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INSTRUÇÃO: Leia os textos a seguir para responder à questão 05.
TEXTO 1
A rainha Elizabeth 2.ª, monarca mais longeva do Reino Unido, morreu em Balmoral aos 96 anos, depois de reinar por 70 anos.
Ela morreu pacificamente na tarde de quinta-feira (8/9/2022) em sua propriedade na Escócia, onde ela passou boa parte do verão. A rainha ascendeu ao trono em 1952 e testemunhou uma enorme mudança social. Seu filho, o rei Charles 3.º, disse que a morte de sua amada mãe foi “um momento de grande tristeza” para ele e para sua família e que sua perda seria “sentida profundamente” pelo mundo. [...] O período da rainha Elizabeth 2.ª como chefe de Estado passou pela austeridade do pós-guerra, pela transição de império para Commonwealth, pelo fim da Guerra Fria e pela entrada – e posterior saída – do Reino Unido da União Europeia. [...] Com a morte da rainha, o príncipe William e sua esposa, Catherine, tornaram-se o duque e a duquesa de Cambridge e Cornwall.
Fonte: BBC News Brasil, 8 set. 2022. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-62842329. Acesso em: 20 jan. 2023. Adaptado.
TEXTO 2
A famosa frase de Adolphe Tiers “o rei reina, não governa” se converteu em um slogan clássico da monarquia parlamentarista, depois que seu autor a utilizou no século XIX para destruir Carlos X da França, cujas tendências absolutistas terminaram com seu destronamento. Mas se o rei não governa (“não administra”, acrescentava Tiers em suas alegações) efetivamente reina, o que quer dizer que não é um boneco nem um robô, que tem um papel na representação do Estado e que pode comprometê-lo através de seus atos, mas também de suas omissões. Ou seja, é compreensível a enxurrada de comentários de todo gênero que suscitou o discurso de aceitação da Coroa.
Fonte: JORNAL El País, 23 de junho de 2014. Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2014/06/22/opinion/1403444492_752170.html. Acesso em: 20 jan. 2023.
Com a morte da Rainha Elizabeth 2.ª, a máxima de Adolphe Tiers “o rei reina, não governa” permanece como modelo político da Inglaterra. Utilizando os seus conhecimentos e os Textos 1 e 2, é CORRETO afirmar que:
O Parlamento Inglês, em determinadas situações, deveria ter suas decisões chanceladas pelo Rei, como, por exemplo, em períodos de guerra.
O “despotismo esclarecido”, também conhecido como “absolutismo moderado”, foi um instrumento mais amplo de contenção aos poderes da monarquia.
O Bill of Rights, ou a Declaração dos Direitos, foi um conjunto de leis que determinava a superioridade do rei sobre o parlamento.
Revolução Gloriosa, por meio do conhecido documento Bill of Rights, interrompeu aspirações de caráter absolutista no país, limitando o poder do monarca e aumentando o poder do parlamento.
A monarquia parlamentar, atual forma de governo da Inglaterra, prevê que o primeiro-ministro compartilhe o seu governo com o rei, por meio de acordos de consenso.
De acordo com a obra de HOBSBAWM, sobre a Primeira Guerra Mundial, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(_) Ela começou como uma guerra essencialmente europeia, entre a tríplice aliança de França, Grã-Bretanha e Rússia, de um lado, e as chamadas “Potências Centrais”, Alemanha e Áustria-Hungria, do outro, com a Sérvia e a Bélgica sendo imediatamente arrastadas para um dos lados devido ao ataque austríaco à primeira e o ataque alemão à segunda.
(_) A Primeira Guerra Mundial foi o primeiro conjunto de acontecimentos que abalou seriamente a estrutura do colonialismo mundial, além de destruir dois impérios (o alemão e o otomano, cujas antigas possessões foram divididas entre os britânicos e os franceses) e derrubar temporariamente um terceiro, a Rússia (que recuperou suas dependências asiáticas dentro de poucos anos).
(_) O assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando da Áustria-Hungria levou, em poucas semanas, à eclosão da Primeira Guerra Mundial.
C - C - E.
E - C - C.
C - C - C.
E - E - E.
A Europa da Belle Époque era um mundo tranquilo sobre um barril de pólvora. Trata-se do período de euforia e otimismo que antecedeu, na Europa, a Primeira Guerra Mundial. O entusiasmo da época se manifestava no mundo elegante das exposições universais das artes, dos espetáculos e da moda que tinham Paris como modelo. Porém nem só de beleza viviam a sociedade europeia da virada do século XX.
São exemplos do “barril de pólvora”, termo utilizado por muitos historiadores para época, EXCETO:
Agitações políticas impulsionadas pelo nacionalismo.
Sentimentos de revanchismo e rivalidades entre as nações europeias.
Acentuada corrida armamentista como reverso da moeda do progresso.
Enriquecimento da burguesia com a industrialização que impunha seu gosto pela Europa.
Sobre a história do pensamento ocidental, leia as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta:
I - O conservadorismo francês trazia uma crença no futuro, no progresso crescente da humanidade e nos valores como a liberdade, a igualdade e a fraternidade.
II - O iluminismo critica o conteúdo progressista e revolucionário, a aposta no futuro e a fé no progresso e na razão.
III - No século XVII surgiram manifestações contra as monarquias absolutistas. Como exemplo, temos a Revolução Puritana e a Revolução Gloriosa.
Apenas o item I é verdadeiro.
Apenas o item II é verdadeiro.
Apenas o item III é verdadeiro.
Todos os itens são verdadeiros.
Nenhum item é verdadeiro.
O Estado Novo foi arquitetado como um Estado autoritário e modernizador que deveria durar muitos anos. No entanto, seu tempo de vida acabou sendo curto, pois não chegou a 8 anos.
O que teria ocorrido?
Os problemas do regime resultaram mais na inserção do Brasil no quadro das relações internacionais do que das condições políticas internas do país.
(Boris Fausto, História do Brasil, p. 326.)
Acerca da inserção do Brasil no quadro das relações internacionais, é correto afirmar que
com a entrada do Brasil na Segunda Guerra e os preparativos para enviar a FEB à Itália, personalidades da oposição começaram a explorar a contradição existente entre o apoio do Brasil às democracias e o Estado Novo.
existiam forças políticas, até então próximas a Getúlio Vargas, que discordavam da postura do presidente em atacar a proposta da Argentina e do Chile para que a América do Sul não tivesse qualquer envolvimento com a guerra deflagrada na Europa.
a forte aproximação do presidente Vargas com os regimes nazifascistas recebeu a retaliação dos Estados Unidos, que impuseram a entrada do Brasil na Segunda Guerra, mas sem vantagens econômicas, diferente do que ocorreu com a Argentina.
a maior parte do ministério de Getúlio Vargas, após a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra, pediu demissão porque entendia que o Brasil deveria honrar os acordos com a Alemanha e manter-se neutro diante desse conflito bélico.
houve uma articulação diplomática entre Argentina e Brasil no sentido de pressionar os Estados Unidos a se manterem neutros diante do conflito bélico que atingia a Europa, mas essa ação fracassou, provocando a perda de popularidade de Getúlio Vargas.
A 8 de janeiro de 1918 (antes, portanto, do fim da guerra), o presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson, divulgou um plano de 14 pontos, destinado a orientar as discussões de paz.
(Alceu L. Pazzinato e Maria Helena V.
Senise, História Moderna e Contemporânea)
Assinale a alternativa que apresenta uma das proposições desse plano.
Os territórios alemães invadidos pela França ao longo do século XIX deveriam ser devolvidos, inclusive a contestada região da Alsácia-Lorena, e caberia aos franceses a desmilitarização de todas as suas fronteiras.
Um Estado polonês independente deveria ser estabelecido, compreendendo os territórios habitados por populações incontestavelmente polonesas, às quais seria mantido um acesso livre e seguro ao mar.
As tropas francesas deveriam desocupar a região dos Balcãs, onde se formaria uma única nação que congregasse todos os povos com origem eslava, que ficaria sob a proteção da Grã-Bretanha e do Império Turco-Otomano.
A Alemanha, a Rússia e a Sérvia deveriam ser consideradas responsáveis pelo conflito mundial, ser desmilitarizadas, perder espaços coloniais e pagar indenizações aos países que foram vítimas de agressão.
Os espaços coloniais na África e na Ásia deveriam respeitar as diretrizes das suas respectivas metrópoles e quaisquer movimentos em direção à autonomia nacional das colônias precisariam ser chancelados pela Liga das Nações.
Marque a alternativa correta. A Segunda Guerra Mundial ocorreu de 1939 a 1945 e envolveu grandes potências militares da época. O fim deste conflito se deu após o lançamento de duas bombas nucleares que atingiram as cidades japonesas de:
Osaka e Yokohama.
Shizuoka e Sendai.
Tóquio e Quioto.
Hiroshima e Nagasaki.
Em 18 de novembro de 2013, o Secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, fez um pouco notado discurso na Organização dos Estados Americanos (OEA) em que afirmou categoricamente que “a era da Doutrina Monroe terminou”. Tal assertiva carregava consigo um peso simbólico bastante significativo do ponto de vista das relações internacionais entre Estados Unidos e seus vizinhos ao sul e trazia à tona a oportunidade de um reexame desse, que é um dos mais longevos princípios de política externa dos Estados Unidos. A frase que ficou conhecida na história como resumindo o espírito da chamada Doutrina Monroe – “A América para os Americanos” – ajudou a consolidar a percepção de que a referida política tinha como alvo a totalidade do continente americano. Ainda que o próprio presidente Monroe jamais tenha proferido tal frase durante o seu discurso anual ao Congresso dos Estados Unidos em 1823, considerado o marco da Doutrina Monroe, o mandatário norte-americano foi muito claro ao declarar em um determinado momento do discurso que “devemos considerar qualquer tentativa da parte deles [europeus] de estender seu sistema para qualquer parte desse hemisfério como um perigo para a nossa paz e segurança”.
(Uma política para o continente – reinterpretando a Doutrina Monroe. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0034-7329201400307.)
Prestes a completar os seus dois séculos de sua declaração, a Doutrina Monroe já gerou inúmeros debates, tanto quanto episódios considerados controversos por parte de outras nações em relação aos Estados Unidos da América. Sobre os países da América Latina, especificamente no século XIX:
Estados Unidos era visto como um aliado, único capaz de garantir suas independências econômicas e políticas das potências europeias.
O presidente James Monroe esclareceu que o escopo geográfico de sua doutrina aplicava-se à toda América Latina e às nações de suas relações.
Muitos países, cuja independência em relação aos europeus ainda era recente, estavam ainda mais ligados à Europa do que aos seus vizinhos americanos.
Não havia nenhum tipo de interação entre os países independentes no continente americano, e a função da doutrina seria controlar o continente como um todo.
“O fim da Segunda Guerra Mundial deixou os países que dela participaram totalmente destruídos do ponto de vista físico e econômico.”
(MAGNOLI, Demétrio. O Mundo Contemporâneo. Editora Atual. São Paulo. p.186.)
Sobre o tema enunciado, marque a alternativa com afirmação incorreta.
O Banco Central dos Estados Unidos prontificou-se a continuar lastreando os dólares em circulação no mundo com as reservas nacionais de ouro.
Em 1971, o presidente Nixon decretou unilateralmente uma desvalorização do dólar em relação ao ouro, sinalizando a degradação do tecido que sustentava a ordem monetária do Ocidente.
Em 1973, o presidente americano foi mais longe e “virou a mesa” de Bretton Woods, decretando o fim do sistema de paridade fixa e livre conversibilidade
Apesar de ter perdido a validade nos anos 70, a Conferência de Bretton Woods foi o marco do abandono do keynesianismo, ainda muito praticado entre as economias mundial.
O controle do Banco Mundial e do FMI pelos Estados Unidos serviu para que este país se tornasse a potência dominante no sistema financeiro e monetário mundial.
“Para os EUA, o novo governo congolês de Maurice Lumumba parecia ser mais uma ameaça de esquerda do Terceiro Mundo, uma ameaça ainda pior diante das imensas riquezas naturais do Congo, que incluíam urânio. Ao voltar a Kinshasa, Lumumba criticou o Secretário Geral das Nações Unidas porque as forças da ONU não estavam apoiando seu governo. Em dezembro de 1960, Lumumba foi capturado, torturado e assassinado sob os olhares de ‘ministros’ de Katanga e oficiais belgas”.
Adaptado de WESTAD, Odd Arne. The global Cold War, p. 137-140.
Os congoleses compõem atualmente a 5ª nacionalidade com mais refugiados no Brasil. Em janeiro de 2022, o assassinato do jovem Moïse Kabagambe, no Rio de Janeiro, reacendeu o debate sobre as guerras civis no Congo e a situação de seus refugiados. Um professor de História partiu deste caso para incentivar um debate que articulasse descolonização da África, Guerra Fria e imigrações no século XXI.
A proposta didática de conectar os processos de descolonização da África, durante a Guerra Fria, e o dilema global dos refugiados no século XXI, permite ao docente de história
associar a descolonização da África ao processo de redemocratização no Brasil.
atribuir a violência política do processo de independência do Congo às características da sociedade congolesa.
compreender a atualidade da relação entre descolonização e racismo a partir do episódio do assassinato de Moïse.
comparar a cultura colonialista e etnocêntrica da sociedade belga com a tradição da democracia racial brasileira.
identificar a intolerância e as motivações étnicas que levaram à derrubada de Lumumba e à perseguição de Moïse.
O fotograma a seguir é do documentário “Triunfo da Vontade” da cineasta Leni Riefenstahl, utilizado como instrumento de propaganda pelo regime nazista.

Cena de Triunfo da Vontade. Riefenstahl, L. (1935).
Uma característica dos sistemas totalitários que é bem representada na imagem é
a mobilização das massas e a disciplinarização da sociedade.
a participação popular no processo de tomada de decisão política do regime.
a adesão espontânea da sociedade aos programas político-identitários do nazismo.
a repressão aos dissidentes do regime, considerados inimigos internos da nação.
o monopólio privado dos meios de comunicação e a censura das informações sobre o regime.
“O projeto do Estado-potência soviético baseou-se no pressuposto de que o futuro pertencia a uma formação estatal diferente do Estado-nação: um novo sujeito capaz de se impor no mundo global, combinando o princípio da territorialidade com a invenção de uma ‘comunidade internacional’ formada por partidos e estados e baseada em exclusivo sistema de relações entre centro e periferia”.
PONS, Silvio. A revolução global: História do comunismo internacional (1917-1991). Trad.Luiz S.Henrique. Rio de Janeiro; Brasília: Fundação Astrojildo Pereira, 2014. P.557
O fragmento acima faz referência ao projeto de Estado-potência soviético, expandido ao longo do século XX, o qual entrou em declínio no final deste. Marque a alternativa que contenha as razões CORRETAS de tal declínio frente ao novo sistema internacional globalizado.
As contradições entre o imperativo de unidade absoluta, as crescentes diversidades no campo capitalista e as fraturas nas relações com Cuba e China.
As lutas de libertação nacional no Terceiro Mundo, a defesa do centralismo democrático soviético e as ideologias de conteúdo nacionalista ou religioso.
As contradições entre as bases políticas, econômicas e culturais da potência soviética e suas ambições globais.
Os avanços no sistema de produção soviético, as contradições nas relações com Europa e América Latina e excessiva aproximação com os Estados Unidos.
As contradições entre a nova defesa soviética do nacionalismo como forma de coesão estatal, a mensagem universalista e as crescentes diversidades políticas do novo sistema internacional.
Analise as informações a seguir:
I. “Não temos a intenção de implementar uma política agressiva de expansão. Queríamos apenas proteger os interesses vitais que conquistamos no mundo inteiro, no desenrolar natural dos acontecimentos”. As palavras do chanceler alemão von Büllow, em 1900, mostram um desinteresse do país no contexto do Imperialismo do século XIX, descartando a crise do imperialismo como motivação para o envolvimento da Alemanha nos conflitos que desencadeariam Primeira Guerra Mundial.
II. Precursora da ONU, a Liga das Nações sofreu forte influência dos 14 Pontos de Wilson, documento criado pelo então presidente dos Estados Unidos para contrapor-se ao Tratado de Versalhes, que puniu severamente a Alemanha após o fim da Primeira Guerra Mundial.
.
Marque a alternativa CORRETA:
As duas afirmativas são verdadeiras
A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.
As duas afirmativas são falsas.
A rebelião começou a partir de uma série de disputas entre grupos da elite local. As rivalidades acabaram resultando em uma revolta popular. Ela se concentrou no sul do Maranhão, junto à fronteira do Piauí, uma área de pequenos produtores de algodão e criadores de gado. À frente do movimento estavam o cafuzo Raimundo Gomes, envolvido na política local, e o artesão Francisco dos Anjos Ferreira. Paralelamente, surgiu um líder negro conhecido como Cosme à frente de 3 mil escravos fugidos.
Os rebeldes chegaram a ocupar Caxias, segunda cidade da província. De suas raras proclamações por escrito constam vivas à religião católica, à Constituição, a Dom Pedro Il, à santa causa da liberdade.
(Boris Fausto, História do Brasil, p. 144. Adaptado)
O excerto faz referência à
Balaiada.
Praieira.
Cabanagem.
Sabinada.
Confederação do Equador.
A operação das tropas russas sobre a Ucrânia, em fevereiro de 2022, expõe um conflito geopolítico resultante de disputas territoriais e de áreas de influência originadas na organização da antiga URSS e após seu desmantelamento. Tal conflito relaciona-se com
o apoio aos grupos separatistas por parte do país tutor das ofensivas militares.
as intensas relações de aliança de ambos os países com forças ocidentais.
a disputa pelo controle de áreas auríferas na região.
a desconexão da crise com relações geopolíticas continentais.
O modelo de socialismo soviético: uma avaliação
Na verdade, para um país atrasado e primitivo, isolado de ajuda estrangeira, a industrialização sob ordem, com todos os seus desperdícios e ineficiências, funcionou de modo impressionante. Transformou a URSS numa grande economia industrial em poucos anos. Contudo, o sistema manteve o consumo da população lá embaixo – em 1940 a economia produziu apenas pouco mais de um par de calçados por cada habitante na URSS. Deu-lhe trabalho, comida, roupa e habitação a preços controlados (ou seja, subsidiados), aluguéis, pensões, assistência médica e uma certa igualdade, até que o sistema de recompensas com privilégios especiais para a nomenklatura se descontrolou após a morte de Stalin. Muito mais generosamente deu educação. A transformação de um país em grande parte analfabeto na moderna URSS foi, por quaisquer padrões, um feito impressionante. E para milhões de habitantes das aldeias para os quais mesmo nos tempos mais difíceis, o desenvolvimento soviético significou a abertura de novos horizontes.
(HOBSBAWM, Eric., 1995, p. 372/378. Adaptado.)
O modelo de desenvolvimento soviético durante os anos 30 e dos pós-guerras mundiais serviu de inspiração para vários países, que passaram a adotar o planejamento estatal para perseguir a sua industrialização. Entre esses países se destacam China, Cuba e outros da Europa Oriental. Esse modelo, que para os teóricos da revolução comunista internacional era uma sociedade superior ao capitalismo:
Começou, a partir principalmente da década de 1970, a dar sinais de desaceleração econômica e de desestrutura do Estado.
Aboliu definitivamente a propriedade privada dos meios de produção, transformada em propriedade exclusiva dos trabalhadores.
Extinguiu na maior parte do século XX, as desigualdades geradoras das crises econômicas, do desemprego, dos desperdícios de recursos naturais e humanos.
Superou as contradições sociais da população, através do planejamento coletivo do processo de produção e distribuição, de fato, nos países onde foi adotado.
Há 30 anos, o mundo debatia quais seriam as implicações geopolíticas diante da iminente ascensão da China e de alguns Estados na Ásia, como a Índia. De lá para cá, é inegável que a força da economia asiática provocou profundas mudanças na organização política internacional, sobretudo nos organismos de discussão multilateral. Especialistas apontam que a África será o próximo grande agente de transformação na reorganização da política internacional. Com a consolidação dos jovens Estados da África, após duras guerras que se arrastaram pelos anos 1970 e 1980 para se libertar do colonialismo europeu, a União Africana (UA) começa a ganhar força dentro dos organismos de discussão multilateral. Provas de que esse movimento está crescendo estampam capas de jornais e ganham destaque no noticiário.
(Disponível em: https://sputniknewsbrasil.com.br/20221125/pan-africanismo-o-que-esta-em-jogo-no-novo-despertar-africano-26123730.html.)
Um dos maiores desafios do movimento pan-africano é garantir o fortalecimento da África no século XXI, em meio à pobreza, guerras, doenças e corrupção. Esse movimento pan-africano
é um conceito novo e se trata basicamente da implementação do desenvolvimento da África, visando a construção de um continente contemporâneo longe do tradicional estilo cultural africano.
foi fundado em uma base coletivista, na época em que a então URSS ditava as normas culturais dos países recém-libertados do Imperialismo e é fruto de uma geração de intelectuais.
traz em sua formação e concepção a ancestralidade africana presente em praticamente todas as nações do mundo e luta para resgatá-la, de maneira integral, incorruptível e pura, sem qualquer influência de outras culturas.
evidencia a criação da Unidade Africana nos moldes da União Europeia serviu para lançar as primeiras bases do Africanismo, moldado pelo financiamento e fundamentação ideológica dos africanos sediados na Europa.
não é um movimento novo; é preciso destacar tal fator. Ele começa no século XIX e ganha força nos processos de independência africana, sendo que com o passar do tempo e, principalmente, na atualidade, ganha novos matizes.
O mundo está passando pelo processo de recuperação de uma pandemia, fator que influencia na economia e no cotidiano do ser humano. Considerando a existência de eventos históricos que marcaram a relação do homem com seu meio, é possível afirmar que:
I. O mundo nunca passou por tamanha dificuldade epidemiológica, tornando o coronavírus a maior doença dizimadora da humanidade.
II. De tempos em tempos, surgem doenças que podem transformar o modo de vida, de pensar e de se relacionar da humanidade, exigindo cuidados para não se tornar um problema generalizado e destruir a existência humana.
III. Em meados do século XIV, as condições de higiene e as práticas alimentares dos europeus contribuiu para a propagação da conhecida peste negra, que dizimou cerca de um terço da população.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e II.
Apenas II e III.
Margaret Thatcher, Ronald Reagan e Helmut Kohl são governantes que tiveram seus mandatos associados à política econômica:
Neoliberal.
Estatizante.
Corporativista.
Socialista.
Fisiocrata.
Sobre a dinâmica social e política da pandemia de COVID-19 no Brasil, é correto afirmar que o país enfrentou graves dificuldades sociais em função da suspensão de serviços e das restrições à circulação da população. Esse fenômeno afetou a renda das famílias e exigiu do Governo Federal a adoção de medidas de apoio econômico, fornecendo auxílio financeiro à população, assim como foi feito em outros países.
Certo
Errado