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Grande parte da população brasileira que possui algum conhecimento da história do país, em especial da fase colonial, acredita que a colônia não passou de um mero resultado das determinações metropolitanas. Sobre o ensino do “sistema colonial” e a realidade efetiva da colonização: política metropolitana versus diversificação econômica e interesses locais, de acordo com as orientações pedagógicas da Secretaria de Educação de Minas Gerais, assinale a alternativa incorreta.
É preciso que a ideia de colônia passiva seja construída e trabalhada dentro de sala de aula para que o aluno consiga compreender aspectos importantes da vida colonial.
Para se trabalhar com a dinâmica do sistema colonial com alunos do Ensino Fundamental é importante que eles tenham noções básicas do que foi e como aconteceu o processo de expansão econômica europeia e os descobrimentos nos séculos XV e XVI.
O tráfico negreiro possui um papel importante visto que esses estudos mostram o caráter colonial da atividade e sua importância para a acumulação endógena.
Acredita-se, hoje em dia, que a economia local tinha um grau relevante de autonomia no que diz respeito ao capital mercantil.
No final do Período Colonial, a extensão territorial da Colônia nada tinha a ver com a linha de Tordesilhas. As bandeiras paulistas, para oeste, a ação dos criadores de gado e das forças militares, para sudoeste, e o avanço minerador, a partir do século XVIII, tornaram a feição territorial do Brasil bastante próxima da atual. Restava discutir, principalmente com a Espanha, o reconhecimento das novas fronteiras. Embora as controvérsias sobre as fronteiras do Sul não tivessem cessado, o Tratado, anterior ao de Santo Ildefonso, que reconhece a posse para quem fosse ocupante efetivo de uma área é conhecido como Tratado:
de Lisboa
de Sacramento
de Paris
de Madri
dos Sete Povos das Missões
Sistema de administração territorial criado pelo rei de Portugal, D. João III, em 1534. Este sistema consistia em dividir o território brasileiro em grandes faixas e entregar a administração para particulares (principalmente nobres ligados à Coroa Portuguesa). Marque a resposta correta que justifica essa afirmação.
Capitais do Nordeste
Coroa Portuguesa
Lotes portugueses
Terrenos baldios
Capitanias Hereditárias
Durante o referido período da história colonial brasileira, tem início a montagem do processo de colonização propriamente dita, que virá a se tornar mais sólido com o passar de mais de dois séculos, com avanços e recuos da ação portuguesa sobre o território a ser ocupado. A parte do Período Colonial Brasileiro à qual se está referindo é:
àquele que está compreendido entre a instauração do Governo Geral e as últimas décadas do século XVIII
àquele que vai da chegada de Cabral até à instalação do Governo Geral
àquele que vai do final do século do século XVIII à Independência
ao período que corresponde à vinda da Corte Portuguesa para o Brasil
ao período que vai da chegada de Cabral até o advento da República
Durante o período colonial brasileiro, a função do Ouvidor-mor possuía por finalidade:
Cuidar da justiça.
Governar a capitania.
Arrecadar impostos.
Comandar do exército.
A ação colonial portuguesa, estruturada com base no escravismo, originou um espaço socioeconômico bipolar, que integrava uma zona de reprodução da mão de obra escrava, situada em torno de Angola, e uma zona de produção escravista de produtos agrícolas, baseada no litoral da América do Sul. Somente uma compreensão profunda da integração sistêmica e da dependência mútua entre os dois polos mencionados permite uma visão da história colonial brasileira e da história da escravidão no Brasil como um fenômeno que não se limita às circunstâncias da continuidade de nosso território colonial. A descrição acima corresponde, de maneira mais próxima, à perspectiva da história colonial brasileira adotada pelo(a) autor(a):
José Murilo de Carvalho
Sérgio Buarque de Holanda
Luiz Felipe de Alencastro
Emília Viotti da Costa
Daniel Aarão Reis Filho
Em tempos coloniais, o Brasil possuiu particularidades e características em sua economia e em sua sociedade. Assinale a opção CORRETA sobre este período:
Na região litorânea, a atividade pecuária ficou vinculada ao engenho, utilizando trabalho escravo negro e pouco contribuindo para a colonização do sertão.
Em Minas, com as irmandades ou confrarias, que em geral se organizavam de acordo com linhas raciais definidas, estimulando a arte sacra barroca.
Com o desenvolvimento da economia açucareira, as relações sociais foram adquirindo caráter aberto, favorecendo uma grande mobilidade social de mestiços e homens brancos pobres.
As missões jesuíticas visavam, através da catequese, preparar os indígenas para viverem integrados à sociedade dos brancos como mão de obra escrava.
No período colonial, quando o Brasil estava dividido por capitanias hereditárias, que povos estrangeiros exploravam as terras hoje pertencentes à Paraíba, mantendo relacionamento amigável com os índios, dos quais se tornaram aliados, a fim de extrair das matas o pau‐brasil?
Ingleses.
Franceses.
Espanhóis.
Portugueses.
No Brasil Colonial, a teoria negreira jesuíta ajuda a compor o patriarcalismo senhorial luso-brasileiro e reflete a tensão entre a justificativa evangelizadora do cativeiro, que só se justifica pela catequese dos aprisionados, e os interesses econômicos dos portugueses. O sacramento do Matrimônio, por exemplo, assim como o do Batismo, é alvo de sério conflito que medra nas colônias escravistas portuguesas. Prevalece, entretanto, salvo no contexto final do escravismo colonial brasileiro, determinada interpretação religiosa relativa ao matrimônio entre escravos. Sobre o grau de autonomia social outorgada à família escrava constituída sob o sacramento do matrimônio é correto afirmar:
Não era legítimo nenhum casamento entre escravos, pois os únicos sacramentos cristãos aos quais os escravos tinham direito eram os do batismo, da comunhão e da confissão.
Uma vez casado, o cativo assumia o estatuto de pater familias, ganhando a liberdade e o controle sobre sua mulher e seus filhos, o que, na prática, tornava a família de escravos inseparável, só podendo ser vendida ou deslocada inteiramente junta.
O matrimônio implicava na imediata alforria para os cônjuges, mas isto não se aplicava aos frutos do referido casamento, tendo o cativo casado direitos de pater familias somente sobre sua esposa.
Somente os escravos indígenas tinham direito pleno aos sacramentos, dentre eles o matrimônio, e aos escravos oriundos do território africano ficava vedada qualquer participação nos ritos cristãos.
A perspectiva que prevaleceu entre os inacianos, sugerida oficialmente a D. João III, é que deveria ficar claro que o matrimônio não isentava os cônjuges do cativeiro e tampouco obrigava seus senhores a alforriá-los.
“A origem disso (a crise) estava na sua dinâmica, que levara o feudalismo a atingir então os limites possíveis de funcionamento de sua estrutura (...). Esta crise foi global, com todas as estruturas feudais sendo fortemente atingidas” (FRANCO Jr. Hilário. O Feudalismo. São Paulo: Brasiliense, 1983, p. 78)
Podemos apontar como mudanças que ocasionaram a crise do Feudalismo europeu, durante a baixa Idade Média:
O crescimento populacional e as melhorias das técnicas de produção, entre os séculos X e XIII, gerou um esgotamento das terras agricultáveis, acarretando em grandes ciclos de fome.
A peste negra, doença vinda da África, daí o seu nome, que dizimou parte considerável da população, gerando escassez de mão-de-obra.
O desaparecimento completo das relações assalariadas, ao longo da Baixa Idade Média, gerou as revoltas camponesas que abalaram as relações de produção.
O fim da economia monetária, com o desaparecimento das casas bancárias, a partir do século XI, gerou escassez de moedas circulantes que dessem sustentáculo ao feudalismo.
No processo de colonização da América Portuguesa, a Ordem dos Jesuítas teve um significativo papel, sobre o qual podemos afirmar:
A Companhia de Jesus foi fundada pelo espanhol Inácio de Loyola Brandão, durante as invasões bárbaras no Antigo Império Romano.
A Companhia de Jesus era concebida em parâmetros militares, seus membros faziam votos de pobreza, defendiam a castidade e realizaram trabalhos cristãos na Terra Santa (Jerusalém).
Os primeiros jesuítas que chegaram à América Portuguesa, vieram para São Vicente com a missão de converter os índios ao catolicismo e eram a favor da escravidão dos povos nativos.
Para se aproximar dos povos indígenas, os jesuítas aceitaram diversos hábitos culturais como a antropofagia, a poligamia e a nudez.
Entre as conspirações que exploraram o quadro de crise do sistema colonial, como apontado no texto, nenhuma foi mais importante que a Conjuração Mineira, em 1789, quando, a partir de Vila Rica — próspero centro minerador e no auge de sua capacidade exploradora —, os inconfidentes disseminaram pela colônia seus ideais emancipacionistas, republicanos e abolicionistas.
Certo
Errado
Denominou-se sistema colonial o conjunto de relações entre as metrópoles e suas respectivas colônias em uma determinada época histórica, especialmente entre o século XVI e o século XVII, fazendo parte do Antigo Regime da época moderna.
Neste sentido é correto afirmar:
Segundo o seu modelo teórico típico, a colônia deveria ser um local de consumo dos produtos metropolitanos, de fornecimento de artigos para a metrópole e de ocupação para os trabalhadores que migravam da metrópole fugindo do processo de industrialização.
Dentro da lógica do “Sistema Colonial Mercantilista” tradicional, a colônia existia para desenvolver a metrópole, principalmente pelo fornecimento de riquezas adquiridas por meio do extrativismo ou de práticas agrícolas.
Uma Colônia de Povoamento, como foi o caso do Brasil para Portugal, tinha basicamente três características, conhecidas pelo termo técnico de “plantation”.
No Brasil colonial predominou a Monocultura voltada ao mercado interno tendo sempre um “produto-rei”, com destaque para a cana-de-açúcar, em detrimento da produção para o consumo ou o mercado externo.
Em 1532, quando se encontrava em São Vicente, Martim Afonso recebeu uma carta do rei anunciando o povoamento do Brasil através da criação das capitanias hereditárias. Sobre este sistema, assinale a alternativa correta:
Esse sistema já havia sido utilizado com êxito nas possessões portuguesas das ilhas do Atlântico (Madeira, Cabo Verde, São Tomé e Açores).
O Brasil foi dividido em 15 capitanias hereditárias entregue a 15 donatários, ocorrendo a primeira doação apenas em 1534.
Entre os donatários figuravam nomes da alta nobreza e do grande comércio de Portugal, o que mostrava que a empresa tinha suficiente atrativo econômico.
Os donatários recebiam dois documentos reais, a carta de doação e os forais: o primeiro era uma espécie de código tributário que estabelecia os impostos; o segundo declarava a doação e tudo o que ela implicava.
Sobre os bandeirantes que adentraram o território brasileiro, pode-se corretamente afirmar:
Sua imagem heróica foi valorizada no século XX, pois simbolizava o progresso da Civilização da América, conforme os padrões europeus.
Nas pinturas que representam os bandeirantes predominam homens raquíticos e mal vestidos, andando descalços e com traços indígenas.
No atual estado de Minas Gerais, várias rodovias fazem referência aos bandeirantes, como a Raposo Tavares, Fernão Dias e Anhanguera e a dos Bandeirantes.
Bandeirante Domingo Jorge Velho se destacou na luta em defesa dos povos fugitivos e organizados nos quilombos.
“O Pacto Colonial passou a ser visto pelos colonos não mais como um contrato entre irmãos, mas como um contrato unilateral entre metrópole e colônia, no qual a primeira era a beneficiária” (COSTA, Emília Viotti. Da Monarquia à República. São Paulo: Editora da UNESP, 2010).
Considerando a afirmação anterior, assinale a alternativa correta:
A descoberta e a exploração das colônias europeias na América relacionam-se, de um lado, com a formação do Estado Moderno, centralizado e absoluto, e, de outro, com o desenvolvimento de uma poderosa classe de mercadores e armadores.
A empresa colonial refletia as disputas entre a Coroa e os mercadores pelas colônias, uma vez que a Coroa evitava a todo custo a participação dos mercadores no comercial colonial.
O caráter restrito do mercado tornava imperativo a liberação dos mercados coloniais para o bom funcionamento do Antigo Sistema Colonial.
O sistema colonial entrou em crise quando a retração do mercado e da industrialização inglesa tornaram inoperantes os mecanismos restritivos de comércio e produção.
COM EXCEÇÃO DE UMA, as alternativas abaixo apresentam acontecimentos relacionados às formas de resistência dos escravos negros à dominação escravista na experiência histórica do Brasil, desde o século XVI. Assinale-a.
Ocorrida em Salvador no ano de 1835, a revolta dos malês somava-se às revoltas escravas de 1814 e 1816 na Bahia, embora a elas não se comparasse em amplitude.
Foi durante o período da ocupação holandesa no atual Nordeste que o quilombo dos Palmares consolidou sua posição de "Estado negro" encravado na colônia escravista.
Surgido em terras de um abolicionista, o quilombo do Jabaquara constituiu-se em exemplo da complexa negociação social e política que distinguiu a resistência escrava nos anos finais da escravidão.
A publicação do livro "O Abolicionismo", de Joaquim Nabuco, em 1883, constituiu-se em significativo libelo antiescravista ao afirmar que o escravo e o senhor eram dois tipos contrários e, no fundo, os mesmos.
As terras da colônia foram divididas em faixas de terras com aproximadamente 50 léguas de costa cada e entregues aos donatários que as administravam e exploravam.
Sobre o sistema administrativo aludido acima, assinale a alternativa correta:
Era regido por dois documentos: a carta de doação, que estabelecia os direitos econômicos e as relações com a metrópole; e o Foral, que outorgava ao capitão o direito de posse sobre a terra.
Apesar do interesse dos donatários, que migraram todos para a colônia, o sistema fracassou pela falta de recursos da Coroa Portuguesa e dos Capitães
Dentre outros fatores, podemos afirmar que a capitania de Pernambuco tornou-se rentável porque recebeu investimentos dos mercadores portugueses, enquanto São Vicente, da própria Coroa Portuguesa.
Um dos fatores que explica descentralização administrativa colonial no Brasil é o fato do Reino de Portugal também ter um poder político descentralizado.
A produção colonial açucareira da América Portuguesa era fundamentada em:
I. Latifúnido.
II. Monocultura.
III. Escravidão.
IV. Mercado interno.
Estão corretas, somente:
I, II e IV.
II, III e IV.
I, II e III.
I, III e IV;
Segundo Caio Prado Jr., o sentido da colonização do Brasil era explícito um desdobramento da expansão puramente comercial. Passou-se da circulação (comércio) para a produção. No caso português, esse movimento realizou-se através da agricultura tropical. Assim:
Os dois tipos de atividade, circulação e produção, não podiam coexistir, o que significa que a economia colonial ficou desatrelada do comércio europeu.
O antigo sistema colonial apareceu como elemento da expansão mercantil da Europa, regulado pelos Interesses da burguesia industrial e financeira.
O Brasil transformou-se em instrumento de poder da metrópole, o fio condutor, a prática mercantilista, visava essencialmente o poder do próprio Estado.
A descentralização do poder na metrópole foi condição para os Estados europeus saírem em busca de novos mercados, organizando-se, assim, as bases do absolutismo e do capitalismo comercial.