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Em relação à história do Pensamento Geográfico, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) A Geografia Tradicional está fundamentada no positivismo.
( ) Para a Geografia Tradicional, há apenas um método universal de se fazer ciência, sem considerar as diferenças entre as ciências naturais e as humanas.
( ) Um dos feitos mais importantes da Geografia Tradicional foi definir o objeto de análise da Ciência Geográfica, evitando críticas de outros campos científicos.
C - C - E.
E - E - C.
C - E - E.
E - C - C.
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as correntes do pensamento geográfico às suas respectivas características.
Coluna 1
1. Geografia Pragmática.
2. Geografia Crítica.
3. Geografia Tradicional.
Coluna 2
( ) Os pensadores dessa corrente do pensamento geográfico pensam a análise geográfica como um instrumento de libertação dos seres humanos.
( ) Corrente do pensamento geográfico que ficou restrita aos seguintes momentos do trabalho científico: descrição, enumeração e classificação dos fatos referentes ao espaço.
( ) É a corrente do pensamento geográfico que tem como objetivo a criação de uma tecnologia geográfica para dar conta das novas tarefas postas pelo planejamento.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
3 – 1 – 2.
1 – 2 – 3.
2 – 3 – 1.
2 – 1 – 3.
3 – 2 – 1.
Leia o trecho para responder à pergunta de n.º 50.
“A História do Pensamento Geográfico consiste em um campo de discussões teóricas, filosóficas, institucionais, epistemológicas e metodológicas. Embora sua relevância seja reconhecida entre os geógrafos, existem poucos estudos dedicados aos problemas enfrentados pela geografia em sua trajetória científica, histórica e social”.
GODOY, Paulo R. de Texiera (Org.). História do pensamento geográfico e epistemologia em Geografia. – São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010.
Marque a alternativa correta acerca da história e dos fundamentos teóricos do pensamento geográfico.
A Geografia teve sua origem na Antiguidade, a partir de, por exemplo, práticas como a descrição de portos e a construção de mapas marítimos, além de outras obras cartográficas.
A Geografia surgiu somente no século XVIII, como uma disciplina especializada e derivada da matemática, com a contribuição de gênios como Kant, Montesquieu e Goethe.
A Geografia teve sua origem na Idade Média, Renascimento e Iluminismo, com a inserção do homem como indivíduo, a partir das contribuições filosóficas e liberais dos Templários, no Oriente Médio.
A Geografia surgiu apenas no século XIX, tendo sido denominada de Geografia Contemporânea. Ela abordava, originalmente, somente aspectos físicos, tais como paisagem, território e região.
Leia o texto a seguir.
Na realidade, toda técnica é história embutida. Através dos objetos, a técnica é história no momento da sua criação e no de sua instalação e revela o encontro, em cada lugar, das condições históricas (econômicas, socioculturais, políticas, geográficas), que permitiram a chegada desses objetos e presidiram à sua operação. A técnica é tempo congelado e revela uma história.
SANTOS, Milton. A Natureza do Espaço. Editora Hucitec, São Paulo, 1997.
Por quase duas décadas, o geógrafo Milton Santos construiu condições para sistematizar o conceito de meio técnico científico informacional, que tem como característica
a expansão do comércio em larga escala marcada pela acumulação primitiva do capital e estabelecimento de uma divisão do trabalho voltada para a produção de valores de troca.
o desenvolvimento da indústria têxtil, cuja produtividade aumentou com a inserção das máquinas de fiar, teares mecânicos e sobretudo com a máquina a vapor.
as mudanças na sociedade, alterando os modos de produção e estabelecendo barreiras e normas para o consumo de mercadorias internacionais.
o desenvolvimento de novas formas tecnológicas e científicas de funcionamento da lógica global fortemente marcada pelo estabelecimento de redes, fluxo e troca de informações.
a produção em massa, automatizada e o trabalho especializado controlando a qualidade no final do processo produtivo e diminuindo os custos de produção.
A aproximação entre historiadores e geógrafos apresenta uma série de idas e vindas, desde a sistematização da ciência geográfica, onde as perspectivas tradicionais das duas disciplinas se encontravam intimamente ligadas, até o quantitativismo neopositivista de muitos geógrafos, que em nome de um pragmatismo simplista ignoraram a indissociabilidade da relação
política-sociedade.
natureza-escala.
espaço-tempo.
homem-espaço.
"Um dos efeitos políticos da distorção e da invisibilidade da África nas estratégias do sistema dominante é o lugar insignificante e secundário que foi dedicado à sua historiografia em todas as histórias da humanidade. As matrizes culturais e tecnológicas do continente africano foram as mais comprometidas pelo racionalismo científico e as estratégias de dominação, ocultação e apropriação dos saberes ainda são contextos não resolvidos nesse início de século XXI" (Anjos, 2009).
Sobre o continente africano:
I.Os Europeus, no século XV, ao chegarem em África, depararam-se com populações organizadas em tribos e um quadro natural nos trópicos que limitava as realizações humanas.
II.Uma das consequências geográficas mais graves dos processos espaciais desencadeados pela diáspora africana, ocorrida entre os séculos XV e XIX, foi a desestruturação dos antigos estados políticos do continente. Essas organizações podem ser denominadas de reinos e impérios e tinham fronteiras fluídas.
III.As fronteiras atuais dos países africanos são herança da colonização europeia que, ao definir a partilha do continente entre 1885 e 1914, respeitou as diferenças culturais dos diversos povos e etnias que lá viviam.
IV.A África Subsaariana é uma região do continente africano que se localiza ao sul do deserto do Saara. Formada por 47 países, foi por muito tempo chamada África Negra, uma denominação eurocêntrica que invisibiliza a diversidade étnica, cultural e linguística desses países.
É correto o que se afirma em:
I, II, III e IV.
II e IV, apenas.
I e III, apenas.
IV, apenas.
I, II e III, apenas.
Sobre a história da Geografia como conhecimento científico, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. O desenvolvimento da Escola Francesa de Geografia precisa ser compreendido levando em consideração os seguintes fatos: a Guerra Franco-Prussiana, em 1870, onde a Prússia saiu vitoriosa e a queda do Segundo Império de Luís Bonaparte, período em que ocorreu o levante da Comuna de Paris, a França ficou em ruínas e ergueu-se a Terceira República Francesa.
II. A reforma na educação realizada pela Terceira República Francesa tornou a Geografia obrigatória nas universidades e facultativa em todas as séries do ensino básico da França.
III. A Escola Francesa de Geografia foi fundada por Vidal de La Blache, que defendia o naturalismo na Geografia e minimizava o elemento humano em sua construção teórica.
Todas as assertivas estão corretas.
Todas as assertivas estão incorretas.
Apenas a assertiva I está correta.
Apenas a assertiva II está correta.
Apenas a assertiva III está correta.
Conforme Suertegaray (2005), sobre a constituição histórica da ciência geográfica, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. A construção da ciência geográfica no século XIX foi marcada pelas ideias hegemônicas advindas da visão positivista do conhecimento, mas também foi influenciada pelo historicismo e pelo funcionalismo/estruturalismo.
II. A Geografia Clássica está centrada na análise de processos espaciais focados nos problemas de ordem econômica, ambiental e social tendo como objetivo a reconstrução da Europa pós-Segunda Guerra Mundial. Os principais exemplos da Geografia Clássica são a Teoria dos Círculos Concêntricos e a Teoria dos Lugares Centrais.
III. Na década de 1970, diante das críticas à Geografia Clássica, outros métodos despontam na ciência geográfica, como a fenomenologia. O método fenomenológico é dedutivo e empírico.
Todas as assertivas estão corretas.
Todas as assertivas estão incorretas.
Apenas a assertiva I está correta.
Apenas as assertivas I e II estão corretas.
Apenas as assertivas II e III estão corretas.
Sobre a geografia tradicional, associe os nomes dos geógrafos da primeira coluna de acordo com o enunciado na segunda coluna.
1. Alexander von Humboldt
2. Paul Vidal de La Blache
3. Friedrich Ratzel
4. Jean Jacques Elisée Reclus
( ) Cientista alemão, desenvolveu estudos sobre Geografia Física e Botânica.
( ) Anarquista francês, lutou contra a política colonialista do país.
( ) Desenvolveu a teoria possibilista, em oposição à determinística.
( ) Considerado o precursor da Geopolítica, desenvolveu a teoria do “espaço vital”.
A sequência CORRETA, considerando a segunda coluna de cima para baixo, é
1, 3, 2, 4.
1, 4, 2, 3.
2, 3, 4, 1.
2, 3, 1, 4.
3, 4, 2, 1.
Em 6 de setembro de 2023, a comunidade geográfica brasileira perdeu Carlos Walter Porto-Gonçalves. O professor Carlos Walter fez parte da construção da Geografia Crítica no Brasil, bem como da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB). A Geografia Crítica, também chamada de movimento de renovação da Geografia no Brasil, é marcada por
uma aliança com o pensamento universal quantitativo que parte do eurocentrismo e das línguas europeias.
um debate que se iniciou circunscrito a uma universidade brasileira e que defendeu a criticidade a partir da Geografia Pragmática.
um amplo debate acadêmico que ainda não se reverberou na teoria e prática docente na educação básica.
uma importante obra da Geografia Crítica no Brasil, intitulada “Por uma Geografia Nova”, do professor Milton Santos.
uma Geografia Crítica que emerge pela preocupação com a consolidação dos cursos de Geografia nas universidades brasileiras.
De acordo com Morais (1981), o livro Antropogeografia – fundamentos da aplicação da Geografia à História, publicado em 1882, é considerado o fundador da Geografia Humana. Nessa obra, o autor definiu o objeto geográfico como o estudo da influência que as condições naturais exercem sobre a humanidade. Estas influências atuariam, primeiro na fisiologia (somatismo) e na psicologia (caráter) dos indivíduos e, através destes, na sociedade. Em segundo lugar, a natureza influenciaria a própria constituição social, pela riqueza que propicia, através dos recursos do meio em que está localizada a sociedade. A Geografia desse autor foi um instrumento poderoso de legitimação dos desígnios expansionistas do Estado alemão recém-constituído, chegando a ser denominado de “manual de imperialismo”.
(MORAES, A. C. R. Geografia – pequena história crítica.
São Paulo: Hucitec, 1981)
O texto refere-se ao autor constante na alternativa:
Humboldt.
La Blache.
Hartshorne.
Ratzel.
Ritter.
Os fundamentos históricos da ciência geográfica reportam-se à Grécia Antiga, tida como a primeira cultura conhecida a explorar ativamente a geografia como ciência e filosofia. A filosofia constrói o embasamento conceitual das atividades humanas a partir dos fundamentos do pensamento, no plano das ideias e do enquadramento abstrato e geral do conhecimento, incluindo as ciências, artes e técnicas. A partir dessa compreensão, é CORRETO afirmar que:
As metodologias desenvolvem e experimentam técnicas inovadoras, obstruindo a obtenção de respostas mais eficientes para os problemas, mediante conceitos científicos fornecidos pelas teorias.
As teorias ajustam as distintas e específicas áreas científicas, por meio da descoberta ou investigações de novos setores e novos problemas no âmbito de cada ciência em particular.
Baseada em princípios estabelecidos pelas fundamentações teóricas, com aplicação por meio de métodos inadequados, a ciência geográfica procura soluções para os problemas abandonados pela sociedade.
As viagens dos exploradores espalharam pela Europa o interesse pela geografia, e a cartografia elaborada, à medida que se descobriam terras antigas, incluía técnicas inovadoras.
Alexandre von Humboldt (1769 – 1859), cientista viajante, é um dos nomes importantes para a evolução do pensamento geográfico devido sua descrição da América tropical detalhadamente escrita no livro
Antropogeografia.
Princípios da Geografia Humana.
Por uma Geografia Nova.
Cosmos.
Geografia Geral Comparada.
De acordo com Moreira (2011), cada época é marcada por uma maneira específica de entender a Geografia, o papel do geógrafo e o pensamento geográfico. Nesse sentido, destaque a alternativa em que o contexto histórico destacado foi erroneamente construído.
Na antiguidade, a Geografia é vista como um registro cartográfico de povos e territórios.
Sob a influência da Igreja, no Renascimento, a Geografia assume uma dimensão que referenda o imaginário bíblico de um mundo criado por Deus. Nesse sentido, a Geografia é vista como uma extensão da Bíblia e o geógrafo como um cartógrafo do fantástico.
Entre o Renascimento e o Iluminismo, a Geografia assume dois papéis: cartografia do fantástico e cartografia da precisão.
Século XIX e as primeiras décadas do século XX – novamente, a Geografia assume dois papéis: geografia da civilização e geografia dos grandes arranjos.
Século XX – consagra a Geografia como ciência do espaço e o geógrafo como especialista de sua organização.
Entretanto uma periodização é necessária, pois os usos são diferentes nos diversos momentos históricos. Cada periodização se caracteriza por extensões diversas de formas de uso, marcadas por manifestações particulares interligadas que evoluem juntas e obedecem a princípios gerais, como a história particular e a história global, o comportamento do Estado e da nação (ou nações) e, certamente as feições regionais. Mas a evolução que se busca é a dos contextos, e assim as variáveis escolhidas são trabalhadas no interior de uma situação que é sempre datada. Interessa-nos em cada época o peso diverso da novidade e das heranças.
(SANTOS, Milton; SILVEIRA, Maria Laura. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. 15 ed. Rio de Janeiro: Record, 2011. p 20.)
Sobre o estudo do uso do território, a partir do trecho anterior é, correto afirmar que
o ponto de vista global é dispensável no momento de se estudar o uso do território.
para analisar o uso do território, o anacronismo pode levar a conclusões equivocadas.
a periodização de uma análise do uso do território enfatiza apenas a dimensão didática.
o texto mostra distinção e independência entre os conhecimentos históricos e geográficos.
Até o final do século XVIII não era possível falar de conhecimento geográfico, como algo padronizado, com um mínimo que seja de unidade temática e de continuidade nas formulações. Designam-se como geografia: relatos de viagem, escritos em tom literário, compêndios de curiosidades, relatos estatísticos de órgãos de administração, obras sintéticas, agrupamentos de conhecimentos existentes a respeito dos fenômenos naturais, catálogos sistemáticos, sobre continentes e países do globo etc. As primeiras colocações, no sentido de uma geografia sistematizada, são obras de dois autores prussianos ligados à aristocracia.
(Antônio Carlos Robert Moraes. Geografia: pequena história crítica. Editora Hucitec. São Paulo, 1996. Adaptado.)
Quais autores listados a seguir contribuíram com as primeiras colocações para a sistematização da geografia?
Friedrich Ratzel e Karl Ritter.
Friedrich Ratzel e Vidal de La Blache.
Alexander Von Humboldt e Karl Ritter.
Vidal de La Blache e Alexander Von Humboldt.
A Escola Geográfica Francesa ganhou notabilidade entre o final do século XIX e o início do século XX. Paul Vidal de La Blache foi um dos nomes importantes inclusive porque ele
estabeleceu os parâmetros da ciência moderna e racional, colocando a geografia no hall das ciências da observação como a botânica, a mineralogia e a etnologia.
imprimiu os marcos de uma geografia humana e regional com o método geográfico, perspectivando a geografia como ciência da região e da paisagem.
propôs em sua Antropogeografia que se adotassem os mesmos métodos de pesquisa das ciências naturais, porém registrando os fenômenos em correlação com os elementos que o cercam.
defendeu a separação entre a geografia prática dos viajantes e a geografia de gabinete, exaltando as expedições geográficas para obtenção de dados empíricos.
considerou a evolução da Geografia na virada do século XVIII para o XIX, tendo percorrido quase 10 mil km, coletando materiais nas Américas do Sul e Central.
Dentre as formulações teóricas deixadas por ele, a mais famosa é a que afirmava que existe uma tendência universal da população crescer em progressão geométrica e a produção de alimentos em progressão aritmética (adaptado de SCARLATO, 2011). Assinale a alternativa correspondente ao teórico que formulou a teoria citada no texto, de forma correta.
Thomas Malthus
Charles Darwin
Friedrich Ratzel
Paul Vidal de La Blache
Milton Santos
(...) Definiu o objeto da Geografia como a relação homemnatureza, na perspectiva da paisagem. Concebia ser humano como hóspede antigo de vários pontos da superfície terrestre, que em cada lugar se adaptou ao meio que o envolvia, criando, no relacionamento constante e cumulativo com a natureza, um acervo de técnicas, hábitos, usos e costumes que lhe permitiram utilizar os recursos naturais disponíveis. Denominou este conjunto de técnicas e costumes, construído e passado socialmente, "gênero de vida", o qual exprimiria uma relação entre a população e os recursos, uma situação de equilíbrio, construída historicamente pelas sociedades.
Moraes, Robert. GEOGRFIA Pequena História Crítica. São Paulo: Annablume, 2007, p.81. (Adaptado)
Com base na concepção de conhecimento geográfico, as ideias apresentadas no texto referem-se ao seguinte pensador:
Ritter.
Ratzel.
Harvey.
Hartshorne.
La Blache.
Considerando a obra de Mendonça (2022) sobre a temática ambiental e seu tratamento ao longo da história do pensamento geográfico, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A geografia é a única ciência que desde sua formação se propôs a estudar a relação entre os homens e o meio natural do planeta – o meio ambiente.
( ) A preocupação com a temática ambiental torna-se relevante para a ciência geográfica a partir da geografia moderna.
( ) Observamos que, na evolução da história da ciência moderna, a geografia é a única ciência de cunho ambientalista lato sensu desde sua origem.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – F – F.
V – V – F.
V – F – V.
F – V – V.
F – F – V.