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Com relação à crônica lida, considere as seguintes afirmações:
I. Os clichês na relação entre mãe e filho contribuem para o humor da crônica, como se pode constatar no trecho:
“– Todo mundo tem cachorro, só eu que não tenho. – Você não é todo mundo.”
II. Pode-se afirmar que o principal tema abordado no texto é a volubilidade dos desejos das crianças.
III. O título pode ser considerado irônico, tendo em vista o desfecho da crônica.
Está CORRETO apenas o que se afirma em:
III.
I e II.
Todas estão corretas.
Nenhuma das alternativas.
Lya Luft recorre à “beleza” e à “paciência” para nos fazer refletir sobre a língua e a sociedade. Com base no texto lido, analise as afirmativas a seguir.
I. Esse texto é considerado uma crônica.
II. A autora revela ser uma pessoa conservadora diante da Língua Portuguesa.
III. O trecho “Outro professor, já na faculdade, (...)” (4º§) mostra a passagem do tempo na narrativa.
IV. A palavra “feminicídio” é valorizada e necessária, pois “homicídio” se liga a homem.
V. O emprego das palavras “empoderamento” e “feminicídio” pela sociedade comprovam que a língua é um ser vivo.
Estão corretas apenas as afirmativas
I, III e V.
I, II e III.
II, III e V.
II, III e IV.
De acordo com o texto, é possível considerar a conversa entre as duas vizinhas a primeira crônica. Marque a opção que mais se aproxima dessa interpretação.
A estrutura da conversa entre as duas vizinhas se desenvolveu e deu origem ao gênero crônica.
Após a conversa, as vizinhas escreveram o que haviam conversado, surgindo, assim, a primeira crônica.
Havia um escritor observando as duas vizinhas conversarem e decidiu escrever a primeira crônica.
As vizinhas, que viriam a ser cronistas, tiveram a ideia de desenvolver esse gênero a partir de suas conversas.
O neto das vizinhas, ao ouvir a conversa entre as avós, teve a ideia de escrever o primeiro texto do gênero crônica.
O texto acima é uma crônica, sob forma de um relato pessoal, entremeado, no entanto, de comentários acerca da seguinte questão:
O preconceito racial que existe contra os brasileiros.
A imagem que os estrangeiros têm do Brasil.
A valorização de brasileiros devido à sua profissão.
A desvalorização da mulher como produtora cultural.
A necessidade de os brasileiros saírem do país para terem sucesso.
Leia a crônica abaixo e, em seguida, analise as proposições acerca do seu conteúdo.
O padeiro
Rubem Braga
1 ___ Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer o café e
2 abro a porta do apartamento – mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me
3 lembro de lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”. De
4 resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho
5 noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido
6 conseguirão não sei bem o que do governo.
7 ___ Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim. E enquanto
8 tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando
9 vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não
10 incomodar os moradores, avisava gritando:
11 ___ - Não é ninguém, é o padeiro!
12 ___ Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?
13 ___ “Então você não é ninguém?”
14 ___ Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas
15 vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou
16 outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e
17 ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém, não senhora, é o
18 padeiro”. Assim ficara sabendo que não era ninguém...
19 ___ Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não
20 quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante.
21 Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela
22 madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela
23 oficina – e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o
24 jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.
25 ___ Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante
26 porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem
27 assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho
28 na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele
29 homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!”.
30 E assobiava pelas escadas.
BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas. 27 ed. Rio de Janeiro: Record, 2010.p. 319.
I- A situação criada na crônica, de um personagem – o padeiro – não se incomodar de ser considerado “ninguém”, ou alguém sem importância, é uma forma de o cronista provocar a reflexão sobre o valor que cada pessoa/profissional tem, independentemente de o cargo simbolizar maior ou menor prestígio social.
II- O cronista faz alusão a um diálogo entre dois personagens – o padeiro e a empregada – para esclarecer a origem da expressão “não é ninguém, é o padeiro”, com o propósito central de demonstrar que há discriminação entre pessoas de mesma classe social.
III- A lição de humildade a que o cronista se refere não tem a ver com a negação de que o trabalho envaideça quem o realiza – tanto é que o jornalista se orgulha de ter um texto com a sua assinatura, e não diminui o trabalho do padeiro – mas com o fato de o trabalho não ser norteado pela avaliação que os outros fazem.
IV- A identificação do cronista com o padeiro se dá porque, tal como a profissão de padeiro, a de jornalista que é de grande utilidade para a sociedade, já não tem, nos tempos modernos, tanto destaque, em virtude da ampla divulgação das notícias por meio das redes sociais.
A alternativa que responde CORRETAMENTE é:
III e IV.
I e II.
I e III.
II e III.
I e IV.
O texto lido é uma crônica. Assinale a alternativa em que a definição contraria a justificativa inicial:
Porque se ocupa em relatar e expor determinada pessoa, objeto, lugar ou acontecimento.
Porque é um tipo de texto narrativo curto, geralmente, produzido para meios de comunicação, por exemplo, jornais, revistas, etc.
Porque se encarrega de expor um tema ou assunto por meio de argumentações.
Porque é um tipo de texto que apresenta uma linguagem simples.
Nenhuma das alternativas.
A escritora afirma, no texto, que seu amigo, um pianista famoso, acha graça quando ela usa a palavra “tom”, porque:
Lya Luft faz uma referência inteligente e implícita ao compositor Tom Jobim (1927-1994).
A palavra “tom” pertence ao vocabulário musical e Lya Luft é escritora.
É importante para a autora ter momentos de alegria quando encontra os amigos, e o amigo percebeu isso.
Ele será o primeiro leitor dela, ajudando a indagar sobre a frase expressa ao final do texto (linha 19).
Os dois buscam a mesma coisa: a condenação por estar vivos, mas optam por rir das dificuldades.
Ao tratar do velho relógio de família que está com ele, o cronista considera
a afetividade que manteve com essa lucrativa herança familiar, por conta do luxo que ela representa.
um compartilhamento possível entre sua personalidade humana e o comportamento irregular do relógio herdado.
as diferenças irreparáveis que se estabeleceram entre o funcionamento dos velhos relógios de corda e o dos relógios modernos.
sua nostalgia de um tempo em que as experiências humanas não eram marcadas pela exatidão mecânica dos relógios.
sua aproximação cada vez mais afetiva com esse relógio, devido ao apego crescente aos bons tempos que ele soube marcar.
Todas as informações abaixo podem ser confirmadas pelo texto, EXCETO:
As pessoas são hipócritas, não dizem sempre a verdade.
O cronista começa sempre o filme após o minuto sete, para que os filhos não vejam que a mãe do Nemo morreu.
O cronista não deixa os filhos colocarem o dedo no nariz por receio de ser hipócrita.
O cronista não se importa de ver, diversas vezes, o mesmo filme com o filho.
Por que o autor sugere que um dos melhores modos de começar uma crônica é dizendo “Que calor!”?
A crônica tem origem nas coisas simples e algo tão trivial quanto falar sobre o tempo pode ser tema de uma crônica.
Falar sobre o tempo é muito importante no gênero crônica.
A previsão do tempo é tema essencial da crônica.
O fato do Brasil ser um país tropical é muito discutido em crônicas.
O calor é um dos assuntos mais apreciados por leitores de crônicas.
O texto de Rubem Braga pertence ao gênero crônica. A caracterização do texto acima se dá como crônica porque
I- trata temas do cotidiano com humor sustentando um ponto de vista sem perder a leveza.
II- é um gênero textual vinculado a uma experiência do cotidiano.
III- há uma espécie de leveza na construção do texto, que se exprime na escolha da linguagem e da temática, próprias desse gênero.
IV- utiliza-se da metalinguagem, ou seja, fala sobre si mesma, sobre a sua forma de produção.
Está CORRETO o que se afirma apenas em
I, II, e III.
II e IV.
I, II e IV.
IV.
III e IV.
Diante de sua estrutura, emprego da linguagem e intenção comunicativa, o texto apresentado pertence a qual dos gêneros textuais expostos abaixo:
piada
crônica
notícia
biografia
conto
Pelas características predominantes do texto, assinale a alternativa que melhor identifique o seu gênero:
Resenha.
Artigo.
Relatório.
Crônica.
A crônica de Mário Prata trata principalmente:
das mudanças ocorridas na linguagem no decorrer do tempo.
do vocabulário limitado dos jovens.
da comunicação complexa de alguns grupos sociais.
Nenhuma das alternativas.
Na crônica, a complicação do fato narrado acontece quando
o comprador entra na loja para comprar um alfinete.
os interlocutores não conseguem se entender.
o vendedor pede ao comprador para descrever o objeto.
o comprador esquece o nome do objeto que ele quer comprar.
o vendedor percebe a aflição do cliente em descrever o alfinete.
A crônica de Luiz Garcia fala sobre:
os cuidados que devem ser tomados em relação aos meninos que estão iniciando suas carreiras futebolísticas.
as mazelas vividas por um jogador de futebol durante o final da carreira.
a trajetória de um jogador de futebol bem sucedido.
as dificuldades de administrar o sucesso.
o trabalho árduo de um jogador de futebol.
O texto “Guardar”, de Martha Medeiros, pode ser considerado uma crônica porque:
a autora, na busca por defender seu ponto de vista no que diz respeito à espera, em vão, da “ocasião especial”, utiliza uma linguagem rebuscada, além de uma sintaxe perfeita, assemelhando-se à escrita literária.
a partir de um fato cotidiano, a leitura de um texto anônimo, proveniente das conhecidas correntes da internet, a autora apresenta sua própria visão sobre a espera do momento oportuno.
possui como objetivo principal informar ao leitor sobre a existência de correntes, que circulam na internet, apresentando fatos que comprovem a inutilidade de tais práticas.
diferente de um texto literário, a crônica de Martha Medeiros apresenta elementos típicos de um texto jornalístico, como depoimentos, apresentação de um fato, bem como dos diferentes posicionamentos acerca desse fato e uma linguagem que oscila entre o rebuscamento e a espontaneidade.
O texto “Sangue de barata” trata de assunto comum do cotidiano sobre o qual a autora, de forma leve e bemhumorada, tece reflexões, sendo um exemplo do gênero
Classificados.
Carta.
Notícia.
Crônica.
Na crônica acima o autor
Ironiza práticas contemporâneas de renomear, revalorizar e recontextualizar práticas antigas.
Problematiza o sentido da expressão “politicamente correto”.
Prevê o futuro da televisão.
Analisa como o capitalismo tardio valoriza novos produtos.
“Minha mulher e eu temos o segredo para fazer um casamento durar. Duas vezes por semana, vamos a um ótimo restaurante, com uma comida gostosa, uma boa bebida e um bom companheirismo. Ela vai às terças-feiras e eu, às quintas. Nós também dormimos em camas separadas: a dela é em Fortaleza e a minha, em São Paulo. Eu levo minha mulher a todos os lugares, mas ela sempre acha o caminho de volta. Perguntei a ela onde ela gostaria de ir no nosso aniversário de casamento. ‘Em algum lugar que eu não tenha ido há muito tempo!’, ela disse. Então, sugeri a cozinha. Nós sempre andamos de mãos dadas. Se eu soltar, ela vai às compras! Lembrem-se: o casamento é a causa número 1 para o divórcio. Estatisticamente, 100% dos divórcios começam com o casamento.”
O texto acima, de Luis Fernando Veríssimo, publicado no jornal O Estado de S. Paulo, é uma crônica porque
apresenta informações reais sobre as dificuldades de relacionamento entre duas pessoas, obtidas por meio de entrevistas, com estilo literário.
relata o drama conjugal de maneira clara, objetiva, concisa e sem qualquer juízo de valor.
aborda questões da vida cotidiana nas páginas de um jornal impresso generalista diário com leveza, humor e um toque literário.
discute as relações afetivo-conjugais conforme os estudos mais recentes sobre o casamento.
propõe um debate sobre os relacionamentos humanos para atender às exigências da linha editorial do jornal.