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Carlos Drummond de Andrade foi um dos maiores poetas modernistas brasileiros. É considerado um dos melhores poetas de todos os tempos. Leia abaixo um de seus poemas e assinale a alternativa que melhor evidência a intenção do autor.

O passado e o futuro não podem conduzir a nossa existência. O presente deve ser vivido intensamente.
As pessoas só alcançam seus objetivos quando caminham de mãos dadas.
O isolamento faz as pessoas sofrerem. Por isso, é preciso caminhar sempre com as pessoas que estão ao nosso lado.
O poeta não quer ser mais poeta nem cantor. Ele quer ser um andarilho.
Machado de Assis, em seu texto, adota uma textualidade que oscila entre modos mais figurativos (com dominância de recursos narrativos e descritivos) e modos mais temáticos (com presença de recursos avaliativos e expositivos).
Na segunda metade do século XIX, o Brasil encontra-se em crise. A decadência da economia açucareira e o germinar da ruptura do regime escravocrata abalam as bases que sustentavam a ideologia romântica. É nesse contexto que surgem narrativas que revelam criticamente as mazelas da sociedade do Segundo Império. A respeito das obras e das características literárias que irão vigorar no Brasil nesse momento, assinale a alternativa correta.
São representantes dessa mesma fase os romances machadianos: A mão e a Luva, Esaú e Jacó e Dom Casmurro.
O homem, colocado no centro do romance realista, é analisado e explorado em sua conformação biológica, o que acontece exemplarmente em Quincas Borba.
Machado de Assis, na prosa, e Castro Alves, na poesia, aproximam-se no tratamento dado às denúncias em relação à exploração dos escravos, a partir de uma concepção ficcional, pautada na subjetividade das emoções.
Sob a ótica da razão e da objetividade, o narrador em Memórias Póstumas de Brás Cubas torna-se isento com relação à matéria narrada. Cabe ao leitor chegar às suas próprias conclusões.
Machado de Assis opta por narradores que estão em primeira pessoa ou oscilam entre a primeira e a terceira pessoa, revelando a crise de personagens da burguesia e, consequentemente, as incongruências daqueles que até então figuravam como exemplares de cidadãos acima de qualquer suspeita.
Gregório de Matos, um dos primeiros grandes poetas do Brasil, atinge grande repercussão, principalmente quando aborda questões locais por meio de sátiras afiadas que lhe renderam o apelido de Boca do Inferno. No poema As cousas do mundo, percebe-se
abandono dos conflitos barrocos e adesão a uma postura alienada e jocosa de valorização da irreverência.
forma poética habilmente estruturada por meio de inversões sintáticas em versos decassílabos, organizados em esquemas rítmicos interpolados e mistos.
uso metafórico dos vocábulos “flor” e “tulipa”, para denunciar, por meio de imagens da natureza, a efemeridade da vida humana.
tom agressivo e petulante, que revela o despeito, presente em acusações descontextualizadas, uma vez que o autor não demonstrou consciência alguma acerca do contexto da época.
construção poética clássica, com valorização da imagem da musa como representante da nobreza e da beleza que atravessa todas as épocas.
A partir da reflexão teórica proposta por Tânia Carvalhal no texto VIII e considerando a leitura dos textos VI e VII, assinale a alternativa correta.
É pertinente adotar a comparação como método analítico para mostrar ao leitor, por exemplo, que a literatura, em vários momentos da história, revela, por meio de recursos poéticos, problemas sociais, criando um espaço para a reflexão crítica.
Ao aplicar o método de análise comparada aos textos VI e VII, concluir-se-ia um trabalho de cotejamento pontual entre formas poéticas distintas, em contextos distintos. Ou seja, Gregório de Matos escreveu a respeito da sociedade brasileira do século XVII e Ferreira Gullar a respeito da sociedade brasileira do século XX.
A análise comparada, como método de estudo da produção literária, deve ater-se a níveis de estudo mais elaborados, como é o caso da educação superior. Não se deve propor nenhum tipo de estudo literário comparativo para estudantes da educação básica.
Analisando comparativamente os textos VI e VII, percebe-se que o texto VII é mais bem elaborado que o texto VI, pois seu autor demonstrou preocupação com aspectos formais; já o autor do texto VI não atentou para as questões relacionadas à forma do fazer poético.
Seria um equívoco submeter a leitura dos textos VI e VII a uma metodologia de análise comparada, visto que eles encontram-se em contextos históricos muito distantes e incomparáveis entre si.
Assinale a opção correta acerca da literatura brasileira.
Em seus romances, Clarice Lispector serviu-se do monólogo interior e do fluxo de consciência, em detrimento do enredo, para traduzir seu mergulho visceral na vida introspectiva.
Érico Veríssimo, com a saga O tempo e o vento, inaugura a epopeia regional da floresta amazônica e da vida dos ribeirinhos no norte brasileiro.
Em Grande sertão veredas, de Guimarães Rosa, destacam-se os problemas dos retirantes nordestinos expulsos de suas terras pela seca e pela falta de trabalho.
A tradição de romances regionalistas é inaugurada com a obra Fogo morto, de José Lins do Rego, cuja temática consiste na grande seca de 1915, ocorrida no nordeste brasileiro.
Nesse fragmento crítico, Antonio Candido defende a ideia de que a interpretação literária
deve estabelecer uma clara hierarquia entre as abordagens sociológica, psicológica e linguística, de modo a ressaltar a relevância de cada uma.
deve considerar a estruturação da obra, de modo que todo elemento constitutivo desta seja reconhecido na sua relação com o sentido do conjunto.
pode se fazer a partir do sociologismo crítico, desde que este seja de fato capaz de indicar os fatores sociais a que a obra deve sua existência e seu sentido.
pode dispensar qualquer perspectiva definida, uma vez que a compreensão do fenômeno literário implica o livre ponto de vista de cada leitor.
deve constituir-se com base no que a própria obra já contenha como compromisso central, seja este de natureza sociológica, psicológica ou linguística.
De acordo com as Orientações Curriculares para o Ensino Médio (OCEM), no capítulo “Conhecimentos de Literatura”, o professor poderá criar condições para que o aluno chegue à fruição estética, quando propicia
a comparação de autores do cânone com os autores de best-sellers.
a atividade da leitura literária coletiva de gêneros literários diversos.
a leitura individual, silenciosa, concentrada e reflexiva.
o estudo de autores mais ilustres e as características dos estilos de cada época.
Há quem ainda hoje considere o teatro essencialmente como um veículo da literatura dramática, espécie de instrumento de divulgação a serviço do texto literário, como o livro é veículo de romances e o jornal, de notícias. A respeito da relação entre recursos expressivos e intenções do enunciador, deve-se notar na frase acima transcrita, por meio
da expressão veículo da literatura dramática, a alusão à mobilidade das teorias sobre o teatro, que para Rosenfeld são e serão sempre instáveis.
de uma comparação (como o livro é...), a equiparação feita entre o teatro, de um lado, e os romances e o jornal, de outro, do ponto de vista da divulgação de ideias.
da expressão pejorativa espécie de instrumento, um modo indireto de indicar o desprezo do crítico pelo texto literário enquanto tal.
da utilização de ainda hoje, a sugestão de que a visão do teatro como veículo da literatura dramática está ultrapassada, a despeito de seus defensores.
do segmento inicial Há quem (...) considere, o propósito de se referir a um determinado crítico teatral, mesmo sem nomeálo diretamente.
Levando-se em conta a obra romanesca de Graciliano Ramos, a exemplo de São Bernardo, e a obra romanesca de José Saramago, a exemplo de O dia da morte de Ricardo Reis, embora seja aquele um romancista brasileiro do Modernismo e seja este um romancista português atual, suas obras se aproximam quanto
Quanto à Literatura Brasileira, assinale a alternativa correta.
Os escritores românticos, contrários aos árcades, buscavam uma forma mais objetiva de descrever a realidade, revelando os costumes, as relações sociais, a crise das instituições etc.
O racionalismo é uma característica presente tanto no Arcadismo, quanto no Realismo, em contraposição ao Barroco e ao Romantismo, respectivamente.
A publicação de O Cortiço, de Aluísio Azevedo, em 1881, marca oficialmente o início do Realismo no Brasil.
A linguagem objetiva, a perfeição formal e o universalismo são características presentes na poesia barroca.
Amor, solidão, pátria, índio, medievalismo são temas igualmente presentes na poesia épica de Gonçalves Dias e Castro Alves.
Leia o texto a seguir.
“É um Livro de Poesias escritas segundo as impressões dos lugares; ora assentado entre as ruínas da antiga Roma, meditando sobre a sorte dos impérios; ora no cimo dos Alpes, a imaginação vagando no infinito como um átomo no espaço, ora na gótica catedral, admirando a grandeza de Deus, e os prodígios do Cristianismo; ora entre os ciprestes que espalham sua sombra sobre túmulos; ora enfim refletindo sobre a sorte da Pátria, sobre as paixões dos homens, sobre o nada da vida. São poesias de um peregrino, variadas como as cenas da Natureza, diversas como as fases da vida, mas que se harmonizam pela unidade do pensamento, e se ligam como os anéis de uma cadeia; poesias d'alma, e do coração, e que só pela alma e o coração devem ser julgadas.”
(MAGALHÃES, Gonçalves de. Lede. Prefácio. In: ____. Suspiros poéticos e saudades. Rio de Janeiro: Livraria de B. L. Guarnier, 1865. p. 9-10.)
O excerto do prefácio ao livro Suspiros poéticos e saudades, de Gonçalves de Magalhães, que é considerado o primeiro livro romântico brasileiro, diverge do modelo romântico de Gonçalves Dias, em I - Juca Pirama, por
Pensando-se numa relação adequada entre os fragmentos, é correto afirmar que
são todos complementares entre si, já que todos consideram absoluta a autonomia estética da obra literária.
os fragmentos I e II estão em oposição: em I, a obra literária é documento de época específica; em II, é expressão universal.
os fragmentos II e III, e apenas eles, lembram a oposição entre os grandes temas românticos e o plano analítico dos realistas.
os fragmentos I e III, e apenas eles, lembram que o sentido de uma obra implica o reconhecimento de suas causas históricas.
são todos complementares entre si, uma vez que tratam da vertente nacionalista em estilos de diferentes épocas.
Os aspectos intrínsecos do texto de Machado de Assis, ligados ao seu conteúdo, são contrapostos aos aspectos extrínsecos de sua narrativa, ligados à forma e ao estilo do texto. Se aqueles ligam-se à banalidade; os outros reforçam a ideia de refinamento.
A metáfora é um recurso bastante utilizado para a criação de imagens poéticas. No poema de Cora Coralina, texto IX, é possível fazer a seguinte relação:
no contexto do poema, “Ajuntando novas pedras” (verso 2) refere-se ao hábito infantil de recolher pedrinhas.
em “Remove pedras e planta roseiras e faz doces” (verso 5), surgem elementos que fazem alusão direta à infância.
em “Esta fonte é para uso de todos os sedentos” (verso 10), a palavra “fonte” pode estar referindo-se à própria literatura.
“Vem a estas páginas” (verso 12) refere-se exatamente ao livro que o leitor tem nas mãos, no momento da leitura.
“aos que têm sede” (verso 14) refere-se a todas as pessoas vitimadas pela seca e que sofrem de alguma mazela social.
Nesse texto, o crítico considera estas duas inclinações da literatura de Guimarães Rosa:
propor novos modelos de estruturação sintática e criar personagens em que se mesclam o grotesco e o patético.
criar palavras, com o fito de expandir nosso léxico, e centralizar em suas histórias pobres figuras de mártires.
inventar palavras que implicam novos conceitos e figurar criaturas num universo ingênuo ou irracional.
propor novos paradigmas de crítica literária e mobilizar um universo de tipos humanos marginalizados.
ilustrar algumas técnicas da vanguarda literária e trazer para o centro da cena seres enigmáticos e intempestivos.
Cultivado no Brasil por Machado de Assis, é uma narrativa voltada para a análise psicológica e crítica da sociedade a partir do comportamento de determinados personagens.
O texto acima refere-se ao romance
sertanejo.
fantástico.
histórico.
realista.
romântico.
Leia os trechos a seguir.
“Que sublime abnegação, minha prima! E, como eu me sentia pequeno e mesquinho à vista desse amor tão nobre!”
(ALENCAR, José de. Cinco minutos. Domínio público: Biblioteca Virtual dos Estudantes/ USP. s/d.).
“Francamente, eu não gosto de gente que venha adivinhando e compondo um livro que está sendo escrito com método. A insistência da leitora em falar de uma só mulher chega a ser impertinente. Suponha que eles deveras gostem de uma só pessoa; não parecerá que eu conto o que a leitora me lembrou, quando a verdade é que eu apenas escrevo o que sucedeu e pode ser confirmado por dezenas de testemunhas? Não, senhora minha, não pus a pena na mão, à espreita do que me viessem sugerindo. Se quer compor o livro, aqui tem a pena, aqui tem o papel, aqui tem um admirador; mas, se quer ler somente, deixe-se estar quieta, vá de linha em linha; dou-lhe que boceje entre dois capítulos, mas espere o resto, tenha confiança no relator destas aventuras.”
(ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó. Domínio público: Fundação Biblioteca Nacional. s/d.)
Ao trazer a presença do leitor para a narrativa, Cinco Minutos (CM) e Esaú e Jacó (EJ) possuem um horizonte de expectativa de recepção diferenciada, porque
CM desenha um leitor ingênuo, envolvido com a intriga e EJ lança o leitor em situação de crítica.
CM emprega uma exclamação que busca concordância e EJ vale-se de um raciocínio complacente.
CM, sendo romântico, pretende conduzir o leitor em uma viagem da imaginação e, EJ, sendo realista, retém o leitor no mundo não-ficcional.
CM interpela o leitor como um modo de retirá-lo da fantasia e, EJ, ao interpelar o leitor, pretende chamálo para dentro da fantasia.
Comparando-se Cinco Minutos (CM) com Esaú e Jacó (EJ), verifica-se que esses romances se diferenciam no modo como tratam do tema amoroso, pois para CM o amor
é sobretudo sentimento e, para EJ, o amor é um mero jogo de racionalidade.
é um modo de sonhar e, para EJ, o amor é uma questão de exclusividade.
não pode tornar-se paixão e, para EJ, o amor é paixão sem controle.
é uma superação de obstáculos e, para EJ, o amor é uma impossibilidade.