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Leia o texto abaixo:
A escravidão, no Brasil, começou ainda no Período Colonial. Milhares de pessoas foram retiradas à força dos muitos grupos étnicos dos quais faziam parte no continente africano para serem obrigadas a servir como mão-de-obra em lavouras, centros comerciais e ambientes residenciais por todo o Brasil. Essa prática perdurou por longos anos, tornando-se uma estrutura que influenciou muito a formação do Brasil em sua política, economia e sociedade. Desde o princípio da escravidão, a população negra africana empreendeu várias tentativas de resistência e fuga. Eles foram sempre, extremamente, reprimidos, mas obtiveram sucesso, em muitas ocasiões.
Assinale a alternativa CORRETA, ou seja, aquela que apresenta o nome que é dado ao local no qual homens e mulheres escravizados(as) refugiavam-se, durante o período da escravidão e que representa uma das formas de resistência e sobrevivência da população escravizada, no Brasil:
Valongo.
Senzala.
Quilombo.
Rebolo.
Monjolo.
Nos dois primeiros séculos, o escoamento da produção dava-se pelo transporte fluvial ou marítimo de cabotagem. O carregamento de mercadorias em lombo de mulas tornou-se a principal forma de transporte terrestre a partir do século XVIII.
(VAINFAS, Ronaldo. Dicionário do Brasil Colonial. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000. p. 565. Adaptado.)
Tratando do Período Colonial (1530-1822), o texto aborda uma mudança na organização social brasileira que teve como causa:
a interiorização decorrente da descoberta do ouro em Minas Gerais.
o desenvolvimento econômico trazido pelo café no Vale do Paraíba.
o avanço dos engenhos de açúcar pela região do agreste nordestino.
a transposição da Serra do Mar através da abertura de novos caminhos.
a expansão territorial possibilitada pela revisão do Tratado de Tordesilhas.
Quanto à participação da Igreja Católica na colonização portuguesa, pode-se aferir que a ação dos jesuítas sobre os nativos resultou, via de regra:
na catequese, fruto de um processo pacífico de conversão dos nativos
na proteção, apesar do processo de destribalização e de imposição cultural
no respeito e na adaptação às tradições culturais dos nativos
na escravização dos nativos, com os jesuítas dominando o tráfico
Assinale a alternativa que indica o processo histórico do qual resultou o domínio português do Brasil.
Sebastianismo
Expansão Marítima
Jornada dos Vassalos
Cruzadas do Ocidente
Guerra de Reconquista
Num relatório datado de 1778, o Marquês do Lavradio, que chegou a ser vice-rei na América portuguesa entre 1769 e 1779, fez referência à São Gonçalo como a freguesia em segundo lugar na produção de açúcar e aguardente, perdendo apenas no estado para Campos dos Goitacazes.
O crescimento da freguesia de São Gonçalo tornou-se cada vez mais evidente durante o século XVIII com sua população próxima de 6.378 habitantes, isso entre os anos de 1779 e 1789, enquanto São João Batista de Icaraí, Itaipu e São Lourenço dos Índios, localidades próximas, juntas, totalizavam apenas 4.680 habitantes (OLIVEIRA, 2014).
Sobre a importância econômica de São Gonçalo e sua relação com os seus mercados consumidores, à época citada, é correto afirmar que:
seu desenvolvimento comercial e agrícola, com vários barcos de transporte de gêneros e passageiros movimentavam a Baía da Guanabara, intensificando o intercâmbio com as cidades próximas, menos a cidade do Rio, que era monopólio português
o fato de estar situada no lado leste da Baía de Guanabara, sua posição geográfica foi prejudicada em função da pouca disponibilidade de rios que servissem como rota de entrada e saída de produtos e transporte de passageiros
o fato de São Gonçalo encontrar-se integrada e participante da economia da região da Corte, instalada na cidade do Rio de Janeiro, porém perdendo para a concorrência com os produtos vindos de Minas Gerais, prejudicava a economia sangonçalense
esse desenvolvimento vinha ocorrendo desde fins do século XVIII, com a instalação de inúmeros engenhos de açúcar e aguardente, e de lavouras de cereais, mandioca, legumes e frutas que abasteciam preferencialmente a cidade do Rio
"A descoberta de jazidas de ouro nas minas fez com que paulistas e forasteiros brigassem durante dois anos pelo controle da região. Francisco de Amaral Gurgel, frei Francisco de Meneses e forasteiros lideram a primeira parte deste movimento em Ouro Preto contra Domingos da Silva Monteiro, Bartolomeu Bueno Feio e paulistas. [...] A segunda parte do movimento ocorre em Sabará e envolve Pascoal da Silva Guimarães, frei Francisco de Meneses, frei Firmo e forasteiros contra paulistas, tudo isso devido à insatisfação em relação ao estabelecimento de contrato de fumo, carne e aguardente no local. Como consequência, o contrato acaba sendo suspendido até decisão régia, que o proíbe em 1709, ao fim do conflito. Em um terceiro momento, ocorre o assassinato de dois forasteiros no Rio das Mortes. Em outubro de 1708, o desaparecimento de uma espingarda faz surgir uma proposta de duelo entre os dois lados da disputa. O duelo acaba não ocorrendo e Borba Gato interfere propondo um acordo entre as partes, que é aceito. [...] Um mês depois, Manuel Nunes Viana volta a chamar atenção ao invadir Sabará e expulsar de lá os paulistas para Cachoeira do Campo. Eles são, no entanto, expulsos também de Cachoeira e o invasor de outrora é eleito governador, trazendo consigo forasteiros para ocuparem cargos do governo. [...] Em abril, Manuel Nunes Viana e agregados conseguem a expulsão do governador do Rio de Janeiro, sendo nomeado em seu lugar Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho. Em agosto, amotinados são perdoados. [...] É deste conflito que resultam a aquisição da Capitania de São Vicente e a criação da Capitania de São Paulo e Minas do Ouro, que só seria desfeita sob consequência de uma outra revolta em Vila Rica de 1720." Fonte (adaptada): https://www.historia.uff.br/impressoesrebeldes/
O trecho acima faz referência à:
Revolta de Beckman.
Guerra dos Emboabas.
Guerra dos Mascates.
Sabinada.
No Brasil Colônia ocorreram diversos movimentos contra os portugueses. Até o século XVIII protestavam contra determinadas leis e ou políticas, defendendo os interesses das elites locais.
Assinale a alternativa que identifica o movimento liderado pelos paulistas, ocorrido nas Gerais (atual Minas Gerais), contra a presença na região de mineradores vindos da Metrópole e de outras partes da Colônia.
Revolução Praieira
Revolta de Vila Rica
Revolta de Beckman
Guerra dos Pelados
Guerra dos Emboabas
Leia o excerto a seguir.
“O Comércio Colonial Interno, tanto o sistema que fornecia gêneros básicos a mercados de cidades quanto o sistema de longas distâncias que transportava prata, têxteis, e especialidades regionais, requeria meios de articulação. Já mencionamos aquelas instituições, como leilões do governo e privados, pósitos e alhóndigas, corporações de comerciantes e de artesãos, e comerciantes e negociadores menores que juntavam pequenas quantidades de artigos valiosos nos mercados de aldeias para expedi-los para estabelecimentos maiores nas cidades.”
MACLEOS, M. J. Aspectos da economia interna da América Espanhola Colonial: Mão de obra,
tributação, distribuição e troca. In: BETHELL, L (org.) HISTÓRIA DA AMÉRICA LATINA. História da
América Latina/América Latina Colonial. 2. ed. São Paulo, SP: Brasília, DF: USP, Fundação Alexandre
de Gusmão, 2012. p. 262.
De acordo com o autor, do excerto acima, os mecanismos de troca predominantes na América hispânica eram os (as)
feiras comerciais urbanas, com local, período e administração interna reguladas por legislação e inspetores locais.
Cabildos regionais, fiscalizados pelos homens bons, latifundiários que exploravam o trabalho indígena através da encomiendas.
feitorias coloniais, localizadas nos portos de embarque que eram regulamentadas pela carta de contratación, expedida na Cidade do México.
intendências metropolitanas, instaladas nos vice reinos, supervisionadas pelos chapetones, descendentes de espanhóis nascidos na colônia.
Analise o mapa da América Colonial portuguesa abaixo.

Fonte: NOVAIS, F., Org. História da Vida Privada no Brasil. Vol. I. São Paulo: Companhia das Letras, 1997, p.19
Ao analisar-se o mapa, afirma-se que se refere
ao século 17, quando a principal atividade econômica era o açúcar, produzido na região correspondente ao Rio de Janeiro.
à extração das drogas do sertão, exploradas no semiárido nordestino, principalmente no século 16.
à pecuária que contribuiu para o desmatamento da Zona da Mata, litoral do sudeste colonial, ao longo do século 19.
às atividades desenvolvidas ao longo do século 18, principalmente após extração mineradora nas Gerais.
O projeto empreendido pelos portugueses de colonização do território que viria a se chamar Brasil se deu, primeiramente, pela implementação das conhecidas capitanias hereditárias, a partir de 1532. Segundo Boris Fausto:
“O Brasil foi dividido em quinze quinhões, por uma série de linhas paralelas ao Equador que iam do litoral até o meridiano de Tordesilhas, sendo os quinhões entregues aos chamados capitães donatários. Eles constituíam um grupo diversificado onde havia gente da pequena nobreza, burocratas e comerciantes, tendo em comum suas ligações com a coroa portuguesa”.
(Boris Fausto. História do Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo/Fundação para o Desenvolvimento da Educação, 2000)
É consenso na historiografia brasileira que o fracasso das capitanias hereditárias se deveu a diversos fatores conjugados, tendo destaque
a ausência de mão de obra disponível no litoral para os trabalhos referentes à colonização, a dificuldade de escoamento dos produtos coloniais no mercado de consumo europeu e o desinteresse dos portugueses nas terras recém-conquistadas.
a miscigenação dos colonos portugueses com as populações ameríndias, que os tornara, em pouco tempo, lascivos e ociosos do trabalho da empreitada colonial, e a intervenção constante dos jesuítas nos negócios dos colonos, arregimentando populações nativas aos trabalhos de cunho religioso, em detrimento do trabalho braçal.
a falta de recursos dos donatários para investir na colonização do território, a inexperiência no processo de colonização das regiões situadas na América, além dos ataques constantes dos nativos indígenas aos aldeamentos coloniais.
a monopolização da coroa sobre as terras recém-descobertas, a intervenção da administração real no modo como os colonos empreenderam a colonização e a falta de apoio da igreja católica na catequização dos indígenas, considerados indignos da catequese.
o clima e o solo pouco propícios para a produção de artigos e produtos agrícolas que eram valorizados no mercado europeu e a dificuldade de adaptação dos portugueses às novas terras, haja vista que esta era a primeira experiência de colonização de territórios distantes de Portugal.
Acerca da estrutura do governo-geral no Brasil Colônia, o governo-geral contava com três auxiliares:
O coronel: cuidava da administração das terras; provedor-mor: cuidava das finanças; e o capitão-mor: responsável da defesa do litoral.
O ouvidor-mor: encarregado da justiça do governo; o provedor-mor: cuidava das finanças; e os jesuítas: responsáveis pela vida espiritual do povo.
O ouvidor-mor: encarregado da justiça do governo; o provedor-mor: cuidava das finanças; e o capitão-mor: responsável da defesa do litoral.
O ouvidor-mor: encarregado da justiça do governo; o coronel: cuidava da administração das terras; e os jesuítas: responsáveis pela vida espiritual do povo.
Durante a colonização no Brasil, os índios resistiam aos processos de catequização e escravização, alguns resistiam lutando, mas essa tática devido a superioridade bélica dos europeus e principalmente as epidemias levaram os que optaram por essa forma de resistência a derrota. No entanto, outra forma de resistência foi muito mais efetiva. Sobre esse tema, assinale a alternativa correta.
A igualdade na luta entre indígenas e europeus foi somente atingida quando os nativos conseguiram dominar a tecnologia bélica europeia, fato que equalizou as batalhas
O isolamento alcançado através de contínuos deslocamentos para regiões cada vez mais distantes permitiu a preservação de uma herança biológica, social e cultural
A catequização permitiu não somente a sobrevivência cultural, mas também material
As missões religiosas foram uma alternativa favorável, pois permitiam a prática religiosa tradicional indígena
Eu, Dom João, pela graça de Deus, faço saber a V. Mercê que me aprouve banir para essa cidade vários ciganos — homens, mulheres e crianças — devido ao seu escandaloso procedimento neste reino. Tiveram ordem de seguir em diversos navios destinados a esse porto, e, tendo eu proibido, por lei recente, o uso da sua língua habitual, ordeno a V. Mercê que cumpra essa lei sob ameaça de penalidades, não permitindo que ensinem dita língua a seus filhos, de maneira que daqui por diante o seu uso desapareça.
TEIXEIRA, R. C. História dos ciganos no Brasil. Recife: Núcleo de Estudos Ciganos, 2008.
A ordem emanada da Coroa portuguesa para sua colônia americana, em 1718, apresentava um tratamento da identidade cultural pautado em
converter grupos infiéis à religião oficial.
suprimir formas divergentes de interação social.
evitar envolvimento estrangeiro na economia local.
reprimir indivíduos engajados em revoltas nativistas.
controlar manifestações artísticas de comunidades autóctones.
Francisco Côrrea de Moraes Leite foi uma figura importante em Porto Feliz, tendo em vista a sua função de:
Fonte: Prefeitura de Porto Feliz. Acesso: 2021.
General do Exército.
Capitão-mor.
Empresário.
Marinheiro.
Diplomata.
Ainda sobre a história do Município de Porto Feliz, quem era o então governador da capitania de São Paulo na época da criação da Vila Porto Feliz?
Manuel Antônio de Melo e Castro de Mendonça.
Antônio Manuel Mendonça de Castro e Melo.
Antônio Manuel de Castro e Melo Mendonça.
Antônio Manuel de Melo e Castro de Mendonça.
Manuel Antônio de Castro e Melo Mendonça.
O interesse do governo português voltou-se para a região onde foram encontradas as minas de ouro e diamantes. Essas minas pertenciam aos governantes de Portugal, que procuravam tirar o melhor proveito dessas situação, criando impostos, aumentando a fiscalização e tentando evitar o contrabando. Marque verdadeira (V) ou falsa (F) para as afirmativas que explicam o fenômeno a que o texto se refere.
( ) Houve poucos conflitos entre os bandeirantes e os exploradores de ouro que foram chegando de outras partes do Brasil ou mesmo de Portugal.
( ) Em 1920, os mineradores se revoltaram contra a cobrança do “terço” do ouro, e muitos deles ocuparam Vila Rica exigindo o fim das casas de fundição.
( ) No século XVlll, os movimentos pela busca dos direitos e as revoltas coloniais ocorreram nas Minas Gerais, no Brasil Colônia e várias partes da América.
( ) Havia duas formas de exploração do ouro nas Minas Gerias, as lavras que utilizam da mão de obra escrava, e as faisqueiras praticadas por garimpeiros.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
V, V, F, V.
F, F, F, F.
F, F, V, V.
F, V, V, F.
F, V, F, V.
É conhecido que o açúcar foi o principal produto impulsionador da colonização brasileira, por outro lado, outros produtos também tiveram papel considerável na economia colonial já nos primeiros séculos do domínio português. Por exemplo, é correto afirmar a produção agrícola de:
Tabaco.
Café.
Soja.
Guaraná.
Os índios bravos estavam diretamente relacionados ao conceito de escravização, justificada em função da divisão estabelecida pela estrutura colonial e suas necessidades.
Certo
Errado
O Marquês de Pombal é o nome pelo qual ficou conhecido Sebastião José de Carvalho e Melo. No Brasil, Marquês de Pombal ficou caracterizado pelas chamadas Reformas Pombalinas. Dentre as reformas realizadas no Brasil no período Pombalino, assinale as alternativas abaixo com (V) verdadeiro ou (F) falso.
( ) Expulsão dos Jesuítas.
( ) Extinção definitiva das capitanias hereditárias.
( ) Abolição da escravidão.
( ) Criação do Real Horto atualmente conhecido como Jardim Botânico.
( ) Nomeação do Rio de Janeiro como nova capital da colônia – em substituição a Salvador.
A sequência correta de cima para baixo é:
F, F, F, F, V.
V, F, F, F, V.
V, V, F, F, V.
V, V, F, V, V.
A História do Brasil deve ser compreendida de acordo com aspectos políticos, econômicos e sociais e estudado a partir do desenvolvimento das atividades ocorridas no território nacional. Sobre o período que a historiografia nomeia como Brasil Colonial, é correto afirmar que:
a forma de colonização do Brasil assemelhase às demais formas posse e dominação das demais regiões sul-americanas conquistadas por espanhóis, com instrumentos de governança, objetivos exploratórios e elementos colonizadores idênticos para ambas as coroas ibéricas na América.
a denominação América portuguesa é equivocada, já que a sociedade fundamentada no continente europeu é completamente diferente da sociedade europeia, portanto a assertiva expressão “Brasil “ expressa com mais veracidade a política, cultura e economia praticada neste período nessa região.
as atividades econômicas eram, majoritariamente, voltadas para o mercado internacional, visto que os esforços no período estavam voltados para o desenvolvimento econômico de Portugal e, portanto, a base da economia da época fundamentava-se no extrativismo e na monocultura de produtos tropicais.
contrariando a máxima de que o Brasil foi explorado por Portugal, a historiografia aponta que existiram significativos esforços portugueses para a fundação de uma nova nação com traços europeus, indígenas e africanos, que contava com a intencionalidade da mescla de valores e culturas desses três grupos sociais para o novo país.
a colonização e exploração de territórios coloniais por Portugal foi realizada de forma idêntica na América, África e Ásia, perpetuando seu sistema político, sua cultura, sua economia e impondo o Pacto Colonial para todos os territórios sobre seus domínios, o que significa criar o latifúndio, implantar a escravidão e direcionar sua produção para o mercado internacional.