

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
Leia o texto a seguir para responder às questões de 6 a 9.
Oração fúnebre aos guerreiros
1---Vivemos sob uma forma de governo que não se baseia nas instituições de nossos vizinhos; ao contrário,
2---servimos de modelo a alguns ao invés de imitar outros. Seu nome, como tudo depende não de poucos, mas
3---da maioria, é democracia. Nela, enquanto no tocante às leis todos são iguais para a solução de suas
4---divergências privadas, quando se trata de escolher (se é preciso distinguir em qualquer setor), não é o fato
5---de pertencer a uma classe, mas o mérito, que dá acesso aos postos mais honrosos; inversamente, a
6---pobreza não é razão para que alguém, sendo capaz de prestar serviços à cidade, seja impedido de fazê-lo
7---pela obscuridade de sua condição. Conduzimo-nos liberalmente em nossa vida pública, e não observamos
8---com uma curiosidade suspicaz a vida privada de nossos concidadãos, pois não nos ressentimos com nosso
9---vizinho se ele age como lhe apraz, nem olhamos com ares de reprovação que, embora inócuos, lhe
10---causariam desgosto. Ao mesmo tempo que evitamos ofender os outros em nosso convívio privado, em
11---nossa vida pública nos afastamos da ilegalidade, principalmente por causa de um temor reverente, pois
12---somos submissos às autoridades e às leis, especialmente àquelas promulgadas para socorrer os oprimidos
13---e as que, embora não escritas, trazem aos transgressores uma desonra visível a todos.
TUCÍDIDES. História da Guerra do Peloponeso. In: FIGUEIREDO, Carlos (Org.). 100 discursos históricos. Belo Horizonte: Leitura, 2002. p. 21-22.
Em “...nem olhamos com ares de reprovação que, embora inócuos, lhe causariam desgosto” (linhas 9 e 10), o termo “embora” estabelece entre as orações uma relação de
concessão
conformidade
comparação
consequência
conclusão