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Leia atentamente o trecho a seguir:
“Conde da Ponte, do meu Conselho, Governador e Capitão- General da Capitania da Bahia, Amigo.
Eu, o Príncipe-Regente, vos envio muito saudar, como àquele que amo. Atendendo à representação que fizestes subir à minha Real presença, sobre se achar interrompido e suspenso o comércio desta Capitania, com grave prejuízo de meus vassalos e da minha Real Fazenda, em razão das críticas e públicas circunstâncias da Europa...” ( Abertura dos Portos às Nações Amigas – 1808).
Para muitos dos pesquisadores da História do Brasil, nesse momento inicia-se a independência do Brasil, assinale a alternativa correta a este respeito:
Pois permitia que qualquer nação comercializasse diretamente com os portos brasileiros, o que permitiu maior troca no campo das ideias, influenciando os movimentos de Independência
O documento apresenta a primeira medida de muitas que transformaram a até então colônia do Império português em Reino do Brasil, a partir de então as mudanças que vieram modificaram tanto o comércio e a economia no Brasil quanto os hábitos e costumes da população local, principalmente da elite regional, que não se contentaria com menos no futuro
Fica bastante claro neste documento que com a abertura dos portos o ir e vir de toda população é ampliado, logo ocorreu um dos maiores abandonos populacionais que a História brasileira já viu, os mais insatisfeitos da população abandonaram a colônia tornando-se independentes em outros lugares do globo
O Documento esclarece que os Portos brasileiros só serão abertos por prazo determinado, o que não traz grande comoção ao contemporâneos de D. João VI
Aqueles que entendem que a independência brasileira inicia-se neste momento, claramente apresentam dificuldade em compreender a cronologia dos Fatos, dado que a Independência só virá anos depois com D. Pedro I
Observe a imagem a seguir.

(Sermões do Padre Antônio Vieira. Primeira parte, 1679. https://goo.gl/7tqoy7. Acesso em 25.09.17)
O Padre Antônio Vieira fez parte do esforço missionário jesuíta na América, que via a catequese como fundamental em um contexto de
ampliação das atividades econômicas agroexportadoras na América portuguesa, o que tornou a cristianização de povos indígenas parte fundamental na arregimentação de mão de obra escravizada para o trabalho nos engenhos coloniais.
intensificação do processo de interiorização da presença portuguesa na América do Sul, o que fortaleceu a aliança entre jesuítas e bandeirantes, com o objetivo de dominarem os nativos e ampliarem as possessões portuguesas no continente.
refluxo da Igreja Católica na Europa por conta das Reformas protestantes, o que levou alguns jesuítas a se aproximarem das línguas nativas para cristianizarem os ameríndios com o objetivo de conquistar novos fiéis para a Igreja.
aprofundamento das disputas e conflitos entre a Coroa Portuguesa e os jesuítas, o que resultaria, poucos anos depois, na expulsão da Companhia de Jesus da América devido aos enclaves autônomos das missões no continente.
disputa entre as Coroas Espanhola e Portuguesa pelas terras da América do Sul, de tal forma que os jesuítas constituíram-se como aliados estratégicos dos portugueses na ampliação dos seus domínios territoriais coloniais.
Para a exploração das terras, as metrópoles europeias montaram uma estrutura política, econômica, social e ideológica que permitiu o relativo sucesso da colonização.
Assinale a alternativa que identifica um dos elementos primordiais do Sistema Colonial.
O Cameralismo.
Monopólio comercial.
O livre comércio entre as colônias.
A política do “laissez-faire, laissez passer.”
Os privilégios fiscais concedidos às colônias.
Muitas pesquisas em Historia do Brasil se debruçam sobre a maneira como a colônia portuguesa se estabeleceu e se transformou no que atualmente é a nação brasileira. Um dos principais debates seria a constituição ou não de um Antigo Regime nos trópicos. Assinale a alternativa correta sobre esta discussão:
O Brasil é a única nação fora da Europa a apresentar as exatas características de um antigo regime, absolutista e mercantilista, e isso é fato devido à mudança da Corte portuguesa para o Rio de Janeiro no século XIX
Tal debate se mostra bastante retrogrado na historiografia luso-brasileira, ficando certo que tudo que era preciso evidenciar sobre a questão já foi feita, com destaque aos pesquisadores portugueses que afirmam a pouca centralidade que Portugal possuía em relação a colônia neste momentos
O Antigo regime é um conceito extremamente falho de se articular com a História do Brasil, considerando que os indígenas que aqui habitavam antes da invasão portuguesa, estabeleceram suas próprias estruturas políticas na organização do território, fazendo de Portugal mero receptador de mercadorias
É correto dizer que a historiografia brasileira diverge em muitos aspectos sobre a constituição de um Antigo Regime no Brasil, entretanto, esta não nega que a ordem estruturante do absolutismo monárquico atuou criando um funcionamento interno próprio, que se diferenciava de Portugal ou da França, por exemplo
É certo que a historiografia portuguesa mais atual nega a estrutura do Absolutismo português no Brasil, numa tentativa de apagar da História toda a exploração efetivada pelos portugueses no Brasil
Letrados do Brasil
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“Durante o período colonial, as universidades estiveram proibidas no Brasil, assim como a imprensa, dificultando a circulação de livros e do conhecimento. Os poucos livros que chegavam ao Brasil eram importados da Europa, não só de Portugal, como também da França e Inglaterra. O que, inclusive, exigia o conhecimento de outras línguas, em meio a uma população quase completamente formada por analfabetos.”
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(Disponível em: http://fabiopestanaramos.blogspot.com.br/2011/03/historia-e-politica-do-ensino-superior.html.)
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Até 1808, o governo português não havia permitido a criação de faculdades e de imprensa no Brasil. Uma das justificativas para que isso não tivesse ocorrido até então é:
O embate político entre os representantes da Coroa portuguesa remanescentes ainda em Portugal, que não viam com bons olhos qualquer benfeitoria feita no Brasil.
Que havia uma proibição que intentava impedir que se desenvolvesse na colônia uma elite capaz de desenvolver um pensamento destoante do pensamento metropolitano.
O desinteresse da elite colonial de que tais reformas ocorressem, uma vez que o trânsito intenso de jovens que ia estudar na Europa era considerado como sinal exterior de riqueza.
Que o ensino superior, a impressão, a venda de livros e a vinda de docentes constituiriam um atraso na economia de Portugal, voltada apenas para a extração aurífera desde o início da colonização.
Em sua obra A Forma Difícil: ensaios sobre a arte brasileira (São Paulo, Editora Ática, 1996), Rodrigo Naves analisa “o esforço de Debret para ultrapassar seu dilema brasileiro, fazendo uma arte que mantivesse um vínculo com a realidade do país, sem perder de vista a dimensão crítica da postura ética neoclássica” (p. 72). Considere as seguintes interpretações da imagem abaixo:

Jean Baptiste Debret, Oficial da corte chegando ao palácio, 1822. Aquarela sobre papel.
I. A pintura mostra o Rio de Janeiro como uma capital europeizada, destacando os elementos da arquitetura moderna e a presença ostensiva do aparato estatal.
II. A imagem apresenta a simbiose existente na capital imperial entre a manifestação da pompa régia e a cultura do ócio como distinção social.
III. O quadro revela a indiferença dos senhores brancos urbanos à possibilidade de levantes armados pelos negros e negras escravizados.
Todas estão corretas.
Todas estão incorretas.
I e II estão corretas.
I e III estão corretas.
II e III estão corretas.
Durante o período colonial vigorou no Brasil o sistema de capitanias hereditárias, onde os territórios eram passados:
por concessões feitas pela coroa
através da compras de terras
de pai para filho
por aquisição de títulos da dívida pública
nenhuma das alternativas está correta
“De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?”
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,
Três vezes rodou imundo e grosso.
“Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?”
E o homem do leme tremeu, e disse:
“El-Rei D. João Segundo!”
Disponível em 07.12.2016 em https://poemasdomundo.wordpress.com/2006/09/30/o-mostrengo/
Com base na leitura de parte do poema “O Monstrengo” indique a metáfora nele enunciada.
Se relaciona com o medo que os primeiros navegantes tinham de monstros pavorosos que, segundo crença coletiva, existiam no oceano.
Não se relaciona com o confronto estabelecido entre o monstrengo e homem do leme, que representa o rei e, na pessoa do rei, todo o povo português.
Se relaciona com as batalhas travadas no mar pelos portugueses na Guerra da Reconquista.
Se relaciona com as batalhas travadas por D. João II, para reaver as terras dos cristãos, tomadas pelos muçulmanos quando da ocupação da península ibérica.
Não se relaciona com as narrativas dos navegantes sobre as intempéries enfrentadas pelos mesmos no inicio das Grandes Navegações.
Qual das alternativas abaixo é um exemplo de literatura do Período Colonial Brasileiro:
Os Lusíadas, de Luís de Camões
A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo
Iracema, de José de Alencar
A Carta de Pero Vaz de Caminha
Dom Casmurro, de Machado de Assis
A descoberta de ouro, em fins do século XVII, atraiu milhares de homens e mulheres saídos tanto de Portugal quanto de várias regiões da América Portuguesa, com o objetivo de explorar o ouro e, principalmente, o lucrativo abastecimento da região. Logo os paulistas e os recém-chegados passaram a se hostilizar, disputando a posse da região, uma série de pequenos incidentes foi o pretexto para o conflito armado entre paulistas e os portugueses. O conflito entre paulistas e portugueses na região central das Minas ocorrido entre 1707 e 1709, denomina-se:
Revolta dos Praieiros.
A Guerra dos Emboabas.
Guerra do Contestado.
Tonentismo.
Sabinada.
A história do Brasil é marcada por um longo período de escravização, principalmente de pessoas aprisionadas em diversas regiões do continente africano e seus descendentes, regime que durou oficialmente até 1888, embora se encontre registros de escravos em períodos posteriores.
A respeito da escravização de africanos e seus descendentes no Rio Grande do Sul, é CORRETO afirmar que:
Foi utilizada em larga escala em propriedades rurais, charqueadas, trabalhos urbanos e em todas as regiões do estado, incluindo as regiões de colonização europeia. As elites rio-grandenses do século XIX fizeram suas fortunas com a exploração do trabalho escravo.
Foi utilizada em larga escala em charqueadas e trabalhos urbanos, porém não foi utilizada em propriedades rurais, devido à facilidade de fuga dos escravos a cavalo e o manuseio de ferramentas que poderiam ser utilizadas como armamento. Porém, teve muita relevância econômica.
Foi utilizada em larga escala em propriedades rurais, charqueadas, trabalhos urbanos e em todas as regiões do estado, incluindo as regiões de colonização europeia. Porém não teve grande relevância econômica, devido a pouca produtividade do trabalho.
Foi utilizada em larga escala em propriedades rurais, charqueadas, trabalhos urbanos como um todo e em todas as regiões do estado, menos nas regiões de colonização europeia. As elites rio-grandenses do século XIX fizeram suas fortunas com a exploração do trabalho escravo.
Foi utilizada em larga escala em charqueadas e trabalhos urbanos, porém não foi utilizada em propriedades rurais devido à facilidade de fuga dos escravos a cavalo e o manuseio de ferramentas que poderiam ser utilizadas como armamento. Por isso, não teve grande relevância econômica para o estado.
O Brasil no sistema colonial foi marcado por alguns ciclos da história analise os itens abaixo e correlacione as colunas:
(1) Ciclo do pau-brasil (1500 a 1530)
(2) Ciclo do açúcar (1530 até século XVII)
(3) Ciclo do ouro (século XVIII)
( ) O centro econômico desloca-se para a região Sudeste.
( ) Os portugueses construíram feitorias no litoral para servirem de armazéns de madeira.
( ) A capital é transferida para a cidade do Rio de Janeiro.
( ) A Coroa portuguesa cria o sistema de Capitanias Hereditárias para dividir o território brasileiro, facilitando a administração.
( ) Chega ao Brasil a expedição de Martim Afonso de Souza .
( ) Nesta fase os portugueses não se fixaram no Brasil.
Assinale a alternativa que demonstra a sequência CORRETA:
2-3- 2- 1- 2-3.
3- 1- 3-2- 1- 3.
3-1- 3- 2- 2- 1.
1-3- 2- 3- 1- 3.
“O desenvolvimento da região serrana de Mangaratiba está ligado à história de ocupação das terras da antiga cidade de São João Marcos que teve seu processo de povoamento originado pela necessidade de se abrir uma estrada ligando o Rio de Janeiro a São Paulo para evitar o risco do transporte do ouro pelo mar, de Paraty ao Rio de Janeiro, devido à presença de piratas. Esse caminho ficou denominado como “Caminho Novo” e, mais tarde, transformou-se na “Estrada Real de Santa Cruz”. (adap.)
O texto refere-se a episódios ocorridos por volta de:
1650
1690
1730
1830
1890
Com relação às invasões holandesas do século XVII, e com base, na análise do frontispício, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.
( ) As invasões holandesas se inserem no quadro das relações internacionais entre os países europeus, disputando o controle do comércio do açúcar.
( ) A capitulação holandesa, em 1654, imposta pelo poderio português, é objeto de propaganda no frontispício mediante a sobreposição do escudo da Restauração a um mapa que alude aos domínios do Império ultramarino português.
( ) A especificidade do conflito em terras coloniais, marcado pelo uso de emboscadas com pequenos grupos, em constante movimento, está indicada na referência à “guerra brasílica” no título da obra.
As afirmativas são, respectivamente,
F, V e F.
F, V e V.
V, F e F.
V, V e V.
F, F e V
Analise as afirmações sobre o Brasil Colônia.
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1 - Com a criação do Governo Geral no Brasil, o sistema de Capitanias Hereditárias foi imediatamente extinto.
2 - No fomento da colonização do território brasileiro, o sistema de capitanias hereditárias se mostrou eficiente.
3 - Um dos objetivos da criação do Governo Geral era a centralização administrativa.
4 - Apenas as Capitanias do Pernambuco e da Bahia obtiveram êxito.
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Marque a opção correta.
Apenas as afirmações 1 e 3 são corretas.
Apenas as afirmações 1, 3 e 4 são corretas.
As afirmações 1, 2, 3 e 4 são incorretas.
As afirmações 1, 2 e 4 são incorretas.
Apenas as afirmações 3 e 4 são corretas.
Leia as afirmações a seguir acerca da formação e da estrutura familiar no Brasil colonial:
I – A estrutura colonial ocorria principalmente baseada em famílias ricas, locadas nas cidades grandes, distantes das regiões rurais.
II – Os homens da família transmitiam de geração para geração os patrimônios e ofício.
III – As mulheres tinham pouca liberdade em certos momentos do período, principalmente se possuíssem origem europeia.
IV – Filhos bastardos de pai podiam ser aceitos pelo mesmo e inclusos no testamento desde que tivessem origem europeia ou indígena – mesmo que os primeiros tinham mais direitos que os segundos.
Assinale a alternativa correta:
II, III e IV são verdadeiras.
I, III e IV são verdadeiras.
II e III são verdadeiras.
Somente a II é verdadeira.
O Brasil no sistema colonial foi dividido em 14 capitanias hereditárias que foram entregues as 12 donatários. O sistema de donatárias possuía sua base jurídica em dois documentos: Carta de Doação e Foral. Com relação a Foral é CORRETO afirmar:
Documento que estabelecia os direitos e obrigações dos colonos. Pelo regime das donatárias, os capitães donatários possuíam amplos poderes administrativos, jurídicos e militares, sendo por isto caracterizado como um sistema de administração descentralizado.
Documento que estabelecia os direitos e deveres do donatário e outorgava a posse das terras ao capitão donatário. É importante notar que o donatário não possuía a propriedade da terra, mas sim a posse, o usufruto; cabendo ao rei o poder ou não de tomar a capitania de volta.
Documento para um melhor controle da área colonial; e o localismo político-marcado pela descentralização.
Documento para um maior controle sobre os donatários, criado com o intuito de coordenar a exploração econômica da colônia.
“Tancredo morreu em 21 de abril de 1985, na data simbólica da morte de Tiradentes (...). Uma parte das manifestações resultava da comoção provocada pela morte de um presidente, ainda mais em condições tão dolorosas. Mas havia também a sensação de que o país perdera uma figura política importante, em um momento delicado (...)”.
Fausto, Boris. História concisa do Brasil. 2ª ed., 6ª reimp. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2014.p. 285. (adaptado)
O momento delicado a que se refere o texto diz respeito ao seguinte período da história brasileira:
Redemocratização.
Era Vargas.
Estado Novo.
Regime Militar.
Segue as considerações sobre a formação social brasileira na visão dos grandes intérpretes:
I. Sentido da colonização – “a chave preciosa e insubstituível para se acompanhar e interpretar o processo histórico posterior e a resultante dele que é o Brasil de hoje” – período caracterizado pela dependência da produção material ao mercado europeu.
II. Patrimonialismo – “Não era fácil aos detentores das posições públicas de responsabilidade, formados por tal ambiente, compreenderem a distinção fundamental entre os domínios do privado e do público” – o “homem cordial” como contribuição brasileira para a civilização .
III. Democracia racial – “O Brasil formou-se, despreocupados os seus colonizadores da unidade ou pureza da raça” – a indecisão étnica e cultural do colonizador português ajudou na adaptação no Novo Mundo.
De acordo com estes pensamentos de obras consolidadas na historiografia, fazer a relação com seus devidos autores:
Celso Furtado, Casemiro de Abreu, Darcy Ribeiro.
Florestan Fernandes, Francisco de Oliveira, Octávio Ianni.
Antônio Candido, Gilberto Freyre, Boris Fausto.
Caio Prado Jr, Roberto Faoro, Gilberto Freyre.
Caio Prado Jr, Sérgio Buarque de Holanda, Gilberto Freyre.

Tráfico de escravos para a América portuguesa, nos séculos XVII e XVIII.
O tráfico de escravos, na Época Moderna, envolvia a sociedade colonial da América Portuguesa e as sociedades africanas.
Com base no mapa, a respeito do tráfico de escravos, assinale a afirmativa correta.
A história do tráfico negreiro ocorria em uma área econômica formada por Brasil e África, ativa do século XVI até a efetiva extinção do tráfico negreiro em 1850.
São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia mantinham ligação marítima direta com a África e produziam para exportação, além de manter contato com a região do Prata.
As etnias do grupo banto constituíam a maioria dos escravos do Trato da Alta Guiné, ao passo que, no Trato de Angola, predominavam os grupos iorubas, jejes e tapas.
A rota da Alta Guiné ligava o território da bacia do rio Senegal ao litoral das regiões Nordeste e Norte, e foi responsável pela maior parte dos africanos que entraram na América portuguesa.
Os grandes centros importadores de escravos foram Salvador e Rio de Janeiro, cujos traficantes utilizavam o fumo do Recôncavo e o ouro vermelho como moeda de troca no litoral africano.