Questões de Concurso sobre Guerra Fria e seus desdobramentos

 
 
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Ano: 2022
Banca: Instituto Municipal de Desenvolvimento de Recursos Humanos - IMPARH
Prova: IMPARH - Prefeitura de Fortaleza - Professor - Área: História - 2022

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) criada em 1949 é uma organização política intergovernamental que fornece segurança militar aos países-membros. Formada por 30 países, sua ajuda pode ser diplomática ou militar, contribui com a Organização das Nações Unidas (ONU) na resolução de conflitos entre países, principalmente, do Ocidente e do Oriente Médio. Atualmente, o mundo assiste a uma guerra entre a Rússia e a Ucrânia por este buscar ser país-membro da OTAN. Com relação a essa guerra, podemos considerar que:


I- A Rússia diz que o fato de a Ucrânia pedir para participar da OTAN aumenta a aproximação dela com o Ocidente, enfraquecendo o domínio russo na região da Ucrânia que já fez parte da ex-União Soviética.

II- A Rússia antes da invasão da Ucrânia não reconheceu a independência da Crimeia para não entrar em conflito direto com o país, esperando o posicionamento da OTAN em aceitar ou rejeitar o pedido da Ucrânia.

III- O presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky é um militar de carreira e defende resistir até o último soldado. Chamou os ucranianos a pegar em armas e defender o país, e muitos artistas e intelectuais estão no front.

IV- O posicionamento dos países da OTAN, mesmo ainda não decidindo o pedido da Ucrânia, condena as invasões e os ataques com sanções econômicas, sociais e culturais da Rússia que busca revidar com retaliações.

V- A Alemanha, sentindo-se ameaçada, aumentou seus investimentos nas Forças Armadas com receio de um ataque russo. O país que, desde que se unificou, tinha um limite de investimento o qual mudou com a guerra.


Estão CORRETAS:


A

I, II e III.


B

III, IV e V.


C

I, IV e V.


D

I, II e V.

Sobre a Guerra Fria é correto afirmar que:


A

Foi um estado de tensão permanente entre o bloco capitalista, liderado pelos Estados Unidos e o bloco socialista, liderado pela União Soviética, resultante da disputa entre essas duas potências por uma posição hegemônica no contexto internacional no período posterior à Segunda Guerra Mundial.


B

Estado de tensão permanente entre o bloco capitalista, liderado pelos Estados Unidos, e o bloco socialista, liderado pela China, resultante da disputa entre essas duas potências por uma posição hegemônica no contexto internacional no período posterior à Segunda Guerra Mundial.


C

Tensão militar ocorrida entre os Estados Unidos e Alemanha, no final da primeira Guerra Mundial, motivada pela disputa do comércio internacional e a corrida espacial na segunda metade do século XX.


D

A Alemanha Nazista instituiu a Doutrina Truman e o Plano Marshall, que tinham como principal objetivo afastar os países Europeus da influência socialista da União Soviética.


E

Ocorreu a crise dos mísseis, a corrida no espacial e a Guerra Franco-Prussiana.

Durante seu governo nos Estados Unidos da América entre os anos de 1981 e de 1989, Ronald Reagan costumava citar a seguinte frase do founding father Thomas Paine: “está em nosso poder começar um mundo novo”. Essa menção visava a legitimar uma série de reformas, as quais pretendiam


A

privatizar as empresas estatais, desregulamentar o sistema financeiro e pôr fim à corrida militar.


B

estatizar as empresas fragilizadas, regulamentar o sistema financeiro e diminuir o investimento militar.


C

baratear os produtos de primeira necessidade, privatizar as empresas estatais e cessar as intervenções militares na América Latina.


D

desregulamentar o sistema financeiro, diminuir a intervenção econômica do Estado e manter o combate contra o comunismo.


E

apoiar regimes comunistas, aumentar a intervenção econômica do Estado e vencer a corrida armamentista com a União Soviética.

E se houve um momento, nos anos de ouro posteriores a 1945, que correspondeu ao levante mundial simultâneo com que os revolucionários sonhavam após 1917, foi, sem dúvida, 1968, quando os estudantes se rebelaram desde os EUA e o México, no Ocidente, até a Polônia, Tchecoslováquia e Iugoslávia, socialistas, em grande parte estimulados pela extraordinária irrupção de maio de 1968 em Paris, epicentro de um levante estudantil continental. Estava longe de ser a revolução, embora fosse consideravelmente mais que o “psicodrama” ou “teatro de rua” descartado por observadores velhos e não simpatizantes como Raymond Aron.


(Eric Hobsbawm, Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. Texto adaptado)


Para Hobsbawm, 1968 não foi revolução porque


A

o radicalismo das centrais sindicais francesas assustava as lideranças estudantis, que optaram por não estabelecer alianças táticas com os trabalhadores.


B

os estudantes, por mais numerosos e mobilizáveis que fossem, não podiam fazê-la sozinhos, ainda que tivessem provocado ondas grevistas na França e na Itália.


C

a radicalidade dos estudantes era superficial, o que afastou a possibilidade de outros grupos franceses fazerem alianças com esses estudantes.


D

a proposta das entidades estudantis era de apenas modernizar o sistema de acesso aos cursos universitários e as metodologias de ensino.


E

as forças políticas progressistas mais organizadas na França entendiam que o projeto dos estudantes era ingênuo e reformista.

O Brasil integrou-se ao espírito da Guerra Fria no governo do marechal Eurico Gaspar Dutra: o registro do Partido Comunista foi cancelado, os mandatos de seus parlamentares foram cassados e foram rompidas as relações diplomáticas com a União Soviética.


C

Certo


E

Errado

A Revolução dos Cravos (1974), que pôs fim a mais de cinquenta anos de fascismo em Portugal, paradoxalmente, enrijeceu o colonialismo luso em África, retardando ao máximo a independência de suas colônias, como Moçambique, Angola, Guiné-Bissau e Cabo Verde.


C

Certo


E

Errado

Observe o grafite do Muro de Berlim que representa o beijo fraterno socialista entre presidente russo, Leonid Brezhnev, e o presidente da então Alemanha Oriental, Erich Honecke.

-

Imagem associada para resolução da questão

-

D. Wrubel. “Deus, ajude-me a sobreviver a este amor mortal” (1990). Grafite no Muro de Berlim.

-

A imagem foi concebida a partir de uma fotografia de 1979, que capturou o cumprimento amistoso tradicional entre os dois líderes socialistas, na comemoração do 30º aniversário de fundação da Alemanha Oriental.

-

A respeito do contexto político de construção e queda do Muro de Berlim, com base na imagem, assinale (V) para a afirmativa verdadeira e (F) para a falsa.

-

( ) A construção do muro de Berlim se insere no contexto da Guerra Fria, como parte de uma decisão da República Democrática Alemã e da União Soviética para isolar Berlim Ocidental.

( ) A comemoração do 30o aniversário da Alemanha Oriental coincide com o início do processo de abertura soviética, com a Glasnost, que resultou na queda do Muro, dez anos depois.

( ) A queda do muro, em 1989, contou com a participação popular em ambos os lados da barreira, contribuindo para o fim do regime soviético.

-

As afirmativas são, respectivamente,


A

V – V – F.


B

F – V – V.


C

V – F – V.


D

V – F – F.


E

V – V – V.

Uma das teses que mais se disseminaram no período da Guerra Fria foi a chamada Doutrina de Segurança Nacional. Essa doutrina, desenvolvida nos Estados Unidos e divulgada entre os seus aliados em sua zona de influência, foi uma das armas teóricas que formaram gerações de lideranças militares e civis […]


(Marcos Napolitano, História contemporânea 2: do entreguerras à nova ordem mundial. São Paulo: Contexto, 2020, p. 61)


Tal doutrina


A

considerava o comunismo uma ameaça internacional, que precisava ser combatida em todas as frentes, que não se limitaria ao campo militar, abrangendo o econômico, o político e o cultural, e todos os países anticomunistas deveriam cooperar entre si.


B

preconizava que as nações capitalistas, pobres ou ricas, tratassem as nações socialistas sob a influência do Pacto de Varsóvia como inimigas e que não travassem quaisquer contatos com elas, seja no campo econômico, diplomático ou cultural.


C

defendia que o mundo ocidental corria riscos com a consistente expansão do socialismo real, mas reconhecia que a reconstrução europeia depois da Segunda Guerra dependia da planificação econômica.


D

compreendia que o avanço da ordem socialista colocava em risco a paz mundial e que o combate a essa ordem precisava ser feito, prioritariamente, por meio de ações dirigidas, pelas nações capitalistas, na ONU e em outros organismos internacionais.


E

entendia que a sobrevivência do mundo chamado mundo livre dependia da destruição militar do mundo socialista, dessa forma, era fundamental que os Estados capitalistas controlassem e dirigissem o desenvolvimento científico-tecnológico.

Politicamente, a Europa Oriental era o calcanhar de Aquiles do sistema soviético. Após a Primavera de Praga, ficou claro que os regimes satélites comunistas haviam perdido legitimidade como tal na maior parte da região. Tinham sua existência mantida por coerção do Estado, apoiado pela ameaça de intervenção soviética, ou, na melhor das hipóteses, dando aos cidadãos condições materiais e relativa liberdade muito superiores à média leste-europeia, mas que a crise econômica tornava impossíveis de manter. Contudo, com uma exceção, nenhuma forma séria de oposição política organizada ou qualquer outra era possível. Em um país, a conjunção de três fatores produziu essa possibilidade. A opinião pública do país estava esmagadoramente unida não apenas pela antipatia ao regime, mas por um nacionalismo antirrusso (e antijudeu) e conscientemente católico romano; a Igreja retinha uma organização independente nacional; e a classe operária demonstrara seu poder político com greves maciças, em intervalos, desde meados da década de 1950. E a partir de meados da década de 1970, teve de enfrentar tanto um movimento, trabalhista politicamente organizado, apoiado por uma assessoria de dissidentes intelectuais politicamente sofisticados, sobretudo ex-marxistas, quanto também uma Igreja cada vez mais agressiva.


(Eric Hobsbawm, Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. Adaptado)


O excerto trata da


A

Polônia.


B

Hungria.


C

Bulgária.


D

Iugoslávia.


E

Romênia.

Principal plano dos Estados Unidos para a reconstrução dos países europeus aliados dos estadunidenses, nos anos seguintes, à Segunda Guerra Mundial.:


A

Plano de New Jersey.


B

Plano Schlieffen.


C

Plano Marshall.


D

Plano Morgenthau.

“Um pequeno passo para o homem, um grande salto para a humanidade” é a famosa frase de Neil Armstrong, o primeiro ser humano a caminhar sobre a Lua, em 20 de julho de 1969. O feito demonstrou a supremacia americana em uma alucinante corrida, iniciada em 1957 com o lançamento pela URSS do primeiro satélite artificial da Terra.


A corrida espacial EUA × URSS é um dos episódios do(a) chamado(a):


A

Guerra Fria.


B

Guerra dos Astros.


C

Guerra das Estrelas.


D

Corrida Armamentista.


E

Imperialismo dos séculos XIX e XX.

"O apoio americano foi total ao plano, sendo igualmente total a recusa árabe ao mesmo. Os ingleses negaram-se a aceitar a tarefa de implementar a partilha e, em contrapartida, anunciaram o fim do seu mandato na região para 15 de maio de 1948."


O trecho acima diz respeito:


A

Criação do Estado Turco.


B

Democratização do Egito.


C

À criação da ONU.


D

Separação entre Irã e Iraque ocorrida após a Segunda Guerra Mundial.


E

Criação do Estado de Israel.

A Alemanha unificada surgiu como a maior potência da Europa continental, dispondo de elevado poderio militar e econômico. A emergência desse novo ator representou a ruptura definitiva com o equilíbrio de poder alinhavado no Congresso de Viena.


C

Certo


E

Errado

No período pós-Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos tiveram que dividir a hegemonia mundial com outra grande potência, protagonizando uma acirrada disputa diplomática denominada Guerra Fria. O país, opositor dos EUA neste cenário, era:


A

França.


B

Alemanha.


C

Reino Unido.


D

União das Repúblicas Socialistas Soviéticas – URSS.

Ao longo do século XX, vários países adotaram o comunismo, ideologia que


A

defende a democracia como regime político.


B

é a favor do regime de partido único.


C

é a favor do livre mercado.


D

defende a propriedade privada.


E

defende a iniciativa individual.

O Plano Marshall:


A

consistia em um vasto programa de ajuda econômica aos países socialistas da Europa mais atingidos pela Segunda Guerra Mundial.


B

não atingiu seus objetivos, tenda em vista que os países auxiliados não tiveram condições de realizar o pagamento dos empréstimos.


C

fortaleceu os países auxiliados causando a redução das exportações estadunidenses e também reduziu a liderança mundial dos Estados Unidos.


D

permitiu a rápida recuperação econômica de países como a Inglaterra, a Alemanha Ocidental e a França.

O Partido do Congresso Indiano, fundado ainda no século 19, foi a principal força motriz da independência da Índia em 1947. Seu programa previa a constituição de uma nação multirreligiosa, o que não foi aceito pela Liga Muçulmana, promotora da cisão paquistanesa.


C

Certo


E

Errado

A queda do muro de Berlim e a desintegração da ex-União Soviética foram importantes marcos simbólicos do fim da Guerra Fria.


C

Certo


E

Errado

   
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