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Em 1607, fundou-se a província geral jesuítica do Paraguai, independente das províncias do Peru e do Brasil, abrangendo o Paraguai, o leste da Bolívia, a Argentina, o sudoeste do Brasil e o Uruguai atuais. O projeto dos jesuítas era o mesmo para todo o Novo Mundo. A partir dessa afirmação, assinale a alternativa correta no que diz respeito aos Sete Povos Missioneiros.
A estratégia jesuítica era a de construir um império teocrático cristão, autossuficiente nas Américas.
Para formar uma redução, reuniam-se aldeias nativas no Sul, geralmente guaranis, e era escolhido um chefe com poder discricionário sobre os aldeões, que não estavam submetidos às audiências.
As comunidades guaranis que eram aglutinadas em missões ficavam distantes uma das outras e não havia comunicação entre elas.
O projeto jesuítico era o de reunir em aldeia diversas comunidades nativas, submetê-las à autoridade colonial e convertê-las ao cristianismo e ao que se considerava como civilização.
O sucesso das reduções pode ser explicado em virtude da confluência de interesses geopolíticos da Coroa espanhola com as necessidades dos guaranis e, por isso, se prolongou até início do século XIX.
Leia o texto a seguir.
"Deu no Mercurio Portuguez: *... e do Brasil virá também o galeão chamado Padre Eterno, que se faz no Rio de Janeiro, e é o mais famoso baixei de guerra que os mares jamais viram”. A gazeta mensal lisboeta trazia a notícia acima fechando a edição de março de 1665. O periódico de Antônio de Souza de Macedo, secretário de estado do Reino de Portugal, se referia ao barco de 53 metros (m), que deslocava 2 mil toneladas (t), com um mastro feito num só tronco de 2,97 m de circunferência na base. O navio começou a ser construído em 1659 a mando do governador da capitania do Rio, Salvador Correia de Sá e Benevides, na Ilha do Governador, em um local conhecido como Ponta do Galeão (onde fica hoje o Aeroporto Internacional Tom Jobim). Militar e político português, dono de engenhos e currais, Sá fez o mais potente galeão que pôde para evitar depender da proteção das frotas do governo ao se aventurar no comércio pelos mares.
MARCOLIN, Neldson. Por mares sempre navegados. Disponivel em: htip:/frevistapesquisa.fapesp.br/2011/11/30/por-mares-sempre-navegados. Acesso em: 09 de abril de 2019
É correto afirmar que a existência de estaleiros destinados à construção de grandes navios no Brasil do século XVI demonstrava
que o Brasil possuía uma economia dinâmica que superava Portugal e Inglaterra na produção naval,
que a indústria naval apenas servia para transportar o açúcar para a Europa.
que havia outras atividades econômicas na colônia, além da produção e exportação de cana-de-açúcar.
a necessidade de numerosas embarcações para a navegação fluvial no Brasil, como o galeão Padre Eterno.
a existência de colonizadores franceses no Brasil, os únicos capazes de construir grandes navios.
Analise as afirmativas abaixo sobre a atuação dos escravos africanos no Brasil.
1. A maior parte dos povos africanos se recusou a aceitar a conversão ao cristianismo, e foi também por isso escravizado.
2. O estágio sociocultural dos povos indígenas impedia a sua atuação como trabalhadores assalariados.
3. Os lucros do tráfico negreiro justificavam a atividade, além de serem considerados essenciais para as atividades coloniais.
4. Em Santa Catarina os escravos africanos atuavam em atividades domésticas, na agricultura e na pecuária.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
[...]. A Igreja recomendava aos pais batizar seus filhos assim que possível. O batismo de crianças livres ou escravas era ministrado por párocos ou capelães, sem delongas, para garantir aos inocentes que morressem a chance de ir direto ao Céu sem passar pelo Purgatório. Escravos adultos eram batizados em ritos extremamente sumários e, na maior parte, coletivos. Na intimidade, a preocupação com o crescimento dos filhos era recorrente. Testamentos feitos entre os séculos XVII e XVIII registram instantâneos de como se concebia a criação da prole: aos machos devia se ensinar a ler, escrever e contar. Às fêmeas, coser, lavar e os bons costumes; ambos deviam sempre ‘apartar-se do mal e chegar-se ao bem [...].
(PRIORE, Mary Del. Ritos da vida privada. p.276-330. In: SOUZA, Laura de Mello. (Orgs.). História da Vida Privada no Brasil – Cotidiano e vida privada na América portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. v.1. p. 311).
A privacidade na colônia era realizada mediante diversos ritos cotidianos que
seguiam as orientações da metrópole, a exemplo do respeito às tradições da Igreja Católica, que, ao estabelecer o batismo do escravo e sua posterior aceitação da fé, dotava-o de condições diferenciadas no universo colonial.
estão evidenciados no papel atribuído à mulher nesse ambiente, tida como responsável pelo controle do lar, educação dos filhos e auxiliar do cônjuge nas questões de interesse público.
permitiam aos habitantes da colônia, independente de sexo ou condição jurídica, aprender a ler, escrever e a contar, além de desenvolver bons costumes como rezar antes das refeições, toda manhã e à noite.
pontuavam o curso regular das coisas cotidianas, o fundo permanente de pequenos e grandes acontecimentos diários, produzindo o tecido mesmo de existência humana daquela sociedade colonial.
colocavam o batismo como um sacramento que protegia a criança colonial do universo do mal, ou seja, no caso de morte ela era guiada direta ao céu, rito frequente apenas em áreas da grande lavoura.
A primeira Constituição da República, de 1891, fixou legalmente a região onde deveria ser instalada a futura capital, mas foi somente em 1956, com a eleição de ____________________, que teve início a efetiva construção da cidade, inaugurada ainda incompleta em 21 de abril de 1960 após um apertado cronograma de trabalho
A alternativa que preenche corretamente a lacuna é:
Getúlio Vargas
Café Filho
Castelo Branco
Juscelino Kubitschek
Na História do futuro, livro milenarista excogitado nos matos do Maranhão, o Padre Antônio Vieira dá o seu palpite sobre o assunto. Sem se embaraçar no paradoxo – porquanto para ele e seu século nada havia de paradoxal na aliança entre negreiros e missionários – Vieira define os fundamentos da reconquista de Luanda. “O Brasil vive e se sustenta de Angola, podendo-se com muita razão dizer que o Brasil tem o corpo na América e a alma na África”.
(ALENCASTRO, L. F. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. p. 232).
O paradoxo mencionado pelo autor está relacionado:
ao fato de o contingente principal de mão de obra nascer e crescer fora do território colonial e nacional.
às contradições da Igreja Católica em relação à defesa de escravidão indígena e africana.
à manutenção do tráfico de escravos após pressões internas para adoção de novas formas de mão de obra.
ao contraste entre o desenvolvimento nacional e as condições sociais das colônias portuguesas em território africano.
Sobre o território brasileiro em construção, é correto afirmar:
1. Nos primeiros séculos de colonização a ocupação portuguesa no Brasil limitou-se ao litoral. Isso se explica pelo fato de a economia estar voltada para o abastecimento do mercado interno.
2. A economia na época foi inicialmente a produção de açúcar nas áreas próximas ao litoral.
3. No interior do território brasileiro, a presença europeia praticamente se limitava à Vila de São Paulo e a alguns núcleos vizinhos. Desses núcleos partiram os bandeirantes, que desde o início do século XVII deixaram para trás a linha de Tordesilhas e percorreram áreas então pertencentes à Espanha.
4. Nos séculos XVII e XVIII expedições portuguesas avançaram ainda mais instalando fortificações no alto curso do rio Amazonas e de seus afluentes.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
“O escravo negro tornado mercadoria do século XV ao XIX, mercadoria absolutamente indispensável ao Brasil, não vem de um continente desorganizado, sem cultura, sem tradições, sem passado. Apesar do que tenham dito ou pensado certos contemporâneos europeus ignorantes, no que tem de diferente e necessariamente inferior, o cativo africano, destinado a servir ao desenvolvimento das Américas remotas, tem personalidade e história. (...) Vi r a m - s e n a Á f r i c a v e r d a d e i r o s i m p é r i o s c e n t r a l i z a d o s , c o m b r i l h o e a u t o r i d a d e incontestáveis, confederações tribais, reinos mais ou menos reconhecidos por seus vizinhos, cidadespousadas com seus ricos mercados nos caminhos do ouro, das especiarias, do marfim, do sal, dos escravos e, por toda parte, um povo de guerreiros, pecadores, pastores, comerciantes e agricultores (...).” MATTOSO, Kátia de Queirós. Ser escravo no Brasil. Editora Brasiliense. 2º edição. São Paulo, 1988.
O fragmento acima retrata parte da realidade africana antes mesmo da chegada dos europeus ao continente.
As formas de vida dos africanos acabaram facilitando, a partir do século XV, por exemplo, a ação dos mercadores portugueses e de outras nações europeias, pois:
o elevado grau de avanço tecnológico dos africanos foi o que mais atraiu a presença europeia na África, estimulando a entrada maciça de povos da África do Norte no continente europeu
não havia divisão de classes nas sociedades africanas, predominando um modelo de sociedade comunitária primitiva, onde tudo era de todos
a expansão comercial e marítima dos portugueses, contornando o continente africano resultou, de imediato, na penetração do interior do continente, o que permitiu o acesso ao lucrativo tráfico negreiro
os africanos, em grande parte, se organizavam na forma de Estado – Império – travando uma intensa relação de comércio com os estrangeiros
Preencha corretamente as lacunas do texto a seguir que trata de um patrimônio cultural brasileiro.
indígenas / berimbau / tambor.
portugueses / violão / pandeiro.
negros / berimbau / atabaque.
negros / atabaque / clarinete.
Analise as afirmativas abaixo acerca do sistema colonial brasileiro e a escravidão.
1. Na organização do sistema colonial no Brasil, a participação dos escravos africanos e indígenas foi fundamental, mesmo considerando a violência das atitudes dos colonizadores.
2. O direito lusitano em escravizar africanos foi adquirido através do Padroado, com a anuência do Vaticano, que estabelecia limites no número de indivíduos legalmente escravizados.
3. Os povos africanos foram escravizados sob o pretexto de não terem aceito a conversão ao catolicismo, por isso considerados hereges e, do ponto de vista da teologia cristã da época, merecedores da pena.
4. Os aldeamentos organizados pelos jesuítas no Brasil representavam também uma forma de proteção dos indígenas contra a escravização.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Observe e analise a imagem.

Jean Baptiste Debret, 1834 (apud PCN – História)
O título atribuído pelo autor a essa imagem foi:
Comércio no Rio de Janeiro.
Negros de ganho.
Colar de ferro.
As quitandeiras.
Negros livres.
Leia e preencha a lacuna:
Assinado em 1750, o ______________________________ praticamente anulava o Tratado de Tordesilhas, pois estabelecia novas fronteiras entre as terras espanholas e portuguesas, em que Portugal renunciava à Colônia de Sacramento em troca dos Sete Povos das Missões, antigas reduções dos jesuítas espanhóis no atual Rio Grande do Sul.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna:
Trado de Utrecht
Tratado de Santo Ildefonso
Tratado Ibérico
Tratado de Madri
Tratado de Tapajós
"A universalidade e igualdade das normas legais para todos os indivíduos só começou a ter vigência no direito burguês. Nas formações sociais precedentes, organizadas por castas, ordens ou estamentos, o direito era explicitamente não-universal e desigual. A própria lei nomeava os segmentos sociais privilegiados e os segmentos destituídos de privilégios. Renascia a escravidão em grande escala nos tempos modernos, os escravos foram submetidos a estatutos especiais, consolidados nos Códigos Negros de algumas colônias das Américas. No caso do Brasil, é suficiente tomar conhecimento da imensa legislação específica dedicada aos escravos (em parte aos libertos) para evitar a tagarelice sobre igualdade, eqüidade e imparcialidade." GORENDER, Jacob. A escravidão reabilitada, São Paulo: Editora Ática. 1990, p. 30.
Após a leitura do excerto do livro “A Escravidão Reabilitada” do historiador Jacob Gorender, analise as alternativas que versam sobre divergências na discussão historiográfica acerca da escravidão no Brasil.
I- O conceito de “escravidão reabilitada” cunhado pelo historiador estruturalista Jacob Gorender propõe o entendimento do escravismo como sistema de dominação insuperável, no qual os escravos eram vítimas impotentes de um sistema que não deixava brechas para a negociação, devido a sua própria estrutura institucionalizada de opressão, a partir da violência.
II- A teoria do “escravo-coisa” defendia a ideia de que as condições extremas do cotidiano dos cativos teriam destituído os escravos da capacidade de representar o mundo a partir de categorias e significados sociais que não aqueles instituídos pelos próprios senhores.
III- A tese desenvolvida no livro “Casa Grande & Senzala” por Gilberto Freyre é largamente defendida, nas décadas de 1950 e 1960, por intelectuais como Fernando Henrique Cardoso, Emília Viotti da Costa e Florestan Fernandes, que atentavam para o caráter violento do regime escravista, o qual explorava seus trabalhadores ao limite da coisificação.
IV- Teorias como a do “escravo-coisa” foram duramente criticadas na historiografia por teóricos como Silvia Hunold Lara e Sidney Chalhoub, que discorriam sobre como os seres humanos submetidos à escravidão transformavam as próprias relações de dominação a que estavam submetidos no cotidiano do cativeiro. Para estes autores, suas ações e valores só podem ser compreendidos através do estudo das relações sociais tecidas por eles e seus senhores.
V- O trecho acima citado do livro do Gorender aponta para a eficácia dos estatutos legais concernentes aos cativos no Brasil. A aplicabilidade das noções de igualdade, equidade e imparcialidade garantiam a universalidade das normas legais para todos os sujeitos, destruindo o entendimento de que houve uma violência institucionalizada no período escravista no o Brasil.
Estão corretas as alternativas:
II, III, V
I, II, III
II, III, IV
I, II, IV
O Tratado de Madri, assinado em 1750, foi realizado bom base nos princípios de “uti possidetis, ita possideatis” que significa literalmente “como possuís, assim possuais”. Este Tratado estabelecia:
a divisão das terras do Novo Mundo entre Portugal e Espanha.
a anexação do território do Acre ao Brasil, pertencente à Bolívia desde 1750.
a independência dos Estados Unidos da América, pós-Revolução Americana.
os limites de cada território conquistado pelo direito de posse.
a soberania de Portugal sobre as terras localizadas à margem esquerda do Rio Amazonas, e o direito da França sobre as terras próximas ao Rio Oiapoque.
Leia o texto e responda:
“Essas comunidades de ex-escravos organizavam-se de diversas formas e tinham proporções e duração muito diferentes. Havia pequenos quilombos, compostos de oito homens ou pouco mais; eram praticamente grupos armados. No recesso das matas, fugindo do cativeiro, muitas vezes eram recapturados pelos profissionais de caça aos fugitivos. Criou-se para isso uma profissão específica. Em Cuba chamavam-se rancheadores; capitães do mato no Brasil; coromangee ranger, nas Guianas, todos usando táticas mais desumanas de captura e repressão. Em Cuba, por exemplo, os rancheadores tinham como costume o uso de cães amestrados na caça aos escravos negros fugidos”. (MOURA, Clóvis. Quilombos, Resistência ao Escravismo, São Paulo, Editora Ática, 1987, p.12-13).
Aponte a alternativa que melhor define conceitualmente os quilombos:
uma cópia do quilombo africano reconstituído pelos escravizados para implementar uma outra estrutura escravocrata, pela implantação de uma outra estrutura sócio-política.
ajuntamento permanente de grande número de escravos fugidos em locais de difícil acesso, praticantes de hábitos sócio-culturais africanos, entre eles a escravização de outros negros.
eram frutos das contradições estruturais do sistema escravista e refletiam, na sua dinâmica, em nível de conflito social, a negação desse sistema por parte dos oprimidos.
foram embriões revolucionários em busca de uma mudança social, com o intuito de reformulação da ordem colonial e liberdade aos escravos africanos, ainda que não buscassem a independência.
povoamento de regiões inóspitas de ex-escravos, quase sempre de origens islâmicas, pois alfabetizados tiveram historicamente mais capacidade de se organizarem e resistirem.
Assinale a alternativa que indica a área inicial deste povoamento em Santa Catarina.
O litoral contíguo a Florianópolis, o Vale do Araranguá e do Rio Itapocu.
Porto dos Casais, hoje Porto Alegre, Rio Grande e o chamado “Caminho do Mar”.
Enseada de São Miguel, Rio do Peixe e Planalto Norte.
A Ilha de Santa Catarina, seguida de São Miguel e do litoral sul do Estado.
A Ilha de Santa Catarina, o Vale do Itajaí e do Rio do Peixe.
Leia atentamente o trecho da música “Um índio – Caetano Veloso”:
“Um índio preservado em pleno corpo físico
Em todo sólido, todo gás e todo líquido
Em átomos, palavras, alma, cor
Em gesto, em cheiro, em sombra, em luz, em som
magnífico
Num ponto equidistante entre o Atlântico e o
Pacífico
Do objeto-sim resplandecente descerá o índio
E as coisas que eu sei que ele dirá, fará
Não sei dizer assim de um modo explícito.”
A música "Um índio" é uma poesia que faz referência aos povos indígenas e sua resistência a dominação dos europeus.
A respeito deste tema, assinale a alternativa incorreta.
Com o chamado Diretório de Pombal, foi proibido aos indígenas que utilizassem seus próprios nomes. Ficou determinado que eles usassem nomes e sobrenomes de famílias de Portugal. Tornou-se obrigatório, também, no lugar das línguas indígenas o uso unicamente da língua portuguesa
Algumas famílias indígenas puderam resistir às pressões nos seus locais de moradias ou nas cercanias, mas de difícil acesso. E foi através dessas relações e vínculos (casamentos, moradias etc.) que estabeleceram com outros grupos também considerados marginalizados (negros, brancos pobres) pelo sistema social vigente, que puderam reelaborar a identidade étnica afirmada pelos atuais povos indígenas no Nordeste
Os povos indígenas derrotados elaboraram diversas estratégias de resistência, porém todas com malogro que permitiu o desaparecimento dos índios no Nordeste
As pesquisas recentes na documentação de missões religiosas revelaram que mesmo naqueles contextos de diversas violências explícitas, os povos indígenas simularam derrotas e sabotaram a dominação colonial, estabelecendo uma “resistência invisível”, através da persistência de práticas religiosas ancestrais
Leia o texto a seguir.
“Eu, ElRei, faço saber a vós, Tomé de Sousa, fidalgo de minha casa, que vendo eu quanto serviço de Deus e meu é conservar e enobrecer as Capitanias e povoações das terras do Brasil e dar ordem e maneira com que melhor e mais seguramente se possam ir povoando, para exalçamento da nossa Santa Fé e proveito de meus Reinos e Senhorios, e dos naturais deles, ordenei ora de mandar nas ditas terras fazer uma fortaleza e povoação grande e forte, em um lugar conveniente, para daí se dar favor e ajuda às outras povoações e se ministrar justiça e prover nas cousas que cumprirem a meu serviço e aos negócios de minha Fazenda e a bem das partes.”
Fonte: Regimento que levou Tomé de Sousa Governador do Brasil, Almerim,17/12/1548.Lisboa, Arquivo Histórico Ultramarino (AHU), códice ti2, fls 1-9.
Sobre o texto, que é um importante marco da História do Brasil, é correto afirmar que representava
o objetivo da monarquia portuguesa de iniciar a colonização do Brasil cedendo territórios para que grupos particulares pudessem explorá-los a custa de seus próprios recursos, enquanto o governo atuaria como uma espécie de órgão regulador do que ficou conhecido como Capitanias Hereditárias.
a pretensão do governo português em promover a colonização efetiva do território brasileiro e de estimular a produção colonial, sendo um dos seus primeiros atos a construção de uma cidade para ser a capital da colônia, concretizada por Tomé de Sousa com a fundação de São Salvador em 1549.
o desejo português de não investir recursos no território colonial do Brasil, permitindo que grupos privados construíssem feitorias com dois objetivos: a exploração do pau-brasil realizada a partir do escambo com os indígenas e a proteção das ameaças estrangeiras.
o primeiro passo para o processo de povoamento da colônia, que previa a criação de uma capital estruturada no modelo espanhol de ocupação do território, além da construção de estradas e sistemas de coleta de esgoto em locais estratégicos, que serviriam de base para o surgimento de novas cidades.
a ocupação efetiva do território colonial, principalmente após a descoberta de jazidas de ouro no interior da colônia, que demandou mais recursos do governo português para a defesa da região de invasores estrangeiros e de piratas que desejavam roubar as riquezas do Brasil.
A gravura a seguir exemplifica o trabalho de lavagem do cascalho, feito por escravos, na região das minas, no século XVIII.
A respeito da escravidão nas regiões mineradoras da América Portuguesa, analise as afirmativas a seguir.
I. Em Minas Gerais, a escravidão foi a principal forma de exploração de mão de obra, tanto nas lavras, como nas atividades urbanas, nos séculos XVII e XVIII.
II. As Minas Gerais apresentavam média menor de posse de cativos por proprietário do que as zonas açucareiras.
III. A região mineradora apresentava médias de alforria mais elevadas do que as verificadas, ao longo do século XVIII, em Pernambuco e Bahia.
Está correto o que se afirma em
A percepção atribuída a D. João V sobre o reinado de seu avô é explicada em razão do seguinte processo que atingiu Portugal:
conquista do território invadido diante da França
recuperação do monopólio açucareiro diante da Holanda
superação da dependência comercial diante da Inglaterra
restauração da independência política diante da Espanha