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“Na verdade, a agricultura brasileira só começou a existir concretamente como setor econômico diferenciado a partir da independência política do país e, principalmente, da formação em seu interior de uma economia de mercado. (...) Enquanto o Brasil foi colônia de Portugal e apêndice do seu mercado interno, as atividades agrícolas aqui existentes nunca chegaram a constituir-se num setor econômico claramente delimitado”.
SZMRECSÁNYI, Tamás. Pequena história da agricultura no Brasil. São Paulo: Contexto, 1990, p. 11.
Analise as afirmativas abaixo.
I. As primeiras práticas agrícolas depois da incursão europeia no país tinham caráter intermitente e confundiam-se com as atividades do próprio extrativismo.
II. O caráter nômade e extrativista das primeiras práticas agrícolas no país após a incursão europeia parece ter moldado um tipo de colonização muito mais direcionado ao enriquecimento rápido através da exploração dos recursos naturais e do trabalho de bases servis.
III. Os componentes fundamentais da organização social do Brasil-Colônia foram a grande propriedade fundiária, a monocultura de exportação e o trabalho escravo.
Assinale a alternativa correta.
Apenas as afirmativas I e II estão corretas
As afirmativas I, II e III estão corretas
Apenas a afirmativa I está correta
Apenas a afirmativa II está correta
Apenas a afirmativa III está correta
Em 1822, o processo de independência do Brasil diante de Portugal se concretizava e afetou todas as províncias do território. Assinale a alternativa correta quanto à situação política da província de Goiás logo após a proclamação da independência.
A situação era extremamente conturbada antes de 1822 e se acentuou com a independência, pois, com a nova conjuntura nacional, os diversos grupos das elites viam espaço para conquistar o poder.
Não houve grandes lutas pelo poder na província, pois esta era controlada pela família Caiado, que detinha o controle das minas de ouro da região.
A situação era estável e de certa forma tranquila, sem maiores disputas pelo poder na província, que tinha, como líder único, Pedro Ludovico Teixeira.
O poder político no estado era dominado pela oligarquia da família dos Bulhões, que controlava também o setor econômico, especificamente a produção açucareira.
Houve uma grande disputa pelo controle político na província, principalmente entre as oligarquias representadas pelas famílias Caiado e Bulhões, que controlavam a produção de café na região, principal produto da economia goiana.
Para parte das elites coloniais, as ideias do constitucionalismo liberal foram aclimatadas com vistas a aniquilar o residual e subjacente estatuto colonial e fortalecer a autonomia das províncias, inclusive dentro dos quadros do Reino Unido e sob uma monarquia constitucional.
Certo
Errado
Em relação às transformações da organização sociopolítica, econômica e cultural no Brasil, assinale a opção correta.
A transferência da corte portuguesa para o Brasil, seguida da abertura dos portos, assinalou o fortalecimento do pacto colonial e atrasou o processo emancipacionista.
No transcorrer da história brasileira, a democracia prevaleceu, diferindo-se de outros países nos quais houve ditaduras, suspensão de eleições ou cassações políticas.
A transição do trabalho escravo para a trabalho livre, realizado sobretudo no oeste paulista, aprofundou a crise do Império, uma vez que as bases de sustentação deste se encontravam entre as elites escravocratas.
A presença de Dom Pedro I e da monarquia foi o aval de uma independência em que a inovação se sobrepôs à continuidade.
Como consequência da fusão de matrizes diferenciadas, o povo brasileiro abriga hoje um grande contingente separatista e reivindicativo de autonomia política.
Sobre a Independência do Brasil, é correto afirmar:
O espírito de brasilidade de D. Pedro I, juntamente com o receio de perder seu poder, provocaram a independência brasileira.
Favorecia os interesses das camadas senhoriais, que defendiam o liberalismo político e desejavam alterações nas estruturas econômicas.
Resultou de um processo revolucionário, caracterizado pela participação popular, de modo especial, pelas manifestações abolicionistas.
Foi um arranjo político que preservou a monarquia como forma de governo, bem como os privilégios da classe proprietária.
O liberalismo econômico e político, defendido pela aristocracia rural, apoiava o fim da escravidão e a independência do país.
Entre os fatores que contribuíram para a separação do Brasil de Portugal em 1822, podemos apontar corretamente:
A vitória dos brasileiros frente às tropas rebeldes portuguesas na Cisplatina.
A vinda de Dom João (Príncipe Regente de Portugal) para o Brasil e o consequente desenvolvimento econômico e cultural da Colônia.
A recusa da aristocracia brasileira em aceitar a tutela política da metrópole e seu anseio por uma rápida independência de Portugal.
A abolição da escravatura, imposta pelos comerciantes portugueses, que teve como consequência a ruína da agricultura brasileira.
A invasão de Napoleão Bonaparte aos territórios ao norte do Brasil, constituindo a Guiana Francesa.
Internamente [...] o apoio à política de d. João começava a conhecer, cada vez mais, vozes destoantes. Estamos em 1817, ano em que estoura em Pernambuco o amplo movimento que rapidamente se transformaria na “pedra no sapato” da política joanina. Afinal, se até então o Império se mostrara bastante unido, no Norte, reagia-se agora às “pesadas contribuições e excessivas conscrições” provocadas pela conquista da Banda Oriental, “no que o povo do Brasil não só não tem parte, mas julga contrária aos seus interesses”. Era assim que o jornalista Hipólito da Costa expressava a insatisfação dispersa pelo restante da colônia: a montagem de um novo aparelho de Estado custara caro!
(Lilia Moritz Schwartz e Helena Murgel Starling, Brasil: uma biografia, p. 426.)
Assinale a alternativa que apresente corretamente a Revolução de 1817, segundo Schwartz e Starling.
As províncias do Norte, em especial Pernambuco e Bahia, acusavam o governo do Rio de Janeiro de recriar monopólios em relação à exportação de tabaco. O movimento rebelde teve ampla participação social, mas a liderança ficou com a classe média urbana. O ponto central do projeto revolucionário constitui-se na formação de frentes de trabalho na produção voltada para a exportação.
Pernambuco passava por um momento difícil, com a queda no preço do açúcar e do algodão e a alta constante no preço dos escravos. A insurreição uniu setores dispersos: desde grandes proprietários até uma camada de homens livres. O governo provisório, baseado na “lei orgânica” que proclamou a República, estabeleceu a igualdade de direitos e a tolerância religiosa, sem tocar no problema da escravidão.
Os pernambucanos estavam preocupados com a queda nas produções de açúcar e tabaco gerada pela ausência de apoio de d. João VI. Os rebeldes foram articulados a partir de princípios mercantilistas, que defendiam que caberia ao Estado controlar a produção e a distribuição de mercadorias. O governo provisório dos rebeldes trouxe o debate sobre a importância de se abolir o tráfico negreiro.
A província de Pernambuco sentia-se excluída dos benefícios econômicos oriundos da abertura dos portos. As principais lideranças advinham das inúmeras lojas maçônicas existentes no Recife e dos representantes do baixo clero. O projeto dos revolucionários compreendia a necessidade de uma ordem republicana popular e assentada nas referências morais do catolicismo.
Pernambuco, assim como outras províncias produtoras de açúcar, reclamava da falta de apoio a essa produção por parte do governo joanino. A revolução contou com vários segmentos sociais, mas a liderança política esteve nas mãos da pequena burguesia. Os revolucionários mantinham-se fiéis ao governo do Rio de Janeiro, mas exigiam que reformas econômicas beneficiassem as províncias agroexportadoras.
De acordo com Maestri, no início de 1808, a transferência do aparato administrativo do império português para o Rio de Janeiro e a consequente liberalização do comércio internacional, sem uma proteção aduaneira pertinente, determinaram que a exportação tritícola sulina sofresse com a dura concorrência, bem como com problemas internos no campo da própria produção. Sobre as diversas causas que contribuíram para que o trigo sulino fosse alijado do mercado brasileiro e mundial no século XIX, analisar os itens abaixo:
I. As dificuldades quanto ao transporte.
II. A carestia da mão de obra livre e escravizada.
III. A concorrência com o trigo estadunidense.
IV. A má qualidade dos grãos.
Estão CORRETOS:
Somente os itens I e II.
Somente os itens I e III.
Somente os itens I, III e IV.
Somente os itens II, III e IV.
Somente os itens I, II e III.
A independência do Brasil foi proclamada por Dom Pedro I. Considerado um processo histórico, o grito de independência ocorreu no dia 07 de setembro, às margens do rio Ipiranga. Nesse contexto, tal processo histórico ocorreu no ano de:
1932.
1822.
1765.
1886.
Os movimentos que representavam a elaboração de uma consciência coletiva contra o domínio colonial, desde a Guerra dos Mascates no início do século XVIII até a Conjuração dos Alfaiates, nos últimos anos do mesmo século, foram muito diferentes entre si. Um elemento comum entre esses movimentos foi:
liderança das camadas populares ameaçando à integridade da burguesia brasileira
defesa da abolição da escravidão apesar dos riscos de escassez de mão de obra
aproximação dos ideais ilustrados com a defesa da monarquia constitucional
predomínio das identidades regionais em detrimento do unitarismo nacional
A vinda de d. João e de sua corte ao Brasil justificou-se pela necessidade de exercer maior controle da fiscalização e coleta de impostos da exploração aurífera em Minas Gerais, espaço que fornecia, por intermédio do contrabando de metais preciosos, um alto volume de ouro sem lastro para a Europa, direcionados em especial à França e à Inglaterra, e recebia produtos manufaturados em troca para serem comercializados no Brasil.
Certo
Errado
A criação do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves em 1815 foi fundamental para a consolidação da posição da colônia frente aos negócios do império português. Isto ocasionou dúvidas em torno da permanência da família real na América entre políticos portugueses, que viram na derrota definitiva de Napoleão Bonaparte e na formalização dos princípios absolutistas no Congresso de Viena argumentos para que o retorno de d. João a Lisboa ocorresse de modo imediato.
Certo
Errado
Sobre a independência do Brasil, assinale a opção correta acerca das seguintes assertivas:
I – Dom Pedro I elevou o Brasil à categoria de Reino Unido a Portugal e Algarve, em 1815, e justificou, assim, sua permanência no Rio de Janeiro, onde seu governo tinha fincado raízes e obtido vantagens para si e seus protegidos.
II – Com a independência do Brasil, o governo empenhou-se em modernizar a cidade do Rio de Janeiro, realizando obras que até então eram tidas como irrelevantes por Dom João VI. Além disso, instalaram-se importantes órgãos, como o Banco do Brasil e a Casa da Moeda.
III - Em 1822, Dom João VI foi agraciado com o título de Defensor Perpétuo do Brasil, inclinando-se cada vez mais para a ruptura.
Nenhum item está correto.
Apenas os itens I e II estão corretos.
Apenas os itens I e III estão corretos.
Apenas os itens II e III estão corretos.
Um dos motivos pelo qual Dom João VI fugiu para o Brasil acompanhado da Família Real:
A ameaça de Napoleão Bonaparte de invadir Portugal.
A Declaração de Independência das 13 Colônias.
A Tomada da Bastilha pela população parisiense.
O processo de consolidação do Capitalismo na Europa.
O movimento de independência do Brasil foi influenciado por uma série de fatores. Quais foram alguns dos eventos que impulsionaram a busca pela independência?
A Revolução Pernambucana, o retomo de Dom João VI ao Brasil e a criação das Cortes em Lisboa.
O "dia do fico", a guerra na Europa e a criação de juntas governativas em Portugal.
A abdicação de Dom João VI, a Revolução de 1817, a criação das Cortes e o retorno de Dom João ao Brasil.
As eleições para as Cortes, a revolução liberal em Portugal, o estabelecimento das juntas governativas no Brasil e o papel das lojas maçônicas.
As medidas tomadas pelas Cortes em Portugal, o retorno de Dom João VI, o "dia do fico" e a insatisfação com o domínio colonial.
Logo após a chegada da família Real no Brasil, abriu-se o caminho para a leva de imigrantes europeus. Sobre as motivações para a consolidação desse processo, analise as assertivas abaixo:
I. O projeto de imigração tinha como plano metropolitano substituir a mão de obra escrava, libertando os negros da condição de prisioneiros.
II. Havia um entendimento da existência de um novo mundo, conceito este que atraiu os imigrantes com a promessa da posse de terra.
III. As famílias camponesas que administravam as propriedades de terra tinham o objetivo de formar populações de pequenas propriedades para abastecer as capitais e as províncias com gêneros alimentícios.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e II.
Apenas II e III.
Considerando o tipo de relação passado/presente pautada por cortes ideológicos discutida no trecho destacado, um evento que se prestaria a ser um corte na periodização da História do Brasil, conforme o exemplo da Revolução Francesa, é:
Revolta do Malês
Guerra do Paraguai
Libertação dos escravos
Proclamação da República
Foi um movimento organizado na Bahia em 1798, por gente marcada pela cor e pela condição social: mulatos e negros livres ou libertos, ligados às profissões urbanas como artesãos ou soldados, e alguns escravos:
Revolta dos Malês.
Revolta dos Alfaiates.
Revolta de Beckman.
Revolta dos 18 do Forte.
Sabinada.
Entre 25 e 27 de novembro de 1807, cerca de 10 a 15 mil pessoas embarcaram em navios portugueses, rumo ao Brasil, sob a proteção da frota inglesa. Todo um aparelho burocrático vinha para a Colônia: ministros, conselheiros, juízes da Corte Suprema, funcionários do Tesouro, patentes do exército e da marinha, membros do alto clero. Esse fato deu-se por qual motivo?
Em novembro de 1807, tropas francesas cruzaram a fronteira de Portugal com a Espanha e avançaram, em direção a Lisboa.
Napoleão Bonaparte impôs um bloqueio ao comércio com Portugal.
Um terremoto destruiu Lisboa.
Portugal estava enfrentando grave crise e a economia da colônia prosperava, superando a da metrópole.
Lisboa foi destruída pelas tropas napoleônicas.
Sobre a Independência do Brasil, analisar os itens abaixo:
I. Antes de declarada a independência do Brasil, movimentos reivindicavam a independência principalmente em nível regional, como foi o caso da Revolução Pernambucana.
II. A independência foi um processo longo, que teve seu ápice a partir do Dia do Fico, quando o Rei Dom João não escutou os clamores populares da Revolução Liberal e decidiu ficar no Brasil.
III. Após a declaração de independência, o Brasil seguiu não só tendo a monarquia como regime, mas também tendo um governante português.
Está(ão) CORRETO(S):
Somente o item II.
Somente o item III.
Somente os itens I e II.
Somente os itens I e III.