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"Como muitos governantes mexicanos do século XIX, Diaz era um oficial do exército que chegou ao poder por meio de um golpe. Ao contrário de seus antecessores, no entanto, ele estabeleceu um sistema político estável, no qual a Constituição formalmente representativa de 1857 foi contornada, os chefes políticos locais (caciques) controlaram as eleições, a oposição política e a ordem pública, enquanto um punhado de famílias poderosas e seus clientes monopolizaram poder econômico e político nas províncias.
Fonte (adaptada): https://www.historytoday.com/archive/mexican-revolution
Considerando as causas da Revolução Mexicana, é possível afirmar que esta começou como um:
Movimento de protesto liderado pelos operários da Cidade do México que se inspiravam na Revolução Americana.
Movimento de protesto a opressão vivida pelos camponeses de Chiapas e Chihuahua.
Movimento liderado pela elite econômica que apoiava a exitosa ditadura de Porfirio Diaz.
Movimento de protesto da classe média contra a longa ditadura de Porfirio Diaz.
Inspirados na independência e na criação dos EUA, os Estados hispano-americanos criaram leis semelhantes às dos norte-americanos, com respeito às tradições políticas tanto das sociedades hispano-americanas do período colonial quanto das colônias inglesas da América do Norte.
Certo
Errado
De modo geral, os processos de independência nos países que posteriormente formaram a América Latina foram pacíficos, assim como a construção dos Estados nacionais na região foi livre de conflitos bélicos.
Certo
Errado
Simón Bolívar [...], em 1817, [...] tornou-se a figura focal na mobilização de uma aliança de ricos latifundiários, de interesses urbanos e dos pobres. [...] Lamentavelmente, sua aspiração por uma república americana panlatina se estilhaçou quando as elites locais, que haviam ficado felizes por ele expulsar os espanhóis, recusaram-se a dar-lhe o controle da região. [...] Suas esperanças para a unidade latino-americana foram frustradas pelas elites locais que ele ajudou a chegar ao poder contra a Espanha e ele amargamente assinalou: “Aqueles que fizeram a revolução lavraram o mar”.
ALMOND, Mark. O Livro de Ouro das Revoluções.
Movimentos políticos que mudaram o mundo. Rio de Janeiro:
HarperCollins Brasil, 2016. p 51-52.
De acordo com o texto, os planos de Simón Bolívar foram frustrados porque
a proposta de Bolívar era organizar um governo composto por representantes de todos os setores sociais locais.
Simón Bolívar construiu uma aliança entre setores opostos entre si, como latifundiários, grupos urbanos e pobres.
o interesse das elites locais nessas mobilizações se limitava à libertação do domínio colonial.
a pretensão política de Simón Bolívar era a criação de repúblicas em uma região de forte tradição monárquica.
A Independência dos EUA, também conhecida como Revolução Americana, foi vista pelos próprios revolucionários como um projeto para a recuperação das liberdades usurpadas pelo parlamento e pelo rei.
Certo
Errado
Sobre o processo de descolonização da América Espanhola, assinale a alternativa INCORRETA.
Simón Bolívar (1783-1830) comandou uma campanha militar que possibilitou na independência da Colômbia, Equador e Venezuela.
Os movimentos de independência receberam um forte apoio da Inglaterra.
O processo se iniciou no século XVIII com a influência das ideias liberais e da independência dos Estados Unidos.
Apesar dos movimentos de descolonização, o continente americano ainda conta com territórios sob o domínio de países europeus.
Assinale a afirmativa INCORRETA a respeito da independência do Vice-Reino do Prata.
O Paraguai, a Banda Oriental e as províncias interioranas da bacia do Prata queriam livrar-se do domínio espanhol e, ao mesmo tempo, garantir-se contra a tutela de Buenos Aires.
As províncias interioranas do Vice-Reino do Prata queriam o federalismo, porque não desejavam submeter-se à tutela de Buenos Aires, mas não prescindiam do seu porto.
A declaração da independência do Paraguai foi combatida por Buenos Aires com envio de tropas, derrotadas pela elite criolla de Assunção, que proclamou Gaspar Rodriguez de Francia chefe de Estado.
Para evitar a independência da Banda Oriental, Buenos Aires permitiu, no Congresso de Tucumán, em 1816, sua pacífica anexação pelo Brasil, como Província Cisplatina.
Mesmo antes de declarar a independência, Buenos Aires tomou medidas independentes da política metropolitana, como a cunhagem de moedas, a abolição da escravidão negra e da servidão indígena.
O encontro entre o Velho e o Novo Mundo, que a descoberta de Colombo tornou possível, é de um tipo muito particular: é uma guerra, ou melhor, como se dizia então, a conquista. Um mistério continua ligado à conquista; trata-se do resultado do combate. Por que esta vitória fulgurante, se os habitantes da América são tão superiores em número a seus adversários, e lutam em seu próprio solo? Se nos limitarmos à conquista do México, a mais espetacular, já que a civilização mexicana é a mais brilhante do mundo pré-colombiano: como explicar que Cortez, liderando algumas centenas de homens, tenha conseguido tomar o reino de Montezuma, que dispunha de várias centenas de milhares de guerreiros? Ao ler a história do México não podemos evitar a pergunta: por que os índios não resistem mais? Será que não se dão conta das ambições colonizadoras de Cortez? Entre os motivos e estratégias que possibilitaram a dominação espanhola sobre os astecas, é INCORRETO afirmar que:
O México de então é um estado homogêneo, um conglomerado de populações subjugadas pelos astecas, que ocupam o topo da pirâmide.
Os índios das regiões atravessadas por Cortez no início não ficam muito impressionados com suas intenções colonizadoras, porque esses índios já foram conquistados e colonizados pelos astecas.
Longe de encarnar o mal absoluto, Cortez frequentemente aparecerá como um mal menor, como um libertador, mantidas as proporções, que permite acabar com a tirania dos astecas, particularmente detestável, por ser muito mais próxima.
Os espanhóis queimaram os livros dos mexicanos para apagar a religião deles; destruíram os monumentos para fazer desaparecer qualquer lembrança de uma grandeza antiga. Mas, cem anos antes, durante o reinado de Itzcoatl, os próprios astecas tinham destruído todos os livros antigos para poderem escrever a história a seu modo.
Em relação à independência da América Espanhola é correto afirmar que
a ideologia dos criollos para o movimento de independência foram os pensamentos clássicos somados aos ideais absolutistas.
grandes proprietários rurais que eram parte de elite criolla e buscavam maior liberdade econômica foram os maiores apoiadores da independência.
os liberais e conservadores tinham interesse em colocar as camadas mais pobres da sociedade no poder.
em dezembro de 1819, Napoleão Bonaparte ocupou a Espanha e entregou o governo do país a seu irmão José Bonaparte.
Dos fenômenos abaixo, assinale a alternativa que indica aquele que inspirou a Conjuração Baiana:
A independência do Haiti.
A independência da Turquia.
A revolução mexicana.
A revolução americana.
A revolução inglesa.
Na formação de uma identidade latino-americana comum, alguns fatos se destacaram. Analise os itens seguintes e, na sequência, assinale a alternativa correta.
I- A geração de escritores, políticos e intelectuais liberais pós independência da Argentina, com destaque para Esteban Echeverria (1805-1851) e Domingo Sarmiento (1811-1888), considerava aquele pais, especialmente a capital Buenos Aires, a manifestação da civilização europeia num ambiente hispano-americano predominantemente bárbaro.
Il- O Brasil foi convidado de honra de Simón Bolivar para o Congresso do Panamá em dezembro de 1824, pois apesar da língua, história e cultura diferentes, os políticos e intelectuais hispano-americanos tinham consciência de uma identidade tatino-americana comum, que incluía a ex colônia portuguesa na América.
III- A formação de relações sociais fundadas na ideia de raça produziram no continente americano identidades sociais historicamente novas - índios, negros e mestiços - e redefiniram outras, associando-as a hierarquias, lugares e papéis sociais correspondentes. Nesse sentido, raça e identidade social foram estabelecidas como instrumentos de classificação social e étnica da população.
Todos os itens estão corretos.
Apenas o item Il está correto.
Apenas itens l e Ill estão corretos.
Todos os itens estão incorretos.
Considere o texto abaixo:
A emancipação fora conseguida num contexto de violência generalizada, que causara a morte de centenas de milhares de pessoas, em especial na Colômbia, na Venezuela, no México e no Haiti. Os países que sofreram menos baixas foram Brasil, Equador, Paraguai e os da América Central. Os sofrimentos da população foram agravados pelos deslocamentos, como o “êxodo oriental” no Uruguai em 1811 e a fuga em massa dos partidários da independência do Chile, que tiveram de emigrar de Concepción para Santiago em 1817.
(DEL POZO, José. História da América Latina e do Caribe: dos processos de independência aos dias atuais. Trad. Ricardo Rosenbusch. Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 2009, p. 41.)
Considerando as informações do trecho acima, os conhecimentos sobre o contexto histórico e os aspectos sociais e políticos da independência dos países latino-americanos e do Caribe, é correto afirmar:
As políticas liberais que surgiram na década de 1850, no processo de consolidação das independências, favoreceram a aquisição de terras pelas comunidades indígenas.
Líderes políticos como Bolívar e Bernardo O’Higgins, entre outros, passaram a apoiar a independência do Brasil em 1822, e, sobretudo, incentivaram a instauração do regime monárquico.
A participação das mulheres nos processos de independência assumiu somente o papel atribuído a elas nesse tipo de conflito, como o de preparar comida para as tropas e cuidar dos feridos.
Com o fim dos conflitos, os países emancipados da região saldaram as pesadas dívidas que contraíram com os bancos ingleses.
Somente Cuba e Porto Rico não se emanciparam, permanecendo como colônias espanholas até 1898.
Sobre o processo de independência do Haiti, é correto afirmar que
foi influenciado pelos ideais da Revolução Francesa, levando à eliminação da escravidão e à criação da primeira república governada por pessoas de ascendência africana nas Américas.
foi marcado por um crescente sentimento de revolta por parte dos colonos, devido às restrições fiscais impostas pela metrópole conhecidas como Leis Proibitivas.
Em 1826 Simon Bolívar convocou o primeiro Congresso dos Estados Americanos que contou com a participação da Grã Colômbia (atualmente os territórios da Colômbia, Equador, Panamá e Venezuela), da América Central (Costa Rica, Guatemala, Honduras, Nicarágua e El Salvador), dos Estados Unidos Mexicanos e do Peru, tendo como observadores a Grã-Bretanha e a Holanda.
Esse congresso visava, entre outros:
viabilizar a cooperação regional e construir o Canal do Panamá, ligando o Pacífico ao Atlântico.
discutir o futuro da Grã-Colômbia e pôr fim às guerras separatistas naquela região.
articular para manter as oligarquias locais no poder e formar uma única nação pan-americana.
proteger os territórios contra expansão norte-americana e difundir os valores republicanos.
salvaguardar as independências latino-americanas e impedir o restabelecimento de colônias espanholas.
A rebelião de Tupac Amaru, ocorrida em fins do século XVIII, teve repercussões importantes para todo o mundo colonial americano. Sobre o contexto da deflagração dessa rebelião, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A Coroa espanhola esforçou-se para evitar o genocídio dos súditos americanos organizando os sobreviventes em povoados que eram denominados pueblos, cuja característica era certa autonomia administrativa.
( ) No Vice-Reino do Peru, cada pueblo deveria pagar à Coroa o tributo da mita, que consistia no envio de determinado número de moradores para a realização de um trabalho assalariado realizado durante uma temporada do ano.
( ) Os mitayos recrutados eram utilizados majoritariamente em minas de ouro e prata na região de Potosí, trabalho que envolvia a extração e a fundição do minério em fornos de altíssimas temperaturas.
( ) Em meados do século XVIII, as autoridades vice-reinais endureceram o sistema de arrecadação tributária e adotaram medidas para fortalecer seu controle sobre a sociedade colonial, que abalou o status da nobreza indígena: os curacas perderam seu lugar de distinção.
( ) Muitos curacas apoiaram a transferência de poder para os criollos, pois perceberam que poderiam ser beneficiados com o acúmulo de riquezas oriundas da exploração de metais na região de Potosí.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
F – F – V – V – V.
F – V – V – F – V.
V – F – F – F – V.
V – V – F – V – F.
V – F – V – V – F.
As lutas pela Independência da América Espanhola:
O processo de independência ganhou força no começo do século XIX, aproveitando a fragilidade política em que se encontrava a Espanha, após a invasão das tropas napoleônicas. As lutas pela independência ocorreram entre os anos de 1810 e 1833. Um militar e político venezuelano, foi de fundamental importância nos processos de independência da Colômbia, Bolívia, Equador, Venezuela, Panamá e Peru. Indique nas alternativas abaixo o nome do militar que em 1813, recebeu o título honorífico de Libertador.
San Martin.
José Maria Morelos.
Augustin Iturbide.
Simón Bolivar.
Lorde Cochrane.
O papel dos Criollos nas guerras de independência da América espanhola foi motivado principalmente:
Por serem desconsiderados cidadãos espanhóis devido a suas origens de miscigenação entre nativos e negros, mas buscaram instaurar o mesmo regime de monopólio comercial nas regiões recém-libertadas.
Pelo desejo de poder político que era negado pela capital espanhola e maior liberdade econômica – inclusive por influências de uma postura liberal e de livre mercado – já que até o limite do que era produzido era controlado pela metrópole.
Por serem ex-escravos alforriados, fizeram um levante popular após o enfraquecimento da Espanha com os avanços de Napoleão e a prisão do rei espanhol, assim, levantes populares foram iniciados culminando em guerras de independência.
Pelo fato de que todo controle que possuíam dos Cabildos e das administrações das colônias era temporário, limitado, beirando, em alguns casos, a um regime de aparências; como forma de sustentar uma imagem de liberdade para os nativos que na realidade nunca existiu.
Como meio exclusivamente libertador, quebrando o jugo espanhol, já que a metrópole, por conta das guerras napoleônicas, cobrou e aumentou todos os tipos de taxas e impostos possíveis para dar manutenção as guerras travadas na península ibérica.
As afirmativas abaixo referem-se à Emancipação de Cuba.
I. Cuba foi uma das primeiras regiões da América espanhola a conquistar a independência.
II. Durante o processo de independência, foi criado o exército libertador multirracial.
III. A manutenção da escravidão e o medo dos criollos de que a Ilha se transformasse em um novo Haiti retardaram o processo de emancipação em Cuba.
IV. A independência de Cuba foi resultado de um acordo entre as elites criollas e os peninsulares, sem conflito bélico.
V. Após três guerras anticoloniais, Cuba foi ocupada pelos Estados Unidos, no final do século XIX.
São corretas apenas as afirmativas:
I , II e IV
I, III e IV
I, II e V
II, III e V
III, IV e V
“Eis, então, o enigma: por que foram precisamente as comunidades crioulas que desenvolveram concepções tão precoces sobre sua condição nacional [nation-ness]- bem antes que a maior parte da Europa? Por que essas colônias, geralmente com grandes populações oprimidas e que não falavam o espanhol, geraram crioulos que redefiniram conscientemente populações como integrantes da mesma nacionalidade e a Espanha, a qual estavam ligados de tantas maneiras, como inimigo estrangeiro?”
(Fonte: Anderson, Benedict. Comunidades imaginadas: reflexões sobre a origem e a difusão do nacionalismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2008, p. 9.)
Vários fatores são geralmente utilizados para explicar os movimentos de independência na América Hispânica.
A partir do trecho transcrito acima e dos conhecimentos sobre o assunto, é INCORRETO afirmar que esses movimentos estão associados à
circulação e à influência de ideias iluministas.
chamada “Segunda Conquista das Américas”.
revolta das “Treze Colônias” e à Revolução Francesa.
intensificação do controle de Madri sobre as colônias
liderança de Toussaint Louverture no Exército Libertador.
A Doutrina Monroe foi um discurso imperialista dos EUA em suas relações com a América Latina, desenvolvida no século XIX. Entre os efeitos históricos dessa política, é INCORRETO afirmar:
A expressão mais conhecida desse processo é “A América para os americanos”.
A impossibilidade de criação de novas colônias ao longo do continente americano.
O que gerou tal doutrina foi a ameaça da Santa Aliança de voltar a colonizar os países americanos.
Um dos princípios dessa política era a influência mútua das potências europeias e do poderio norte americano na América Latina.
A exportação de capitais norte-americanos para países latino americanos para que suas economias se tornassem dependentes daquele país.