Questões de Concurso sobre Coesão e coerência

 
 
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Leia o trecho a seguir:


“Digam ao povo brasileiro que meu sonho era ser escritora, mas eu não tinha dinheiro para pagar uma editora.”


Se quisermos manter a coesão e a coerência textuais do período acima, NÃO podemos substituir a palavra em destaque por:


A

entretanto.


B

porém.


C

contudo.


D

porque.


E

todavia.

O autor emprega a expressão “De resto” (l.17) para se referir a outros homens além dos “maridos que matavam as esposas adúlteras” (l. 15 e 16) e dos “noivos que matam as ex-noivas” (l.16).

C
Certo

E
Errado

A COESÃO E A ORGANIZAÇÃO DA SUPERFÍCIE DO TEXTO


No exercício comum da linguagem, como nos demais domínios da experiência, o conceito de coesão, de uma forma geral, aplica-se aos dispositivos utilizados pelas pessoas para ligar e pôr em relação os diversos segmentos com que pretendem construir suas unidades de comunicação. Tais dispositivos ganham maior relevância quando a unidade em construção é o texto, pois é aí que as articulações assumem maior complexidade operacional e de função.

Frequentemente, tem-se feito referência às habilidades dos falantes para distinguirem entre uma sequência aleatória de palavras e um texto. Parece inteiramente razoável admitir que, mesmo intuitivamente, tal discernimento tem em conta a forma como os elementos linguísticos se dispõem e se organizam na superfície do texto. Ou seja, distingue-se um texto de um não-texto, também, pela sequência que as palavras assumem.

É verdade que um texto não se faz unicamente com palavras. Ou seja, um texto requer mais que o aparato linguístico perceptível. O sentido global que veicula ultrapassa as unidades que assentam sobre sua superfície. Contudo, é verdade que um texto se faz também com palavras que se acomodam na linearidade sequencial do tempo ou do papel e que demandam padrões específicos de organização, de maneira a poderem recobrar estatuto de funcionalidade.


(Trecho de: ANTUNES, Irandé. A coesão como propriedade textual: bases para o ensino do texto. In: Calidoscópio. Vol. 7, n. 1, p. 62-71, jan/abr 2009)


Com base no texto 'A COESÃO E A ORGANIZAÇÃO DA SUPERFÍCIE DO TEXTO', leia as afirmativas a seguir:


I. A palavra “aí” ganha, no texto, um estatuto de marcador temporal.

II. No quarto período do texto, há uma sequência de modalizadores que acentuam a explicitação de um ponto de vista.

III. O texto aborda a temática da crise econômica decorrente da redução das exportações.


Marque a alternativa CORRETA:


A

Nenhuma afirmativa está correta.


B

Apenas uma afirmativa está correta.


C

Apenas duas afirmativas estão corretas.


D

Todas as afirmativas estão corretas.

"Hoje a pátria é a vida e a Terra ameaçadas. Temos que fazer tudo para salvá-las."


Ao ligar as duas orações destacadas com um conectivo, a relação semântica original está mantida na seguinte opção:


A

Hoje a pátria é a vida e a Terra ameaçadas, logo, temos que fazer tudo para salvá-las.


B

Hoje a pátria é a vida e a Terra ameaçadas, no entanto, temos que fazer tudo para salvá-las.


C

Hoje a pátria é a vida e a Terra ameaçadas, contudo temos que fazer tudo para salvá-las.


D

Hoje a pátria é a vida e a Terra ameaçadas e temos que fazer tudo para salvá-las.


E

Hoje a pátria é a vida e a Terra ameaçadas, pois temos que fazer tudo para salvá-las.

Observe as duas frases:


O diabo cuspiu no olho do apagador de vulcões. O apagador de vulcões ficou zarolho.


Elas foram corretamente unidas em:


A

O diabo cuspiu no olho do apagador de vulcões, onde ficou zarolho.


B

O diabo cuspiu no olho aonde o apagador de vulcões ficou zarolho.


C

O apagador de vulcões, em cujo olho o diabo cuspiu no olho, ficou zarolho.


D

O apagador de vulcões, cujo o diabo cuspiu no olho, ficou zarolho.


E

O apagador de vulcões ficou zarolho no olho o qual o diabo cuspiu.

Considerando-se o contexto e a construção do texto, observa-se que


A

a expressão como também sua equipara a experiência de Hobsbawm à dos jovens do final do século.


B

a objetividade de um historiador não exclui toda e qualquer valoração subjetiva, como no caso do emprego do adjetivo lúgubres, aplicado a fenômenos.


C

os travessões empregados no fragmento citado têm por função enfatizar uma contradição nos argumentos levantados pelo próprio autor.


D

o termo Longevo, no início de um período do primeiro parágrafo, deve ser entendido como equivalente a Para ter vida longa.


E

o elemento Por isso, iniciando o período final do fragmento, refere-se à perda de importância sofrida pelos historiadores contemporâneos.

A expressão ‘esta tecnologia’ (l.17) é retomada no parágrafo pelos seguintes mecanismos:

I. Pronome oblíquo a, nas linhas 18 e 19.

II. Pronome pessoal reto ela (l.22).

III. Pronomes possessivos Sua (l.21) e seu (l.23), que indicam a posse em relação aos termos que acompanham.

IV. Pela reiteração lexical na linha 20.

V. Pela elipse do sujeito da forma verbal utilizar (l.18).

Quais estão corretos?


A
Apenas I e II.

B
Apenas III, IV e V.

C
Apenas I, II, III e IV.

D
Apenas II, III, IV e V.

E
I, II, III, IV e V.

No que diz respeito à pontuação, estariam preservadas a correção gramatical e a coerência do texto caso


A

fosse inserida uma vírgula imediatamente após a forma verbal "implica" (linha 5).


B

a vírgula após "necessidade" (linha 16) fosse substituída por ponto, feito o devido ajuste de maiúscula e minúscula no novo período.


C

fosse inserida uma vírgula imediatamente após o termo "inalterados" (linha 20).


D

fosse suprimida a vírgula após o termo "informação" (linha 21).


E

fossem suprimidas as vírgulas que isolam o termo "principalmente" (linha 22).

Texto CB1A3-I

1 Sentado na salinha da rua de São Bernardo, Chico

Bento conversava com Conceição e a avó sobre o futuro, o seu

incerto futuro que a perversidade de uma seca entregara aos

4 azares da estrada e à promiscuidade miserável dum

abarracamento de flagelados.

Tristemente contou toda a fome sofrida e as

7 consequentes misérias.

A morte de Josias, afilhado do compadre Luís

Bezerra, delegado do Acarape, que lhes tinha valido num dia

10 bem desgraçado! — a morte do Josias, naquela velha casa de

farinha, deitado junto de uma trave de aviamento, com a

barriga tão inchada como a de alguns paroaras quando já estão

13 para morrer...

E aquele caso da cabra, em que — Deus me perdoe!

— pela primeira vez tinha botado a mão em cima do alheio...

16 E se saíra tão mal, e o homem o tinha posto até de

sem-vergonha, e ele tão morto, tão sem coragem, que o que fez

foi ficar agachado, aguentando a desgraça...

19 Os olhos da moça se enchiam de água, e

comovidamente dona Inácia levantou os óculos, passando o

lenço pelas pálpebras.

22 O vaqueiro continuou a falar, no mesmo jeito

encolhido, estirando apenas, uma vez ou outra, o braço

mirrado, para vergastar o ar numa imagem de miséria mais

25 aguda, ou de desespero mais pungente...

Depois era a fuga do Pedro, e aquela noite na estrada

em que a mulher, estirada no chão, com o Duquinha de banda,

28 todo o tempo arquejou, variando, sem sentidos, como quem

está para morrer.

E ele de cócoras, junto dela, com os dois outros

31 meninos agarrados nas pernas, não teve forças nem de se

mexer, de caçar um recurso, nem de, ao menos, tentar descobrir

um rancho...

34 Agora, felizmente, estavam menos mal. O de que

carecia era arranjar trabalho; porque a comadre Conceição bem

via que o que davam no Campo mal chegava para os meninos.

37 Conceição concordou:

— Eu sei, eu sei, é uma miséria! Mas você assim,

compadre, tão fraco, lá aguenta um serviço bruto, pesado, que

40 é só o que há para retirante?!

Ele alargou os braços, tristemente:

— A natureza da gente é que nem borracha... Havendo

43 precisão, que jeito? Dá pra tudo...

Rachel de Queiroz. O quinze. Rio de Janeiro: José Olympio, 2012 (com adaptações).

O termo “porque” (l.35), no contexto em que foi empregado, poderia ser suprimido sem prejuízo da correção gramatical do texto.


C

Certo


E

Errado

Cada uma das opções a seguir apresenta uma proposta de reescrita do trecho “Agora os espinhos me arranham o corpo e as tristezas me cortam a alma.” (l. 29 e 30). Assinale a opção em que a reescrita, além de manter o sentido da informação originalmente apresentada, também preserva a correção gramatical, a coesão e a coerência do texto CG1A1AAA.


A

Meu corpo foi a pouco arranhado por espinhos, e minha alma está dilacerada em tristeza.


B

Estou arranhado, espinhos por meu corpo agora; e, ante tristezas cortada minha alma.


C

Agora, em mim, arranha-se o corpo com espinhos; corta-se, pois, minha alma de tristezas.


D

Agora, pelos espinhos é arranhado meu corpo; pelas tristezas, cortada minha alma.


E

O meu corpo, agora arranham-lhe os espinhos; a minha alma, cortam-lhe as tristezas.

   
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