Uma interpretação clássica dos três séculos de colonização
brasileira, hoje contestada por vários historiadores, é aquela
que define a estrutura colonial como assentada genericamente
no tripé monocultura-latifúndio-escravidão, da qual
decorreriam, com alguma exceção que confirmaria a regra,
uma economia extrovertida, ou seja, voltada para a
exportação, e a inexistência de mercado interno que
permitisse algum dinamismo à economia local.
O Brasil se insere nos quadros do sistema colonial mercantilista a partir da:
A
proibição do cultivo do fumo e do algodão, para não concorrer com a produção das colônias inglesas;
B
implantação de uma empresa açucareira, estruturada no latifúndio, monocultura e trabalho escravo que impediu lucratividade aos portugueses;
C
estruturação da exploração açucareira e mineradora, nos primeiros trinta anos após o descobrimento, o que possibilitou grandes rendas à Coroa Portuguesa;
D
organização de um sistema produtivo que privilegiava a produção de gêneros agrícolas de exportação e o consumo de artigos europeus.