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O primeiro passo da expansão ultramarina portuguesa foi a conquista de:
Moçambique.
Ceuta.
Senegal.
Guiné.
Angola.
"[...] O caminho marítimo, esse, não tem que pagar todos esses impostos, e os portugueses podem vende-las mais baratas. As pessoas bem informadas dão-se conta disso, outras não podem acreditar na notícia, e outras pessoas pensam que o rei de Portugal não poderá conservar por muito tempo esse caminho e este comércio com Calicute, pois [...] as perdas serão maiores que os lucros." Priuli, "Diários", 1499. In: Freitas, Gustavo de. 900 Textos e Documentos de História. Lisboa, Platano Editorial, s/d. (Adaptado)
- Sobre a expansão marítima e comercial europeia dos séculos XV - XVI é correto afirmar:
Tratou-se de um grande empreendimento realizado pela Igreja Católica que contava com o apoio do Estado Monárquico, ambos preocupados com o crescimento acelerado do Protestantismo e do Islamismo;
Realizou-se como empresa marítima organizada e dirigida pelos Estados Nacionais Modernos, com caráter principalmente mercantil, tendo papel decisivo na acumulação primitiva de capitais na Europa Ocidental;
Teve como objetivo a conquista e a afirmação de mercados fornecedores de matéria-prima e consumidores para a indústria. Nessa direção, os países pioneiros de expansão marítima desse período organizaram movimentos abolicionistas, o que liberava a mão de obra escrava nas colônias;
Enquanto peça do Mercantilismo, prática econômica da acumulação de capitais, a expansão marítima e comercial europeia dos séculos XV-XVI, articulava os interesses do Estado com a classe trabalhadora da nascente indústria;
A expansão marítima e comercial europeia dos séculos XV-XVI contou com o pioneirismo português que, através do apoio de cidades italianas como Gênova e Veneza, conseguiu fortalecer as antigas rotas comerciais mediterrânicas com o Oriente, o que se constituiu em grande impulso para a acumulação de capitais e a industrialização.
Com o objetivo de chegar à Índia, os navegadores portugueses, durante os séculos XV e XVI, fizeram uma rota de contorno pelo continente africano e criaram pontos de parada e negociação ao longo do trajeto. O nome dado a essas incursões foi:
Rota das Índias.
Périplo africano.
Feitoria.
Comércio africano.
Certa ocasião, em tenso diálogo com um diplomata espanhol, o rei da França, Francisco I, proferiu a frase que a história se encarregaria de imortalizar: “Gostaria de ver a clausula do testamento de Adão que me afastou da partilha do mundo [...]”. O monarca francês evidentemente se referia ao Tratado de Tordesilhas – o acordo planetário que Portugal e Espanha tinham assinado em 1494, dividindo o mundo entre si, com benção papal (BUENO, 2012).
A respeito do Tratado de Tordesilhas, leia as afirmativas abaixo:
I. De acordo com as estipulações do tratado, os dois reinos ibéricos asseguravam não apenas a soberania sobre as “terras descobertas ou por descobrir” tanto no Ocidente como no Oriente.
II. Com o tratado de Tordesilhas Portugal e Espanha obtinham, acima de tudo, a exclusividade da navegação no Oceano Atlântico.
III. Era justamente contra a doutrina do maré clausum (mar fechado) que Francisco I assinou esse tratado, logo, sendo apoiado pelos espanhóis que também defendiam a ideia de maré liberum (mar aberto a navegação).
Assinale a alternativa correta.
Apenas as afirmativas I e II estão corretas
Apenas as afirmativas II e III estão corretas
Apenas as afirmativas I e III estão corretas
As afirmativas I, II e III estão corretas
Segundo FAUSTO, sobre as causas da expansão marítima e a chegada dos portugueses ao Brasil, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(_) Os impulsos para a aventura marítima não eram apenas comerciais, havia um gosto pela aventura, tendo em vista que, há cinco séculos, estávamos muito distantes de um mundo inteiramente conhecido, fotografado por satélites, oferecido ao desfrute por pacotes de turismo; as chamadas regiões ignotas concentravam a imaginação dos povos europeus, que aí vislumbravam reinos fantásticos, habitantes monstruosos e a sede do paraíso terrestre.
(_) A expansão marítima portuguesa representou uma importante renovação das chamadas técnicas de marear, com o aperfeiçoamento de instrumentos como o quadrante e o astrolábio, a construção de caravelas e a indicação de latitudes e longitudes nas cartas de navegação, no lugar de apenas rumos e distâncias.
(_) Os bens mais procurados durante a expansão portuguesa foram o ouro e as especiarias: o primeiro, por ser utilizado como moeda confiável; e o segundo, por ser composto de um grupo de substâncias muito ativas, utilizadas para vários fins, como condimento, remédio ou perfumaria.
C - E - C.
E - C - C.
C - E - E.
E - C - E.
C - C - C.
É sabido que os europeus não descobriram o continente americano nos séculos XV e XVI, pois essas terras já eram ocupadas por vários povos. Dentre os povos abaixo, quais habitavam a América desse período:
Maia, Incas e Dórios.
Incas, Maias e Astecas.
Persas, Nascas e Maias.
Incas, Jônios e Nascas.
Sobre as navegações ultramarinas e seus desdobramentos, assinale a alternativa CORRETA:
O que permitiu as grandes viagens marítimas, ou ultramarinas, iniciadas no século XVII, foi o desenvolvimento dos instrumentos de navegação, a criação de embarcações mais resistentes e investimentos financeiros.
A Espanha saiu na frente nas viagens ultramarinas em razão de ter-se unificado como Estado, antes das demais nações, centralizando o poder, o que a tornaria uma potência econômica, ao longo do século XV e de parte do século XVI.
No projeto de expansão ultramarina associado à ótica mercantilista, não haveria necessidade de se pensar em uma acumulação de riqueza pelo Estado.
No mercantilismo, havia o chamado "exclusivo colonial ou metropolitano”. Nesse sentido, foram criadas companhias privilegiadas de comércio.
A concorrência norte americana, no séc. XVII, forçou Portugal a acelerar as navegações.
Foi um acordo firmado no Brasil em 1494 entre Portugal e Espanha e tinha como objetivo resolver os conflitos territoriais relacionados às terras descobertas no final do século XV. Assinale a alternativa CORRETA:
Tratado de Tordesilhas.
Tratado de Uti Possidetis.
Tratado de Madri.
Tratado de Petrópolis.
A participação portuguesa no comércio europeu ganhou impulso no início do século XV, no contexto das grandes navegações que se iniciaram nesse período. A primeira ação imperialista dos portugueses, a partir da qual os súditos do rei Dom João I sentiram-se seguros para iniciar seu avanço por “mares nunca dantes navegados” foi
o descobrimento do Brasil.
a ultrapassagem do Cabo da Boa Esperança.
a chegada a Calcutá, nas Índias.
a descoberta da América.
a tomada de Ceuta.
Qual das alternativas NÃO representa um dos fatores que explica o bom desempenho de Portugal nas navegações, a partir do século XV.
Situação política estável fixada pela dinastia Avis.
Aperfeiçoamento de diversos instrumentos de navegação.
Inexistência de alianças entre a Coroa e a burguesia mercantil.
Longa experiência de pesca e navegação na costa Atlântica.
Localização geográfica privilegiada, sendo o reino mais ocidental da Europa.
O Tratado de Tordesilhas foi um documento assinado em junho de 1494. Os protagonistas foram Portugal e Espanha, que delimitaram, através de uma linha imaginária, as posses portuguesa e espanhola no território da América do Sul, chamado de “Novo Continente”. Com o passar do tempo, os portugueses começaram a invadir o território espanhol. Dessa maneira, o Brasil começou a ter os contornos que conhecemos hoje. A Espanha, que precisava tomar conta de um domínio muito extenso, não conseguiu se defender das investidas portuguesas. Assim, em 1750, o Tratado de Tordesilhas foi oficialmente desconsiderado e atualizado para:
a convenção de Tordesilhas
o tratado de Lisboa
o Tratado de dois Países
o Tratado de Madrid
o Tratado de Paz
No que se refere às causas das “Navegações Portuguesas”, julgue os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:
I – Conquistar terras e títulos para a nobreza.
II – Necessidade de abertura de novas rotas comerciais.
III – Expansão da fé cristã.
Apenas o item I é verdadeiro.
Apenas o item II é verdadeiro.
Apenas o item III é verdadeiro.
Apenas os itens I e II são verdadeiros.
Todos os itens são verdadeiros.
Por volta do século XV, os portugueses utilizavam um navio maior destinado à navegação e ao transporte de mercadorias, suas velas principais tinham as vergas transversais à linha de centro do navio e a forma de um trapézio. Que nome era dado a esse tipo de embarcação?
Caravela.
Galeão.
Galé.
Nau.
Fragata.
Em que ano Martim Afonso de Sousa parte na caravela Santa Maria do Cabo. para Portugal, chegando a Lisboa?
1533.
1543.
1553.
1563.
A respeito das expedições marítimas portuguesas realizadas ao longo do século XV, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Em 1434, uma barca comandada por Gil Eanes conseguiu ultrapassar o cabo Bojador, abrindo as latitudes ao sul das Canárias à navegação portuguesa, deixando para trás medos que a Antiguidade e a Idade Média haviam criado, ante as dificuldades de vencer a grande barreira depois da qual começava a Zona Tórrida, onde as águas do mar ferviam.
( ) Do ponto de vista geográfico, as viagens forneciam informações indispensáveis para aprimorar o desenho da Terra e facilitar o deslocamento dos navios europeus pelas novas rotas oceânicas.
( ) Ao iniciar seu governo, D. Manuel I começou por consolidar as possessões portuguesas no Marrocos, para onde deslocou pessoas, armas e suprimentos. Também elevou o soldo de seus capitães e soldados e sustentou suas campanhas na África, que resultaram na abertura do caminho marítimo para a Índia.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – V – V.
V – F – F.
F – F – V.
F – V – F.
F – V – V.
Leia atentamente as afirmativas abaixo relacionadas ao contexto social, econômico e cultural europeu, no período da expansão marítimo-comercial dos séculos XV e XVI, e assinale C para os itens corretos e I para os itens incorretos.
( ) - Esse período foi marcado pelo Renascimento, que tinha como ideia fundamental o humanismo, cuja inspiração era a cultura clássica antiga.
( ) - Do ponto de vista econômico, o período assinala o advento do mercantilismo enquanto Modo de Produção, baseado no livre comércio entre os Estados Nacionais.
( ) - O século XVI foi caracterizado pelo impacto da Reforma Protestante na qual Lutero criticou todo um conjunto de atividades sociais, políticas e religiosas que tinham ficado associadas aos ensinamentos da Igreja Católica.
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA, de cima para baixo.
C, C, I.
I, I, C.
C, I, C.
I, C, I.
C, C, C.
Muitos marinheiros morriam nas longas estadias no mar, quando a dieta dependia apenas de peixe, carne salgada e biscoito, As gengivas inchavam e sangravam, os dentes perdiam sua fixação e apareciam manchas na pele, devido à falta de vitamina C. Que dosnça ocasionava essas mortes?
Escorbuto.
Beribéri.
Anemia.
Pneumonia.
Laringite.
As invasões patrocinadas pelo governo inglês ao território português no continente americano, segundo algumas pesquisas, não foram raras. As presenças de piratas e corsários ingleses nas costas da América portuguesa, promovendo saques e pilhagens, demonstravam, também, o fato de a Inglaterra ter participado tardiamente do processo de Expansão Marítima e Comercial europeia dos séculos XV e XVI.
"A lenda do corsário vermelho...
As relações entre a Inglaterra e os países ibéricos não eram das melhores no século XVI. As pilhagens dos britânicos aos navios portugueses e espanhóis aumentavam, com a conivência da rainha Elizabeth I (1533 — 1603). Foi neste cenário que um corsário inglês de 23 anos pôde abalar o território americano. Em 26 de dezembro de 1591, Thomas Cavendish, homem de origem nobre, invadiu e pilhou a Vila de Santos, no atua/ estado de São Paulo, onde permaneceu por dois meses.
Conhecido como 'corsário vermelho' por ser um dos invasores que mais provocaram medo, Cavendish traumatizou os habitantes da colónia, tanto os colonos como os índios que ali residiam. Alarmes falsos de novos saques e boatos sobre seu paradeiro rondaram a vila durante meses, mas ele nunca voltou. Enquanto a lenda percorria as mentes dos temerosos, o corsário enfrentava adversidades no sul do continente para alcançar seu verdadeiro objetivo. Atravessaro Estreito de Magalhães. (...) "
(Revista de História da Biblioteca Nacional. P. 86. Ano 7. NO 75. Dezembro de 2011)
Como um dos fatores que explicam a presença de corsários e piratas ingleses ao longo do litoral da América portuguesa, durante o século XVI demonstrando insatisfações da coroa britânica, pode-se destacar:
o interesse inglês em iniciar o processo de colonização em suas terras localizadas no Novo Mundo, antes mesmo da chegada dos portugueses ao continente americano
o interesse inglês na parceria com os portugueses, diante das dificuldades desses no processo de colonização de sua vasta região colonial no continente americano
a não aceitação, por parte do governo inglês, da hegemonia exercida pelos países ibéricos sobre o vasto território americano, assegurada pelo Tratado de Tordesilhas
a parceria predominante já estabelecida entre os piratas e corsários ingleses, junto aos indígenas do então território brasileiro, visando a exploração das riquezas minerais
Diversos intrusos desafiaram os interesses ultramarinos de Portugal durante os séculos XVI e XVII. Qual foi o primeiro povo que teve seus navios na costa brasileira comercializando com os nativos da terra, forçando Portugal a reagir, enviando expedições guarda-costas e iniciando a colonização no Brasil?
Italiano.
Inglês.
Holandês.
Espanhol.
Francês.
Porque todos confessamos não se poder viver sem alguns escravos, que busquem a lenha e a água, e façam cada dia o pão que se come, e outros serviços que não são possíveis poderem-se fazer pelos Irmãos Jesuítas, máxime sendo tão poucos, que seria necessário deixar as confissões e tudo mais. Parece-me que a Companhia de Jesus deve ter e adquirir escravos, justamente, por meios que as Constituições permitem, quando puder para nossos colégios e casas de meninos.
LEITE, S. História da Companhia de Jesus no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1938 (adaptado).
O texto explicita premissas da expansão ultramarina portuguesa ao buscar justificar a
propagação do ideário cristão.
valorização do trabalho braçal.
adoção do cativeiro na Colônia.
adesão ao ascetismo contemplativo.
alfabetização dos indígenas nas Missões.