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A respeito do significado da última estrofe do poema...

Leia o poema abaixo para responder às questões de 1 a 3.


Exortação


Donzela bela, que me inspira à lira.

Um canto santo de fervente amor,

Ao bardo o cardo da tremenda senda

Estanca, arranca-lhe a terrível dor.


O triste existe qual a pedra medra,

Rosa saudosa do gentil jardim,

Qual monge ao longe já no claustro exausto

Qual ampla campa a proteger-lhe o fim.


O triste existe em sofrimento lento,

Vive, revive p'ra morrer depois ...

Morre - assim corre a atribulada estrada

Da vida querida, soluçando a sós.


Fada encantada, em teu regaço lasso,

Viajante errante, deixa-me pousar;

Lírio ou martírio, abre teu seio a meio,

Estrela bela, vem-me enfim guiar.


Ao mundo imundo, não entrega, nega

Tantos encantos dos amores teus,

Compreende, entende-te a vertigem, virgem,

Somente a mente do poeta e Deus.


D'esta alma a palma de risonhos sonhos,

Da mente ardente a inspiração do céu

O vate abate às tuas plantas santas,

Altivo e vivo, sendo escravo teu.


Castro Alves

A respeito do significado da última estrofe do poema, podemos afirmar que :


A

Os risonhos sonhos são muitos e ardentes, como as plantas.


B

Aceita-se a condição da donzela e também viver como seu escravo.


C

A mente ardente e a inspiração do céu alegram o escravo.


D

As plantas santas são a inspiração e o abatimento da donzela bela.


E

O escravo da alma é altivo e busca inspiração do céu .