Questões de Concurso sobre Período Colonial: produção de riqueza e escravismo

 
 
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A Guerra Guaranítica (1753-1756), ou Guerra dos Sete Povos, foi o conflito armado envolvendo as tribos Guarani das missões jesuíticas. Nesse sentido, qual foi o motivo principal que desencadeou essa guerra?


A

As atrocidades do bandeirismo paulista rumo ao sul, a procura de terras, ouro e mão de obra escrava.


B

A política do império português que, por coação e/ou medida preventiva, reduziu o espaço vital dos jesuítas e do povo indígena.


C

A ação da Espanha e de Portugal contra ao sistema de missão/redução, elaborado pelos padres jesuítas à etnia guarani.


D

O Tratado de Madri, que determinava a transferência dos índios e jesuítas do lado brasileiro do Rio Uruguai para o espanhol.


E

O movimento expansionista das etnias Charrua e Minuano em direção às missões/reduções de lideranças Guarani.

Leia os trechos a seguir.


Portugal levou a cabo a incorporação de novas possessões entre o início do século XV e o final do período quinhentista. A primeira tomada territorial extraeuropeia concretizou-se em 1415 […].


CARDIM, Pedro; MIRANDA, Susana. A expansão da Coroa portuguesa e o estatuto político dos territórios. In: GOUVÊA, Maria de Fátima; FRAGOSO, João Luís Ribeiro (orgs.). O Brasil Colonial, vol. 2 (ca. 1580 - ca. 1720). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014, p. 51-106.


A chegada de quase 8.000 migrantes irregulares [...] evidenciou duas questões, ambas já conhecidas dos dois lados da fronteira. Uma delas é que ficou demonstrada a capacidade de desestabilização que a situação no Marrocos pode ter em relação à Espanha.


Disponível em: <https://brasil.elpais.com/internacional/2021-05-18/peregrinacao-as-cegas-ate-as-portas-de-ceuta.html>. Acesso em: 8 abr. 2022.


A duas fontes se referem ao mesmo território, porém, em momentos distintos da história. Esse lugar corresponde à


A

Rabat.


B

Granada.


C

Ceuta.


D

Gibraltar.

Entre o final do século XVIII e a primeira metade do século XIX, o Brasil foi palco – seja ainda enquanto América Portuguesa seja posteriormente como Império independente – de inúmeras rebeliões e revoltas contra o poder instituído. Algumas delas geralmente são agrupadas em um conjunto de eventos contrários ao Império ao longo do período regencial.


É correto afirmar que são consideradas “Revoltas Regenciais” os seguintes eventos:


A

Levante dos Malês, Conjuração Baiana, Inconfidência Mineira, Balaiada, Sabinada.


B

Cabanagem, Balaiada, Sabinada, Revolução Pernambucana, Conjuração Baiana.


C

Revolta dos Alfaiates, Sabinada, Cabanagem, Revolução Farroupilha, Levante dos Malês.


D

Levante dos Malês, Sabinada, Balaiada, Cabanagem, Revolução Farroupilha.


E

Revolução Pernambucana, Balaiada, Levante dos Malês, Conjuração Baiana, Cabanagem.

Foram muitos os motins, conspirações, revoltas e rebeliões no decorrer da história do domínio português sobre o Brasil nos séculos XVII e XVIII; além de vários movimentos regionais contestatórios e de caráter separatista. Dentre os movimentos relacionados, assinale o de caráter separatista.


A

Conjuração Carioca.


B

Sedição de Vila Rica.


C

Guerra dos Mascates.


D

Guerra dos Emboabas.

A colonização holandesa na América contou com muitos ações em diversas partes. Todavia, ao contrário dos espanhóis e ingleses, os holandeses criaram poucos assentamentos permanentes. Nesse sentido, uma das organizações privadas de comércio externo holandesa destinada a cuidar dos empreendimentos na América, África e Oceania era chamada de:


A

Companhia Holandesa das Índias Ocidentais.


B

Império Colonial Holandês.


C

Companhia de Jesus.


D

Amsterdam.


E

Nova Holanda.

No Brasil, destacaram-se alguns movimentos emancipacionistas que foram derrotados, tais como: a Conjuração Mineira, de 1789, movimento essencialmente popular que contou com a adesão dos setores mais pobres da sociedade; e a elitista Conjuração Baiana, de 1798.


C

Certo


E

Errado

No Brasil colônia, o governo tomou diversas e duras medidas para controlar a região aurífera. Criou em 1702 a Intendência das Minas, órgão que tinha entre suas funções zelar pela cobrança do quinto real, reprimir o contrabando e repartir os lotes de terras minerais, denominados de:


A

Datas


B

Emboadas


C

Diamantina


D

Minas Gerais


E

Terras Auríferas

A legislação colonial apresentava diferentes arranjos em função da classificação estabelecida para cada grupo, legitimando atividades e atitudes a eles destinadas.


C

Certo


E

Errado

Considerando a formação da sociedade brasileira no período colonial, a respeito da escravidão indígena assinale a afirmativa correta.


A

O indígena não se adaptou ao trabalho sistemático e foi reduzido a uma vida de roubo e contravenções.


B

A resistência indígena desapareceu quando a prática missionária disciplinou a população autóctone.


C

A escravidão permaneceu como um modo de exploração relevante de parte da população nativa.


D

O trabalho escravo dos indígenas foi extinto a partir da importação de africanos.


E

A lei de 1570 determinou a substituição de mão de obra indígena por africana.

A obra Casa-Grande & Senzala (1933), de Gilberto Freyre, representa uma grande contribuição à história da formação da sociedade brasileira, ao lado de Raízes do Brasil (1936), de Sérgio Buarque de Holanda, e Evolução política do Brasil (1934), de Caio Prado Júnior. Foi publicada na década em que Getúlio Vargas, então presidente do Brasil, se dedicou à realização de uma campanha nacionalista para a valorização das raízes africanas da cultura brasileira. Acerca da ênfase de Gilberto Freyre à etnicidade como esfera de interpretação das relações raciais, marque a alternativa INCORRETA.


A

Segundo o pensamento freyriano, o Brasil era constituído pela mistura de três raças: africana, lusitana e autóctone. E, graças à miscibilidade das sociedades coloniais portuguesas, não houve grande antagonismos culturais a serem equilibrados.


B

Gilberto Freyre se interessou em analisar a geografia, o clima, a alimentação, a sexualidade, dentre outros aspectos influenciadores da colonização portuguesa.


C

O autor forneceu à historiografia um estudo sobre a matriz social da mestiçagem no Brasil, antes mesmo do início da colonização portuguesa nos trópicos.


D

O autor argumenta que a cultura brasileira se enriqueceu graças a um equilíbrio de antagonismos, como por exemplo entre o senhor e o escravo, o branco e o negro.

O Brasil Colônia, é a época que compreende o período de 1530 a 1822. Este período começou quando o governo português enviou ao Brasil a primeira expedição colonizadora chefiada por:


A

Martim Afonso de Souza.


B

Pedro Álvares Cabral.


C

Cristóvão Jacques.


D

Nenhuma das alternativas.

Entre 1708 e 1709 ocorreu um conflito entre paulistas e estrangeiros pelo domínio da exploração da região das minas. O fato se deu porque os bandeirantes paulistas se diziam os primeiros a descobrir ouro na região e queriam o direito exclusivo na exploração. Porém, com a chegada constante de pessoas de outras regiões a exclusividade não se realizou. Esse conflito ficou conhecido como:


A

Revolta de Vila Rica.


B

Revolta dos Guararapes.


C

Guerra dos Mascates.


D

Guerra dos Emboabas.

A violência da escravidão não transformava os negros em seres incapazes de ação autonômica, nem em passivos receptores de valores senhoriais, nem tampouco em rebeldes valorosos e indomáveis. Acreditar nisso pode ser apenas a opção mais cômoda: simplesmente desancar a barbárie social de um outro tempo traz implícita a sugestão de que somos menos bárbaros hoje em dia, de que fizemos realmente algum progresso dos tempos da escravidão até hoje. A ideia de que progredimos de cem anos para cá é, no mínimo, angelical e sádica: ela supõe ingenuidade e cegueira diante de tanta injustiça social, e parte também da estranha crença de que sofrimentos humanos intensos podem ser de alguma forma pesados ou medidos.


CHALHOUB, S. Visões da liberdade. Uma história das últimas décadas de escravidão na Corte. São Paulo:Companhia das Letras, 2011. p. 49 (adaptado).


Sobre a perspectiva do autor, que analisa a escravidão no Brasil na segunda metade do século XIX, avalie as afirmações a seguir.


|. A perspectiva apresentada no texto procura se afastar dos debates a respeito da escravidão balizados sobretudo pela teoria do escravo-coisa, na qual o cativo é apresentado apenas como mercadoria sob total controle e arbítrio de seu senhor.

Il. O texto aponta para a negação da ideia de que a condição jurídica de mercadoria do cativo corresponde a sua condição social e que, portanto, os negros seriam incapazes de ação autonômica ou de produção de valores e normas.

III. A investigação histórica apresentada está pautada na tese de que os escravizados agiam, em sua busca por liberdade, de acordo com uma racionalidade própria e que suas experiências não eram apenas reflexo da experiência de seus senhores.


É correto o que se afirma em


A

|, apenas.


B

Il, apenas.


C

l e lIl, apenas.


D

Il e Ill, apenas.


E

I,ll e Ill.

TEXTO |


A escravidão, nas duas funções que exercerá na sociedade colonial, fator trabalho e fator sexual, não determinará senão relações elementares a muito simples. A função da mulher escrava, instrumento de satisfação das necessidades sexuais de seus senhores e dominadores, não ultrapassará também o nível primário e puramente animal do contato sexual, não se aproximando senão muito remotamente da esfera propriamente humana do amor, em que o ato sexual se envolve de todo um complexo de emoções e sentimentos.


PRADO JUNIOR, C. Formação do Brasil Contemporâneo — Colônia. São Paulo: Brasiliense, 1976. p. 342 (adaptado).


TEXTO II


Caio Prado Júnior aponta para além do que pretende analisar. No momento em que fala de alguma coisa, negando-a, ele revela desconhecimento de si mesmo. Nessa perspectiva, ele pouco teria a dizer sobre essa mulher negra, porque ele lhe nega o estatuto de sujeito humano. Trata-a sempre como objeto. Até mesmo como objeto de saber. É por aí que a gente compreende a resistência de certas análises que, ao insistirem na prioridade da luta de classes, negam-se a incorporar as categorias de raça e gênero.


GONZÁLES, L. Racismo e sexismo na cultura brasileira. Revista Ciências Sociais Hoje, Anpocs, 1984, p. 223-244 (adaptado).


Com base nas críticas da socióloga brasileira Lélia Gonzáles à análise do historiador Caio Prado Júnior, avalie as afirmações a seguir.


|. Os questionamentos de Gonzáles partem de uma perspectiva interseccional, já que envolve categorias como gênero e raça para análise da sociedade.

Il. A autora se posiciona contrariamente à possibilidade de homens brancos realizarem análises sobre a condição das mulheres escravizadas.

III. Gonzáles sustenta que a negação da subjetividade da mulher escravizada relaciona-se à ausência de reconhecimento racial do próprio autor.

IV. O estudo de Gonzáles demonstra que os aspectos de classe foram fundamentais para se evitar o esquecimento da experiência das mulheres negras escravizadas.


É correto apenas o que se afirma em


A

l e II.


B

l e III.


C

Il e lV.


D

I,lll e lV.


E

II, lII e lV.

Bem nas primeiras linhas da sua História geral das guerras angolas (1681), Cadornega, o pai da historiografia angolista, menciona o “resgate de peças que servem de utilidade ao comércio, e com estes resgates se evitam não haver tantos açougues de carne humana, e instruídos na Fé de Nosso Senhor Jesus Cristo indo batizados e catequizados se embarcam para as partes do Brasil ou para outras que têm uso católico”.


(Luiz Felipe de Alencastro, O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. Texto adaptado)


Na sua manifestação, Cadornega parece


A

justificar o tráfico negreiro para a América, por permitir que povos africanos fossem salvos das práticas antropofágicas e das guerras intertribais.


B

identificar o estabelecimento do tráfico negreiro como uma iniciativa que se contrapunha aos interesses das lideranças políticas africanas.


C

condenar o uso das práticas religiosas para convencer as pessoas a virem trabalhar na América.


D

separar as dimensões econômicas, representadas pelo tráfico de escravos, da dimensão religiosa, marcada pela expansão da fé cristã.


E

reconhecer a existência de incompatibilidades entre as práticas escravistas e as doutrinas essenciais do catolicismo.

Sobre a história do Município de Porto Feliz, antes da criação da Vila de Porto Feliz em 1797 no reinado de Dona Maria I, rainha de Portugal, o local que hoje encontra-se situado o Município era conhecido pelos indígenas nativos como:


A

Araguatinina.


B

Araritaguaba.


C

Araritoguê.


D

Araguatina.


E

Arereitaguabé.

O interesse do governo português voltou-se para a região onde foram encontradas as minas de ouro e diamantes. Essas minas pertenciam aos governantes de Portugal, que procuravam tirar o melhor proveito dessas situação, criando impostos, aumentando a fiscalização e tentando evitar o contrabando. Marque verdadeira (V) ou falsa (F) para as afirmativas que explicam o fenômeno a que o texto se refere.


( ) Houve poucos conflitos entre os bandeirantes e os exploradores de ouro que foram chegando de outras partes do Brasil ou mesmo de Portugal.

( ) Em 1920, os mineradores se revoltaram contra a cobrança do “terço” do ouro, e muitos deles ocuparam Vila Rica exigindo o fim das casas de fundição.

( ) No século XVlll, os movimentos pela busca dos direitos e as revoltas coloniais ocorreram nas Minas Gerais, no Brasil Colônia e várias partes da América.

( ) Havia duas formas de exploração do ouro nas Minas Gerias, as lavras que utilizam da mão de obra escrava, e as faisqueiras praticadas por garimpeiros.


A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:


A

V, V, F, V.


B

F, F, F, F.


C

F, F, V, V.


D

F, V, V, F.


E

F, V, F, V.

É conhecido que o açúcar foi o principal produto impulsionador da colonização brasileira, por outro lado, outros produtos também tiveram papel considerável na economia colonial já nos primeiros séculos do domínio português. Por exemplo, é correto afirmar a produção agrícola de:


A

Tabaco.


B

Café.


C

Soja.


D

Guaraná.

Adotou-se a convenção de dividir o movimento em fases distintas, abrangendo o “bandeirismo defensivo”, o apresamento, o movimento colonizador, as atividades mercenárias e a busca de metais e pedras preciosas. Contudo, apesar dos pretextos e resultados variados que marcaram a trajetória das expedições, a penetração dos sertões sempre girou em torno do mesmo motivo básico.

(John M. Monteiro, Negros da terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo)


Para Monteiro, esse “motivo básico” das expedições dos bandeirantes foi


A

a atuação de guarda-mor das terras coloniais, evitando a formação de potentados locais e destruindo os já formados.


B

a busca pela ampliação constante do território colonial, sempre em acordo com as autoridades portuguesas.


C

o acordo tácito, renovado em períodos irregulares, com as ordens religiosas para controlar os povos indígenas.


D

o imperativo crônico da mão de obra indígena para os empreendimentos agrícolas dos paulistas.


E

o combate persistente aos invasores dos espaços coloniais, caso dos espanhóis ao Sul e dos franceses ao Norte.

Os índios bravos estavam diretamente relacionados ao conceito de escravização, justificada em função da divisão estabelecida pela estrutura colonial e suas necessidades.


C

Certo


E

Errado

   
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