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Durante a avaliação da atividade elétrica cardíaca, após a identificação da presença ou ausência do ritmo sinusal, pode-se observar alterações relacionadas à geração e/ou à propagação do impulso elétrico no miocárdio. Essas alterações caracterizam o que se denomina:
Bradicardia fisiológica.
Taquicardia ventricular.
Distúrbio hemodinâmico.
Insuficiência cardíaca congestiva.
Arritmia Cardíaca.
Na insuficiência aórtica crônica severa, a sobrecarga volumétrica progressiva do ventrículo esquerdo leva à dilatação cavitária. O sinal clínico periférico clássico caracterizado por pulsação capilar visível na ponta dos dedos à compressão leve do leito ungueal denomina-se sinal de:
Musset.
Quincke.
Traube.
Duroziez.
Corrigan.
Em lactente com cardiopatia congênita cianótica do tipo Tetralogia de Fallot, episódio de hipóxia (“spell”) com agitação e cianose intensa é manejado, inicialmente, com:
posição supina e infusão rápida de solução cristaloide.
posição de agachamento ou flexão de joelhos sobre o tórax e oxigênio.
posição de Trendelemburg e administração de vasodilatador.
decúbito lateral esquerdo e diurético de alça intravenoso.
ventilação não invasiva em pressão positiva contínua apenas.
Na avaliação invasiva das pressões intracavitárias, a análise da curva de pressão atrial direita (AD) permite identificar patologias específicas. A presença de "ondas a em canhão" (cannon a-waves), que refletem a contração atrial contra uma válvula tricúspide fechada, é um marcador hemodinâmico clássico de:
pericardite constritiva.
tamponamento cardíaco.
estenose mitral reumática.
insuficiência tricúspide grave.
dissociação atrioventricular.
A perfusão miocárdica ocorre predominantemente durante a diástole, sendo regulada por fatores metabólicos e mecânicos. Do ponto de vista anatômico, a artéria responsável pela irrigação do nó atrioventricular (NAV) em cerca de 85% a 90% da população (dominância direita) é o ramo da artéria:
circunflexa.
coronária direita.
descendente anterior.
marginal obtusa.
diagonal.
Homem, 59 anos, ex-tabagista por 30 anos, hipertenso e dislipidêmico, sem tratamento adequado por vários anos, com histórico familiar de que o pai e o irmão já haviam infartado, procurou Médico clínico do posto de saúde, por apresentar dor torácica em queimação retro-esternal aos grandes esforços, que melhora em repouso, com duração de 10-15 minutos, há 3 meses. O exame físico era normal e o Eletrocardiograma (ECG) de repouso não apresentava alterações. O clínico solicitou um Teste ergométrico para o paciente. O ECG abaixo representa o traçado obtido no início do segundo estágio do protocolo de Bruce, quando o paciente apresentou dor precordial similar às anteriores, associado à dispneia e queda da pressão arterial sistólica de 10 mmHg.

A partir da análise do caso acima, marque o item que se apresenta como a opção correta quanto à conduta frente ao caso acima:
Tendo em vista os critérios de gravidade observados no Teste Ergométrico, deve-se solicitar cineangiocoronariografia.
Embora o Teste Ergométrico tenha sido positivo, deve-se solicitar cintilografia miocárdica para melhor avaliação de risco.
Deve-se solicitar Angiotomografia coronária, pois não há critérios de gravidade no Teste Ergométrico realizado.
Frente ao Teste Ergométrico positivo, deve-se iniciar tratamento medicamentoso e repetir o exame após 3 meses para avaliação de resposta terapêutica.
Paciente masculino, 48 anos, portador de sobrepeso, sedentário e com histórico familiar de Hipertensão arterial (dois irmãos e o pai), comparece ao consultório para avaliação. Ao exame físico: Pressão Arterial (PA) aferida com técnica adequada, obtendo-se média de três medidas de PA em braço esquerdo (braço de maior PA) de 128X80mmHg; IMC 29 kg/m2 . Resto do exame físico normal. Foi então solicitado exame de Monitorização Arterial da Pressão Arterial (MAPA) para o paciente, que trouxe os seguintes resultados:
1. Metodologia do exame:
- MAPA realizada por 24 horas, com equipamento oscilométrico validado, programado para:
• Vigília: medidas a cada 15 minutos
• Sono: medidas a cada 30 minutos
- Paciente orientado a manter atividades habituais e registrar período de sono.
2. Qualidade do exame:
- Duração total: 24h05min
- Medidas válidas: 92%
- Exame considerado tecnicamente adequado para análise
3. Períodos analisados:
- Vigília: 07h00 às 22h30
- Sono: 22h30 às 07h00
4. Médias de Pressão Arterial:
- 24 horas – PAS 136 e PAD 86 mmHg
- Vigília - PAS 142 e PAD 90 mmHg
- Sono - PAS 128 e PAD 82 mmHg
5. Pressão arterial máxima e mínima:
- PAS máxima: 168 mmHg (vigília)
- PAD máxima: 102 mmHg (vigília)
- PAS mínima: 112 mmHg (sono)
- PAD mínima: 68 mmHg (sono)
6. Ritmo circadiano:
- Queda noturna da PAS: 7%
- Queda noturna da PAD: 6%
Padrão Non-dipper (Descenso fisiológico esperado: ≥10%)
Com relação ao exame de MAPA do paciente acima, assinale a resposta correta quanto ao seu diagnóstico:
Normotensão.
Hipertensão sustentada.
Hipertensão mascarada.
Hipertensão do avental branco.
Sobre as recomendações para anticoagulação pós cardioversão eletrica em pacientes com Fibrilação atrial (FA), marque a resposta correta.
A terapia com antiagregante plaquetário em altas doses, isolada ou em combinação, está indicada para cardioversão de Fibrilação Atrial.
Recomenda-se o uso do anticoagulante por, no mínimo, 4 semanas após a cardioversão em todos os pacientes independente do risco estratificado pelo escore CHA2 DS2 -VA.
O ecocardiograma transesofágico realizado antes da cardioversão elétrica não pode ser recomendado como alternativa possível à anticoagulação oral por 3 semanas previamente ao procedimento.
A cardioversão elétrica em paciente com FA com duração > 24 horas deve ser realizada após anticoagulação por 3 semanas, não havendo necessidade de manter anticoagulação após o procedimento.
Segundo a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial de 2025, marque o item que NÃO compreende indicação de realização de Monitorização Ambulatorial da pressão Arterial (MAPA) e de Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA):
Pessoas com Pressão Arterial < 120/80 mmHg, sem lesão de órgão alvo e com risco cardiovascular intermediário.
Pacientes com medidas de Pressão Arterial de consultório em que se suspeite de Hipertensão Sistólica isolada ou Diastólica isolada.
Pessoas em que se suspeita de Hipertensão Arterial não controlada, de Hipertensão Arterial Resistente e de redução excessiva da pressão.
Pacientes com suspeita de Hipertensão do Avental Branco ou de efeito de mascaramento.
Paciente masculino, 38 anos, obeso e hipertenso, com histórico de quadro de infecção viral de vias aéreas superiores há cerca de 2 semanas, evoluiu com dor torácica retroesternal ventilatório-dependente, de forte intensidade com piora ao deitar-se. Realizou o eletrocardiograma de repouso evidenciado abaixo.

Marque a opção correta, que representa o diagnóstico provável do paciente e um achado de exame físico que pode ser evidenciado em pacientes que apresentam a condição clínica por você apontada:
Pericardite Aguda; Atrito pericárdico.
Insuficiência Cardíaca; Turgência jugular
Doença de Chagas aguda; edema de membros inferiores.
Estenose valvar aórtica; Sopro sistólico ejetivo em foco aórtico.
Em relação à estenose mitral, é INCORRETO afirmar que:
Caracteriza-se por estreitamento do orifício valvar, podendo variar de 4 a 6 cm2 em adultos normais.
A medida da separação das cúspides da valva mitral, medindo a distância entre as extremidades das cúspides nas janelas paraesternal eixo longo e quatro câmaras, não é medida confiável de gravidade da estenose mitral.
Pode ser causada por febre reumática, calcificação do anel mitral, lúpus eritematoso e doença carcinoide.
Em pacientes com estenose importante, principalmente aqueles candidatos à valvoplastia por catéter balão, deve-se sempre descrever o escore ecocardiográfico de Wilkins (escore de Block).
A área valvar mitral deve ser aferida preferencialmente pela planimetria da circunferência interna da valva no plano paraesternal transversal.
Em relação à avaliação da função diastólica ventricular, é correto afirmar que:
O aumento da espessura das paredes em relação à cavidade ventricular (hipertrofia) não eleva a pressão diastólica ventricular.
A pressão diastólica ventricular pode se elevar em decorrência do relaxamento alterado do ventrículo esquerdo, achado comum na maioria das doenças do coração, particularmente na isquemia.
Em aumentos da rigidez miocárdica que associa-se à fibrose miocárdica ou formação de tecido cicatricial, a pressão diastólica ventricular está diminuída.
A disfunção sistólica precede a diastólica na maioria das cardiopatias.
O Doppler ecocardiograma não é usado para avaliar o enchimento do VE ou detectar anormalidades do seu relaxamento e complacência.
Um homem de 55 anos procura a emergência com relato de desconforto torácico. Relata, também, diagnóstico prévio de doença renal crônica, em tratamento conservador. Após avaliação clínica, foi solicitado dosagem de potássio sérica, que teve resultado de 7,0 mEg/L. Nesse contexto, a alteração eletrocardiográfica esperada no ECG consiste em:
onda “T” achatada
encurtamento do “QRS”
apiculamento da onda “P”
prolongamento do intervalo “PR”
nenhuma alteração é esperada nesta situação
O suporte avançado de vida em cardiologia preconiza intervenções rápidas para o restabelecimento da circulação espontânea. Sobre o atendimento em situações críticas, analise as afirmativas a seguir:
I.Na parada cardiorrespiratória em ritmos chocáveis, a desfibrilação precoce associada a compressões torácicas de alta qualidade aumenta as taxas de sobrevida.
II.A abordagem inicial do politraumatizado deve seguir a sequência sistematizada do ABCDE, priorizando a manutenção da via aérea com controle da coluna cervical.
III.Em casos de intoxicação exógena por ingestão de soda cáustica, o médico deve induzir o vômito forçado para garantir a limpeza total da mucosa esofágica.
Está correto o que se afirma em:
III apenas.
I, II e III.
I e II apenas.
II apenas.
Leia o caso a seguir.
Homem, 59 anos, está com tosse seca noturna há cerca de 3 meses, com dispneia aos médios esforços. Às vezes, chega a acordar no meio da noite com falta de ar, estertores crepitantes em bases pulmonares bilateralmente, FC: 122 bpm, PA: 185 x 110 mmHg e a radiografia de tórax evidencia derrame pleural bilateralmente e redistribuição cranial do fluxo venoso, sem outras alterações. Nega febre, dor torácica ou perda ponderal.
Qual o diagnóstico desse paciente?
Tuberculose pulmonar.
Doença pulmonar obstrutiva crônica.
Insuficiência cardíaca.
Pneumonia adquirida na comunidade.
Leia o caso a seguir.
Homem, 67 anos, apresenta, há cerca de 6 meses, dor retroesternal desencadeada por emoções fortes e que demoram pelo menos 20 minutos para passar. A probabilidade pré-teste de essa dor torácica atípica ser uma doença arterial coronariana (DAC) é de 72%.
Qual exame tem a melhor razão de verossimilhança e contribuirá para estabelecer o diagnóstico de DAC?
Eletrocardiograma.
Ecocardiograma com estresse.
Radiografia de tórax.
Teste ergométrico.
Um homem de 70 anos, tabagista, com carga tabágica de 60 maços-ano, portador de DPOC há mais de 15 anos, em oxigenoterapia domiciliar irregular, apresenta edema de membros inferiores de instalação lenta, ganho de peso progressivo, turgência jugular e hepatomegalia congestiva. Nega dor torácica súbita, síncope ou piora abrupta da dispneia. O ecocardiograma evidencia hipertrofia e dilatação do ventrículo direito, com pressão sistólica da artéria pulmonar elevada, sem sinais de disfunção ventricular esquerda. Com base no quadro clínico descrito, qual é o principal mecanismo fisiopatológico responsável pela insuficiência ventricular direita desse paciente?
Aumento agudo da resistência vascular pulmonar por oclusão tromboembólica súbita.
Vasoconstrição pulmonar hipóxica crônica associada a remodelamento da vasculatura pulmonar.
Depressão miocárdica direta do ventrículo direito causada por hipoxemia aguda.
Sobrecarga volumétrica do ventrículo direito secundária à insuficiência tricúspide primária.
Aumento retrógrado da pressão pulmonar por disfunção ventricular esquerda diastólica.
De acordo com a V Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose, um homem de 50 anos, diabético tipo 2, sem outros fatores de risco associados, é estratificado em qual categoria de risco cardiovascular?
Baixo risco.
Risco intermediário.
Alto risco.
Muito alto risco.
Risco indeterminado.
De acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial de 2025, como é classificada a pressão arterial de um adulto que apresenta, em medições de consultório, uma PA de 134/86 mmHg?
Normal.
Pré-hipertensão.
Hipertensão estágio 1.
Hipertensão estágio 2.
Hipertensão do avental branco.
Pulso carotídeo com ascensão lenta (pulsus tardus) e amplitude reduzida (pulsus parvus) associado à presença de sopro sistólico de ejeção irradiado para carótidas indica:
Estenose aórtica.
Insuficiência aórtica.
Prolapso da valva mitral.
Infarto agudo do miocárdio.
Comunicação interventricular.