

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
“Somente a partir do século XI é que se generalizou o grande comércio. Sua penetração combinou-se com o crescimento da produção local destinada ao mercado, com a progressiva substituição das oficinas confiadas aos servos na reserva senhorial para a fabricação de objetos de uso corrente pelas oficinas urbanas. Este primeiro passo na direção da especulação acha-se na origem da oposição cidade-campo, cujo papel na história é bastante importante.” Vilar, Pierre. O renascimento das cidades: burguesias mercantis e corporações; in Santiago, Theo. Do feudalismo ao capitalismo: uma discussão histórica. São Paulo: Contexto, 2013; p. 39.
Sobre os elementos da transição que explicam o final do feudalismo e o surgimento do capitalismo marque a alternativa correta:
Tendo desaparecido completamente as atividades de comércio e a realização de feiras, o chamado ressurgimento urbano não propiciou nenhuma relação com a superação do feudalismo, base explicativa para o medievo e a transição para o capitalismo;
O chamado renascimento das cidades favoreceu o incremento das atividades do campo, fortalecendo a dependência aos senhores de terras e não viabilizando o crescimento das classes urbanas, se constituindo assim um obstáculo à transição para o capitalismo;
Desde o seu inicio as cidades europeias que demarcaram a transição do feudalismo para o capitalismo, ou do final do medievo para a modernidade estiveram preocupadas com um desenvolvimento urbano ordenado e planejado;
Com o florescimento das cidades e o renascimento comercial a sociedade europeia, até então de predominância rural se desloca para os centros urbanos onde revitalizam e ampliam atividades econômicas que vão gradativamente rompendo com o feudalismo;
Nas cidades as atividades artesanais e mercantis tornam-se cada vez mais importantes, o que motivou a formação de sindicatos que mesmo assim seguiam controlados por senhores de escravos e nobres terratenentes.
A derivação original de instituições feudais específicas muitas vezes parece emaranhada em qualquer caso, dada a ambiguidade das fontes e o paralelismo de desenvolvimentos dentro dos dois sistemas sociais antecedentes.
(Perry Anderson. Passagens da Antiguidade ao feudalismo, p. 127.)
Nesse sentido, o feudalismo
associou elementos socais dos suevos a organizações político-econômicas semitas.
derivou as suas instituições centrais de experiências oriundas da Antiguidade Oriental.
amalgamou instituições helenísticas e muçulmanas.
reelaborou mecanismos de controle social utilizados nas cidades-Estados gregas.
compreendeu uma fusão entre elementos legados das tradições romanas e germânicas.
Leia com atenção o texto a seguir.
A estrutura feudal, própria do Ocidente Europeu, tinha por base a economia .............................., não-comercial e autossuficiente.
A propriedade feudal, ou senhorial, pertencia a uma restrita camada privilegiada, composta por senhores feudais, alguns ................................... e longínquos descendentes dos chefes bárbaros germânicos.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
pastoril • servos
solidária • vilões
monetária • nobres
artesanal • colonos
agrária • clérigos
Leia o trecho a seguir.
“Essa divergência ampliou-se em um grande debate entre uma vasta gama de historiadores ilustres, principalmente marxistas, na revista Science and Society, debate este que depois foi compilado e publicado em livro. Ele ficou conhecido como o “debate sobre a transição” e, desde essa época, tornou-se uma ponte de referência central para as discussões do assunto entre os marxistas – e entre os outros.”
(WOOD, E. M. A origem do Capitalismo. Rio de Janeiro: Zahar, 2001. p. 37)
A respeito do debate sobre a transição do feudalismo para o capitalismo, é correto afirmar que
Maurice Dobb alegava que a transição se dava a partir de elementos externos, notadamente a expansão do comércio.
Paul Sweezy alegava que a transição se dava a partir de elementos externos, notadamente a expansão do comércio.
Maurice Dobb e Paul Sweezy entendiam que a transição aconteceu em razão dos elementos internos, destacando a luta de classes entre senhores e camponeses.
Maurice Dobb e Paul Sweezy entendiam que a transição aconteceu em razão dos elementos externos, destacando a luta de classes entre senhores e camponeses.
Dentre as alternativas a seguir, assinale a que contém a contribuição significativa dada pela Igreja ao processo de fortalecimento do feudalismo durante a Idade Média. (Perry Anderson. In: Passagens da Antiguidade para o Feudalismo)
invenção do sistema de servidão.
formalização do pacto feudo-vassálico.
latinização gradual das línguas germânicas.
despovoamento sistemático das cidades.
conversão dos pagãos por meio do batismo.
Em relação à sociedade cristã do ocidente medieval, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE:
O principal front das tensões sociais estava no(a) ___________. Entre ___________ e ___________ a luta era endêmica.
campo - senhores - camponeses
cidade - burgueses - aristocratas
campo - senhores - clero
cidade - senhores - camponeses
“Esse mundo restrito do patriciado, que sabe mostrar sua solidariedade em face das demais categorias sociais da cidade, é, contudo, permeado por rivalidades e conflitos. Em Reims, a rivalidade dos Le Large e dos Chastelais no começo do século XIV ocupa o primeiro plano do palco citadino com episódios sangrentos, embora os homens do arcebispo e os homens do rei tenham tentado domar esses Montéquios e Capuletos champanheses. O verdadeiro cacife da luta era „o primado da cidade e, portanto, o poder para a facção que levasse a melhor‟” (LE GOFF, Jacques. O apogeu da cidade medieval. São Paulo: Martins Fontes, 1992, p. 151).
Sobre as cidades e a sociedade europeia na época apresentada no texto, assinale o que for unicamente correto:
Situada fora do Feudalismo, eram as hierarquias da sociedade feudal que melhor pode caracterizar as divisões sociais, pois mantinha-se uma estratificação social ligada à economia, à propriedade rural, ao dinheiro e à influência na cidade típica da sociedade feudal;
Com o crescimento das cidades, as “ordens” tradicionais desapareceram: a nobreza soube absorver não se opunha às cidades, enquanto a Igreja Católica perdeu o seu poder temporal e espiritual;
As estruturas sociais urbanas conseguiram absorver o proletariado artesanal e a numerosa população de pobres e de marginalizados da propriedade rural que encontravam facilmente emprego nas cidades;
Para os “miúdos”, as cidades se tornaram importante alternativa de sobrevivência, pois todos os trabalhadores, empregados ou não, eram dispensados dos impostos e taxas oficiais;
Do ponto de vista da estratificação social, os pobres eram flutuantes entre serem reconhecidos e assistidos ou abandonados á marginalidade, à fome, à doença e, com frequência, à morte.
Com base no texto acima e nos conhecimentos sobre o mundo muçulmano na Idade Média, assinale a alternativa correta.
Foi justamente em função do seu caráter religioso fragmentado que o mundo muçulmano e a sua civilização distinguiram-se mais vigorosamente do Ocidente cristão, fortemente homogêneo. A existência, no seio do Império Muçulmano, de numerosas tendências religiosas teve consequências consideráveis na produção de manuscritos.
Apesar da sua hegemonia nas ciências durante o período medieval, a civilização muçulmana era, afinal, um simples conjunto díspar de empréstimos culturais, o qual não conseguia refletir o novo universalismo e a nova ordem social que se instaurou com o surgimento do Islã.
Durante esse período, cidades como Córdoba, Bagdá e Alexandria, entre outras, se tornaram centros de intercâmbio de conhecimentos. Tratava-se de um circuito cosmopolita do qual a Europa, periférica e tragada por diversas crises religiosas, não participou.
A Idade Média foi um período caraterizado pelo domínio efetivo, militar e político, dos países muçulmanos sobre os países cristãos. Um domínio caracterizado, entre outras coisas, pela presença hegemônica da língua árabe nos espaços comerciais, políticos e acadêmicos da Europa.
Existe consenso entre a maioria dos historiadores que estudam o período de que a emergência do horizonte renascentista deve muito ao trabalho dos sábios e acadêmicos muçulmanos, conhecidos pelo mundo cristão, sobretudo, através da Península Ibérica.
A Cruzada Popular também recebeu o nome de:
Cruzada Albigense.
Cruzada dos Mendigos.
Cruzada das Crianças.
Última Cruzada.
A Guerra dos Cem Anos foi travada entre:
Portugal e Espanha.
Alemanha e Rússia.
França e Inglaterra.
Império Austro Húngaro e Itália.
Observe a imagem.

Sobre o trabalho na Idade Média feudal, assinale a alternativa correta.
Os servos seguiam a norma beneditina de trabalhar e orar, por isso, dedicavam dias de trabalho para as abadias e mosteiros, além do pagamento do dízimo.
A vida se orientava pelo calendário lunar e assim, o tempo era contado de acordo com as mudanças das fases da lua, isso porque a jornada de trabalho iniciava muito cedo e terminava muito tarde.
O trabalho era orientado pelas estações do ano e pelas horas da Igreja, devendo o servo trabalhar nas suas terras e no manso senhorial.
Homens e mulheres tinham dias destinados ao trabalho no campo, à produção de artesanato e os moinhos eram coletivos, não exigindo pagamento de impostos.
Desde a alta Idade Média era o sino da Comuna que norteava as horas de trabalho e a vida dos camponeses e artesãos.
O Oriente, com suas inúmeras e ricas cidades, economia desenvolvida, um campesinato de pequenas propriedades, relativa unidade cívica e distância geográfica da violência dos ataques bárbaros, sobreviveu. O Ocidente, com sua população mais esparsa e cidades mais fracas, aristocracia grandiosa e campesinato explorado em arrendamentos, anarquia política e vulnerabilidade estratégica às invasões germânicas, naufragou.
(Perry Anderson, Passagens da Antiguidade ao Feudalismo. Adaptado)
Entre os marcos da passagem da Antiguidade ao Feudalismo, é correto identificar
o conflito entre as cidades gregas, lideradas por Atenas, e o Império Persa.
a crise das cidades-Estado e a ascensão das formas centralizadas de poder.
a derrota de Cartago para a República Romana nas Guerras Púnicas.
o apogeu do Império Macedônico depois de sua expansão para o Oriente.
o declínio do Império Romano do Ocidente e a permanência do Império Bizantino.
Mas era sobretudo a lã que os compradores, vindos da Flandres ou da Itália, procuravam por toda a parte. Para satisfazê-los, as raças foram melhoradas através do aumento progressivo das suas dimensões. Esse crescimento prosseguiu durante todo o século XIII, e as abadias da Ordem de Cister, onde eram utilizados os métodos mais racionais de criação de gado, desempenharam certamente um papel determinante nesse aperfeiçoamento.
DUBY, G. Economia rural e vida no campo no Ocidente medieval. Lisboa: Estampa, 1987 (adaptado).
O texto aponta para a relação entre aperfeiçoamento da atividade pastoril e avanço técnico na Europa ocidental feudal, que resultou do(a)
crescimento do trabalho escravo.
desenvolvimento da vida urbana.
padronização dos impostos locais.
uniformização do processo produtivo.
desconcentração da estrutura fundiária.
No período de 1337 a 1453, França e Inglaterra travaram um conflito devastador, motivada por questões sucessórias e pelo interesse de ambos os reinos em dominar os Flandres. Durante seu transcurso, os reis franceses impuseram aos súditos tributos que aumentaram consideravelmente as rendas do Estado e, desse modo, permitiram a criação de um exército profissional. A guerra e o caos social dela decorrente contribuíram para acelerar a unidade nacional, tanto entre os franceses como entre os ingleses.
Na historiografia esse conflito é conhecido como:
Guerra dos Cem Anos
Guerra dos Oitenta anos
Guerra dos Hussitas
Guerras Cantábricas
Invasão da Guiana Francesa
Avalie as informações seguintes a respeito da Idade Média.
I. A Igreja e o Sacro Império – a Igreja Medieval teve importante papel na sociedade. Foi nessa época que começou a organizar-se, com o objetivo de zelar pela homogeneidade dos princípios da religião cristã e promover a conversão dos pagãos.
II. O Império Bizantino – estabelecido em Constantinopla, o Império Bizantino sobreviveu a invasões bárbaras e perdurou por todo o período medieval.
III. Os Árabes e o Islamismo – no Oriente Médio, na península arábica, nasceu em 630 o Islã, como resultado das Guerras Santas empreendidas por Maomé. Aos poucos, o Islamismo se expandiu por um extenso território, conquistando terras da Ásia, África e Europa.
IV. A Queda de Constantinopla – um fato histórico que marcou o fim da Idade Média na Europa. A conquista da capital bizantina pelo Império Otomano, sob o comando do sultão Maomé II, marcou o fim do Império Romano no Ocidente.
A Alta Idade Média foi um período de instabilidade e insegurança generalizada, que se estendeu do século V ao século IX.
É possível afirmar que faz parte da Alta Idade Média o conteúdo descrito, APENAS, em
I e IV.
II e IV.
I, II e III.
IV.
Com a queda do Império Bizantino, nasceria a sede do Império Otomano, que após seu início em 1299, conquistou Constantinopla no ano de 1453. Por sua vez o Império Otomano só teria sua dissolução no período da:
Primeira Guerra Mundial.
Segunda Guerra Mundial.
Guerra Austro-Húngara.
Guerra de Independência Grega.
Todas as alternativas abaixo, apresentam características do período feudal, exceto:
Ruralização da sociedade: a partir do século III, a economia romana em decadência levava a sociedade a um processo de ruralização. A invasão dos germânicos acentuou este quadro.
Fragmentação do poder central: a propriedade senhorial do feudo incluía o poder militar, o poder judicial, o poder político. A autoridade do rei, teoricamente o suserano supremo, dependia da extensão e da riqueza de seus feudos.
Mudança de mentalidade: o homem medieval era marcado por um grande sentimento religioso. Deus é a medida para todas as coisas (Antropocentrismo).
Poder da igreja: com a expansão do Cristianismo como religião oficial do antigo Império Romano, a Igreja tornou-se a instituição mais poderosa e detentora das maiores riquezas.
Dentre os processos abaixo identificados, aqueles que têm relação com o desencadeamento da crise do feudalismo são:
Renascimento Comercial e Urbano e o fortalecimento das feiras.
Renascimento Cultural e Urbano e o fortalecimento das feiras.
Renascimento Comercial e Urbano e as Expansões Marítimas.
Renascimento Comercial e Urbano e a Reforma Protestante.
Renascimento Cultural e Urbano e a Formação da Burguesia.
Leia e responda:
“No caso do que chamamos de Idade Média, foi o século XVI que elaborou tal conceito. Ou melhor, tal preconceito, pois o termo expressava um desprezo indisfarçado em relação aos séculos localizados entre a Antiguidade Clássica e o próprio século XVI. Este se via como o renascimento da civilização greco-latina, e portanto tudo que estivera entre aqueles picos de criatividade artístico-literária (de seu próprio ponto de vista, é claro) não passara de um hiato, de um intervalo” (JÚNIOR, HILÁRIO FRANCO “A IDADE MÉDIA, NASCIMENTO DO OCIDENTE”, prefácio.)
Sobre a “Idade Média” analise as afirmações:
I. É uma denominação rasa para um período da civilização europeia rico e ainda marcado por leituras preconceituosas oriundas da Idade Moderna.
II. É considerado pelo pesquisadores da área medieval um problema comum procurar estudar a história pela ascensão dos períodos históricos e não pelo declínio. Dessa maneira o período medieval consiste enquanto fundamento da “Idade Moderna”, mais do que as especificidades do mundo medieval realmente.
III. É correto dizer que grande parte da riqueza da cultura medieval consistia na produção de queijos, pães e vinhos, principalmente por parte dos mosteiros, infelizmente os registros de arte são basicamente nulos.
Assinale a alternativa correta:
I apenas
II apenas
III apenas
III e II apenas
I e II apenas
Quanto ao atual território europeu no período da Idade Média é possível afirmar que:
O domínio cristão era absoluto e duradouro, sendo expansionista e ligado aos poderes monárquicos durante todo o período, apoiando por toda Europa as linhagens e dinastias.
Foi conflitante, onde as divisões territoriais sofreram mudanças conforme o passar dos séculos, mas sempre pertencendo a dinastias e linhagens de origem européia, mesmo que não tivessem o apoio absoluto da Igreja.
Eram concentradas nas mãos de poucas famílias absolutistas e suas ramificações eram feitas por casamentos e uniões parentais, buscando sempre manter o poder – que era passado pela hereditariedade – nas mãos da mesma família.
Sofreu diversos conflitos não só dentre os monarcas e senhores feudais do período, mas também vindo de fora como foi nas invasões muçulmanas pelos povos árabes na região Ibérica.