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Ao afirmarem que ser é “o verbo auxiliar típico para a formação da voz passiva analítica” (l.6-7) e “o mais adequado para formar locução verbal com o verbo aprovar” (l.7-8), os autores apresentam argumentos favoráveis ao emprego da expressão ‘É aprovado o texto...’.
A primeira frase do texto 1 encontra-se na voz passiva; a preferência pela construção de voz passiva, nesse caso, permite ao autor do texto:
situar a ação no passado recente;
evitar a identificação do autor da ação;
tornar o texto mais formal;
iniciar a frase por uma circunstância de tempo;
atribuir ao sujeito o papel de agente.
Passando a frase "O trânsito é basicamente composto por motoristas e pedestres." para a voz passiva analítica, encontramos a seguinte forma verbal:
compõe.
compõem.
compunham.
comporiam.
comporia.
Transpondo a frase o diretor estava promovendo seu filme para a voz passiva, obtém-se corretamente o seguinte segmento:
estava sendo promovido.
havia sido promovido.
tinha recebido promoção.
estaria sendo promovido.
fizera a promoção.
"Pequenas amêndoas atestavam o seu esforço, e também elas se preparavam para ganhar coloração dourada, e [...] completado o ciclo, tombar sobre o meio-fio, [...]." (linhas 21-23)
É CORRETO afirmar que, dentre as formas verbais destacadas no período acima
TEXTO 1
HORA DE MUDAR HÁBITOS
Elian Guimarães.
O mundo de hoje é um grande desafio. Para vencer num meio competitivo é preciso ser jovem, não necessariamente de idade, mas de mente, de cabeça. São pessoas dispostas a mudar, a trazer coisas novas e a engajar em novos nichos e mercados. É importante entender que ocorre uma situação sui generis no mercado, em que são percebidos três tipos distintos de consumidor. A geração acima de 45 anos, formada por consumidores dos quais já se conhecem hábitos de compra. São mais tradicionalistas, mas já têm a certeza do que querem e vão comprar.
Há o consumidor geração “X”, na faixa de 25 a 45 anos. É aquele que encontrou um período de transição política e cultural, de inflação alta, novos hábitos e valores. Esse consumidor, que surpreende a todo momento, já está habituado a mudanças e transformações no mercado.
Hoje, há a identificação de novo consumidor, o geração “Y”, de 18 a 25 anos, totalmente diferenciado. Já nasceu num país diferente. É essencialmente tecnológico. Lida desde cedo com computador, foi alfabetizado em idade diferente das outras gerações. É consumidor que exige novos produtos e serviços dentro desse novo mercado. Quando se fala de hábito de consumo é preciso falar do consumidor. São eles que pressionam a criação e concepção de novos serviços e produtos no mercado. E o empreendedor precisa saber a hora de mudar e essas transformações precisam ser percebidas pelo consumidor.
Algumas empresas persistem no modelo do passado e, com isso, vão perdendo mercado. Para não exagerar na dose, o empreendedor precisa acompanhar as tendências do momento. Transformar o pensamento em ideia. Ousar.
(Jornal Estado de Minas, 16/5/2010. Texto adaptado).
TEXTO 2
BRASIL: NEM X, NEM Y. GERAÇÃO XY
A chegada da geração Y ao mundo corporativo americano já suscitou centenas de análises no Brasil sobre os melhores métodos para atrair e reter os talentos dessa safra. Não abriu, contudo, espaço para uma questão essencial e anterior: temos no País realmente contingente significativo de profissionais da geração Y, da mesma maneira característica que há nos EUA? A resposta é não.
Jovens entre 20 e 30 anos com grande potencial de liderança, os Y, são ambiciosos, buscam dedicar-se a projetos que representem suas causas, reconhecimento e evolução rápida na carreira. Ao mesmo tempo, não lidam bem com restrições e se pautam pelo imediatismo: sem resultados palpáveis para seus projetos, tendem a dispersar.
As características têm fundamento na própria formação dos indivíduos Y. Eles contam com um perfil diferenciado frente à média: têm fluência em diversos idiomas, foram educados para desenvolver espírito empreendedor, contam com boa formação escolar e contabilizam períodos de vivência no exterior. São muitos. Nos EUA e em algumas regiões do Brasil.
Marcada por profissionais extremamente pragmáticos, a safra dos X reúne executivos cujas ações são orientadas pelo senso de oportunidade. São ágeis no aprendizado e bons empregados, daquele tipo que, em alguns segmentos, merecem o chamamento de “pé de bois”. Não é à toa. Eles têm como foco construir uma carreira sólida, para isso, dedicam-se ao trabalho e ao crescimento econômico, acumulam riquezas, planejam suas previdências – em grande parte por temer que seu futuro fique à mercê de incertezas econômicas que abalaram a vida daqueles que foram seus exemplos.
Foi em meio à dedicação ao trabalho e ao crescimento econômico dos profissionais da geração X que nasceram os jovens que hoje formam a safra dos Y. Eles são, em muitos casos, os filhos que assistiram aos pais trabalharem demais, sofrer com estresse, dedicar pouco tempo a temas não-corporativos e acumular riquezas para financiar a estabilidade e a elevada qualidade de educação dos herdeiros.
Em resumo, é possível dizer que boa parte da relação dos X com trabalho e dinheiro é o que molda hoje a postura dos Y frente à carreira, assim como o desejo deles por algo atrelado a valores, crenças e mais qualidade de vida.
< Disponível em http://www.usinadoconhecimento.com.br/ | Acesso em 16/05/10 > (Texto adaptado)
Leia, observando o contexto: “O empreendedor acompanha as tendências do momento”. Se passarmos a frase acima para a voz passiva, o verbo ficará na seguinte forma:
São acompanhadas.
Serão acompanhadas.
Foram acompanhadas.
Tinham sido acompanhadas.
"O que temos de alcançar no México é tudo o que deveríamos ter alcançado aqui."
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, as formas sublinhadas devem ser substituídas, na ordem dada, por:
tem de ser alcançado - deveria ter sido alcançado
será alcançado - devia ser alcançado
tinha de ser alcançado - deveria ser alcançado
tem de alcançar-se - deverá alcançar-se
teremos alcançado - devia ser alcançado
Na passagem da voz ativa para a passiva, faltou a necessária correspondência de tempo verbal em:
“Falas de autoridades públicas, de editoriais e até de alguns ambientalistas defenderam esse tipo de energia...” (parágrafo 1) / Esse tipo de energia foi defendido por falas de autoridades públicas, de editoriais e até de alguns ambientalistas.
“... já que não agrava o efeito estufa...” (parágrafo 1) / já que o efeito estufa não foi agravado.
“Para frear o drama ambiental planetário...” (parágrafo 1) / Para ser freado o drama ambiental planetário.
“... para atingirmos o modelo consumista predatório da natureza das nações mais ricas.” (parágrafo 2) / para ser atingido por nós o modelo consumista predatório da natureza das nações mais ricas.
“Essa animação bem construída explica a desastrosa cadeia...” (parágrafo 3) / A desastrosa cadeia é explicada por essa animação bem construída.
Das formas verbais sublinhadas nas frases seguintes, a que se configura como construção própria da voz passiva é:
A consequência é que as cidades estão pagando pelos erros e omissões do passado. (linhas 10-11)
"Nossas cidades são levantadas sobre o alicerce dos 'jeitinhos'." (linha 11)
"Não podemos jogar a culpa somente nos atuais governantes [...]" (linha 13)
"Certamente, governadores e prefeitos precisam fazer seus deveres de casa, [...]" (linha 21)
Analisando o texto 2, apenas uma das opções abaixo é INCORRETA. Aponte-a.
Os termos “o equilíbrio” e “metade desse valor” funcionam como complementos verbais.
“uma das mais célebres do pintor Pablo Picasso” explicita o termo anunciado anteriormente.
“que assistia a uma aula de educação artística para adultos no Museu Metropolitan, em Nova York” é oração com carga adjetiva.
forma verbal “foi rasgada” encontra-se na voz passiva sintética e tem sujeito paciente: “a tela O Ator"
Os termos “no canto inferior da pintura” e “apenas no fim de abril” conferem, respectivamente, circunstâncias espacial e temporal aos verbos a que se referem.
Assinale a alternativa em cujo trecho transcrito há uma estrutura linguística com verbo na voz passiva.
“... a preocupação com a segurança pública é constante.” (l. 01-02).
“... diversas cidades brasileiras adotaram o Toque de Recolher ...” (l. 02-03).
“Apesar de a referida medida parecer benéfica, ...” (l. 03-04).
“... o referido Toque de Recolher está sendo visto com desconfiança ...” (l. 04-05).
“... ela restringe o direito de ir e vir, ...” (l. 07).
Assinale a alternativa ERRADA,
Em “no trabalho, nos espaços públicos das cidades, no trânsito, nos transportes coletivos etc.” as vírgulas separam expressões com mesma função sintática na frase.
Em “Houve muitos candidatos aprovados no último concurso”, a forma verbal sublinhada equivale a Existiram.
Na voz passiva, a frase Vivemos uma época de grandes transformações tem como núcleo verbal são vividas.
As palavras época, há e possível recebem acento gráfico por serem, respectivamente, proparoxítona, monossílaba tônica terminada em a e paroxítona terminada em l.
... alguns animais também foram domesticados. (2º parágrafo)
O verbo que admite transposição para a voz passiva, tal como no exemplo grifado acima, está na frase:
Somos a presença mais recente neste planeta.
... bandos de homens e mulheres corriam pelas savanas ...
... os homens queriam cantar também.
Se o vento assobiava ...
Certamente o som das flautas e dos tambores acompanhava os rituais ...
Assinale a alternativa com frases, respectivamente, na voz ativa e passiva.
Os animais acabam eliminando os homens primitivos mais distraídos./Os homens primitivos mais distraídos os animais acabam eliminando.
A seleção natural favoreceu animais e pessoas./Animais e pessoas favoreceram a seleção natural.
Não podemos simplesmente reprimir a ansiedade./A ansiedade simplesmente não pode nos reprimir.
Os tipos de ansiedade prejudicam o trabalho./O trabalho é prejudicado pelos tipos de ansiedade.
As cidades americanas instituíram um dia para trabalhar as preocupações./Para trabalhar as preocupações, as cidades americanas instituíram um dia.
A frase abaixo que não está na voz passiva é:
"...é amplamente difundida, mesmo pelos letrados";
"...alertas feitos por um centro de sismologia foram apagados...";
"...que depois acabou sendo dizimada";
"As afirmações foram desmentidas,...";
"...as perguntas já tinham voltado a ser inofensivas".
NÃO admite transposição para a voz passiva a frase:
Os adeptos da ética de princípios não se queixam da distância das estrelas.
O uso da camisinha contribui para diminuir a propagação da Aids.
Essa é a única pergunta que o médico fará.
Ele não desviará os seus dos olhos suplicantes daquela mulher.
Vou aplicar a metáfora a uma situação do nosso cotidiano.
Assinale a opção que apresenta oração na voz passiva
[...]o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) distribuiu terras[...]
[...]que grassam no nosso País[...]
[...]Uma investigação da organização ambientalista Greenpeace indica[...]
[...]pode ser prejudicada por uma das maiores pragas[...]
[...]Segundo o jornal britânico The Independent[...] o Incra criou 97 “assentamentos de desenvolvimento sustentável[...]
Transportando os períodos “formara-se um grupo de populares” (linhas 1-2) e “deixou-se o corpo na mesma posição” (linhas 12-13) para a voz passiva analítica, obter-se-ão as seguintes construções verbais, respectivamente.
houvera sido formado – havia sido deixado
fora formado – foi deixado
houvera sido formado – fora deixado
fora formado – tinha sido deixado
foi-se formado – tinha-se deixado
Observe a seguinte frase, do artigo de André Cervinski, (em A UNIÃO: Correio das Artes, 3 e 4/06/2006): “Carlos Pena Filho teria de sacudir a sua geração”. Passando a forma verbal para a voz passiva, teríamos
Carlos Pena Filho teria de ser sacudido pela sua geração.
A geração de Carlos Pena Filho teria de ser sacudida por ele.
A sua geração teria de ser sacudida por Carlos Pena Filho.
Carlos Pena Filho sacudiria a sua geração.
A geração de Carlos Pena Filho seria sacudida.