Questões de Concurso sobre Enumeração

 
 
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O sinal de dois-pontos empregado após “duas formas” (primeiro período do terceiro parágrafo do texto CG2A1-I) introduz um(a)


A

citação.


B

conclusão.


C

diálogo.


D

enumeração.


E

concessão.

Mas aqui está o problema: a ciência tem conhecimento dessa correlação entre genes e doenças aplicado a uma população muito restrita. (linhas 23 e 24)


O segmento logo após os dois-pontos, em relação ao trecho anterior, estabelece uma relação de


A

explicação.


B

enumeração.


C

explicitação.


D

especificação.


E

exemplificação.

As vírgulas presentes em “(...) vemos isso em Ana e os lobos, Persona, O silêncio, Gritos e Sussurros, Cenas de um casamento (...)” foram empregadas, pois:


A

trata-se de questão estilística.


B

marcam uma enumeração.


C

separam termos com função de aposto.


D

destacam termos com papéis sintáticos diferentes.


E

isolam vocativos.

O que uma menina de 9 anos tem a nos ensinar sobre propósito?


Encontrar um propósito através do qual se consiga deixar sua marca no mundo ou um sentido para aquilo que se faz todos os dias tornou-se um fenômeno.


Luciana Rodrigues 6 de abril de 2022


Em uma das despretensiosas conversas que tive com a Isadora, minha filha de 9 anos, ela soltou, como quem não quer nada: “Sabia que todo mundo quer ser lembrado?”. Sem entender muito bem como ela tinha chegado a essa conclusão, pedi-lhe para que me contasse um pouco mais sobre essa sua observação.

“Quando eu crescer, quero abrir um café. Acho triste passar pelo mundo sem deixar alguma coisa para as pessoas lembrarem da gente”. Mesmo sem saber ao certo de onde veio essa inspiração repentina, confesso que meu lado mãe-fã-número-um ficou super orgulhoso.

Indo além das paredes do meu apartamento, encontrar um propósito, através do qual se consiga, de fato, deixar sua marca no mundo – como sonha a Isadora –, ou ainda, conseguir um sentido para aquilo que se faz todos os dias, tornou-se um fenômeno que une de tech-nerds do Vale do Silício a profissionais dos mais variados cargos e salários pelo Brasil e o mundo. Obviamente, isso só é possível quando a base da Pirâmide de Maslow (lembra dela?) está muito bem estabelecida.

Nos EUA, existe até um nome para esse movimento: “The Great Resignation” ou “A Grande Demissão”. Segundo o U.S. Department of Labor, só no último mês de fevereiro, 4,4 milhões de americanos deixaram seus empregos formais. Os motivos para esses números vão do desejo de fazer mudanças drásticas na carreira à necessidade de largar a profissão para cuidar de crianças ou parentes idosos. Além de sintomas típicos dos tempos atuais, como o burnout e o sentimento de abismo existente entre o que as pessoas acreditam e os valores do seu empregador.

Os números não afirmam, categoricamente, qual é o principal fator para essa debandada de trabalhadores, mas uma coisa é certa: para milhões de pessoas ao redor do mundo, a pandemia veio para rever suas prioridades. A remuneração deixa de ser o fator decisivo para a permanência em um emprego, ganhando relevância questões que, há poucos anos, ficavam em segundo plano, como modelos híbridos e flexíveis de trabalho, tempo gasto em deslocamentos, equilíbrio maior entre vida pessoal x trabalho, e até mesmo afinidade com o propósito da empresa.

Para Ariana Huffington: “A Grande Demissão na verdade é uma Grande Reavaliação. O que as pessoas estão abandonando é uma cultura de esgotamento e uma definição quebrada de sucesso. Ao deixar seus empregos, as pessoas estão afirmando seu desejo por uma maneira diferente de trabalhar e viver”.

Conheci uma dessas histórias de perto, em um dos encontros mensais que organizo na empresa em que atuo como CEO. A ideia dos bate-papos é trazer novos repertórios para dentro da nossa rotina de trabalho, com convidados que, à primeira vista, não têm nada a ver com o nosso “core-business”, mas que ajudam imensamente a furar a bolha em que vivemos.

Um desses convidados foi uma enfermeira. Uma mulher muito culta, expansiva e encantadora que, no alto dos seus 30 anos, decidiu dar uma guinada em sua vida. Depois de um período sabático pela América Latina, decidiu abandonar uma carreira bem-sucedida na área do entretenimento e estudar enfermagem. Uma profissão com menos perspectivas financeiras, mas completamente alinhada com o seu chamado.

“Para alguns, hospital significa morte. Para mim, é sinônimo de vida”. Essa foi uma das frases ditas por ela que mais me impactou em seu depoimento, e que, por semanas, me fez refletir sobre sua história de coragem e seu olhar transformador.

Mas não espere respostas certas nos momentos certos. Cada um tem seu tempo e suas formas de encontrá-las. Sabemos tão pouco sobre nós. Por isso, investir seu tempo (que também é dinheiro) em coisas que ninguém pode tirar de você, como autoconhecimento, é a decisão mais sábia que você pode tomar. É um processo transformador, que envolve desconforto, mas que vai te colocar numa posição de maior controle das suas emoções.

Não passe uma vida inteira esperando algo que ninguém jamais poderá lhe oferecer.

E, se eu pudesse dar mais uma dica, seria: assim como no mercado financeiro, nunca invista todo seu patrimônio em só um ativo. Não fique esperando que o trabalho supra todas as suas necessidades. Encontre um hobby. Dedique-se a um trabalho voluntário. Seja mentor de um jovem aprendiz. Ou, então, coloque no papel um plano para daqui a 2 anos e persiga-o incansavelmente.

Talvez “A Grande Demissão” seja um movimento coletivo de pessoas querendo encontrar seu verdadeiro propósito aqui na Terra. Ou, talvez, uma oportunidade para que consigam usar suas histórias para dar sentido às próprias vidas. Mas também pode ser apenas o reflexo de dois anos trancados em casa, e o desejo por uma mudança, seja ela qual for.

Na animação da Pixar “Viva – A Vida é uma Festa”, de que aliás, a Isadora é fã, é contada a história do “Dia de Los Muertos”, típica tradição mexicana de celebração aos que se foram. Diz-se que, após a morte de uma pessoa, ela vai para o mundo dos mortos e permanece lá apenas enquanto os vivos ainda se lembrarem dela. Quando for esquecida, aí, sim, será seu verdadeiro fim.

Não posso afirmar que veio daí a inspiração para a reflexão inicial da Isa, mas a conversa, que começou com uma questão existencial, terminou com: “Mamãe, qual é o sentido da vida?”. Dei a última mordida no pão de queijo e respondi: “Isa, que tal fazermos um brigadeiro?”


Luciana Rodrigues é CEO da Grey Brasil, conselheira do board da Junior Achievement, membro do conselho da Iniciativa Empresarial pela Igualdade Racial e do comitê estratégico de presidentes da Amcham.



Vocabulário:

• tech-nerds: estudiosos de tecnologia.

• CEO: diretor executivo.

• core-business: negócios principais.

• burnout: síndrome de esgotamento mental no trabalho.

• hobby: passatempo, atividade para lazer.




RODRIGUES, Luciana. O que uma menina de 9 anos tem a

nos ensinar sobre propósito? Forbes Brasil, 06 de abril de

2022. Colunas. Disponível em:

https://forbes.com.br/coluna/2022/04/luciana-rodrigues-o-

que-uma-menina-de-9-anos-tem-a-nos-ensinar-sobre-

proposito/.


No trecho “Em uma das despretensiosas conversas que tive com a Isadora, minha filha de 9 anos, ela soltou, como quem não quer nada: ‘Sabia que todo mundo quer ser lembrado?’.” (1º parágrafo), as vírgulas foram usadas para isolar a estrutura sublinhada porque ela é


A

um vocativo.


B

um advérbio extenso deslocado.


C

um termo em elipse.


D

um termo em uma enumeração.


E

um aposto explicativo.

O emprego da vírgula delimita uma sequência de enumeração de elementos em:


A

"Há muito tempo que as guerras não se fazem apenas com armas, mas também com marcas." (1 ° parágrafo)


B

"vimos marcas ativamente envolvidas na campanha Vidas Negras Importam, na preservação dos oceanos, na igualdade de gênero etc." (3° parágrafo)


C

"Os consumidores, pelo seu lado, alistam-se num exército planetário contra o consumo dessas marcas" (5° parágrafo)


D

"Em Portugal destaco, entre outras igualmente meritórias, aquela em que estou envolvido, que é a WeHelpUkrain.org." (7 ° parágafo)

Observe o uso do sinal de dois pontos na sentença: “Os cometas são formados por três partes: cabeleira, cauda e núcleo”. Assinale a alternativa que justifique seu uso.


A

É usado para finalizar uma declaração simples ou compostas, mas deve ter o sentido completo.


B

É sempre usado para separar orações coordenadas de sentidos contrários.


C

Só pode ser usado para expressão de admiração, espanto ou surpresa.


D

É empregado antes de uma enumeração de termos.

Estaria mantida a correção gramatical do texto caso fosse inserida uma vírgula após o termo “trabalho” (linha 6), que constitui parte de um dos elementos de uma enumeração.


C

Certo


E

Errado

Pelos sentidos do texto CB1A1, entende-se que o sinal de dois pontos, no segundo parágrafo, introduz


A

um conjunto de fatos que explicam o risco de doenças causadas pelo sedentarismo.


B

dados de pesquisas que comprovam a ocorrência de doenças provenientes de hábitos prejudiciais à saúde.


C

uma série de exemplos, coordenados em enumeração, dos benefícios da atividade física para a saúde humana.


D

as várias causas de doenças crônicas associadas a aspectos físicos e mentais do organismo humano.

Em “Explicar, a mim, como é Alejandra, Bruno ponderou, como é seu rosto, como são as dobras de sua boca.”, ao considerar a estrutura sintática e o emprego das vírgulas, é correto afirmar que:


A

as quatro últimas vírgulas caracterizam a construção de uma enumeração que diminui o ritmo do texto.


B

“a mim” explicita redundância no texto, o que justifica seu emprego entre vírgulas denotando seu papel acessório.


C

a oração intercalada “Bruno ponderou” cumpre papel acessório e revela a intervenção do próprio personagem.


D

a expressão “a mim”, entre vírgulas, é um complemento verbal realçado por sua disposição no período.


E

as construções introduzidas pela conjunção “como” aproximam-se semanticamente, mas exercem funções sintáticas distintas.

Leia as afirmações relativas ao emprego de vírgulas no texto.


I - O emprego da vírgula da linha 07 se justifica porque houve mudança de sujeito entre as orações.

II - A vírgula da linha 12 marca a presença de um vocativo.

III - As vírgulas da linha 20 marcam uma enumeração.

IV - A primeira vírgula da linha 23 marca a antecipação de uma oração adverbial.

Das afirmações acima, qual(is) está(ão) correta(s)?


A

Apenas a I.


B

Apenas II e III.


C

Apenas a III.


D

Apenas a IV.


E

Apenas I, III e IV.

Considere o seguinte trecho: "Os cientistas já alertaram que O aquecimento global pode desencadear os chamados pontos de não retormo, ou tipping points, pontos críticos a partir dos quais as mudanças em um sistema podem ser abruptas e irreversíveis''. O uso das virgulas, no trecho grifado e no contexto em que se apresentam, Justifica-se por tratar-se de:


A

um período intercalado.


B

uma enumeração.


C

uma explicação.


D

separação do sujeito e do predicado.

Em “A família, a escola, os outros, todos elegem [...]” (1º§) pode-se observar que, após a enumeração, ocorre:


A

A avaliação da informação anterior.


B

O esclarecimento dos termos antecedentes.


C

A particularização de uma referência genérica.


D

O resumo numa só palavra de vários termos da oração.

No trecho “...a proposta quer proibir o uso de radares móveis, estáticos e fixos nas rodovias estaduais.”, a vírgula está correta, pois é utilizada para:


A

omitir um termo.


B

separar um aposto.


C

separar um vocativo.


D

intercalar uma explicação.


E

enumerar palavras de mesma função sintática.

No segundo parágrafo do texto, o antropólogo Juliano Spyer enumera algumas características dos jovens que tinham acesso à internet nos anos 1990, tal enumeração demonstra:


A

Exposição de um preconceito.


B

Visão da sociedade tradicional.


C

Constatação de um estereótipo.


D

Formação de um conceito social.

O emprego das vírgulas após “Sírio‐Libanês” (linha 39), “São Paulo” (linha 39) e “País” (linha 40) justifica‐se por separar termos de uma enumeração.


C

Certo


E

Errado

Os primeiros habitantes desse Estado faziam parte de dois grupos: os tupis e os jês. (1° parágrafo)


Os dois-pontos no trecho acima introduzem duas noções, simultaneamente, denominadas


A

enumeração e exemplificação.


B

enumeração e justificativa.


C

exemplificação e justificativa.


D

explicação e exclusão.


E

exclusão e enumeração.

Nos três primeiros versos, as vírgulas foram usadas para:


A

indicar uma sequência infinita de termos.


B

separar elementos de uma enumeração.


C

marcar uma pausa longa entre as palavras.


D

enumerar termos de classes gramaticais distintas.

Em “O tumulto que se cria, às vezes, é desnecessário.”, as vírgulas foram usadas para isolar:


A

O adjunto adverbial deslocado.


B

O aposto.


C

O vocativo.


D

Uma enumeração.

Todas as seguintes técnicas, com as finalidades indicadas, são usadas pelo autor na estruturação de seu texto, EXCETO:


A

Comparação, para demonstrar a forma como nos comportamos.


B

Contraste, em algumas partes, para realçar as diferenças entre o que se quer e o que o se faz.


C

Enumeração, para hierarquizar os caminhos para se obter a liberdade.


D

Exemplificação, para ilustrar e explicar pontos de vista.

No sexto e sétimo parágrafos, foram priorizados, respectivamente, os seguintes recursos argumentativos.


A

citação e argumento de autoridade.


B

enumeração e citação.


C

relação de causa-consequência e argumento de autoridade.


D

exemplo e alusão a um fato histórico.


E

citação e comparação.

   
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