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Não se pode afirmar com precisão a quantidade de ouro produzida no Brasil no Período Colonial. Computando os dados de diferentes fontes, pode-se estimar que de 1770 a 1822 teriam sido produzidos mais de 970 mil quilos do metal precioso (Fonte: ABREU, Capistrano - Capítulos de História Colonial).
Assinale a alternativa correta a respeito desta importante atividade da economia colonial, comumente designada como “Ciclo do Ouro”.
O ouro, ao contrário da cana-de-açúcar que permitiu uma grande circulação de riquezas na Colônia, teve fluxo unicamente externo. Os capitais angariados com a Mineração foram acumulados na Europa, financiando os interesses da burguesia metropolitana.
A extração de ouro e, mais tarde, de diamantes, teve entre suas consequências o início da vinda de escravos africanos para o Brasil. Eles, desde o início do século XVIII, constituíram a base da mão de obra empregada no garimpo.
Não obstante grande parte da riqueza produzida tenha sido apropriada pela Coroa, na forma de impostos, ou investida na Europa pelos seus beneficiários, a mineração teve papel importante no processo de interiorização da colonização, no crescimento do comércio interno e na urbanização.
Não obstante a imensa riqueza produzida pela Mineração, o Estado Português não demonstrou maior interesse na região interiorana do Brasil. Sua preocupação continuou voltada para o litoral e seus canaviais, descuidando-se do controle e da fiscalização das “Gerais”, bem como do estímulo ao seu povoamento.
A Mineração, graças aos capitais acumulados pela burguesia colonial, permitiu o desenvolvimento da atividade agrícola, principalmente aquela do “Nordeste Açucareiro” e o cultivo e industrialização do cacau que enriqueceram a população da Bahia.
Segundo José Ramos Tinhorão, estudioso das festas populares no Brasil colonial, nasceu no século XVIII uma “moderna forma de evento público”, os chamados “desfiles sobre rodas de alegorias barrocas”. Este novo formato atingiu alta popularidade em Minas Gerais, onde a chamada “exuberância barroca” ostentava, de forma simbólica e espetacular, “o poder religioso ou real perante os olhos do público”. (Trechos retirados de TINHORÃO, José Ramos. As festas no Brasil Colonial. São Paulo: Editora 34, 2000, p. 105).
Este simbolismo barroco, festivo e moderno no mundo colonial português no Brasil objetivava simbolicamente relacionar e unir dois mundos, a saber o de
senhores de engenho e o dos escravos de origem africana, que estavam separados no mundo colonial do trabalho, mas se juntavam em orações e em procissões barrocas, onde todos eram iguais perante Deus e caminhavam unidos e lado a lado nas procissões e irmandades religiosas.
governantes lusitanos no Brasil e o dos representantes do clero em Lisboa e em Roma, firmando assim alianças religiosas capazes de controlar e catequizar povos interioranos ainda pagãos, sobretudo os de origem indígena, que era menosprezado nestas procissões barrocas.
Deus, os governadores locais e os representantes do rei português na colônia do Brasil, estimulando, assim, o povo local (os senhores e seus escravos) a respeitar a hierarquia política, social e religiosa, ajudando a controlar as muitas disputas políticas e sociais.
governadores e o dos prefeitos locais com seus representantes na corte lusitana, mantendo as alianças políticas necessárias à prosperidade colonial, sobretudo no policiamento de indígenas e escravos de matriz africana, sempre em guerras abertas contra os brancos colonizadores.
Leia as afirmativas a seguir:
I. O trabalho escravo é uma característica do sistema de plantation utilizada nas Américas.
II. O emprego da mão de obra escrava fez parte das decisões do Governo Geral durante o Brasil Colônia.
Marque a alternativa CORRETA:
São características do sistema de Plantation adotado pelos colonizadores portugueses no Brasil Colônia.
Monocultura, importação, latifúndio e mão de obra assalariada.
Policultura, exportação, minifúndio, mão de obra escrava.
Monocultura, exportação, latifúndio e mão de obra escrava.
Policultura, importação, latifúndio e mão de obra assalariada.
Monocultura, exportação, minifúndio e mão de obra assalariada.
Leia o trecho abaixo e complete as lacunas com a sequência de palavras correta:
O principal objetivo da Companhia de Jesus era o de ___________ fiéis e servidores. A catequese assegurou a conversão da população indígena à fé católica e sua passividade aos senhores brancos. A educação ______________ foi inicialmente formada para os curumins, mais tarde estendeu-se aos filhos dos colonos. Havia também os núcleos missionários no interior das nações indígenas. A educação média era totalmente voltada para os homens da classe dominante, exceto as mulheres e os filhos primogênitos, já que estes últimos cuidariam dos negócios do pai. A educação superior na colônia era exclusivamente para os filhos dos aristocratas que quisessem ingressar na classe sacerdotal; os demais estudariam na Europa, na Universidade de Coimbra. Estes seriam os futuros ______________, os que voltariam ao Brasil para administrá-lo. Explicitamente, a missão da Companhia de Jesus era a de catequizar, ou seja, conseguir adeptos à fé católica, tornar os índios mais dóceis e submissos, adaptando-os à mão de obra. Porém, implicitamente ela afastou-se deste objetivo voltando-se para a educação de ___________, pois assim agindo, garantia para si lucros financeiros e a formação de futuros sacerdotes, o que não lhe era assegurado na proposta inicial. Da educação estava __________ o povo, e graças à Companhia de Jesus, o Brasil permaneceu, por muito tempo, com uma educação voltada para a formação da elite dirigente.
recrutar, elementar, letrados, elites, excluído.
catequizar, individual, cidadãos, ricos, inserido.
ganhar, inicial, cidadãos, todos, excluído.
catequizar, individualizado, formados, elite, retirado.
recrutar, primária, comandantes, todos, inserido.
Sobre a colonização portuguesa na América, no século XVII, assinale a afirmativa correta.
A mão de obra comum a todo o território colonial era composta por africanos escravizados.
Os senhores de engenho compunham o segmento mais abastado das regiões açucareiras.
A exploração de mão de obra indígena havia sido extinta por pressão jesuítica.
O caráter predatório da ocupação inviabilizou a diversificação do mercado interno.
Os lavradores das minas investiam parte de seu capital na abertura de vias comerciais com a região do Prata.
Devido à colonização, à imigração, a cultura brasileira recebeu elementos e influências de muitos povos, além dos povos que aqui já habitavam. Assinale a alternativa que não está coerente com a informação dessa influência pelos povos:
Africano
Indígena
Americanos
Portugueses
Espanhóis
Feudalismo foi um modo de organização social, político e cultural baseado no regime de servidão, onde o trabalhador rural era o servo do grande proprietário de terras, o senhor feudal. O feudalismo predominou na Europa durante toda a Idade Média.
Em relação ao feudalismo, analise as alternativas abaixo:
I A sociedade feudal era dividida em três principais classes: a nobreza, o clero e os servos:
II – Era comum a mobilidade social no feudalismo, pois, muitas vezes uma pessoa que ocupava a posição de servo conseguia alcançar posições de destaque;
III – O feudo era uma grande propriedade rural, que abrigava um castelo fortificado, as aldeias, as terras para cultivo, os pastos e os bosques;
São afirmações corretas apenas:
I e II
I e III
II e III
I, II e III
O período colonial brasileiro, baseado na grande propriedade e na mão-de-obra escrava, contribuiu para o florescimento de uma sociedade altamente patriarcal caracterizada pela autoridade sem limite dos donos de terras. O estilo medieval europeu da cultura transmitida pelos jesuítas, correspondia às exigências necessárias para a sociedade que nascia, do ponto de vista da minoria dominante. A organização social da colônia e o conteúdo cultural se relacionavam harmonicamente. Uma sociedade latifundiária, escravocrata e aristocrática, sustentada por uma economia agrícola e rudimentar, não necessitava de pessoas letradas e nem de muitos para governar, mas sim de uma massa iletrada e submissa. Neste contexto, só mesmo uma educação humanística voltada para o espiritual poderia ser inserida, ou seja, uma cultura que acreditavam ser neutra:
Período Imperial.
Segunda República.
Período do regime militar.
Período colonial.
Primeira República.
Nas alternativas abaixo identifique os escritores baianos que possuem relevância histórica ao aparecerem como representantes maiores do Barroco no Brasil:
Machado de Assim, Guimaraes Rosa e Joao Cabral de Melo Neto,
José de Alencar, monteiro lobato e Cecilia Meireles,
Jorge Amado, Carlos Drummond de Andrade e Machado de Assis,
Clarice Lispector, Graciliano ramos e Guimarães Rosa.
Gregório de Matos, Botelho de Oliveira e Frei Itaparica.
O Governo Geral:
O sistema de Governo Geral foi criado em 1548, pela Coroa, com o objetivo de organizar a administração colonial. O primeiro governador geral, permaneceu no poder de 1549 a 1553, que recebeu do governo português, um conjunto de leis. Estas determinavam as funções administrativas, judicial, militar e tributária do Governo Geral.
O primeiro governador foi:
Duarte da Costa.
Mem de Sá.
Maurício de Nassau.
Martin Afonso de Souza.
Tomé de Souza.
A vingança ocupava lugar central na organização dos povos tupis. A captura de prisioneiros que seriam devorados em cerimônias após conviverem com esses povos era a principal razão de suas incursões bélicas.
Partindo de análises marxistas e visando identificar o quadro macroeconômico do Brasil Colonial, Caio Prado Júnior, Nelson Werneck Sodré, Celso Furtado, dentre outros, estabeleceram certas teorias que hoje são contestadas por novos trabalhos historiográficos.
Dentre as questões econômicas e sociais relativas à América portuguesa, qual ideia podemos atribuir a esses novos trabalhos?
A sociedade do Brasil colonial dos séculos XVII e XVIII fora construída com o propósito de fomentar a transição do feudalismo para o capitalismo na Europa.
A eficácia do pacto colonial, implementada por Portugal, impediu que o Brasil estabelecesse negócios com outros países.
As estruturas econômicas da América portuguesa foram elaboradas com o objetivo exclusivo de possibilitar a produção e transferência de riquezas para a Europa.
A economia colonial não tinha dinâmica própria devido à simples inexistência de um mercado interno, tendo seu destino atrelado aos humores do mercado europeu.
O controle do tráfico atlântico de escravos, bem como de outros segmentos da economia colonial em fins do XVIII e início do XIX, não estava nas mãos do capital mercantil europeu, mas de negociantes residentes na América portuguesa.
Os locais onde os escravos fugidos se reuniam para viver, plantar e resistir ao sistema escravista eram denominados
quilombos.
fortes.
cidades.
feudos.
“No século XVIII, a exploração do ouro e diamantes determinou uma reorientação da política colonial. A Coroa portuguesa viu-se obrigada a ampliar o controle e a fiscalização para evitar os descaminhos do ouro, multiplicando os quadros burocrático e policial, limitando a autonomia dos poderes locais. De outro modo, embora a mão de obra utilizada fosse ainda essencialmente escrava, o trabalho livre encontrava melhores possibilidades nas zonas mineiras do que nas áreas onde prevalecia a economia agrária. A especialização das áreas de mineração que tendiam a se dedicar quase exclusivamente à indústria extrativa motivou o desenvolvimento das regiões periféricas, que passaram a cultivar gêneros de primeira necessidade e a criar gado com o objetivo de abastecer as minas. O mercado interno cresceu, estimulando o comércio e a urbanização”.
(COSTA, E. V. da. Da monarquia à república: momentos decisivos. 9. ed. São Paulo: Editora da Unesp, 2010. p. 239-240).
Sobre a mineração na América portuguesa do século XVIII e sua relação com a mão de obra escrava, é possível afirmar apenas que:
No Centro-Oeste, com o declínio da mineração, e ainda que uma parcela da escravaria fosse transferida para as fazendas de café do Sudeste, o ex-escravo se instalou, livre, em roças de subsistência. Emigraria daí, já no século XX, para as grandes e médias cidades; ou vegetaria em pobres comunidades semi-rurais.
Uma relação sobre o estado da Indústria Agrícola Fabril e Mineração nas diversas comarcas de Pernambuco informava, em 1859, que, em certas regiões, os processos de plantação de cana e fabrico de açúcar eram os mesmos que se empregavam havia trinta ou quarenta anos.
As zonas de mineração, embora decadentes, também apresentavam relativo grau de concentração urbana, mas as cidades de tais áreas não atingiam a importância dos principais portos. Nas demais áreas, a importância dos núcleos urbanos era limitada, prevalecendo a grande propriedade.
A descoberta e a exploração do ouro, embora tenham acarretado uma reorientação nos padrões tradicionais de povoamento, exerceram efeito limitado, não sendo capazes de alterar as estruturas de produção nos quadros mais gerais do país, onde continuou a prevalecer a estrutura agrária tradicional.
Tiradentes era muito conhecido em Minas e no Rio, em parte devido à sua habilidade odontológica e de tratar enfermos e em parte devido à força de sua personalidade . Branco, ambicioso , sem propriedades, ele era o produto típico da América Portuguesa, em busca de mobilidade vertical na estrutura social sem demostrar especial preocupação quanto ao modo de consegui-la. Silva Xavier era particularmente amargurado pelo fato de ter perdido status - pois seu pai fora um homem de posição e de propriedades.
MAXWELL, k. A devassa da devassa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995, p297.
Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, foi um dos principais líderes da Inconfidência Mineira, ocorrida no Brasil, em 1789. A Inconfidência Mineira:
mobilizou as forças populares contra a elite intelectual da colônia.
criticou o modelo colonial demostrando insatisfação com o valor dos impostos cobrados.
ameaçou realizar a derrama, ou seja, a sonegação coletiva dos impostos.
tornou a abolição da escravidão a sua principal reivindicação.
reagiu a tentativa da Coroa portuguesa implantar a Intendência das Minas.
Assinale a alternativa que identifica o processo histórico a que se refere o texto.
Epopeia Madeirense
Jornada dos Vassalos
Povoamento Açoriano
Povoamento Vicentista
Colonização europeia do Atlântico Sul
A relação e as preocupações de Portugal com o Brasil no período colonial nem sempre foram tão intimas. Principalmente no período próximo à descoberta, não houve uma atenção especial à nova colônia, o que abriu espaço para que outros países invadissem o território recém-descoberto para praticar contrabando e se relacionar com os nativos. Uma primeira mudança nesse “desleixo” da então metrópole pode ser observada através
Das missões jesuíticas.
Das missões guarda-costas.
Das missões exploratórias.
Do envio de imigrantes suíços.
Criação das capitanias hereditárias.
Sua obra escrita com propósito de divulgação e exaltação das riquezas do Brasil será a consolidadora definitiva da imagem do senhor de engenho e do complexo microcosmo social que ele encabeçava.
O início da descrição do que representava econômica, social e politicamente o senhor de engenho é um texto de prosa clássica com sabor da épica camoniana dos Lusíadas, com suas armas e barões assinalados e já definido magistralmente o conteúdo de toda Primeira Parte dedicada ao açúcar.
O senhor de engenho é título a que muitos aspiram, porque traz consigo o ser servido, obedecido e respeitado por muitos.
[Laima Mesgravis, A sociedade brasileira e a historiografia colonial. Em Marcos Cezar de Freitas (org.). Historiografia brasileira em perspectiva]
O excerto traz elementos da obra de
Frei Vicente Salvador.
Gabriel Soares de Souza
André João Antonil.
Ambrósio Fernandes Brandão.
Pero de Magalhães Gandavo.
Em abril de 1719, quando a Bandeira liderada por Paschoal Moreira Cabral descobriu ouro na região do rio Coxipó - Mirim, iniciou-se o processo tanto da exploração das minas do Cuiabá quanto do assentamento de populações não indígenas na região. O território onde viria a ser estabelecida a futura vila do Senhor Bom Jesus do Cuiabá fazia parte das possessões de populações indígenas. Qual etnia ocupava esse espaço quando da descoberta do ouro?
Paiaguás
Chiquitano
Bororo
Guaikuru