Questões de Concurso sobre Descolonização Afro-asiática: novos Estados, nova arena internacional

 
 
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Analise as assertivas abaixo, que descrevem um determinado reinado africano:


  1. O Reino localizava-se na África Central, tendo ao Norte a foz do Rio Zaire.
  2. Após os primeiros contatos realizados pelo navegador Diogo Cão, seus governantes passaram a estabelecer relações diplomáticas com Portugal e converteram-se ao Cristianismo.
  3. O contato com os europeus resultou em uma ampla modificação das formas de organização social, uma vez que D. Afonso I (Mvemba-a-Nzinga) passou a implantar o modelo do Cristianismo de acordo com os regimentos enviados pelos soberanos portugueses.


Assinale a alternativa que corresponde ao Reino africano descrito acima.


A

Songai.


B

Congo.


C

Guiné.


D

Gana.


E

Achanti.

A notícia a seguir foi publicada pela Agência Xinhua, um portal de notícias mantido pelo governo da China.


A cúpula do BRICS de 2023, realizada na África do Sul é pioneira e edificante para o Sul Global.

Falando em números – uma quantidade histórica de seis países admitidos como membros plenos do BRICS; líderes de mais de 60 nações participaram do Diálogo BRICS-África e do Diálogo BRICS Plus, e uma dúzia de líderes das sub-regiões da África discursaram no Diálogo de Líderes China-África.

Abraçando os novos membros – Argentina, Egito, Etiópia, Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos – o BRICS representará cerca de um terço do PIB global e metade da população mundial e das reservas de petróleo. Entre os países do Grupo dos 20, sete serão membros do BRICS, em igualdade com o Grupo dos Sete.


CÚPULA do BRICS: uma vitória para o Sul Global. Portal Xinhua. Disponível em: https://portuguese.news.cn/20230903/b56c582757814bcdb8fcaecd8ae4ee85/c.html. Acesso em: 5 mar. 2024. Adaptado.


Nos últimos anos, o Brasil tem sido um membro muito ativo dos BRICS, principal organização multilateral do chamado Sul Global.


Com base nas informações da notícia citada, o chamado Sul Global se caracteriza por reunir nações


A

emergentes e com passado de descolonização.


B

meridionais geograficamente e fortes economicamente.


C

subdesenvolvidas e com economia baseada no petróleo.


D

alinhadas com a China e integrando uma nova corrida armamentista.


E

exportadoras de commodities e dependentes do mundo industrializado.

A sociedade escravista brasileira conheceu diferentes formas de resistência, ocorrendo aquelas de caráter individual e outras coletivas. Dentre estas últimas, destacam-se os quilombos. A respeito dos quilombos e sua história, registre V, para as verdadeiras, e F, para falsas:


(__) Muitos quilombos desenvolveram a produção de farinha de mandioca e praticaram o comércio, via intermediários, com as populações das localidades circundantes.

(__) Foi somente a partir do final do século XIX que se formaram quilombos em Santa Catarina, pois até esse período o número de escravos era irrisório.

(__) O quilombo dos Palmares, em Pernambuco, foi o mais importante do Brasil, sendo registrada sua existência desde finais do século XVI.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:


A

V − V − F.


B

V − F − F.


C

V − F − V.


D

F − F − V.


E

F − V − V.

O território que hoje é conhecido como República Democrática do Congo passou por diversas transformações políticas e sociais ao longo do tempo. Desde a chegada dos europeus até a independência do país, ocorreram grandes eventos que moldaram sua trajetória. Analise as seguintes afirmações sobre a história do Congo e assinale a correta:


A

A independência do Congo foi conquistada em 1960, após um processo de descolonização liderado pelos belgas, que garantiram uma transição pacífica e imediata para um governo autônomo.


B

O Estado Independente do Congo foi formalmente estabelecido em 1885 como uma colônia belga, com a Bélgica mantendo um controle direto sobre o território e suas riquezas naturais.


C

No século XVI, o Reino do Congo estabeleceu contato com exploradores portugueses, que iniciaram uma relação comercial e missionária, influenciando a região com a introdução do cristianismo e do comércio de escravos.


D

A Conferência de Berlim, realizada em 1884-1885, confirmou o controle do rei Leopoldo 11 da Bélgica sobre o Congo, que foi tratado como uma propriedade pessoal e não como uma colônia belga oficial.


E

Após a Segunda Guerra Mundial, a Bélgica criou a Comunidade Belga-Congolesa para se aproximar do Congo. O país permaneceu sob controle belga até obter sua independência oficial em 1960.

Sobre a história de África, analise as assertivas a seguir:


I. Entre os anos de 1870 e parte da segunda metade do século XX, maior parte do continente africano estava em condição colonial, ou seja, estava submetido ao domínio de nações europeias. Inglaterra, França, Bélgica e Portugal são exemplos de países cujas políticas estatais institucionalizaram o colonialismo.

II. Franz Fanon, Aimé Cesaire e Leopold Senghor foram intelectuais importantes na formação do anticolonialismo. Por meio da busca da ancestralidade africana, participaram da construção das bases que sustentaram as lutas de libertação.

III. Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, colônias portuguesas em África, conquistaram suas independências entre os anos de 1973 e 1975. Em Angola, assumiu o poder o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), de influência socialista, que segue na administração do Estado ainda hoje. Em situação semelhante, Moçambique é governado pela Frente de Libertação (Frelimo), partido marxista-leninista, desde o momento em que se tonou uma nação independente.

IV. Após a libertação, Angola e Moçambique foram palcos de uma guerra civil, na qual lutaram grupos rivais apoiados direta ou indiretamente pelos EUA e pela URSS. Em decorrência do conflito, até 1988, morreram cerca de 1,5 milhões de pessoas nos dois países.


Quais estão corretas?


A

Apenas I.


B

Apenas IV.


C

Apenas I e III.


D

Apenas II e III.


E

I, II, III e IV.

Leia o trecho a seguir.


A descolonização foi um processo histórico tão rápido e tão complexo quanto a partilha no final do século XIX. Suas causas estão, em parte, fora da África, na mudança da correlação de forças políticas internacionais e, também, nas transformações estruturais das necessidades do capital, que agora tinha muito menos interesse na extração de riquezas que caracterizou o sistema colonial na África. Em parte, as negociações atingiram o estágio de uma nova aliança entre a emergente classe dominante nativa e os negócios do Ocidente. Foi esse movimento que transformou as pequenas associações nacionalistas do período anterior à guerra em agências políticas dinâmicas de luta contra o poder estatal.


FREUND, Bill. The making of contemporary Africa: the development of african society since 1800. Londres: MacMillan Press, 1998, pp.202/3.


Com base no trecho, avalie se as afirmativas a seguir descrevem corretamente ideologias que contribuíram para os movimentos independentistas no continente africano.


I. O Culturalismo ancestral refere-se ao surgimento de uma consciência africana internacional, que resultou na formação de estados nacionais no continente que rompiam com as fronteiras impostas pelos países europeus colonizadores.

II. O Pan-africanismo refere-se ao surgimento de uma consciência de que todas as pessoas de origem africana têm uma herança cultural comum, que resultou em um intenso intercâmbio cultural entre africanos e negros americanos, contribuindo para a difusão de ideias independentistas.

III. O Socialismo refere-se ao surgimento de uma consciência de libertação dos povos oprimidos, que resultou na adaptação do socialismo à realidade do continente africano, e contou com o apoio da União Soviética, principalmente nas áreas de ensino e pesquisa.


Está correto o que se afirma em


A

I, apenas.


B

I e II, apenas.


C

I e III, apenas.


D

II e III, apenas.


E

I, II e III.

Segundo o site “Médicos sem Fronteiras”, organização que atua em áreas de conflito no mundo, atualmente, na República Democrática do Congo (RDC), cerca de 250 mil pessoas fugiram dos violentos conflitos; muitas passaram a viver em acampamentos insalubres e superlotados. No final de janeiro de 2024, os violentos combates entre o grupo armado Movimento 23 de Março (M23) e o exército congolês e os seus aliados, na província de Kivu do Norte, no leste da RDC, intensificaram-se. Desde 2022, mais de 1,6 milhão de pessoas já foram forçadas a deixar as suas casas, em uma região do país já devastada por 30 anos de conflito. A hipótese a formular, para explicar o fenômeno a que o texto se refere é:


A

A RDC é um dos países mais ricos da África do Sul. No leste do país, área mais violenta, uma centena de milícias atuam nas províncias do Norte e do Sul. No último ano, os ataques intensificaram-se, apesar da presença dos soldados das forças de paz da Organização das Nações Unidas (OTAN). Os conflitos provocaram a migração de milhares de pessoas desde o ano passado.


B

A RDC sofre, por um lado, com as guerras de agressão de seus vizinhos, África do Sul e Uganda, auxiliados por grupos de milícias por procuração, e, por outro, com a interferência de instituições bilaterais, como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), que impõem políticas neoliberais como requisito para receber empréstimos. O principal problema é que o povo congolês controla a sua riqueza.


C

A colonização do Congo veio junto com o roubo da mão de obra, da borracha, do marfim e dos minerais da região sob o domínio da Bélgica. Atualmente, as corporações multinacionais continuam esse legado criminoso, roubando minerais e metais que são essenciais para a crescente economia digital e verde. Essa riqueza de recursos é o que atrai a guerra para o país.


D

As tensões entre o Congo e a África do Sul aumentaram com o surgimento do M23. O grupo ameaça intensificar uma guerra generalizada na região. Autoridades congolesas acusam a África do Sul de querer saquear os recursos minerais da nação. Ao mesmo tempo em que protestos ocorrem em cidades do Leste, a hostilidade entre os países levou ao aumento do discurso de ódio.


E

O grupo rebelde que está no centro da violência atual é o 23M. A RDC, as Nações Unidas e a China acusaram Ruanda de apoiar o grupo, o que é reforçado repetidamente pelo governo ruandês. Os ataques do 23M escalaram após o governo congolês não honrar um acordo de 2009 que deveria integrá-los ao Exército.

A professora almeja compreender a África a partir do imaginário europeu ocidental, representada nos relatos de viajantes portugueses na época Moderna, contidos nos documentos a seguir.


Imagem associada para resolução da questão



Imagem associada para resolução da questão


Com base nos relatos, a professora deverá expor que a leitura europeia sobre a África foi


A

construída, na modernidade, pela produção literária oriunda das expedições comerciais, as quais, sob a demanda oficial de coroas europeias, viabilizavam conhecer e dominar o continente africano.


B

constituída por um conjunto de imagens fantásticas e misteriosas, reapropriadas nos relatos de viajantes europeus, que percebiam o continente como uma alteridade estereotipada.


C

repleta de interpretações dúbias que culminaram em estereótipos, pois os relatos a respeito dos povos e suas vestimentas bem como dos territórios e seus animais silvestres eram feitos por metáforas.


D

renovada após a febre dos relatos de viagens dos séculos XVI e XVII, devido à ascensão da percepção racional iluminista, que questionou os mitos e contos fantásticos em torno da África.

Em julho de 2011, quatro cidadãos quenianos, três homens e uma mulher, ouviram numa sala de audiências do High Court, em Londres, um juiz pronunciar-se a favor da admissibilidade da ação que haviam interposto, dois anos antes, contra o governo do Reino Unido, no sentido de se verem ressarcidos por abusos e torturas alegadamente sofridos às mãos de agentes do poder colonial britânico no Quênia, em meados da década de 1950.

Wambugu Wa Nyingy, Paulo Muoka Nzili, Ndiku Mutwiwa Mutua e Jane Muthoni Mara, todos eles octogenários, afirmam ter sido sujeitos a sevícias de vária ordem, incluindo castrações e violações sexuais, todas elas geradoras de traumas que os acompanharam pela vida fora. Entre as muitas vítimas deste gênero de práticas ter-se-á contado também o avô paterno de Barack Obama, que depois de ter servido no exército britânico na Birmânia durante a II Guerra Mundial, foi acusado de ter pertencido ao movimento Mau-Mau. As primeiras audiências do julgamento tiveram início na primeira quinzena de Julho, mas as suas implicações extravasaram já o âmbito estritamente judicial. Para além do precedente que pode resultar daqui para situações análogas (no Chipre e Malásia, nomeadamente), o caso está a obrigar os historiadores, e a opinião pública, a reequacionarem o papel da violência no fim do império, que tudo indica ter sido muito mais relevante do que até aqui geralmente se admitia. Na verdade, seria errado sugerir que os historiadores alguma vez tenham negado que essa dimensão estivesse presente. Mas algumas obras recentes – Histories of the Hanged (2005), do britânico David Anderson, ou Britain’s Gulag (2005), da americana Caroline Elkins, curiosamente ambas publicadas no rescaldo das primeiras revelações sobre a prática de tortura em prisões no Iraque pós-invasão - têm trazido elementos que demonstram como o recurso a métodos de repressão, controle e terror foi tão sistemático no contexto da descolonização britânica como no de outros espaços imperiais europeus. Os dois historiadores, juntamente com Huw Bennett, um especialista na campanha do exército britânico durante a fase militar do conflito do Quênia (1952-1960), foram arrolados como peritos pela firma de advogados que representa os antigos prisioneiros quenianos e foram eles quem começaram a examinar a enorme massa de documentação que este caso ajudou a desclassificar – e que se tornou num processo altamente polêmico por si só.


(OLIVEIRA, Pedro Aires. A vingança dos Mau-Maus e os arquivos secretos da

descolonização britânica. Extraído de: https://www.publico.pt/2012/09/02/jornal/a-vinganca-dos-maumau-e-os-arquivos-secretos-da-descolonizacao-britanica25125044


A partir da análise do texto, é correto afirmar que o relato


A

reforça a concepção de que a independência das colônias inglesas foi uma concessão unilateral das metrópoles.


B

abre perspectivas para os historiadores da descolonização reforçar as narrativas eurocêntricas sobre as independências africanas.


C

aponta para a necessidade do historiador resguardar a sua neutralidade diante dos temas sensíveis, geradores de demandas judiciais por reparação.


D

reforça a concepção de que o historiador deve se afastar de relatos de testemunhos individuais e coletivos dado o grau de subjetividade da memória.


E

contribui para superar idílios coloniais elaborados pelos britânicos em torno de uma certa benevolência da metrópole diante dos avanços dos movimentos de independência.

Texto I


No período de descolonização apelam para a razão dos colonizados. Propõem a eles valores seguros [...] que é preciso apoiar-se em valores [...] bem avaliados. Ocorre porém que, quando um colonizado ouve um discurso sobre a cultura ocidental, ele saca o seu facão ou pelo menos se certifica de que o tem em seu alcance. A violência com a qual a supremacia dos valores brancos se afirmou [...], faz com que, por meio de uma justa inversão das coisas, o colonizado ria com escárnio quando esses valores são evocados diante dele. FANON, Frantz. Os condenados da terra. Rio de Janeiro: Zahar, 2022.

Texto II


Duvido muito que a não violência possa ser um princípio, se entendemos por princípio uma regra consistente, passível de ser aplicada com a mesma confiança e da mesma maneira a toda e qualquer situação. [...] A pergunta pertinente, portanto, se torna: em que condições somos receptivos a essa reinvindicação, o que torna possível aceitar a reinvindicação quando ela surge, ou melhor dizendo, o que possibilita o surgimento da reivindicação.


BUTLER, Judith. Quadros de guerra: quando a vida é passível de luto?. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 2017.


No ensino de história, o(a) professor(a), ao abordar temáticas relativas ao conceito discutido pelos textos, deve levar em consideração a


A

pluralidade de perspectivas históricas, problematizando os diferentes tipos e usos da violência.


B

complexidade do conceito de violência, identificando as técnicas de guerra do neocolonialismo.


C

diversidade de períodos históricos, avaliando a prática da não violência como algo hegemônico.


D

heterogeneidade de sujeitos históricos, citando o interesse da não violência pelos colonizados.


E

desigualdade das relações étnico-raciais, enfatizando o extremismo de grupos sociais excluídos.

Assinale a alternativa correta.


A

No período anterior à dominação europeia predominavam na África monarquias como as do Marrocos, Lesoto e Essuatíni.


B

Muito antes da chegada dos primeiros europeus ao continente africano, desenvolveu-se nas Ilhas do Cabo Verde e na Mauritânia um sistema de governo democrático.


C

Até a chegada dos europeus predominavam na África regimes tribais em permanente conflito, sem que tivesse surgido qualquer sociedade organizada.


D

Na África Austral, antes da chegada dos europeus, predominava o modo de produção servil. Em Gana, a atividade econômica era baseada no trabalho compulsório dos malis, a quem os ganenses venceram e escravizaram.


E

No período anterior à dominação europeia conviviam no continente africano diferentes sociedades e estruturas políticas, desde reinos poderosos, como o Reino de Gana e o Império de Mali, até pequenas comunidades locais.

Lilia Moritz Schwarcz é uma das principais historiadoras e antropólogas brasileiras, reconhecida por suas abordagens inovadoras na historiografia sobre o Brasil, especialmente no que diz respeito à construção de identidades, racismo estrutural e a crítica à formação de narrativas históricas. A seguir, analise as afirmativas sobre a metodologia e as contribuições historiográficas de Lilia Schwarcz e assinale a alternativa INCORRETA:


A

No livro "O Espetáculo das Raças", Schwarcz adota uma abordagem interseccional, combinando teorias pós-coloniais e da História Cultural para investigar como a ideia de "branqueamento" e a criação de uma hierarquia racial influenciaram as políticas de Estado no Brasil do final do século XIX e início do século XX, revelando como essas ideias persistem nas estruturas sociais contemporâneas.


B

Em "Retrato em Branco e Negro", a autora segue uma linha historiográfica positivista argumentando que a representação visual de negros e indígenas na pintura e na fotografia da época foi central na consolidação da ideia de uma "democracia racial".


C

Em "As Barbas do Imperador", Schwarcz utiliza uma metodologia que combina a Micro-História e a História das Mentalidades para analisar a figura de D. Pedro II, desconstruindo a narrativa tradicional do imperador como um líder benevolente e destacando as estratégias simbólicas de poder que construíram sua imagem pública durante o Império.


D

Em seus estudos sobre racismo e identidade nacional, Schwarcz enfatiza que as narrativas históricas dominantes no Brasil foram moldadas por uma elite intelectual que, consciente de seu poder, utilizou-se de diversos meios de produção cultural, como a literatura, a imprensa e as artes visuais, para promover um imaginário nacional excludente que privilegiava a ideologia do "branqueamento".

Número de pessoas à beira da fome no Sahel aumenta 10 vezes


O número de pessoas à beira da fome na região africana da Sahel aumentou quase 10 vezes nos últimos três anos, sendo que no mesmo período, o total de deslocados subiu 400%.


Os dados foram apresentados pelo diretor-executivo do Programa Mundial de Alimentos, PMA. David Beasley visitou esta semana as operações da agência no Benin, Níger e Chade.


Disponível em:https://news.un.org/pt/story/2022/02/1780052


Podem ser apontado como causas para instabilidade política, econômica e social na região do Sahel:


A

Resquícios do neocolonialismo, diversidade étnica e escassez de recursos naturais.


B

Desenvolvimento econômico precoce, atuação de movimentos terroristas e escassez hídrica.


C

Processo de descolonização, evolução apenas da industrialização e forte desmatamento.


D

Intervenção de potências estrangeiras, desigualdade social e ocupação de solos férteis.

Em 1955, reuniu-se em Bandung, na Indonésia, uma conferência convocada pelo grupo de Colombo, congregando os cinco países recém-independentes – Índia, Paquistão, Ceilão, Birmânia e Indonésia – e, pela primeira vez, os chefes de Estado de 29 países da Ásia e da África (18 a 24 de abril), que se apresentavam como um terceiro mundo.


LINHARES, Maria Yedda Leite. Descolonização e lutas de libertação nacional. In: REIS FILHO, Daniel Aarão; FERREIRA, Jorge; ZENHA, Celeste (Orgs.). O Século XX. v. 3. O tempo das dúvidas: do declínio das utopias às globalizações. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000, p. 57.


No que se refere aos pontos em comum da Conferência de Bandung, houve pronunciamento


A

pela neutralidade frente aos Estados Unidos e à União Soviética.


B

a favor da União Soviética e contrário aos Estados Unidos.


C

pelo equilíbrio entre os países dos blocos capitalista e socialista.


D

contrário ao capitalismo norte-americano e favorável ao socialismo soviético.


E

pela supremacia dos países do terceiro mundo frente aos demais países.

Sobre o Império de Gana, analise as afirmações a seguir. Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:


(__) A sociedade era hierárquica e governada por um rei poderoso, conhecido como o Gana, que administrava a justiça, liderava o exército e era o chefe religioso do reino. O rei era apoiado por uma corte de nobres e funcionários que administravam as diversas províncias do Império.

(__) O Império de Gana começou como um pequeno estado dentro do Império do Mali, mas ganhou independência e começou a expandir sob a liderança de reis poderosos como Sunni Ali Ber (1464-1492).

(__) A fundação do Reino de Gana data de volta ao século VII, embora suas origens precisas sejam envoltas em mistério e sejam conhecidas principalmente por meio de relatos de viajantes árabes e de tradições orais. O reino se expandiu ao controlar as rotas comerciais transaarianas, que eram cruciais para o comércio de sal e ouro.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:


A

V - F - F.


B

F - V - V.


C

V - V - F.


D

V - F - V.


E

V - V - V.

Assim como ocorrera com a Holanda, que, após a Segunda Guerra Mundial, viu a Indonésia lutar e conseguir sua independência, as demais potências coloniais e ex-coloniais do oeste europeu passaram a dedicar sua total atenção às questões europeias e abandonaram as antigas prioridades de manter o domínio e o controle das respectivas colônias.


C

Certo


E

Errado

O Black Lives Matter vai para além do nacionalismo estreito que pode prevalecer no seio das comunidades negras, que se limita a apelar aos negros a amar os negros, viver como os negros e comprar produtos dos negros, e mantém à frente do movimento homens negros heterossexuais. Black Lives Matter estima as vidas dos negros e negras homossexuais e transexuais, pessoas incapacitadas, negros sem documentos ou com antecedentes criminais, mulheres e as vidas de todos os negros de todo o espectro de gêneros.


LA BOTZ, D. O movimento Black Lives Matter organiza-se e procura definir-se politicamente. Disponível em: www.ufes.br. Acesso em: 4 out. 2021 (adaptado).


A reivindicação do movimento norte-americano apresentada no texto consiste na necessidade de


A

manter a conquista de direitos sociais.


B

integrar a diversidade do grupo identitário.


C

priorizar a preservação de culturas africanas.


D

defender a adoção de valores supremacistas.


E

permitir a permanência do modelo androcêntrico.

“Para os EUA, o novo governo congolês de Maurice Lumumba parecia ser mais uma ameaça de esquerda do Terceiro Mundo, uma ameaça ainda pior diante das imensas riquezas naturais do Congo, que incluíam urânio. Ao voltar a Kinshasa, Lumumba criticou o Secretário Geral das Nações Unidas porque as forças da ONU não estavam apoiando seu governo. Em dezembro de 1960, Lumumba foi capturado, torturado e assassinado sob os olhares de ‘ministros’ de Katanga e oficiais belgas”.


Adaptado de WESTAD, Odd Arne. The global Cold War, p. 137-140.


Os congoleses compõem atualmente a 5ª nacionalidade com mais refugiados no Brasil. Em janeiro de 2022, o assassinato do jovem Moïse Kabagambe, no Rio de Janeiro, reacendeu o debate sobre as guerras civis no Congo e a situação de seus refugiados. Um professor de História partiu deste caso para incentivar um debate que articulasse descolonização da África, Guerra Fria e imigrações no século XXI.


A proposta didática de conectar os processos de descolonização da África, durante a Guerra Fria, e o dilema global dos refugiados no século XXI, permite ao docente de história


A

associar a descolonização da África ao processo de redemocratização no Brasil.


B

atribuir a violência política do processo de independência do Congo às características da sociedade congolesa.


C

compreender a atualidade da relação entre descolonização e racismo a partir do episódio do assassinato de Moïse.


D

comparar a cultura colonialista e etnocêntrica da sociedade belga com a tradição da democracia racial brasileira.


E

identificar a intolerância e as motivações étnicas que levaram à derrubada de Lumumba e à perseguição de Moïse.

Ano: 2023
Prova: FUNDATEC - IFC - Professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico - Área: História - 2023

Em 1955, durante a Guerra Fria, representantes dos países asiáticos e africanos se encontraram para discutir o horizonte político sob uma perspectiva pós-colonial, sem a interferência dos EUA e da URSS. Iniciava dessa forma, os países pertencentes ao “Terceiro Mundo”, não alinhados e que defendiam a construção de uma política internacional independente. Assinale a alternativa que identifica corretamente a conferência relativa ao contexto descrito.


A

Berlim.


B

Bandung.


C

Potsdam.


D

Paris.


E

Yalta.

Formada no norte da África, provavelmente na região que conhecemos hoje como a Tunísia, a civilização tinha no comercio marítimo no Mediterrâneo a base da sua economia. Com notável força militar, conseguiu constituir uma breve hegemonia na Bacia do Mediterrâneo, mas sua posição estratégica para o comercio marítimo, somada a projetos expansionistas de civilizações vizinhas, fez de suas de terras palco de conflitos sangrentos. Assinale a alternativa que indica, corretamente, a civilização descrita acima:


A

Fenícia


B

Grega


C

Egípcia


D

Cartaginesa


E

Mesopotâmica

   
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