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As autoridades principais, nas capitanias reais, eram nomeadas pelo rei, capitão-geral ou governador, e o ouvidor. Os governadores eram, geralmente, nomeados para um mandato de no máximo:
3 anos.
6 anos.
9 anos.
12 anos.
Analise as afirmativas a seguir:
I. Ao instituir as capitanias hereditárias, a Coroa portuguesa lançou mão de algumas fórmulas cuja origem se encontra na sociedade medieval europeia. É o caso, por exemplo, do direito concedido aos donatários de obter pagamento para licenciar a instalação de engenhos de açúcar. Esse direito é análogo às “banalidades” pagas pelos lavradores aos senhores feudais. Mas, em essência, mesmo na sua forma original, as capitanias representaram uma tentativa transitória e ainda tateante de colonização, com o objetivo de dissociar a Colônia da economia mercantil europeia.
II. A escravidão foi uma instituição nacional no Brasil colonial. Ela penetrou toda a sociedade, condicionando seu modo de agir e de pensar. O desejo de ser dono de escravos, o esforço por obtê-los era restrito às classes dominantes, ou seja, à aristocracia. Apenas os senhores de engenho podiam ser proprietários de escravos, pequenos lavradores e os lares domésticos, nas cidades, não tinham autorização para dispor deles. Como consequência, o preconceito contra o negro ultrapassou o fim da escravidão e chegou modificado a nossos dias.
III. No Brasil Colonial, a atribuição de doar sesmarias é importante, pois deu origem à formação de vastos latifúndios. A sesmaria foi conceituada no Brasil como uma extensão de terra virgem cuja propriedade era doada a um sesmeiro, com a obrigação – raramente cumprida – de cultivá-la no prazo de cinco anos e de pagar o tributo devido à Coroa. Houve, em toda a Colônia, imensas sesmarias de limites mal definidos, como a de Brás Cubas, que abrangia parte dos atuais municípios de Santos, Cubatão e São Bernardo.
Marque a alternativa CORRETA:
Nenhuma afirmativa está correta.
Apenas uma afirmativa está correta.
Apenas duas afirmativas estão corretas.
Todas as afirmativas estão corretas.
A chegada dos Europeus à América, no século XV, significou o início da destruição da maioria das organizações sociais, culturais e políticas existentes. Os chamados conquistadores confiscaram as terras indígenas, sua liberdade e, muito frequentemente, suas vidas. Mais da metade dos cerca de 80 milhões de ameríndios que então se distribuíam por todo o continente acabaram mortos em pouco menos de um século de colonização (VICENTINO; DORIGO, 1997). A respeito da chegada dos portugueses ao Brasil, assinale a alternativa incorreta.
Além da submissão à exploração colonial, dos sucessivos confrontos armados e da expulsão de suas terras, os indígenas também foram destruídos pelas doenças trazidas pelos conquistadores
Os conquistadores europeus, portadores de uma tecnologia superior e dotados da ambição comercial, impuseram um verdadeiro morticínio às populações nativas
O processo de massacre aos indígenas teve início no período colonial, manteve-se pela fase imperial e continuou pelo período republicano, não sendo raro na atualidade
Os primeiros séculos de contato entre brancos e índios revestiram-se de alguma amabilidade, pois, os interesses dos colonizadores com o passar do tempo mudaram radicalmente em relação ao dos indígenas
No início, os índios do Brasil foram atraídos pelo escambo, isto é, troca de produtos nativos por outra mercadoria
Compreendendo uma série de instalações que se relacionavam direta e indiretamente com a produção do açúcar, o engenho colonial brasileiro, e seu processo de refino, apesar de sua descrição muitas das vezes estereotipada, podem ser considerados como um dos mais complexos e desenvolvidos em termos de tecnologia industrial no mundo à época, segundo estudos de especialistas brasileiros sobre a economia colonial.
“Já vimos que o surgimento do escravismo no Brasil esteve intimamente relacionado com a implantação da indústria açucareira. Com efeito, até hoje, o grande engenho de açúcar continua como um elemento essencial na imagem da escravidão no País. (...) Exageros à parte, é importante ressaltar que a vida no engenho era marcada por um intenso ritmo de trabalho. (...) É muito significativo que observadores da época retratassem o engenho, durante o período de safra, como uma espécie de de "inferno na Terra”.
(LIBBY EPAIVA, Douglas Cole e Eduardo França. A escravidão no Brasil, Relações sociais, acordos e conflitos. Editora Moderna, São Paulo, 2005. P 28, 29 e 30.)
Como uma das características marcantes da vida dos engenhos coloniais brasileiros, é possível destacar:
os trabalhadores escravos dedicavam-se apenas aos trabalhos mais pesados no canavial, seja roçando, plantando e colhendo a cana, seja transportando o produto até as moedas
aos trabalhadores escravos era vedado o direito de exercerem funções mais especializadas, seja dentro da “fábrica do açúcar”, seja em outros setores e instalações do engenho
os engenhos brasileiros coloniais superavam em muito, em tamanho e em quantidade de trabalhadores escravos, as plantations açucareiras localizadas nas Antilhas coloniais
o refino do açúcar exigia uma equipe de trabalhadores habilitados, tais como os mestres-de-açúcar, os caldeireiros e os purgadores, funções também exercidas por trabalhadores escravos
Durante o ciclo da cana-de-açúcar no nordeste brasileiro, o Brasil meridional, uma qualificação que abrange tudo o que se refere ao sul, esteve fora do alcance dos interesses portugueses, estando distante das células iniciais de colonização e, consequentemente, do eixo econômico estabelecido entre o Brasil e a Metrópole. Assinale a afirmativa que se encontra de acordo com o povoamento da Província do Paraná, durante o século XIX:
Na época da criação da Província do Paraná, em 1853, existia na região grandes propriedades produtoras de erva-mate, que exigia mão de obra indígena em larga escala, como ocorria em São Paulo, nas lavouras de café.
A província do Paraná manteve-se orientada pela necessidade de povoamento, visando a formação de pequenas propriedades com produção de subsistência, que dinamizaram o comércio e a agricultura na província.
Durante todo o século XIX, via-se como prioridade a colonização das terras próximas à capital, desbravando o território provincial e guardando as fronteiras, nesse século se pensou na formação de grandes núcleos urbanos.
No século XIX, a política de imigração na Província do Paraná, e no Brasil Meridional, como um todo, tomou um rumo comparado ao promovido pelos fazendeiros paulistas.
A economia da província estava voltada para o comércio de gado e extrativismo, além de ser autossuficiente na produção de gêneros alimentícios.
Em 1613, Felipe III (Felipe 11, em Portugal) enviou para o Brasil um novo governador, Gaspar de Souza, com ordens para tomar providências contra os invasores franceses no Maranhão. Quem foi designado pelo Governador Gaspar de Souza para comandar essa expedição contra os franceses, tornando-se a primeira pessoa nascida no Brasil a comandar uma Força Naval, em missão tipicamente militar na América portuguesa?
Gregório Cardoso de Albuquerque.
Alexandre de Moura.
Martim Soares Moreno.
Manuel Mascarenhas.
Jerônimo de Albuquerque.
“Sujeito por mais de meio século à jurisdição do bispado de Funchal, contando, nos subsequentes cem anos, com um único bispado – o da Bahia, - o Brasil colônia teria nos jesuítas os primeiros organizadores do seu catolicismo. A instituição do Padroado, anterior à descoberta, fazia da Coroa Portuguesa o patrono das missões católicas e instituições eclesiásticas na África, Ásia e, depois, no Brasil.”
(Souza, Laura de Mello e. O diabo e a Terra de Santa Cruz; feitiçarias e religiosidade popular no Brasil colonial. São Paulo; Companhia das Letras, 1986)
Marque (V) para verdadeiro e (F) para falso nas proposições abaixo. Depois marque a alternativa com a sequência CORRETA.
I- Tratava-se de um instrumento jurídico tipicamente medieval, que possibilitava um domínio direto da coroa nos negócios religiosos.
II- Conjunto de privilégios concedidos pela Santa Sé aos reis de Portugal e Espanha.
III- Os aspectos religiosos não eram afetados.
IV- A união indissociável entre Igreja Católica e o Estado português marcou a ação colonizatória.
V, V, F, V.
V, F, V, F.
F, F, V, V.
F, V, V, V.
F, F, F, F.
Carlos Drummond de Andrade escreveu que as esmeraldas de Minas matavam os homens “de esperança e de febre/ e nunca se achavam/ e quando se achavam eram verde engano” uma referência à aventura de Fernão Dias Pais Leme, que, à frente de quatro tropas formadas por indígenas e homens brancos, se enfiou no caminho para o sertão no ano de 1674. A respeito do contexto mencionado, assinale a alternativa correta.
No decorrer de todo o século XIV, incontáveis expedições de apresamento atravessaram os sertões que, posteriormente seriam cunhados terras mineiras, com o objetivo de localizar regiões auríferas.
As notícias de achados de ouro no sertão dos Cataguás foram recebidas com cautela pela Coroa portuguesa, visto que em fins do século XVI a agroindústria canavieira havia começado a prosperar e se transformara no cerne econômico da América portuguesa, e essa riqueza poderia ir por água abaixo se ocorressem grandes deslocamentos migratórios.
As expedições que partiam de São Paulo varreram os sertões mineiros e, deste o princípio, os representantes da Coroa na colônia foram informados a respeito da possibilidade de ouro na região.
A novidade de descobertas de ouro circulou rápido pela colônia e houve uma debandada de moradores dos núcleos de povoamento do litoral em direção à região. Apesar da difícil travessia da Mantiqueira, foram criadas roças de mantimentos que foram responsáveis pelo abastecimento das vilas que surgiram ali.
Bandeiras foi o nome dado, a partir da primeira metade do século XVIII, às expedições para o interior do país, e, entre os moradores do planalto de Piratininga, assumiram a forma militarizada de organização das expedições de caça e escravização dos indígenas ou de busca de metais preciosos.
Os holandeses permaneceram no Nordeste por 24 anos. O longo êxito dos holandeses no Brasil foi resultante do:
domínio do mar.
apoio das tropas em terra,
desinteresse de Portugal.
apoio da Grã-Bretanha.
apoio dos insurretos luso-brasileiros.
Quando o território da América foi invadido pela primeira vez pelos espanhóis, era densamente povoado. No entanto, a distribuição da população era desigual, pois a maior parte dos habitantes se concentrava na Mesoamérica e nos Andes centrais. Nesses locais as sociedades americanas nativas haviam atingido altos níveis de organização econômica, social, política e cultural. Uma das muitas consequências do encontro entre invasores e invadidos foi o declínio da população nativa. A respeito dessa temática, assinale a alternativa correta.
A proporção do declínio da população a partir da invasão dos espanhóis foi a mesma nas terras mais abaixo ao longo do golfo, nas costas do Pacífico e nas montanhas.
Entre os morticínios de guerra, deve-se incluir aqueles que resultaram de conflitos entre os próprios nativos. Índios rebeldes e nômades fizeram guerra contra os assentamentos dos que já haviam sido colonizados.
O colapso populacional pode ser explicado pela violência que os conquistadores infligiram à população nativa exclusivamente pela guerra, que provocou uma devastação de longo prazo da população.
Apesar dos espanhóis confiscarem com frequência as reservas de alimentos dos nativos, essa opressão foi facilmente compensada pela organização produtiva que existia nas cidades pré-colombianas.
A mobilização dos índios para o transporte de armas ou bagagens, serem auxiliares de lutas ou para a realização de trabalhos forçados custou aos nativos mais o potencial reprodutivo do que a capacidade de trabalho.
Quais capitanias prosperaram em 1534?
São Tomé e São Vicente.
Pernambuco e São Vicente.
Porto Seguro e Ilhéus.
Itamaracá e Pernambuco.
Leia o trecho a seguir:
“O primeiro esforço de colonização das terras brasileiras ocorreu a partir da plantação da canade- açúcar. Além desta, outros produtos também se destacaram e favoreceram a diversificação agrícola, o principal foi o ________ e ________ que além de servir para consumo interno colonial e para a exportação, eram utilizados pelos traficantes para conseguir escravos na África.”.
As lacunas podem ser preenchidas corretamente pela alternativa:
Fumo e Cachaça.
Milho e trigo.
Soja e algodão.
Café e couro.
A partir da chegada dos portugueses ao Brasil no século XVI, foram elaborados relatos a respeito da natureza e dos naturais desse território. Religiosos, soldados, comandantes, corsários e curiosos elaboraram narrativas em que a natureza passou a ser caracterizada como edênica e a humanidade gerava desconfiança. Analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) As fantasias sobre os nativos aproximaram a região de um antiparaíso, visto que a humanidade que praticava o canibalismo, a feitiçaria e agia com lascívia deveria ser condenada.
( ) Na década de 1570, foram elaboradas obras que visavam a animar a imigração e o investimento de portugueses em sua colônia americana, de forma semelhante ao que os ingleses haviam feito na Virgínia.
( ) As narrativas se caracterizavam dela descrição da natureza paradisíaca e de selvagens estranhos em seus costumes, visto que habitavam aldeias repletas de gente e dormiam todos juntos, sem que existissem regras.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – F – V.
F – F – F.
F – V – F.
V – F – F.
V – V – V.
Analise as afirmativas a seguir:
I. Entre 1500 e 1535, a principal atividade econômica foi a extração do pau-brasil, obtida principalmente mediante troca com os índios. As árvores não cresciam juntas, em grandes áreas, mas encontravam-se dispersas. À medida que a madeira foi-se esgotando no litoral, os europeus passaram a recorrer aos índios para obtê-la. O trabalho coletivo, especialmente a derrubada de árvores, era uma tarefa comum na sociedade tupinambá. Assim, o corte do pau-brasil podia integrar-se com relativa facilidade aos padrões tradicionais da vida indígena. Os índios forneciam a madeira e, em menor escala, farinha de mandioca, trocadas por peças de tecido, facas, canivetes e quinquilharias, objetos de pouco valor para os portugueses.
II. A forma pela qual, ao longo de alguns séculos, a Coroa portuguesa tratou de assegurar os maiores ganhos do empreendimento colonial relaciona-se com as concepções de política econômica vigentes na época, abrangidas pela expressão “mercantilismo”. Falamos em “concepções” no plural, porque seria equivocado imaginar que houve uma política econômica dos Estados europeus, sempre idêntica, entre os séculos XV e XVIII. Ela variou muito, de país a país, de período a período, mas alguns traços essenciais podem ser definidos.
III. Seria errôneo pensar que, enquanto os índios se opuseram à escravidão, os negros a aceitaram passivamente. Fugas individuais ou em massa, agressões contra senhores, resistência cotidiana fizeram parte das relações entre senhores e escravos, desde os primeiros tempos. Os quilombos, ou seja, estabelecimentos de negros que escapavam à escravidão pela fuga e recompunham no Brasil formas de organização social semelhantes às africanas, existiram às centenas no Brasil colonial.
Marque a alternativa CORRETA:
Nenhuma afirmativa está correta.
Apenas uma afirmativa está correta.
Apenas duas afirmativas estão corretas.
Todas as afirmativas estão corretas.
Localizado logo depois da atual divisa de São Vicente e Santos, na Avenida Antonio Emmerick, na base do Morro da Nova Cintra, perto da margem de um rio, encontram-se as ruínas:
do Engenho dos Erasmos.
de Costa e Silva.
de Pedro Rodrigues.
do Porto das Naus.
Ao contrário da América portuguesa, que mantém a unidade territorial após a independência, a América espanhola divide-se em várias nações, apesar de tentativas de promover a unidade, como a Grã-Colômbia, reunindo Venezuela e Colômbia, de 1821 a 1830, a República Unida da América Central e a Confederação Peru-Boliviana, entre 1835 e 1838. A fragmentação política da América hispânica pode ser explicada pelo próprio sistema colonial, uma vez que as diversas regiões do império espanhol eram isoladas entre si. Essa situação favorece também o surgimento de lideranças locais fortes, os caudilhos, dificultando a realização de um projeto de unidade colonial. Para os historiadores há muitas razões que levaram à fragmentação da América espanhola e à unidade da portuguesa formando, o Brasil. Diante do exposto, analise as afirmativas a seguir.
I. Uma das causas da fragmentação da América espanhola tem a ver com a distância geográfica entre as cidades das antigas colônias e a forma como as duas possessões eram administradas por suas respectivas metrópoles. Ainda que a colônia portuguesa tivesse dimensões continentais, a maior parte da população se concentrava em cidades costeiras, enquanto o interior permanecia praticamente inexplorado. Na época da Independência, as principais cidades brasileiras se concentravam no litoral. As distâncias entre as cidades eram, assim, menores do que na América espanhola.
II. No Brasil, a elite era muito mais homogênea ideologicamente do que a espanhola.
III. Em 1808, a invasão de Portugal por Napoleão Bonaparte levou o Príncipe Regente, João, a fugir para o Rio de Janeiro, transferindo não somente a Corte, mas toda a burocracia do governo: arquivos, biblioteca real, tesouro público e cerca de 15 mil pessoas. O Rio de Janeiro virou, então, a sede político-administrativa do Império. A presença do Rei em território brasileiro serviu como fonte de legitimidade para que a colônia se mantivesse unida.
IV. Na independência da América Portuguesa, as elites aprenderam que poderiam lidar muito bem com uma população irrequieta. Todas as províncias tomaram medidas que objetivavam terminar com a escravidão, possivelmente para diminuir o perigo da revolta escrava. Mestiços tinham o comando de forças militares e eram frequentemente recompensados com posse de terras tomadas dos monarquistas.
Estão corretas as afirmativas
I, II, III e IV.
I e II, apenas.
III e IV, apenas.
I, II e III, apenas.
Sobre a colonização do território brasileiro, promovida pelos portugueses a partir do século XV, assinale a alternativa correta.
Portugal abriu mão de uma política de mero povoamento e inaugurou uma forma de colonização que não se limitou a comercializar produtos encontrados, como o pau-brasil, mas sim de transformar a empresa colonial em um sistema produtivo de fluxo constante.
As primeiras mudas de cana-de-açúcar foram plantadas no litoral de São Vicente, posteriormente à criação do sistema de capitanias hereditárias, sistema determinado pelo Rei D. João III, que dividiu a faixa litorânea de sua colônia americana em quinze faixas de terra.
O resultado geral do sistema de capitanias hereditárias foi positivo, visto que as capitanias foram colonizadas e os grupos indígenas que tentavam resistir aos poucos foram se tornando flexíveis.
Em finais do século XVI eram comuns as Santidades, grupos que profetizavam a chegada de um tempo de paz em que o domínio dos brancos e a bem-aventurança seriam a tônica.
Apesar de um início de prosperidade, a capitania de São Vicente logo foi abandonada por seus proprietários em virtude de grupos indígenas que usavam o recurso das armas e pelo pouco lucro gerado pelo cultivo de cana-de-açúcar.
No início da ocupação portuguesa (período Pré-colonial), a mão de obra empregada e a atividade econômica basicamente se restringia as:
Capitanias hereditárias, cultivo da cana-de-açúcar e pelo índio sob regime de escravidão;
Feitorias, exploração do pau-brasil e a mão de obra indígena;
Feitorias, exploração do pau-brasil e mão de obra escrava;
Capitanias hereditárias, exploração do pau-brasil e mão de obra indígena dirigida pelos padres jesuítas.
Analise as afirmativas a seguir:
I. As primeiras tentativas de exploração do litoral brasileiro se basearam no sistema de feitorias, adotado na costa africana. O Brasil foi arrendado por três anos a um consórcio de comerciantes de Lisboa, liderado pelo cristão-novo Fernão de Loronha ou Noronha, que recebeu o monopólio comercial, obrigando-se em troca, ao que parece, a enviar seis navios a cada ano para explorar trezentas léguas (cerca de 2 mil quilômetros) da costa e a construir uma feitoria. O consórcio realizou algumas viagens mas, aparentemente, quando em 1505 o arrendamento terminou, a Coroa portuguesa tomou a exploração da nova terra em suas mãos.
II. Palmares – uma rede de povoados situada em uma região que hoje corresponde em parte ao Estado de Alagoas, com vários milhares de habitantes - foi certamente o mais importante quilombo da sua época. Foi formado no início do século XVII e resistiu aos ataques de portugueses e holandeses por quase cem anos, vindo a sucumbir, em 1695, às tropas sob o comando do bandeirante Domingos Jorge Velho.
III. As capitanias hereditárias foram uma instituição a que frequentemente se referem os historiadores, sobretudo portugueses, defensores da tese da natureza feudal da colonização. Essa tese e a própria discussão possuem uma grande importância atualmente, pois a tendência historiográfica mais recente considera indispensável rotular com etiquetas rígidas formações sociais complexas que não reproduzem o modelo europeu, a fim de distingui-las do que ocorreu no Velho Mundo.
Marque a alternativa CORRETA:
Nenhuma afirmativa está correta.
Apenas uma afirmativa está correta.
Apenas duas afirmativas estão corretas.
Todas as afirmativas estão corretas
Desde o início da presença portuguesa no continente americano, durante o século XVI, pegando como referência o Tratado de Tordesilhas, assinado por Portugal e Espanha em 1494, o atual estado do Mato Grosso pertenceu à coroa espanhola. Apenas com a assinatura do Tratado de Madri, em 1750, o território mato-grossense foi reconhecido como território português.
No decorrer do século XIX, assim era relatada a vida e o cotidiano dos habitantes de Mato Grosso, segundo Priore (2016):
“E assim se enchiam os dias. Com agenda tão restrita, os mato-grossenses eram acusados, por viajantes ou funcionários do governo imperial, de serem pouco empreendedores. Quanto ao 'povo' diziam-no preguiçosos: pescar dois peixes no rio, um para comer, outro para vender, bastava. Distrações, só as proporcionadas pela Semana Santa e pelas festas dos padroeiros de irmandades, quando então ocorriam procissões, bailes e leilões de prendas, que sacudiam a modorra das vilas. Nada de óperas ou teatros, motivo de queixa de muitas autoridades que ali iam trabalhar.”
(Fragmento extraído de: PRIORE, Mary Del. Histórias da Gente Brasileira. Volume 2: Império. Leya Editora, São Paulo, 2016, pp. 91)
Pode-se se assinalar corretamente como fator que contribuiu para a expansão, o desenvolvimento e a posterior anexação do território de Mato Grosso ao território brasileiro, consolidado pelo Tratado de Madri:
a realização de diversas expedições ao longo do século XVIII, como as Entradas e as Bandeiras, sejam as financiadas pelo governo português, sejam as financiadas pelos bandeirantes paulistas
a realização das Entradas e Bandeiras que, em função do declínio da mineração na região das “Minas Gerais”, transformariam Mato Grosso no maior produtor de ouro e diamantes na América portuguesa
a atividade econômica ligada à produção da borracha, resultante da extração do látex das seringueiras, numa época em que se incorporou não apenas o Mato Grosso como o Acre ao território brasileiro
o empreendimento feito pelos bandeirantes paulistas que, visando suprir o restante da América portuguesa com mão de obra, buscaram apenas apresar nativos e negociá-los como escravos