Questões de Concurso sobre Espírito Santo - ES

 
 
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Apesar de já haver a presença de algumas famílias de imigrantes instaladas na região, qual é o fato que marca a história da formação da cidade de Ibitirama/ES?


A

O assentamento de 50 famílias de imigrantes italianos na região.


B

A chegada dos bandeirantes à região.


C

A divisão e venda de terras por uma empresa colonizadora.


D

A doação de terras da Fazenda Santa Bárbara.


E

A invasão de imigrantes holandeses.

O Espírito Santo é um caldeirão de diversidade cultural. A rica combinação é uma mistura dos costumes e tradições indígenas, africanas e dos diversos imigrantes que fixaram residência no estado. As manifestações culturais são singulares e podem ser observadas através das danças, das festas, do artesanato e dos costumes de cada município.


Fonte: https://setur.es.gov.br


Nesse contexto, assinale a alternativa CORRETA.


A

O município de Muqui possui o terceiro maior sítio histórico do Espírito Santo, com aproximadamente 100 construções tombadas, e algumas abertas à visitação.


B

A panela de barro é a maior representação do artesanato e cultura capixaba. De origem africana, é uma tradição passada de mãe para filhas há pelo menos 500 anos. O feitio da panela de barro é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Estadual.


C

O congo é o ritmo mais tradicional capixaba, conhecido em todo o estado. As bandas de congo têm seu ritmo marcado por tambores e a casaca. A casaca é o instrumento típico das bandas de congo do Espírito Santo.


D

O evento do segmento histórico-cultural mais procurado do estado é a caminhada "Os Passos de Anchieta" . O evento acontece no feriado da Paixão de Cristo, onde os andarilhos percorrem os 115 km entre Vitória e Anchieta, pelo litoral, fazendo o mesmo caminho que o beato José de Anchieta percorria no estado para catequizar os índios.


E

Em Santa Leopoldina, o sítio histórico é um conjunto arquitetônico muito rico em estilo colonial luso-brasileiro, com detalhes da arquitetura renascentista francesa. O Museu do Colono funciona em uma casa com mais de 200 anos, que pertenceu a um dos fundadores da cidade. A residência já hospedou o imperador D. Pedro I e a princesa Carlota Joaquina.

Em 1978 o fluxo migratório que resultou na desaceleração do desenvolvimento de Ibitirama/ES começa a ser contido com a instalação de novas escolas de 1º e 2º graus, Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (INCAPER), Igreja Católica, Agência da Fazenda Estadual, Banco do Estado do Espírito Santo S/A e unidades sanitárias e, principalmente:


A

Pela ascensão da suinocultura.


B

Pelo surgimento de um grande número de fazendas dedicadas à criação de gado leiteiro.


C

Pela expansão das fazendas de cana de açúcar.


D

Pela reativação da produção cafeeira.


E

Pelo fomento do cultivo da banana.

Um dos símbolos oficiais do estado do Espírito Santo é a sua bandeira, que traz ao centro a frase "Trabalha e Confia". A história nos conta que ela foi inspirada em "Trabalha como se tudo dependesse de ti e confia como se tudo dependesse de Deus.", um dos mandamentos de um do fundador da ordem jesuítica que foi:


A

São Roque González.


B

Santo Afonso Rodrigues.


C

Santo Inácio de Loyola.


D

São José de Anchieta.

Antes mesmo da doação da fazenda Santa Bárbara, marco na história de Ibitirama/ES, já se formavam alguns povoados na região, pois naqueles arredores viviam várias famílias de agricultores, a maioria de origem:


A

Suíça, portuguesa e italiana.


B

Italiana, holandesa e suíça.


C

Japonesa, holandesa e alemã.


D

Alemã, italiana e japonesa.


E

Portuguesa, japonesa e alemã.

Em 1965 o Distrito de Santa Bárbara foi vítima de êxodo rural e com isso sofreu uma parada brusca no seu desenvolvimento. Qual dos itens abaixo NÃO pode ser relacionado como uma das motivações para esse êxodo?


A

A política de erradicação dos cafeeiros.


B

A abertura de novas frentes de trabalho nas siderúrgicas nacionais.


C

A doação de terras na capital do estado para povoar a região metropolitana.


D

A desativação do ramal ferroviário, que propiciava o escoamento dos produtos da região até o Porto da Barra do Itapemirim.


E

O impulso da Indústria automobilística.

A despeito da carência de recursos, havia um “pensamento ferroviarista” capixaba. Segundo Bittencourt, três linhas mestras norteavam-no: a primeira era uma crença geral de que a incrementação da vida econômica e material da província dependia da consolidação de sua ligação com Minas Gerais [...] Podemos exemplificá-la nas palavras do presidente Marcelino Tostes, o qual acreditava que: [...] “ligar essa província com a de Minas Geraes, por uma estrada de ferro, é Srs., attrahir a colonisação e a emigração espontaneas para seus uberrimos e incultos terrenos; é facilitar a exportação dos seus productos proporcionando um dos mais bellos portos do império; é estender o seu commercio e desenvolver a sua lavoura; é finalmente constituir a ligação directa com o estrangeiro”.


(Espírito Santo (Província) Presidente, 1880-1881 (Marcelino Assis Tostes), Relatório... 1881, p.38.In.: Quintão, Leandro do Carmo, – 2008. Escrita da época.)


Num contexto mundial da Revolução Industrial em expansão, a estrada de ferro tornou-se um ícone ligado ao desenvolvimento de uma nação de um estado ou província. A construção das primeiras ferrovias, no Brasil, e mais especificamente no caso do Espírito Santo:


A

Estabelece uma estreita ligação entre café e ferrovia, pois, ao mesmo tempo em que muitas delas surgiram por causa dessa atividade, a expansão da produção para zonas longínquas se deu condicionada à construção dos trilhos.


B

Desenvolveu-se no contexto do Imperialismo Inglês, graças ao capital estrangeiro, distribuído com ênfase nas províncias com maior imigração, o que acabou por privilegiar os estados portuários como Rio de Janeiro e Espírito Santo.


C

Deveu-se à necessidade de um transporte de massa (pessoas) de custo baixo e para que o ouro, outros minérios, com extrema representatividade na economia capixaba, atingissem, com preços competitivos, os mercados consumidores.


D

Modernizou o transporte, rompendo com a precariedade então existente, e apresentando vantagens econômicas e comerciais, ligando não só as zonas de produção aos portos ou áreas próximas, mas integrando todo o Estado e este com a nação.


E

Manteve-se graças à presença exclusiva do Estado à frente do processo de construção da malha ferroviária, o que excluiu por completo a presença de capitais estrangeiros no processo, utilizando o capital recém-acumulado com o fim do tráfico escravo.

O congo capixaba é uma marca de identidade estratégica no reconhecimento e na produção simbólica do Espírito Santo, sendo uma manifestação cultural que se expressa em grupos de pessoas que cantam e dançam de forma bem característica, participam homens e mulheres, sendo mais conhecidos como bandas de congo.

Fonte: http://www.unirio.br/ppg-pmus.

No que se refere ao congo, analise as assertivas e identifique as corretas.

I.O som do congo da banda capixaba Casaca, desperta o robô Sonda Spirit, em sua missão em solo marciano.

II.As bandas de congo têm seu ritmo marcado por tambores e a casaca. A casaca é o instrumento típico das bandas de congo do Espírito Santo.

III.O congo constitui a mais importante manifestação da cultura popular tradicional do Espírito Santo, as bandas de congo, tem origem portuguesa.

É CORRETO o que se afirma em:


A

I e III, apenas.


B

I, II e III.


C

I e II, apenas.


D

II e III, apenas.


E

II, apenas

Um importante patrimônio capixaba, o Palácio Anchieta – sede do Governo do Estado – tem cerca de 471 anos. Localizado no Centro Histórico de Vitória, o local é um notável marco arquitetônico no Espírito Santo, que, além de abrigar o ponto principal do Poder Executivo, também é utilizado como um importante espaço cultural por meios de exposições e diversas atividades. Objetos, mobiliário, fotos, documentos e obras de arte integram seu acervo permanente, exposto nos diversos salões do local.


(Governo ES – Palácio Anchieta: 466 anos de história em Vitória. www.es.gov.br.)


Sobre o processo de tombamento de um bem patrimonial, seja ele material ou imaterial, é correto afirmar que:


A

Só pessoal especializado (historiadores, arquivologistas, antropólogos) pode solicitar um registro ou tombamento.


B

Uma vez tombado o bem, ele só poderá ser usado para fins públicos ou governamentais, a não ser que anteriormente tenha sido patrimônio particular.


C

Em âmbito federal, o responsável por essa preservação é o próprio Iphan. A implementação, no entanto, pode ser pelos governos estaduais ou municipais.


D

No caso de bens mais antigos como o Palácio Anchieta, é necessário renovar periodicamente o tombamento, para justificar a importância do bem histórico.


E

O bem, seja ele móvel ou imóvel, material ou imaterial, precisa passar por uma consulta pública à comunidade local, para averiguar se há interesse nesse tombamento.

O município de Santa Maria de Jetibá foi criado no dia 6 de maio de 1988, pela da Lei Estadual nº 4.067. A Lei é resultado de um processo legislativo, ora proposto por membros do executivo, do legislativo, ou iniciativa popular. Sobre as razões que levaram aprovação da emancipação do município de Santa Maria de Jetibá, assinale a afirmativa correta.


A

Ocorreu em função de um abaixo-assinado elaborado pelos moradores dos distritos de Santa Maria de Jetibá e Garrafão.


B

Resultou de uma proposição feita pelo governador Max Freitas Mauro e que contou com aprovação unanime do legislativo, em 6 de maio de 1988.


C

Originou-se de uma decisão unilateral tomada em 20 de março de 1988 nos distritos de Santa Maria de Jetibá e Garrafão, município de Santa Leopoldina.


D

Decorreu de uma consulta plebiscitária realizada em 20 de março de 1988, nos distritos de Santa Maria de Jetibá e Garrafão, município de Santa Leopoldina.

Por ser de fácil acesso, com uma estrada que, na época, adentrava o Vale do Ribeirão do Calçado, a região onde hoje está o município de Ibitirama/ES, entrou para a história no cenário nacional por ter sido palco da chamada Guerrilha do Caparaó, que foi:


A

Um conflito armado pela disputa de terras entre fazendeiros e pequenos agricultores, que só acabou após a interferência do exército brasileiro.


B

Um confronto entre o exército brasileiro e um braço da Revolução Farroupilha que tentava se instalar no estado do Espírito Santo.


C

Um conflito armado pela disputa de terras entre os estados do Espírito Santo e de Minas Gerais, que resultou na morte de dezenas de civis e militares.


D

Um confronto entre o exército brasileiro e guerrilheiros do Movimento Revolucionário que tentavam instalar uma base na região.


E

Um confronto entre militares capixabas e integrantes do movimento separatista conhecido como Inconfidência Mineira, que tentavam se esconder na região.

A qual município pertencia o distrito de Ibitirama, antes de ser emancipado?


A

Iúna.


B

Jerônimo Monteiro.


C

Bom Jesus do Norte.


D

Divino de São Lourenço.


E

Alegre.

A cultural capixaba também está retratada em um patrimônio arquitetônico que conta a história dos povos que por ali passaram. Entre os itens abaixo citamos alguns desses monumentos.


I.A Ponte Hercílio Luz.

II.Os casarios de Muqui.

III.O Porto de São Mateus.

IV.O Convento da Penha.

V.O Forte do Presépio.


Estão corretos:


A

Os itens II, IV e IV.


B

Os itens I, II e IV.


C

Os itens II, III e IV.


D

Os itens III, IV e V.


E

Os itens I, III e V.

Além da doação das terras da fazenda Santa Bárbara, a origem do município de Ibitirama/ES se deu com a instalação de várias famílias na região, formando um povoado que ficou conhecido como:


A

Vila de Santa Bárbara.


B

Santa Ibitirama.


C

Arraial de Ibitirama.


D

Vila do Caparaó.


E

Arraial de Santa Bárbara.

Ao todo, segundo documentos oficiais, a entrada de pomeranos no Estado do Espírito Santo foi de 2.142 pessoas, mas existe a possibilidade de ter entrado um número maior (JACOB, 1992; PACHECO, 1994). A viagem pelo Oceano Atlântico era longa: muitos morreram e tiveram que ser lançados ao mar. Após viajarem entre seis e sete semanas, finalmente aportavam em Vitória. Da capital, onde eram alojados na Hospedaria da Pedra D’água.


(DE ABREU, Ana Paula et al. Turismo e Cultura Pomerana em Santa Maria de Jetibá/ES. Revista Reuna, v. 12, nº 2, 2007. P. 14. Fragmento.)


A imigração pomerana, característica do Espirito Santo, ocorreu em função da:


A

Política migratória impulsionada pelo governo imperial.


B

Fuga da instabilidade política, causada pela Guerra da Lituânia.


C

Motivação religiosa e desejo de divulgar o catolicismo no Brasil.


D

Necessidade do Brasil, que buscava mão de obra barata para desenvolvimento industrial.

No ano de 1820, o Capitão Manoel João Esteves chegou à região do Caparaó e seguiu viagem subindo o Rio Itapemirim, distribuindo terras a seus companheiros, formando-se vários povoados, que mais tarde se tornaram distritos do município de:


A

Alegre.


B

Irupi.


C

Guaçuí.


D

Dores do Rio Preto.


E

Muniz Freire.

A industrialização capixaba no período de 1960 a 1975 foi ancorada, então, na produção de bens salários, voltados para substituição da importação desses bens e agregar valor à exportação desses produtos para outros estados. Além disso, tendo em vista que foi fortemente liderada por capitais locais, houve a necessidade de desenvolver políticas específicas para apoio ao processo industrial no estado.


Espírito Santo: questões contemporâneas em economia/ Angela Maria Morandi; Alexandre Ottoni Teatini Salles; Robson Antônio Grassi (organizadores). Coleção Corecon, volume 2. Vitória: Editora Milfontes, 2020. 223 p.80.


No contexto apresentado no documento, o processo de diversificação econômica do estado, ligada ao setor secundário, passou a ser operacionalizado a partir da criação


A

do Grupo Executivo de Racionalização da Cafeicultura (GERCA).


B

do Banco Capixaba de desenvolvimento Industrial (BCD).


C

da Companhia de Desenvolvimento do Espírito Santo (Codes).


D

da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa).


E

da Secretaria de Estado de Economia e Planejamento (SEP).

Os homens que lideraram o processo nacional de independência política na América Latina, de uma maneira geral, estavam imbuídos do ideário burguês liberal como justificativa de seus atos. Alguns, penso eu, acreditavam profundamente naquilo que pregavam. Em nome das ideias de liberdade, igualdade jurídica, legitimidade de propriedade privada, dentre outras, fizeram a independência e aceitaram mesmo algumas alterações mais profundas nas relações sociais, porque tiveram que enfrentar situações limites.


(PRADO, 1994. P. 70.)


Além do ideário burguês liberal, que permeou grande parte dos processos de independência da América Latina e a formação de seus Estados Nacionais, podemos destacar como ponto comum desse contexto:


A

O estabelecimento imediato e unânime de sistemas de governo republicanos condizentes com a ideologia democrática.


B

A decadência do poder das oligarquias locais que não mais podiam contar com a sustentação econômica por parte da Coroa.


C

A permanência de imensos contrastes sociais que acabaram se sustentando na nova organização administrativa e política.


D

A garantia de novas relações sociais alicerçadas pelas constituições nacionais imediatamente promulgadas após cada emancipação.

“Em relação à escrita da História local, consideramos que desse conjunto de estudos resultou um novo campo de representações acerca do passado do Espírito Santo, um trabalho de ruptura, com capacidade de desestruturar narrativas mestras, desconstruir conceitos-chaves, categorias e símbolos, uma atividade 'de negação histórica dos modelos de interpretação e das formas de pensar consagrados culturalmente'”


(NASCIMENTO, 2018, p. 196).


O texto traz uma das conclusões do autor quanto ao que ele interpreta como “narrativas críticas da história do Espírito Santo”. Quanto a essas narrativas, analisadas por Nascimento, elas realizam uma negação histórica, pois:


A

retiram o protagonismo dos personagens históricos ao primarem por abordagens estruturalistas, identificando em fatores conjunturais o sentido da estagnação colonial e do desenvolvimento da economia capixaba no período republicano.


B

identificam como marco temporal da gênese do desenvolvimento econômico do Espírito Santo o final do Período Colonial, marcado pela emergência de práticas comerciais que colocavam o Espírito Santo na condição de importante entreposto comercial.


C

identificam no período monárquico a efetiva estagnação do Espírito Santo, devido à sua condição de província com recursos limitados e governantes descomprometidos com os interesses locais, nomeados pelo poder central.


D

analisam a Primeira República como sendo momento de importante transformação industrial, destoando da narrativa de superação do atraso, a qual enfatiza unicamente a economia cafeeira.


E

questionam os projetos de modernização do século XX, evidenciando os impactos negativos dos modelos de desenvolvimento adotados pelas elites locais sobre a maior parte da população do estado.

Hoje, o Estado do Espírito Santo possui uma relativa indústria consolidada, que carrega a economia capixaba, além de outras bases econômicas. Porém, em grande parte do século XIX e início do século XX, um produto era a base econômica do Estado. Assim, a principal produção da economia do Estado do Espírito Santo, nesse período, era


A

a produção açucareira.


B

a produção cafeeira.


C

a indústria siderúrgica.


D

o turismo.


E

a indústria petrolífera.

   
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