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O HÍFEN NO DIVÃ
(1º§) Sempre fui incompreendido. Apesar de ser tão importante fui, muitas vezes, desprezado. Mesmo quando tinha que unir palavras que não poderiam prescindir de mim. Poucas pessoas prestavam atenção às regras. Colocavam-me a seu bel-prazer, achando que estavam até mesmo me fazendo um favor. Isso foi me causando desde um delírio de grandeza até um complexo muito forte de inferioridade. Tentei a indiferença, a prepotência, formas de me proteger. Passei a considerar ignorantes todos aqueles que me desprezavam conscientemente ou não.
(2º§) Minha crise de identidade me levou ao analista. Aliás, pseudo analista. Faço questão de separar essas duas palavras, para mostrar a diferença entre o falso e o legítimo. Não me conformo com a nova ortografia. Estou numa crise existencial ao extremo. Vejo palavras bem à vontade sem a minha presença.
(3º§) Tenho observado pessoas confusas querendo simplesmente me extinguir como fizeram com o trema. Sei que ele foi perdendo importância no nosso país, mas pode se refugiar na Alemanha. Pedi ajuda à reticência, dizendo que ela poderia ser a próxima. Nem me ouviu. Considera-se muito importante, num mundo onde muitos evitam dizer tudo o que pensam. Afirma que é necessária, jamais será extinta, pois existem até mesmo pessoas reticentes, mesmo sem a presença dos três pontos.
(4º§) Tentam simplificar o meu caso, dizendo, muitas vezes, que vale a regra anterior. Como se todos conhecessem e soubessem aplicar regras. Ao invés de simplificar, complicaram tudo. E eu fico vagando entre algumas palavras e querendo permanecer entre outras que não me aceitam mais. O pseudo analista disse que preciso me adaptar. Simplesmente assim. Adaptação. Como se fosse fácil. Pensei que me entenderia, que estaria ao meu lado, lutando por minha posição. Não, acho que está a serviço da Academia Brasileira de Letras.
(5º§) Agora, estou também com mania de perseguição. Completamente perdido. As pessoas evitam palavras antes separadas por mim, por não saberem mais como escrevê-las.
(6º§) Sinto-me abandonado, desprezado, humilhado, vejo palavras deformadas, como: motosserra, autoestima, antirracismo, antissocial, ultrassom. Permaneço entre as cores (azul-marinho, azul-esverdeado, por exemplo), no guarda-roupa (que deprimente), mas não me conformo.
(7º§) Pedi ajuda ao ponto e vírgula para a minha causa. Ele não se importa de não ser bem usado. O acento indicativo de crase simplesmente me ignorou. Tem vários casos e a certeza de que, sendo polêmico, enquanto existirem concursos e vestibulares estará garantido.
(8º§) Preciso encontrar um analista que me entenda, saiba realmente como me sinto. Talvez eu fique morando no seu divã (mesmo que não haja lugar para mim nessa palavra).
(Geni Oliveira - Professora aposentada e escritora.) - (Adaptado)
Sobre os componentes textuais, marque a alternativa INCORRETA.
O (6º§) inicia com verbo de terceira conjugação no pretérito perfeito do modo indicativo e pronome enclítico, enunciando mais descontentamento do hífen, desta vez por abandono, desprezo e humilhação.
No (2º§), há elementos que comprovam que o hífen buscou ajuda de profissional para tratá-lo de algo que mexeu com seu psiquismo.
No (3º§), a voz do texto emite opinião sobre suas próprias observações.
O (4º§) inicia com sujeito indetermina, enquanto o (3º§) inicia com sujeito elíptico, mas que se pode determinar pela desinência verbal de primeira pessoa do singular.
Tanto no (4º§) quanto no (5º§) já se percebe a mudança radical de humor do hífen, podendo-se comprovar pelo uso de pronomes indefinidos.
O sujeito da última oração do texto é indeterminado.
Certo
Errado
Em consideração à sintaxe da oração “nasce-se com sangue”, pode-se afirmar que o seu sujeito:
é elíptico.
está oculto.
é indeterminado.
está subentendido.
O sujeito do verbo Dizem (I.1) é classificado como:
Simples.
Composto.
Desinencial.
Indeterminado.
Inexistente.
O sujeito do verbo trabalhava (l.20) é classificado como:
Simples.
Composto.
Desinencial.
Indeterminado.
Inexistente.
Com base nos seus conhecimentos de análise sintática, assinale a alternativa CORRETA a respeito da tirinha acima:
A fala do tigre Haroldo no primeiro quadrinho, é composta de um predicado nominal, cujo núcleo é "terra".
A fala do menino Calvin no segundo quadrinho, possui sujeito composto por dois núcleos: "a gente" e "alienígenas".
A fala do tigre Haroldo no terceiro quadrinho, possui um sujeito indefinido.
A fala do menino Calvin no primeiro quadrinho é composta de um predicado nominal, cujo núcleo é "mais maneira".
Assinale a alternativa CORRETA com relação à classificação do sujeito das orações a seguir:
Na oração “Os meninos chegaram cedo para o café da manhã”, há um sujeito composto.
Na oração “Nasceu uma nova mulher naquele dia”, há um sujeito simples.
Na oração “Dancei muito na formatura da minha prima”, há um sujeito indeterminado.
Na oração “Naquele país, neva todos os anos”, há um sujeito oculto.
O título do texto é construído a partir do recurso estilístico ao sujeito indeterminado. Podemos afirmar, sem incorrer em erro, que:
A indeterminação do sujeito tem como objetivo poupar o ex-presidente Michel Temer e o presidente Jair Bolsonaro da responsabilidade sobre o vazamento de dados.
O verbo "obrigaram", na terceira pessoa do plural, é, no trecho referido, um exemplo eficaz da força estilística do sujeito indeterminado.
A expressão "já está tudo à venda" tem no pronome "tudo" o núcleo do sujeito indeterminado, pois se trata de pronome indefinido.
Os verbos "prometeram" e "vazaram", no título, remetem a um conjunto amplo de agentes, dos quais apenas alguns estão nomeados no texto da matéria.
A indeterminação do sujeito é uma exigência da norma padrão, pois bancos e corretoras de dados são pessoas jurídicas.
O sujeito do verbo trabalha (/
Simples.
Composto.
Indefinido.
Inexistente.
Oculto.
O emprego da terceira pessoa do plural na forma verbal “pensam” (linha 15) indica que o sujeito da oração é indeterminado, por isso seria correto e coerente sua substituição por se pensa.
Certo
Errado
Assinale a alternativa que apresenta uma oração com sujeito indeterminado.
Quebrou-se a vidraça.
Acredita-se na existência de discos voadores.
Venderam-se carros.
Muitos atletas brasileiros atuam na Europa
Bois, vacas, bezerros andavam misturados.
Analise: “Mas não cuidemos de máscaras.” E assinale a alternativa correta.
O sujeito é simples.
O sujeito é composto.
O sujeito é indeterminado.
O sujeito é oculto.
Na frase: “Nevava intensamente sobre a mais populosa cidade do hemisfério norte”, o SUJEITO é:
(Fonte: https://www.todamateria.com.br/tipos-de-sujeito)
Determinado e simples.
Oculto, implícito ou desinencial.
Indeterminado.
Não existe.
Em Havia um corredor (l.1), tem-se:
Sujeito simples.
Sujeito indeterminado
Sujeito composto
Sujeito desinencial
Oração sem sujeito
No trecho: "Vivemos uma situação totalmente atípica, em que as empresas precisaram se reinventar para gerir os negócios e para manter uma relação próxima com os seus consumidores.", o sujeito é classificado como:
Indeterminado.
Simples.
Composto.
Desinencial.
Qual a classificação do sujeito da oração em destaque no trecho: "E quando alguém briga então se diz: ROMPERAM-SE OS LAÇOS"?
Sujeito Oculto.
Sujeito Simples.
Sujeito Indeterminado.
Sujeito Inexistente.
No trecho "Há um ditado chinês que diz ", o sujeito da primeira oração é classificado como:
Inexistente.
Indeterminado.
Simples.
Oculto.
O sujeito do verbo mandaria (/
Simples.
Composto.
Desinencial.
Indeterminado.
Inexistente.
Sobre a oração Muitas vezes, confundimos amor com dependência (l.27-28), é CORRETO afirmar que o sujeito é:
Desinencial.
Simples.
Composto
Indeterminado.
Inexistente.
Em Sou assim, por vício inato (l. 13), tem-se qual tipo de sujeito?
Simples.
Composto.
Desinencial.
Indeterminado.
Inexistente.