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A afirmação INADEQUADA sobre os componentes linguísticos e visuais dessa charge é:
a pergunta do aluno pode ser considerada uma pergunta retórica, já que a resposta é dispensável, pois se encontra implícita na imagem.
a escrita da fala do aluno apresenta um erro de pontuação e um erro de ortografia
elementos visuais do aluno, como os fones no ouvido, o celular na mão, o chiclete, o uso do boné ao contrário e o skate o distanciam da imagem do bom aluno.
a resposta do professor deve ser vista como irônica
os problemas indicados pelo professor retratam a influência do “internetês” sobre a norma culta.
Considerando que as alternativas seguem a sequência do texto “Educação infantil e linguagem escrita é uma dupla sempre polêmica” (Folha de S.Paulo, 22.01.2015. Adaptado), o sentido que a conjunção “mas” estabelece entre as informações na fala da personagem da charge é o mesmo que se encontra na conjunção destacada em:
Em 2016, a educação infantil será obrigatória para 100% das crianças com 4 e 5 anos, porém o avanço só será completo quando receberem uma educação adequada à sua etapa de desenvolvimento.
Como as crianças exploram o mundo com a curiosidade de quem ainda não sabe a diferença entre aprender, jogar e imaginar, é fundamental que o professor seja um interlocutor responsável por ampliar- lhes o universo cultural.
Enquanto as crianças que frequentam as pré-escolas públicas muitas vezes são impedidas de se aproximar da língua escrita, as das pré-escolas particulares são quase obrigadas a se alfabetizar antes de entrarem no ensino fundamental.
Existe uma tendência de coibir e outra de impor a alfabetização. No entanto, entre a proibição e a obrigação, há uma criança que pensa e indaga o que é a escrita e constrói conhecimentos sobre esse objeto da cultura.
As reflexões que precisamos fazer são: as crianças têm a liberdade de pensar, formular perguntas e hipóteses na educação infantil? Ou permanecem em situação passiva, reproduzindo modelos prontos que os adultos determinam?
País precisa racionalizar consumo de eletricidade?
Há previsão de chuvas para a maior parte das regiões do país nos próximos dias. Ainda assim, por força da longa estiagem que afetou o Sudeste e o Centro‐Oeste, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (NOS) trabalha com uma estimativa de que no atual período úmido o volume de chuvas não ultrapasse 67% da média histórica nas áreas que abrigam os principais reservatórios das hidrelétricas.
No Sudoeste, o volume de água acumulada nos reservatórios caiu para o mesmo patamar registrado em igual período em 2001 (34%), ano em que o país teve de recorrer a um programa de racionamento de eletricidade. Desde então muita coisa aconteceu para reduzir a necessidade de um novo racionamento. Linhas de transmissão foram instaladas, aumentando a capacidade de transferência de eletricidade de uma região para outra (em 2001, de fato, a energia que sobrava no Sul ou no Norte não pôde ser transferida para o Sudeste e o Nordeste). O parque gerador também recebeu considerável reforço de usinas termoelétricas e há uma crescente contribuição da energia eólica, ainda que em termos relativos essa participação não ultrapasse 1% da eletricidade consumida.
Mas a verdade é que a oferta de energia depende agora dos humores de São Pedro. A hidroeletricidade responde por mais de 70% da capacidade de geração, e praticamente todas as novas usinas hidráulicas operam a fio d’água, ou seja, dependem da vazão dos rios. Se estivessem concluídas, as usinas de Jirau e Santo Antônio, no Madeira, e Belo Monte, no Xingu, poderiam estar operando a plena capacidade em face da grande cheia dos rios que as abastecem.
Os reservatórios remanescentes não mais asseguram o suprimento de eletricidade do país por vários anos, e sim por meses.
Em pleno período úmido, quando a ocorrência de chuvas abundantes ainda é possível, talvez não faça sentido a adoção já de um plano de racionamento de energia. Com a economia crescendo pouco, o racionamento precipitado poderia ter impacto negativo desnecessário sobre a produção, já debilitada por outros fatores. No entanto, como a situação dos reservatórios está em ponto crítico e a previsão de chuvas é incerta, o mínimo que se deveria esperar das autoridades seria um esforço em prol da racionalização do uso de energia, como primeira iniciativa. No passado, a população e os setores produtivos deram provas de que respondem com presteza aos estímulos à racionalização do consumo de eletricidade. E, se preciso for, todos estariam preparados para o racionamento, em um segundo momento.
O que não pode é o governo ficar de braços cruzados, por causa do ano eleitoral, fingindo que não há qualquer risco de desabastecimento. Por causa de seus interesses políticos, o governo não deveria jogar com a sorte e expor a população a uma situação com consequências muito sérias se o país tiver de ser submetido, mais tarde, a um forte racionamento de energia.
(Opinião, O Globo, 07/03/2014)
A partir da leitura do texto “País precisa racionalizar consumo de eletricidade?” e da análise da charge, avalie as afirmativas a seguir.
I. A crise energética pode provocar o aumento do custo da energia.
II. A longa estiagem abre a possibilidade de racionamento de energia.
III. A crise energética pode levar a cortes no fornecimento de energia.
se somente a afirmativa I estiver correta.
se somente a afirmativa II estiver correta
se somente a afirmativa III estiver correta.
se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
se todas as afirmativas estiverem corretas.
Texto I
Francisco, os gays e a doutrina
“Se alguém que é gay procura Deus e tem boa vontade, quem sou eu para julgá‐lo?” A declaração do Papa Francisco, pronunciada durante uma entrevista à imprensa no final de sua visita ao Brasil, ecoou como um trovão mundo afora. Nela, existe mais forma que substância – mas a forma conta.
A homossexualidade é um tabu no Vaticano. Bento XVI, o antecessor de Francisco, escreveu apenas oito anos atrás que a homossexualidade é uma “desordem objetiva” e “uma forte inclinação dirigida para um pecado mortal intrínseco”. Francisco não contestou Bento XVI – e talvez concorde com ele. Contudo, usou o termo coloquial “gay”, algo antes impensável, e colocou o acento em outro lugar: “Quem sou eu para julgá‐lo?”
Francisco deslocou o problema. Sob a lógica de sua declaração revolucionária, o problema não é de substância (ser gay), mas de circunstância (viver à luz de Deus). Ele não foi além disso. Entretanto, nas dioceses distantes, a frase provocará debates, e muitos a interpretarão como uma licença implícita para ordenar padres que são gays, mas celibatários. “Não fale, não pergunte”: essa foi a orientação de Bill Clinton que começou a abrir as portas das forças armadas americanas aos gays. Francisco disse quase o mesmo.
“Quem sou eu para julgá‐lo?” – isso, dito pelo Papa, não é pouca coisa. O impacto da declaração não está confinado às fronteiras da Igreja. Em dezenas de países, especialmente nos da África, existem leis contra gays. A Rússia de Vladimir Putin acaba de criar uma lei desse tipo. Estados e governos querem a prerrogativa de “julgar” – e de punir! – a orientação sexual das pessoas. Quando a Igreja ensaia rever sua anacrônica posição sobre os homossexuais, algo de relevante está acontecendo.
Na África do Sul, o arcebispo anglicano Desmond Tutu, uma das mais destacadas figuras da luta contra o apartheid, lidera uma campanha internacional de denúncia das leis antigays. Ele declarou que repudiaria “um Deus homofóbico”. Francisco ficou bem longe disso, mas suas palavras anunciam o fim de um tempo de escuridão. A pergunta que emerge delas é bem simples: se o Papa não tem o direito de “julgar” os gays, quem são as autoridades políticas para fazê‐lo?
(Axé Silva, O Mundo, setembro 2013)
Texto II
Nos reinos da intolerância
A intolerância sexual reverberou na Casa Branca e no Vaticano. O presidente Barack Obama criticou os países que adotam leis discriminatórias contra homossexuais. “Não tenho nenhuma tolerância com os países que tentam tratar gays, lésbicas ou pessoas transgênero de uma maneira que os intimide ou prejudique”, declarou. Já o Papa Francisco distinguiu‐se de seus antecessores, explicando que não tem o direito de julgar as inclinações sexuais dos indivíduos.
Normatizar o comportamento sexual de um indivíduo, algo que só pertence a ele, constitui uma das formas mais cruéis de violência. Cada ação política nessa direção potencializa a discriminação e o ódio sexual. Obama entendeu isso e até o Papa ensaiou uma mudança na tradicional posição doutrinária da Igreja. Entretanto, a política da intolerância continua a imperar nos países que negaram o valor dos direitos individuais.
(Axé Silva, O Mundo, setembro de 2013)
A charge a seguir se refere às questões 19 e 20

Comparando a charge aos textos I e II, assinale a afirmativa correta.
Posicionam‐se da mesma forma diante do problema da homofobia.
Tratam do tema de forma diametralmente oposta.
A charge acrescenta argumentos contra a homofobia.
A posição do Papa no texto I contraria a posição de Jesus na charge.
As palavras do carro de som da charge desaprovam as medidas tomadas nos países africanos.
Se a primeira frase da charge fosse colocada na forma “Tu estás cercado de ignorantes!”, a segunda frase deveria estar escrita do seguinte modo:
“Saias desse livro com as mãos para cima!”
“Saia desse livro com as mãos para cima!”
“Sais desse livro com as mãos para cima!”
“Sai desse livro com as mãos para cima!”
“Saís desse livro com as mãos para cima!”
Com base na interpretação da charge e do texto “Hobbes nas ruas”, está correto afirmar que:
Ambos os textos abordam um tema comum: o espancamento de cidadãos, já que a polícia, a justiça e o estado não cumprem seus papéis. Os autores dos textos apresentam opiniões totalmente divergentes do assunto.
A charge e o texto abordam assuntos distintos e ênfases diferenciadas, porém, há uma intertextualidade explícita entre eles.
A charge e o texto não abordam o mesmo tema, pois o tema da charge é “Justiça com as próprias mãos” e o do artigo de Pondé é “Hobbes nas ruas”.
Ambos os textos abordam um tema comum: cidadãos fazendo justiça com as próprias mãos, havendo, portanto, uma intertextualidade entre eles. Além disso, é possível equiparar a opinião dos dois autores fazendo algumas ressalvas.
Essa charge de Laerte poderia servir de ilustração para a seguinte ideia do texto:
O nosso sistema educacional não foi totalmente reprovado.
Sob certos aspectos, nosso desempenho foi medíocre.
O Brasil foi o país que mais avançou em matemática.
Nosso problema não é de quantidade, mas de qualidade.
Devemos investir mais em professores.
Observe a charge de Jean Galvão.

(Folha de S.Paulo, 12.01.2014, http://zip.net/btmfqr)
A charge ilustra uma situação de calor
tênue.
exíguo.
comedido.
discreto.
desmesurado.
Assinale a alternativa em que, de acordo com as normas gramaticais, deveria ter sido inserida uma vírgula.
“Olha pai!!”
“De 16 ou 32 gigas?!”
“Tem sensor gravitacional?!”
“Acho que é tablet de caldo de galinha...”
Observe a charge a seguir.

Assinale a afirmativa adequada ao significado da charge acima.
a morte de Mandela foi sentida por todo o mundo.
a morte de Mandela provoca reações diferentes nas pessoas.
brancos e negros choram Mandela por razões diferentes.
as lágrimas dos brancos são fruto da hipocrisia.
África e Europa lamentam a morte de Mandela.

A tira acima, de Luís Fernando Veríssimo, apoia seu tom humorístico na seguinte estratégia:
quebrar a expectativa criada pela primeira frase da tira.
referir-se a um tema sociológico sério por meio do pronome demonstrativo “isso”
indicar uma semelhança metafórica entre a vida humana e a das cobras.
simular uma oposição numa situação em que os personagens concordam.
criar um personagem caracterizado pela expressão de obviedades.

O texto não-verbal do chargista, cartunista e ilustrador Duke ironiza
a espetacularização da pobreza no Brasil, que é usada pelos grandes veículos de imprensa para denunciar a desigualdade social.
a alienação das camadas populares, que se mantêm conformadas à situação de desigualdade social existente no Brasil.
a acomodação gerada pelos programas de transmissão de renda, que não estimulam a busca por trabalho remunerado.
a valorização do trabalho intelectual, que é dinamizado pelas novas mídias e aplicativos digitais.
a popularização dos autorretratos, que são registrados por aparatos digitais móveis e publicados em redes sociais.
Analisando a charge e o texto, está incorreto afirmar que:
De uma forma geral, a charge faz uso da conotação e o texto de Pondé, da denotação.
Os animais são usados na charge para simbolizar o momento de selvageria, irracionalidade, o instinto e o impulso que tomam conta dos cidadãos que agem sem pensar e violentamente agridem os supostos condenados fazendo justiça coma as próprias mãos.
Tanto a charge como o texto de Pondé condenam a prática recente na sociedade brasileira de intolerância e violência nas ruas que têm chocado o país.
Não há uma relação coerente entre o título do texto de Pondé e sua opinião, assim como na charge não há uma relação semântica clara na repetição desnecessária do substantivo “mãos”.
Leia o texto a seguir.
Na frase “vou me divertir pra caramba, enquanto você fica aí sentado, bocejando e desejando estar...”, o uso das reticências sugere a:
Supressão de um texto;
Interrupção de um pensamento;
Transmissão de emoção e subjetividade;
Indicação de surpresa.
Observe a charge a seguir:

Segundo a visão da chargista, a escola do futuro:
não vai contar com alunos.
vai ministrar cursos presenciais.
vai perder a relação pessoal professor‐aluno.
vai se utilizar corretamente da tecnologia.
poderá dispensar a atividade do professor.
A análise da fala do pai só não permite concluir que:
apresenta um vocábulo paroxítono.
ocorre pontuação enfática.
se percebe um termo determinante.
ocorre um encontro consonantal.
Assinale a afirmativa que não está de acordo com as palavras e imagens da charge acima.
O fato de a imagem apresentar todo o Brasil, generaliza a ocorrência de tragédias.
O título “previsões” dado à charge, é confirmado na utilização das formas de futuro do presente do indicativo.
O segundo e o terceiro balões apresentam declarações dos políticos em ordem cronológica.
A imagem da charge se relaciona com as imagens das “garotas do tempo” de noticiários televisivos.
A utilização do demonstrativo “Nesta”, logo ao início da fala, se justifica pela proximidade entre repórter e imagem.
Para o entendimento da charge, é indispensável que o leitor
demonstre sensibilidade.
mostre criatividade.
esteja atualizado.
seja inteligente.
tenha perspicácia
A palavra “chefe”, presente na charge, exerce a função sintática de:
sujeito
aposto
predicativo
vocativo
Analise as informações dadas a respeito da charge:
I – O humor da charge decorre da quebra de expectativa do leitor, pois ao ler a expressão coloquial: “você vai ver o que é bom pra tosse”, espera-se que o personagem bata no garoto.
II – A ambiguidade presente na expressão “você vai ver o que é bom pra tosse” é intencional, isto é, constitui um recurso de estilo e não um vício de linguagem.
III – A ambiguidade presente na expressão “você vai ver o que é bom pra tosse”, embora seja um dos elementos responsáveis pelo humor, ainda assim constitui um vício de linguagem, pois não importa o contexto, deve-se usar sempre o vocabulário adequado, evitando ambiguidades.
IV – O uso do vocativo “Aê, maluco!” constitui uma forma de expressão usada na linguagem informal e também pode contribuir para a expectativa de que haverá uma agressão.
V – O uso do sujeito “Aê, maluco!” constitui uma gíria condenada em situações formais e constitui um indício de agressão.
Estão corretas apenas as afirmativas feitas em:
I, II e IV
I, III e IV
III e V
I, II e V.