Questões de Concurso sobre Expansão Comercial a Marítima: a busca de novos mundos

 
 
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Durante a primeira metade do século XV, os portugueses alimentaram projetos expansionistas que objetivavam a conquista de áreas africanas, visando estabelecer rotas alternativas para comerciar especiarias e ouro. Enquanto os esforços para descobrir uma nova rota para o comércio das especiarias estavam relacionados à expectativa de controlar o comércio desses produtos, então exercido por venezianos, florentinos e genoveses que ocupavam feitorias espalhadas ao longo das ilhas do Mediterrâneo, a expectativa para constituir uma rota de acesso ao ouro visava:

A
estabelecer o monopólio do comércio do ouro produzido nas minas do Novo Mundo, recém-descobertas.

B
implementar o comércio com a produção aurífera do sul do continente africano.

C
vencer a barreira formada por mercadores muçulmanos na via transaariana.

D
controlar o Oceano Índico, para estabelecer monopólio do metal na costa oriental da África, principal fornecedora de ouro à Europa.

E
estabelecer o lucrativo comércio de africanos escravizados.

Um Estado forte e centralizado era instrumento indispensável para levantar recursos e levar adiante a dispendiosa aventura das Grandes Navegações. Os primeiros europeus a iniciarem o processo das Grandes Navegações da Era Moderna foram os portugueses.

Marque a opção que indique um dos fatores que contribuíram para esse pioneirismo.


A

Com a Revolução de Avis, subiu ao trono Dom João I, apoiado pela burguesia industrial;


B

Diferente de outros países europeus, em 1.143 Portugal era um reino que ainda lutava pela unificação e sua independência;


C

Sob o estímulo de Dom Henrique, surgiu em Algarves, próximo a Sagres, um Centro de Estudos de Navegação;


D

A maioria de sua população vivia da agricultura, o que lhe conferia a grande determinação de vender toda a sua produção a outros continentes.

Analise o quadro abaixo.


Imagem associada para resolução da questão

(Disponível em: https://espacodoeducador.com.br/flog/album/mapas-mapas-historicos. Acesso em: 30/07/2019.)


O mapa mostra as rotas comerciais do Ocidente medieval entre os séculos XI e XIII. A partir da análise do documento e do tema comércio medieval, assinale a afirmativa correta.


A

As feiras da região da Champagne faziam a articulação entre os centros comerciais italianos e aqueles localizados no Mar do Norte.


B

A Península Ibérica estava integrada ao circuito comercial liderado pelas cidades da Liga Hanseática.


C

A acirrada rivalidade comercial entre as cidades italianas de Veneza e Gênova estava presente tanto no Mediterrâneo quanto no Atlântico Norte.


D

A presença de piratas muçulmanos na bacia do Mediterrâneo dificultou as trocas comerciais entre o Ocidente e o Império Bizantino.

Por que foi entre os dispersos e relativamente pouco adiantados habitantes das partes ocidentais da massa terrestre da Eurásia que ocorreu um processo incessante de desenvolvimento econômico e inovação tecnológica que faria dessa região o líder mundial e militar do mundo? É uma pergunta que tem estimulado os estudiosos e observadores há séculos.


(KENNEDY, Paul. Ascensão e queda das grandes potências: transformação econômica e conflito militar de 1500 a 2000. Rio de Janeiro: Elsevier, 1989, p.26)


O texto faz referência ao excepcionalismo europeu, caracterizado pela superação de inúmeras dificuldades até a conversão da Europa em principal centro irradiador do processo civilizatório. Estão entre as principais dificuldades enfrentadas pela Europa, para atingir o seu excepcionalismo histórico,


A

a persistência de uma sociedade altamente clericalizada; a presença de um Estado fortemente centralizado e um regime político teocrático.


B

o clima quente e seco, que desfavoreceu o povoamento; a ausência de grandes planícies que pudessem facilitar o deslocamento de tropas para conquista militar.


C

a ausência de portos naturais que pudessem facilitar a navegação de longa distância; a centralização do poder político que estimulava a formação de um Estado empreendedor;


D

a fragmentação do poder político, que impedia a formação de um Estado empreendedor; a ausência de áreas fluviais amplas e férteis.


E

as rivalidades internas provocadas pelo grande desenvolvimento comercial, que promoveu disputas entre os diferentes países do continente, antes da expansão marítima europeia.

Em 1578, o rei de Portugal, Dom Sebastião, travou luta armada contra os mulçumanos na África. O conflito ficou conhecido como Batalha de Alcácer Quibir. Na ocasião, o monarca desapareceu em batalha e, sem deixar herdeiros, foi sucedido pelo cardeal D. Henrique, o qual, por sua vez, faleceu em 1580, também sem deixar um sucessor. Diante desse quadro, instalou-se, no governo português, uma crise dinástica que teve como resultado imediato


A

o surgimento do Governo Regencial, efetivado por mandatos governamentais provisórios, conhecidos como Regência Trina de 1580 e Regência Una de 1590.


B

a criação do Governo-Geral em 1580 (chefiado por Tomé de Souza) imposta como estratégia política e militar para combater a presença de soldados espanhóis em território brasileiro.


C

a invasão das colônias portuguesas por tropas espanholas e a criação de uma sede governamental da Espanha em Recife.


D

a anexação do reino de Portugal e, consequentemente, de suas colônias ao reino da Espanha, formando, assim, a União Ibérica, que teve duração de 1580 a 1640.

Nessa perspectiva valorizada pelo autor, destaca-se a compreensão de que as grandes navegações oceânicas tiveram como fator o(a):


A

busca de lucro imediato com a expansão comercial


B

ideal da missão civilizatória com a superioridade biológica


C

advento de instrumentos de orientação com a revolução científica


D

reconhecimento da coragem de marinheiros com o mérito individual

O texto nos permite conhecer duas das inúmeras causas da Expansão Marítima dos séculos 15 e 16.


Assinale a alternativa em que tais motivações são corretamente apontadas.


A

As lendas medievais, a influência da Igreja.


B

A procura de ouro, a busca do “Santo Graal”.


C

A busca de riquezas, a catequização dos povos que não eram cristãos.


D

A busca por metais preciosos, o desenvolvimento científico.


E

O desapego aos valores materiais, a busca do conhecimento.

Pouco antes de a expansão marítima portuguesa atingir o objetivo de chegar às Índias, a Espanha acabou por organizar expedições atlânticas, tornando-se a segunda monarquia europeia a fazê-lo. A primeira viagem espanhola, bastante modesta, foi concebida em 1492 pelo navegador genovês:


A

Cristóvão Colombo.


B

Américo Vespúcio.


C

Diogo Velásquez


D

Fernão Cortez

A ocupação europeia deu origem, por um lado, ao genocídio de centenas de indivíduos pertencentes a estes grupos indígenas. Por outro lado, teve início uma intensa miscigenação já nos momentos iniciais da conquista. Ocorreram igualmente transformações socioculturais importantes, tais como a influência cultural mútua, as aculturações forçadas e espontâneas, bem como as intensas alterações dos costumes tradicionais das diversas comunidades indígenas locais, num processo gradual de europeização. Em relação ao impacto da colonização sobre os povos indígenas no Brasil, analisar os itens abaixo:


I. O processo de colonização levou à extinção de muitas sociedades indígenas que viviam no território dominado, seja por meio das guerras, seja em consequência do contágio por doenças trazidas dos países distantes, como a gripe, o sarampo e a varíola, que vitimaram, muitas vezes, sociedades indígenas inteiras, em razão dos índios não terem imunidade natural a esses males, ou, ainda, pela imposição aos índios à nova maneira de viver.

II. Com o estabelecimento dos engenhos de açúcar no nordeste do Brasil, os colonos precisavam de grande quantidade de mão de obra. Muitos senhores de engenho recorreram à escravização de índios. Organizavam expedições que invadiam as tribos de forma violenta, inclusive com armas de fogo, para sequestrar os indígenas jovens e fortes e levá-los até o engenho.

III. As relações entre missionários, colonos e povos indígenas estiveram longe de ser pacíficas. Na relação com os indígenas, os missionários consideravam a poligamia, o canibalismo e a nudez como os maiores desafios da conversão. Durante algum tempo, as missões dificultaram a escravização dos povos indígenas. Tal orientação entrava em choque com a dos colonos, que estavam interessados em escravizar os indígenas e explorar sua força de trabalho. A disputa acabou levando a diversos conflitos entre jesuítas e colonos.


Estão CORRETOS:


A

Somente os itens II e III.


B

Somente os itens I e II.


C

Somente os itens I e III.


D

Todos os itens.

A Expansão comercial e marítima europeia é um termo que faz referência a um processo histórico de longa duração, ocorrido entre os séculos XV e XVII, que levou a uma expansão técnico-comercial da Europa. Essa expansão conduziria a uma grande acumulação de capital nesse continente, juntamente com o alargamento das fronteiras geopolíticas. Em seu conjunto, a expansão marítima europeia é mais comumente chamada como as Grandes Navegações, tendo o reino de Portugal como pioneiro. Isso posto, analise os fatores abaixo e identi-fique os responsáveis pelo pioneirismo português nesse processo:

I- A revolução de Avis.

II- A posição geográfica favorável.

III- A aliança científica com a Inglaterra.

IV- O interesse da burguesia mercantil.

Assinale a alternativa correta:


A

Apenas os fatores I, II e IV estão corretos.


B

Apenas os fatores I e IV estão corretos.


C

Apenas os fatores I e III estão corretos.


D

Apenas os fatores II e IV estão corretos.


E

Os fatores I, II, III e IV estão corretos.

Considerando a política colonial portuguesa em relação ao Brasil, o historiador Fernando Novais observou o sistema de colonização e a economia mercantilista. Quanto ao monopólio do comércio colonial, assinale a alternativa correta.


A

As fontes da época demonstram que a influência do iluminismo francês na Europa foi responsável pelo fim do monopólio colonial na América


B

O monopólio do comércio colonial garantia que a burguesia mercantil baixasse os preços dos produtos coloniais evitando que sua produção se tornasse antieconômica


C

Diante dos pequenos exércitos das nações europeias em formação e dos baixos recursos neles investidos compreende-se que o monopólio comercial nunca existiu


D

A influência de mercadores e banqueiros ingleses no Brasil demonstram que havia uma deliberada abertura dos portos praticada por Portugal

Cristóvão Colombo foi o primeiro homem a comprovar o que muita gente, em sua época, já desconfiava: o mundo, na verdade, tinha uma forma esférica. Ele acreditava ser possível viajar para o leste ou para o oeste e acabar retornando ao ponto de partida. Ele também descobriu a


A

Ásia.


B

Índia.


C

África.


D

América.

“Na verdade, não apenas naquele exato instante mas pelas três décadas seguintes, ela representaria pouco mais do que um intervalo idílico em meio a uma longa e tediosa navegação oceânica” (BUENO, 1998, p. 12). Com base no fragmento citado, assinale a alternativa incorreta:


A

O autor se refere ao controverso episódio do “achamento” de terras no que confguraria o “Novo Mundo”


B

A ilha do Brasil era uma das inúmeras ilhas representadas pela cartografa europeia desde o início do século IX


C

A meta inicial da busca por rotas marítimas costeando o, em partes já conhecido, continente africano implicava em sobreviver a travessia do “Cabo das Tormentas”


D

Mesmo a serviço da corte espanhola Colombo trocou confidencialmente informações com o responsável da esquadra portuguesa Pedro Álvares Cabral, sobre a necessidade de se desviar a oeste na altura do Golfo da Guine a fim de evitar correntes contrárias e calor insalubre

O encontro entre o Velho e o Novo Mundo, que a descoberta de Colombo tornou possível, é de um tipo muito particular: é uma guerra – ou a Conquista –, como se dizia então. E um mistério continua: o resultado do combate. Por que a vitória fulgurante, se os habitantes da América eram tão superiores em número aos adversários e lutaram no próprio solo? Se nos limitarmos à conquista do México – a mais espetacular, já que a civilização mexicana é a mais brilhante do mundo pré-colombiano – como explicar que Cortez, liderando centenas de homens, tenha conseguido tomar o reino de Montezuma, que dispunha de centenas de milhares de guerreiros?


TODOROV, T. A conquista da América. São Paulo: Martins Fontes, 1991 (adaptado).


No contexto da conquista, conforme análise apresentada no texto, uma estratégia para superar as disparidades levantadas foi


A

implantar as missões cristãs entre as comunidades submetidas.


B

utilizar a superioridade física dos mercenários africanos.


C

explorar as rivalidades existentes entre os povos nativos.


D

introduzir vetores para a disseminação de doenças epidêmicas.


E

comprar terras para o enfraquecimento das teocracias autóctones.

As Grandes Navegações podem ser compreendidas como uma resposta europeia aos anseios de uma sociedade em transformação no final da Idade Média. A centralização política e o fortalecimento dos Estados Nacionais intensificaram a necessidade de expansão econômica, colaborando para solidificar os novos referenciais políticos.

-

Diante do exposto e de seus conhecimentos sobre o assunto, leia as afirmativas.

-

I. A Expansão Marítima assinala o primeiro grande estágio de integração entre os continentes.

II. As Grandes Navegações do século XV impossibilitam a compreensão mais ampla do nosso planeta.

III. Após os contatos iniciais entre o europeu e o ameríndio prevaleceu a cultura ameríndia.

-

Está correto apenas o que se afirma em:


A

I.


B

II.


C

III


D

I e II.


E

II e III.

O empreendimento e aparato para as viagens marítimas no contexto das “Grandes Navegações” foi realizado com o apoio


A

da Igreja Católica, que financiou todas as despesas.


B

dos reis católicos, que sozinhos desviaram todos os recursos para investir nas Grandes Navegações.


C

do Estado e o capital da burguesia.


D

do financiamento dos bancos europeus.

Assinalar a alternativa com proposições corretas, relacionadas ao contexto histórico da Expansão Marítima.


I - Mercantilismo era a política econômica que orientava os governos europeus envolvidos na expansão marítima.

II - O desenvolvimento de novos equipamentos, a exemplo da bússola, não terá influência para o processo de expansão marítima.

III - Sobre a expansão marítima é correto afirma que visava também à expansão do catolicismo.

IV - A expansão marítima tinha como principal objetivo retirar as populações mulçumanas da península ibérica, após a Guerra de Reconquista.


A

Todas estão corretas.


B

Apenas I, II.


C

Apenas I, III.


D

Apenas I, IV.


E

Apenas III, IV.

“E se mais mundo houvera, lá chegara.”


Ilustrando seus descobrimentos, essa orgulhosa epígrafe bem diz o que foram as viagens desses grandes exploradores que, ainda hoje, glorificam a tradição. De Vasco da Gama a Serpa Pinto, por mar e por terra, eles alcançaram os limites e o centro do planeta, “para lá levando a civilização”.


Em sua Crônica de Guiné, escrita em meados do século XV, Gomes Eanes de Zurara já enunciava as “cinco e uma razões” dessas expedições. O infante d. Henrique, que as organizou, “é impelido pelo serviço de Deus”; acha que naqueles países existem cristãos, e que de lá será possível trazer mercadorias; que, se não houver cristãos, há de se saber até onde vai o poder dos infiéis; que talvez algum senhor estrangeiro queira ajudá-lo em sua guerra contra os inimigos da fé; que grande é seu desejo de propagar a Santa Fé de NSJC.


(Marc Ferro, História das colonizações: das conquistas às independências, séculos XIII a XX)


A partir do excerto, é correto afirmar que


A

os descobrimentos tiveram pouca importância econômica para Portugal, pois seus interesses comerciais estavam dentro da Europa.


B

os interesses mercantilistas portugueses se contrapunham ao projeto de expansão da fé da Igreja Católica.


C

a imposição da Igreja Católica para que todos os povos fossem catequizados atrasou a expansão territorial portuguesa.


D

a expansão marítima-comercial portuguesa apresentava um duplo sentido, porque tinha objetivos mercantis e religiosos.


E

o avanço das descobertas portuguesas ultramarinas foi prejudicado com restrições impostas pela Igreja Católica.

 
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