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Do ponto de vista do gênero, o texto é uma
crônica.
lenda.
notícia.
reportagem.
O texto “Discreta Primavera”, de Fernanda Torres, é uma crônica. Assinale a alternativa em que há uma característica desse gênero textual.
Apresenta linguagem formal.
Há predomínio de termos denotativos.
Aborda aspectos da vida social e cotidiana.
Apresenta marcas de objetividade.
Aborda aspectos fictícios.
A crônica é um gênero textual que estabelece uma intensa aproximação com o público, na medida em que contém uma linguagem mais direta e despretensiosa, marcada pelo tempo, em razão do assunto abordado e da curta duração de interesse para o leitor. Nesse texto de despedida, Drummond desenvolve uma rica linha de argumentação na defesa da importância da crônica e dos cronistas para a literatura.
Dos trechos transcritos abaixo, aquele que apresenta linha de argumentação mais fortemente persuasiva a favor da crônica e dos cronistas é:
“Viu tudo isso, ora sorrindo ora zangado, pois a zanga tem seu lugar mesmo nos temperamentos mais aguados.” (§ 6)
"Crônica tem essa vantagem: não obriga ao paletó-e-gravata do editorialista, forçado a definir uma posição correta diante dos grandes problemas;” (§ 7)
“Ele sabe que seu prazo de atuação é limitado: minutos no café da manhã ou à espera do coletivo.” (§ 7)
“O que lhe pedimos é uma espécie de loucura mansa, que desenvolva determinado ponto de vista não ortodoxo e não trivial e desperte em nós a inclinação para o jogo da fantasia, o absurdo e a vadiação de espírito.” (§ 7)
“Uma página bem diagramada causava-lhe prazer estético; a charge, a foto, a reportagem, a legenda bem feitas, o estilo particular de cada diário ou revista eram para ele (e são) motivos de alegria profissional.” (§ 9)
Leia o texto abaixo, de Mário Quintana:
De como não ler um poema
Há tempos me perguntaram umas menininhas, numa dessas pesquisas, quantos diminutivos eu empregara no meu livro A Rua dos Cataventos. Espantadíssimo, disse-lhes que não sabia. Nem tentaria saber, porque poderiam escapar-me alguns na contagem. Que estas estatísticas, aliás, só poderiam ser feitas eficientemente com o auxílio de robôs. Não sei se as menininhas sabiam ao certo o que era um robô. Mas a professora delas, que mandara fazer as perguntas, devia ser um deles.
E mal sabia eu, então, que estava dando um testemunho sobre o estruturalismo – o qual só depois vim a conhecer pelos seus produtos em jornais e revistas. Mas continuo achando que um poema (um verdadeiro poema, quero dizer), sendo algo dramaticamente emocional, não deveria ser entregue à consideração de robôs, que, como todos sabem, são inumanos.
Um robô, quando muito, poderá fazer uma meticulosa autópsia – caso fosse possível autopsiar uma coisa tão viva como é a poesia.
Em todo caso, os estruturalistas não deixam de ter o seu quê de humano...
Nas suas pacientes, afanosas, exaustivas furungações, são exatamente como certas crianças que acabam estripando um boneco para ver onde está a musiquinha.
A partir da leitura do texto, considere as seguintes afirmativas:
I- A crônica tem como referencial as salas de aula e, mais especificamente, as aulas de Língua Portuguesa.
II- O poeta e a professora estavam de acordo sobre a importância dos diminutivos no texto literário.
III- A ironia presente na crônica tem como propósito a comparação entre a criança que estirpa seu boneco e o professor estruturalista.
IV- A sequência substantivo e verbo em autópsia/autopsiar é uma estratégia usada pelo escritor para a obtenção de um efeito sensorial.
Está CORRETO o que se afirma em:
I e II, apenas.
II e IV, apenas.
I e III, apenas.
III e IV, apenas.
Pela leitura do texto, depreende-se que, a partir do acontecimento todo, vivenciado pelo cronista, o fato principal, que mais o impressionou e o levou a escrever a crônica, foi
a refeição simples de uma pequena família pobre, num botequim.
a satisfação da menininha ao comer o bolo de que ela mais gostava.
o capricho com que a mãe veste a filha e ajeita a fita no cabelo.
a dificuldade financeira da família para pagar a refeição festiva.
a pureza do sorriso do pai diante do sucesso da comemoração.
“Foi um namoro tranquilo, macio, sem impaciências, arrebatamentos. Sob a inspiração paterna, ele planificou o romance, de alto a baixo, sem descurar de nenhum detalhe. Antes de mais nada, houve o seguinte acordo:”. Na crônica de Nelson Rodrigues, os termos em destaque podem ser alterados, sem causar alteração no sentido do texto, por:
Planejou e Destoar.
Traçou e Esquecer.
Planou e Descuidar.
Nenhuma das alternativas.
No primeiro parágrafo do texto, o cronista relaciona dois fatos que devem ser entendidos, respectivamente, como sendo:
universal e particular.
positivo e negativo.
emocional e racional.
comum e raro.
A crônica de Walcyr Carrasco aponta que
não é fácil viver sem pai e mãe.
pai é um ser tão frágil quanto o filho.
entender a dor do pai é importante.
ser filho, é ajudar o pai.
a hierarquia familiar deve ser respeitada.
Quanto ao gênero e às características deste texto de Sergio Porto é correto afirmar que ele:
é marcado por tentativa de reflexão crítica e subjetiva, característica do ensaio.
por ser um conto, apresenta uma “complicação, seu desenvolvimento, um clímax e um desfecho.
do lide à impessoalidade, mostra os principais marcadores de uma notícia.
mostra uma descrição minuciosa que compreende certo número de fatos, como uma resenha crítica.
apresenta linguagem simples e coloquial própria da crônica.
Pelas características predominantes do texto, assinale a alternativa que melhor indica seu gênero:
Crônica.
Artigo.
Conto.
Notícia.
Assinale a alternativa que apresenta o gênero a que pertence o texto de apoio.
Relato de experiência.
Crônica reflexiva.
Editorial.
Diário.
Reportagem.
Pelas características predominantes do texto, assinale a alternativa que melhor identifique o seu gênero:
Notícia.
Reportagem.
Resenha.
Crônica.
A necessidade da Interatividade entre a Polícia e a População
Por Archimedes Jose Melo Marques
Em um país em que a sociedade clama por uma segurança pública mais eficaz e mais presente, nota-se que o organismo estatal sente-se impotente e incapaz para debelar sozinho a crescente onda de violência que assola todos os lugares.
A Polícia como figura principal encarregada de manter a ordem pública para a consequente prestação da paz social precisa da conscientização e cooperação de toda a sociedade para alcançar os seus objetivos, entretanto, é fato presente que o povo, na sua maioria, ainda tem a polícia como se fosse então esta instituição a única responsável pelo assolamento da violência no país, a principal responsável pelo recrudescimento da criminalidade, como se fossem então os policiais seres Onipotentes e Onipresentes para estarem em todos os lugares, a todo o momento, a fim de evitar ou descobrir crimes como num passe de mágica.
A violência e o aumento da criminalidade que atingem o povo, atingem também a Polícia, o Governo. Atingem a toda a sociedade. Todos nós estamos na mesma aflição.
A paz é a aspiração e o desejo fundamental de todo ser humano, entretanto, só poderá ser atingida com a ordenação da potencialidade da sociedade e do poder público em torno do ideal comum de uma segurança justa, cooperativa e interativa.
A Lei entrega à Polícia o poder do uso da força. Essa exclusividade da violência legal visa tão somente ajudar a regular as interações sociais. Através desse poder legitimado e da função específica de manter a ordem pública, a sociedade espera da sua Polícia toda a proteção possível e até impossível, entretanto, pouco ou nada faz para ajudá-la.
O estudo das relações humanas constitui uma verdadeira ciência complementada por uma arte, a de se obter e conservar a cooperação e a confiança das partes envolvidas, por isso o presente apelo que visa uma verdadeira interatividade entre a Polícia e a sociedade para melhor se combater a violência e a criminalidade reinante no país.
Durante muito tempo, a sociedade pouco se incomodou com a questão da violência, da criminalidade e tinha a Polícia apenas como um mal necessário quando na verdade é esta valorosa instituição de defesa do cidadão, um bem essencial, um real instrumento da cidadania e da ordem pública. A Polícia é, antes de tudo, a guardiã das Leis Penais e o alicerce da Justiça. Sem a Polícia haveria o caos social absoluto.
O preceito constitucional de que a segurança pública é direito e responsabilidade de todos deve sempre crescer até ganhar apoio da maioria populacional e não apenas de uma parcela da sociedade. Os conselhos de segurança dos Estados, das cidades, dos bairros, dos povoados e as organizações não governamentais devem se fortalecer cada vez mais com a conscientização e a união ampla e irrestrita para ajudar a Polícia na sua árdua missão de combater o crime e resgatar a ordem ferida.
A sociedade brasileira precisa confiar mais na sua Polícia, no seu Ministério Público, na sua Justiça. Precisamos resgatar a confiança do povo nas suas instituições de combate ao crime, perdida através dos tempos.
Na mesma velocidade em que a criminalidade e a violência avançam no nosso país por motivos diversos, o crime organizado ganha forças principalmente com o tráfico de drogas que termina sendo a raiz de todos os outros crimes subsequentes, tais como: sequestros, homicídios, latrocínios, roubos, torturas, corrupções, extorsões, lesões corporais...
Precisamos, além de leis mais rígidas e menos burocráticas, da união de todos os segmentos da sociedade e em especial do poder público para formar uma Polícia verdadeiramente forte trabalhando sempre em interatividade com a população para enfim combatermos a marginalidade com mais presença, combate este que deve ter um maior investimento em ações preventivas para não sobrecarregar as ações repressivas como de fato vem ocorrendo no nosso país.
Assim teremos uma força satisfeita, trabalhando todos como verdadeiros parceiros contra o crime em busca do ideal comum de uma segurança pública mais adequada e constante que a sofrida população brasileira bem merece.
Autor: Archimedes Marques (delegado de Polícia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela UFS) – adaptado da versão disponível em: <https://www.infoescola.com/.../a-necessidade-da-interatividade-entre-apolicia-e-a-pop...>. Acesso em: 05 fev. 2018.
O texto “A necessidade da Interatividade entre a Polícia e a População” quanto ao gênero pode ser classificado como um (a):
Crônica argumentativa.
Notícia.
Editorial.
Artigo de opinião.
Considerando o trecho da crônica, “A música que você mais gosta tocando no rádio do carro. Aumente o volume.”, a autora exprime a necessidade de as pessoas serem mais
pacientes.
intensas.
irresponsáveis.
cínicas.
reflexivas.
No terceiro parágrafo, a expressão "enxergar-se mais nitidamente", no contexto da crônica significa:
ser mais audacioso.
perceber o outro com mais clareza.
conhecer melhor a si mesmo.
reconhecer a importância do desejo.
O fragmento em análise, de Joaquim Ferreira dos Santos, em que há referência a um fato sócio-histórico — a escrita —, apresenta característica marcante do gênero crônica ao:
evocar, de maneira humorística, a realidade escritora, visando informar sobre a escrita no cotidiano, para manter as pessoas informadas.
contar história direcionada na solução de um mistério, construindo os personagens física e psicologicamente e revelando-os pouco a pouco.
dissertar sobre o tema de forma abstrata, evocando imagens e buscando apresentar a ideia de uma coisa por meio de outra.
recriar a realidade, distanciando-a das verdades cotidianas e dos acontecimentos, retratando os personagens em um só tempo e um só espaço.
valer-se de tema do cotidiano como ponto de partida para a construção de texto que recebe tratamento estético.
Na crônica, a linguagem figurada é marca registrada, a fim de dar ao texto ainda mais expressividade. Identifique a alternativa que não exemplifica essa característica do texto:
“Mas isso é coisa que só a Morte ensina.”
“Tremo ao pensar que o jaguar negro possa estar à espreita na próxima esquina.”
“Odeio a ideia de morte repentina, embora todos achem que é a melhor.”
“A Morte me informa sobre o que realmente importa.”
“Curioso que a Morte nada tenha a dizer sobre si mesma.”
Analisando as principais características do texto lido, podemos dizer que seu gênero predominante é:
Conto, porque tem linguagem linear e curta, envolve poucas personagens, que geralmente se movimentam em torno de uma única ação, dada em um só espaço, eixo temático, conflito e clímax.
Notícia, pois possui como característica a linguagem narrativa e descritiva, e seu objetivo é informar um fato ocorrido.
Prosa poética, considerando que se trata de um texto escrito como prosa, mas funcionando como poesia, através da sensibilidade transmitida.
Crônica - uma vez que apresenta uma narrativa informal ligada à vida cotidiana, com, a exposição dos sentimentos e a reflexão sobre o que se passa.
Afirma-se corretamente que o texto trata-se de um(a):
Denúncia.
Artigo de Opinião.
Artigo Científico.
Crônica.
Notícia.
Com saudosismo, a cronista diz que, no tempo em que aprendia a ler, não se preocupava com duas palavrinhas “infernais”: coesão e coerência. E, com ênfase, confirma a necessidade que teve de lidar com esses recursos em aulas de redação no seu estudo posterior. Essa reflexão pode levar o leitor a pensar na importância do domínio da coesão e da coerência na produção de qualquer texto.
Quais explicações, a seguir, são VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F) em respeito a esses recursos linguísticos?
( ) A cronista usa um tema que desaconselha a leitura inquestionavelmente. Todo o texto é construído com frases de sentido literal. Por isso que essa crônica não faz sentido para os leitores do século XXI, pois vivemos em uma época exclusivamente letrada;
( ) Apesar de todo o discurso parecer desaconselhar a leitura, há, pelos menos, uma passagem no texto que conecta o pensamento da cronista ao mundo significativo da leitura;
( ) A cronista mantém um discurso forçosamente radical quanto aos prejuízos da leitura. Mas, dependendo do leitor, é possível identificar ironias em várias partes do texto. Nesse caso, a crônica deixa de ser um discurso contraditório ao mundo da leitura e se transforma numa crítica;
( ) O penúltimo parágrafo da crônica está bem estruturado, porque, principalmente, responde, com boa coesão, a pergunta feita no parágrafo anterior: “Ler para quê?”;
( ) As reticências incluídas nos parágrafos segundo e terceiro deixam as frases incompletas. Isso significa erros de coesão.
Escolha, agora, a opção adequada de cima para baixo:
F, V, V, V, F
F, V, V, V, V
V, V, V, V, F
F, V, V, F, F
F, F, V, V, V