda clima, sem conexão temática.
Sobre a história do pensamento geográfico e os fundamentos que contribuíram para a constituição da Geografia como ciência, analise as afirmativas a seguir:
I. A filosofia foi essencial na formação do pensamento geográfico, oferecendo um embasamento conceitual para as ciências, por meio da reflexão abstrata e geral sobre o conhecimento.
II. A consolidação da geografia como disciplina científica se deu a partir do século XVIII, quando houve um aumento na quantidade de conhecimento e no número de instrumentos técnicos disponíveis.
III. As teorias geográficas são independentes das demais áreas do saber e não utilizam conceitos emprestados de outras ciências.
IV. Os pensadores pré-socráticos, principalmente das escolas Jônica, Itálica e Eleata, influenciaram a base filosófica da geografia ao proporem reflexões sobre a natureza.
Estão CORRETAS:
I, II apenas.
I, II e IV apenas.
I, III apenas.
II, IV apenas.
I, II, III e IV.
A Geografia, depois de ser institucionalizada, proporcionou o surgimento das escolas nacionais e, com elas, as denominadas correntes de pensamento. As formas pensadas à disciplina geográfica em cada momento histórico foram denominadas como paradigmas geográficos. Entre estes
I. Determinismo.
II. Possibilismo.
III. Humanismo.
IV. Nova Geografia.
V. Cartografia.
VI. Geografia crítica.
Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
I – II – IV – VI.
I – III – V – VI.
I – II – VI.
III – IV – V.
II – IV – V.
O Construtivismo é uma teoria que compreende o conhecimento como resultado da interação ativa entre o sujeito e o meio, enfatizando que aprender é construir. Nesta linha, o aluno deixa de ser mero receptor de informações e passa a ser agente do próprio processo de aprendizagem, reorganizando suas estruturas mentais a partir da ação, da reflexão e da experiência. Em sala de aula, o professor atua como mediador, propondo situações-problema, incentivando a descoberta autônoma e promovendo a aprendizagem significativa.
Assinale o teórico cujas ideias fundamentam essa concepção:
Jean Piaget
Lev Vygotsky
B. F. Skinner
Émile Durkheim
Paulo Freire
A crise da Geografia Tradicional e o movimento de renovação começam a se manifestar já em meados da década de 1950. A partir de 1970, a Geografia Tradicional está “definitivamente enterrada”.
Uma das vertentes do movimento de renovação do pensamento geográfico é denominada Geografia Crítica, que
desde o início se destacou pela relativa homogeneidade de estudos temáticos e metodológicos.
no Brasil teve o IBGE como grande difusor das novas propostas de análise do espaço geográfico.
tem suas raízes na ala progressista dos geógrafos franceses que defendia a necessidade de pensar e organizar o espaço.
se expandiu entre os acadêmicos, reduzindo o mosaico de orientações metodológicas como a fenomenologia e o existencialismo.
ao criticar a antiga geografia adotou um pensamento mais despolitizado de análise da sociedade ou do meio ambiente.
Leia o excerto a seguir:
Nessa corrente da Geografia, a paisagem foi bastante evidenciada, tornando-se, para determinados teóricos, o próprio objeto dessa ciência. Por permitir a observação dos aspectos visíveis dos fatos, fenômenos e acontecimentos geográficos, era considerada a melhor expressão do relacionamento entre o homem e o meio.
(Lana de Souza Cavalcanti, Geografia, escola e construção de conhecimentos. Adaptado)
O texto refere-se à seguinte corrente da Geografia:
quantitativa.
crítica.
pragmática.
tradicional.
humanística.
Segundo o possibilismo geográfico de Vidal de La Blache, o homem transforma o meio através da técnica que tende a fixá-lo ou enraizá-lo no ambiente.
Certo
Errado
O livro “Geografia: Pequena História Crítica”, de Antonio Carlos Robert Moraes (primeira edição em 1981, várias reedições posteriores), é considerado um clássico da Geografia Crítica no Brasil. Ele busca apresentar, a história do pensamento geográfico de forma sintética, como a Geografia foi se constituindo enquanto ciência e como se articulou com diferentes projetos políticos e sociais ao longo da história.
Adaptado de MORAES, Antonio carlos Robert. Geografia Pequena História Crítica. 21 ed. São Paulo: Annablume, 2007.
Com base em Moraes (2007) e em seus conhecimentos sobre a trajetória da história do pensamento geográfico, analise as afirmativas a seguir:
I. Até o final do século XVIII, não era possível falar de conhecimento geográfico como algo padronizado, com um mínimo que seja de unidade temática e de continuidade de formulações. Trata-se de um período de dispersão do conhecimento geográfico denominado por Leibniz de “pré-história da Geografia”.
II. As obras de Humboldt e Ritter compõe a base da Geografia Tradicional. A Geografia de Ritter é regional e antropocêntrica, a de Humboldt buscava abarcar todo o globo sem privilegiar o ser humano. Deste modo, estes autores criaram uma linha de continuidade no pensamento geográfico.
III. Vidal de La Blache definiu o objeto da Geografia como a relação homem-natureza, na perspectiva da paisagem. Colocou o homem como um ser ativo, que sofre a influência do meio, porém que atua sobre este, transformando-o.
IV. Os autores da Geografia Crítica como Yves Lacoste, Pierre George, Milton Santos entre outros assumem o conteúdo político de conhecimento científico, propondo uma Geografia militante, que lute por uma sociedade mais justa e pensam a análise geográfica como um instrumento de libertação do homem.
V. Os geógrafos críticos, em suas diferenciadas orientações, assumem a perspectiva popular, a da transformação da ordem social. Buscam um Geografia mais generosa e um espaço mais justo, que seja organizado em função dos interesses dos homens.
É correto o que se afirma em:
I, III, III e IV.
I, II, III e V.
II, III e IV.
II, III, IV e V.
I, II, III, IV e V.
O ensino de história e geografia deve ter um cenário avaliativo diferente da prática tradicional, no sentido de que as tarefas avaliativas propostas deverão privilegiar e valorizar, principalmente, expressões singulares de noções de tempo e lugar, construídas pelos estudantes, o aprender a ser e conviver em determinado espaço de pertencimento, a formação de identidades, da própria cidadania.
(ESTEBAN, Maria Teresa. HOFFMANN, Jussara. SILVA, Janssen Felipe. (ORGs). Práticas Avaliativas e aprendizagens significativas em diferentes áreas do currículo. Capítulo 3, p. 53 a 64. Mediação. 2013. Adaptado)
Considerando o texto, a melhor forma de acompanhar os(as) estudantes em processos avaliativos deve ocorrer
mediante a aplicação de provas objetivas, capazes de mensurar de forma homogênea os conhecimentos adquiridos pela turma.
através de tarefas que permitam a expressão de suas próprias ideias e de suas vivências, preferencialmente em tarefas dissertativas.
pela valorização da memorização de conteúdos previamente estabelecidos, de modo a garantir que todos apresentem respostas análogas.
por meio de atividades centradas na reprodução do que foi ensinado em sala de aula, preferivelmente em textos detalhados e descritivos.
com exercícios objetivos que priorizem a fixação de fatos históricos ou geográficos, preterindo interpretações pessoais e experiências particulares.
Segundo Carlos Walter Porto Gonçalves no texto Da geografia às geo-grafias: um mundo em busca de novas territorialidades (2002), foi com o Tratado de Westfália, no ano de 1648, que ocorreu uma reordenação jurídica internacional que mudaria radicalmente, com a inundação de metais preciosos que fez explodir a ordem mercantil pelo mundo com a exploração da natureza — ouro, prata, especiarias várias, assim como o açúcar entre outras matérias —, sustentada pela servidão indígena e pela escravidão de negros oriundos da América, da África e da Ásia.
Certo
Errado