

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
No que tange às relações senhor-escravo na América portuguesa, o historiador Eduardo Silva observou: "A longa experiência colonial, no tocante às formas básicas de relacionamento, tem sido sintetizada através de uma dicotomia que permanece extremamente forte em nossa mentalidade coletiva. De um lado, Zumbi de Palmares, a ira sagrada, o treme-terra; de outro, Pai João, a submissão conformada. (...) Na verdade, escravos e senhores manipulam e transigem no sentido de obter a colaboração um do outro; buscam ⎯ cada qual com os seus objetivos, recursos e estratégias ⎯ os 'modos de passar a vida', como notou Antonil." Os estudos que nos últimos anos têm se afinado com as considerações feitas por Eduardo Silva procuram:
criticar os defensores da visão de um escravo-sujeito, uma vez que a crueldade e a violência da escravidão tornariam impossível ao escravo qualquer instância de autonomia, mesmo que mínima.
destacar a pouca importância de fugas e revoltas de escravos, em geral esporádicas, de curta duração e, ao longo do século XIX, mais concentradas na região amazônica.
fugir à caracterização do escravo-coisa, do escravo-vítima, percebendo-o como sujeito que consegue sobreviver operando nas brechas do sistema de dominação, muitas vezes negociando, com o próprio senhor, melhores condições de vida.
reabilitar a escravidão no Brasil colonial e imperial, pois ela não teria sido tão perversa como se supunha, já que permitia aos escravos exercerem praticamente os mesmos direitos dos homens livres.
“As selvas te deram nas noites
seus ritmos bárbaros
Os negros trouxeram de longe
reservas de pranto
Os brancos falaram de amor
em suas canções
E dessa mistura de vozes nasceu
o teu canto”.
(Canta Brasil – Alcyr Pires Vemelho/David Nasser)
Com base no texto, analise as proposições a seguir:
I. No decorrer do período colonial brasileiro, o colonizador impõe sua cultura que se afirma como superior.
II. Os negros influenciaram a cultura brasileira principalmente na música, nas comidas, na dança e na religiosidade.
III. No Brasil, apesar do preconceito racial e da discriminação existentes, predomina o sincretismo cultural, ou seja, a mistura de vários elementos culturais, dando origem a elementos culturais novos.
IV. A nossa “democracia racial” é demonstrada, através da exclusão social predominante nos vários setores da vida da maioria do povo brasileiro.
Estão corretas:
Apenas I e II.
Apenas I, II e III.
Apenas I, II e IV.
Apenas II e IV.
Todas as proposições.
Considere as afirmações abaixo.
I. A diversidade de interesses sempre afastou negros e índios sergipanos no sertão do baixo São Francisco.
II. A solidariedade entre negros e índios manifesta-se através da cessão gratuita de pastos pelos índios.
III. A memória em relação à ancestralidade foi um passo decisivo de união dos negros mocambeiros.
IV. Um traço identificador dos mocambeiros é a dança toré.
V. O uso fluente da língua nagô é um traço de união dos negros do Mocambo.
É correto o que se afirma APENAS em
I e II
II e III
III e IV
IV e V
I, III e V
Como na região do sertão nunca houve a existência de uma monocultura exportadora, podemos deduzir que
o número de escravos foi pequeno em relação à zona da mata.
os centros urbanos da região sempre foram inexpressivos.
não havia escravidão nas propriedades.
a população era de índios que se adaptaram à vida de vaqueiro.
foi uma região que não abrigou muitos escravos fugitivos.
"Os colonos portugueses, insatisfeitos, clamaram por negros africanos como solução para o provimento de mão-de-obra (...) porquê, então, a escolha da escravidão negra?"(FERLINI, Vera Lúcia. A civilização do açúcar). O motivo que levou o governo português a adotar a escravidão africana no Brasil foi:
o desconhecimento da cultura indígena por parte do europeu que imaginava que o índio não resistiria ao modo de produção capitalista implantado na colônia.
a rebeldia do indígena e sua índole preguiçosa, que não estava acostumado ao trabalho, gerava mais prejuízos que lucros aos colonos.
a submissão do negro que estava mais acostumado ao trabalho pesado e devido às condições climáticas da África se parecerem muito com a do Brasil.
o tráfico de escravos gerava muitos lucros ao governo português e impulsionava um dos ramos mais eficiente da economia desta nação: o comércio.
a falta de conhecimento técnico do índio para realizar tarefas específicas por serem povos muito atrasados culturalmente em relação ao negro e ao europeu.
Considere as afirmações abaixo.
I. O trabalhador do São Francisco, tendo disponibilidade de terra, não necessita se assalariar.
II. Em Sergipe não são encontrados indícios de quilombos com estrutura similar à de Palmares.
III. Na zona canavieira se destacaram os mocambos de Simão Dias e Laranjeiras.
IV. �Os negros do pé-da-serra�, em Porto da Folha, sobreviviam de pequenas criações, plantando arroz e legumes.
V. O plantio de arroz no rio São Francisco está comprometido, tendo em vista que não acontecem mais as cheias tradicionais.
É correto o que se afirma APENAS em
I, II e III
I, II e IV e V
II, III e IV
II, III e V
III, IV e V
O reconhecimento do Mocambo como terra de quilombo ocorreu em:
1986.
1992.
1940.
1997.
2000.
De 1820 a 1830, assistimos ao surgimento de uma cultura e, em particular, de uma literatura que se pretendiam "brasileiras". Paralelamente, ocorreu uma revisão da História, que juntamente com o Romantismo, voltou-se para a construção do herói arquétipo brasileiro, representado pelo:
lusitano;
índio;
caboclo;
negro;
mestiço.
As grandes propriedades que existiam no local onde hoje estão as terras dos negros do Mocambo eram denominadas:
Caiçara, Rancho Bom e Mocambo.
São Geraldo, Mocambo e Jaciobá.
Marias Preta, Mocambo e Floresta.
Floresta, Mocambo e Rancho Bom.
Mocambo, Jaciobá e Floresta.
A escravidão negra no período colonial sempre sofreu uma forte resistência. Os trabalhadores negros escravos jamais aceitaram as condições subumanas a eles impostas. A revolta se manifestou de diversas formas, mas a mais temida era fuga e, em seguida, a organização de quilombos. No período colonial o quilombo mais afamado foi o
de São José do Rio das Mortes.
de Palmares, no sul da capitania de Pernambuco, hoje Alagoas.
do Ambrósio.
do Curral del Rei.
dos Xokós.
Não obstante as primeiras descobertas, ainda que pouco significativas, de ouro e ferro no Brasil do século XVI, as primeiras referências à legislação mineral datam do início do século XVII. Em 1603, foi emitido, sob a forma de lei, um documento legislando especificamente quanto à atividade garimpeira, caracterizando o primeiro regimento das terras minerais. Posteriormente, em 1618, foi elaborado o regimento das minas de São Vicente e São Paulo, restabelecendo a liberdade de exploração de jazidas, extensiva a índios e estrangeiros.
Após o domínio holandês, na segunda metade do século XVII, a capitania do Rio Grande (do Norte) conheceu o:
maior levante indígena contra a colonização portuguesa que penetrava no interior potiguar.
começo da cultura algodoeira, motivada pela crise internacional, a partir da guerra de Secessão, nos EUA.
apogeu da exploração salineira nas regiões de Macau e Areia Branca para atender ao comércio externo.
declínio da atividade açucareira e algodoeira, uma vez que os holandeses deixaram a capitania arrasada.
Após as primeiras descobertas de ouro em Minas Gerais, elas se foram sucedendo, por Goiás e Mato Grosso, associando-se a descobertas de diamantes. A produção e a exportação cresceram por toda a primeira metade do século XVIII, atingindo o apogeu da economia mineira em torno de 1760, quando alcançou cerca de 2,5 milhões de libras. O declínio dos ricos depósitos aluvionares foi rápido, a ponto de, em 1780, não ultrapassar um milhão de libras. O resultado da decadência foi uma involução de um sistema de povoamento com alta produtividade, para uma população totalmente desarticulada, principalmente de origem européia, trabalhando em uma agricultura de subsistência e em garimpos de faiscação.
Infere-se do texto que a monocultura para exportação, assentada no latifúndio e na escravidão, que configura, em linhas gerais, a plantation, não apenas foi a única atividade econômica do período colonial, como assim prevaleceu após a independência e chegou ao século XX.
Certo
Errado
Com a decadência da indústria açucareira, os governantes portugueses da segunda metade do século XVII concluíram que a única saída para a estagnação econômica da extensa colônia sul-americana era a descoberta de metais preciosos. Em 1674, a Carta Régia incentiva os colonos a saírem em busca de ouro. Então, o bandeirante Fernão Dias Paes Leme organizou uma Bandeira, que explorou por sete anos os vales dos rios das Mortes, das Velhas e Jequitinhonha, descobrindo as primeiras importantes jazidas de ouro.
O escravo negro foi, fundamentalmente, a mão-de-obra predominante da eco-nomia brasileira entre os séculos XVI e XIX. São aspectos que caracterizam a escravidão de origem africana, no Brasil, EXCETO:
a condição de mercadoria do escravo, que fazia com que seu preço osci-lasse conforme a idade, sexo e habilidade para o trabalho.
as condições de exploração e violência a que eram submetidos os escra-vos, o que leva a Igreja Católica a condenar a escravidão africana.
a diversidade cultural existente entre os escravos em função de muitos se originarem de diferentes regiões, tribos e reinos africanos.
as diferentes formas de reação construídas pelo escravo, como fugas in-dividuais ou em massa, agressões a senhores e feitores e formação de quilombos.
Sobre o sistema de exploração colonial, é correto afirmar que
possibilitou o rápido desenvolvimento capitalista das colônias americanas.
tinha como objetivo fazer das colônias meros instrumentos geradores de riqueza para as metrópoles.
implantou, nas colônias da América do Sul, atividades econômicas voltadas para os interesses dessas regiões.
privilegiava a burguesia mercantil colonial e promovia a acumulação de capital através da importação de produtos manufaturados da colônia.
utilizou o monopólio comercial com o objetivo de impedir os lucros exagerados dos comerciantes metropolitanos.
A empresa colonial portuguesa no Brasil, na Idade Moderna, caracterizou-se pelo(a):
colonização de povoamento, escravismo, grande propriedade e monocultura exportadora.
colonização de exploração, exclusivismo comercial metropolitano, latifúndio e escravismo.
imposição da religião católica, acúmulo de capital na colônia, escravismo e latifúndio.
colonização controlada pelo Estado, predomínio da escravidão indígena, várias culturas para a exportação.
"A sociedade brasileira é resultado da confluência e dos conflitos estabelecidos ao longo da história por etnias distintas, com universos culturais muito diferentes entre si." Analise as proposições a seguir e escreva V ou F conforme sejam verdadeiras ou falsas.

VFVF
VFVV
FVFV
FVVF
VFFV
No quadro da administração colonial portuguesa, era o órgão de poder consti-tuído de membros da sociedade. Sobretudo até meados do século XVII, passa a ser controlado pela classe dominante dos proprietários rurais expressando seus interesses. Graças ao seu enraizamento na sociedade, foi o único órgão que sobreviveu por inteiro e até se reforçou, após a Independência.
Esse órgão da administração colonial portuguesa no Brasil foi:
o Governo Geral.
a Ouvidoria.
a Câmara Municipal.
o Governo das Capitanias.