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O sopro de Still é um tipo de sopro benigno, de característica musical e vibratório e de baixa intensidade, produzido pelo fluxo sanguíneo normal através do coração. Sua intensidade aumenta quando o paciente modifica a postura
de decúbito dorsal para lateral esquerdo.
de sentada para a posição genupeitoral.
de supina para posição sentada.
de decúbito dorsal para lateral direito.
de sentada para posição supina.
Em relação à Síndrome de Hipoplasia do Coração Esquerdo (SHCE), assinale a alternativa INCORRETA.
As crianças com SHCE muitas vezes parecem saudáveis ao nascer, desde que o canal arterial seja amplamente patente.
A atriosseptostomia intraútero não é indicada a pacientes com septos interatriais intactos ou altamente restritivos.
Quando realizada a técnica tradicional para reparo, do ponto de vista anestésico, o tratamento usual aos pacientes submetidos às técnicas de “tórax aberto” envolve alta probabilidade de transfusão de hemocomponentes e provável hipotermia profunda.
É importante lembrar que o oxigênio é um poderoso vasodilatador pulmonar capaz de elevar o fluxo sanguíneo pulmonar excessivamente e provocar inadequação da perfusão sistêmica.
A anestesia geralmente é realizada com opioides a fim de minimizar a depressão do miocárdio.
Pode ser classificada em três subtipos: pericardite constritiva transitória (PCT), pericardite constritiva crônica (PCC) e pericardite constritiva efusiva (PCE).
Certo
Errado
A parada cardiorrespiratória (PCR) é uma condição crítica caracterizada pela interrupção súbita e inesperada da circulação sanguínea efetiva devido à falência da função cardíaca. Sobre o tema, assinale a alternativa correta.
Um paciente em PCR, portador de marca-passo, com o miocárdio comprometido por isquemia e desequilíbrios tóxicos ou metabólicos, não responderá adequadamente ao estímulo do marca-passo até que esses desarranjos sejam corrigidos.
A pseudo-AESP é caracterizada por ausência de pulso central palpável em paciente irresponsivo, sem a presença de contração cardíaca visualizada no POCUS.
Na PCR secundária à anafilaxia, o uso do corticoide e anti-histamínico é fundamental para o retorno da circulação espontânea.
Os pacientes com PCR soterrados >60 min e temperatura <30°C, com sinais de obstrução de vias aéreas e assistolia de ECG geralmente requerem esforços de ressuscitação cardiopulmonar por mais tempo.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a avaliação extensa para hipertensão arterial secundária é dispensável na população pediátrica nos casos de:
anamnese e exame clínico sem achados de risco
diagnóstico associado de apneia obstrutiva do sono
histórico familiar positivo de infarto agudo do miocárdio
pacientes a partir de 8 anos com sobrepeso ou obesidade
A Doença de Ebstein é uma cardiopatia que evolui com insufi ciência cardíaca, além de cianose central, cardiomegalia e bloqueio de ramo direito. A sua idade de aparecimento, após o nascimento, corresponde ao período de:
até 48 horas
até 72 horas
até a 1ª semana
entre a 2 e a 3ª semana
Maria, 7 anos, apresentou episódio de sincope na escola, sendo trazida para urgência pediátrica desacordada, pálida e sem respirar. Ao exame: arresponsiva, sem respirar pálida e pulso carotídeo não palpável. Iniciadas manobras de RCP e identificado o ritmo abaixo durante monitorização eletrocardiográfica:

Neste caso, o diagnóstico mais provável e melhor conduta são:
Fibrilação ventricular/ desfibrilação
Taquicardia ventricular/ cardioversão
Assistolia / epinefrina
AESP / RCP + epinefrina
Bradicardia sinusal/ adrenalina
A cardiopatia congênita demonstrada na figura é a

tetralogia de Fallot.
anomalia de Ebstein.
transposição das grandes artérias.
comunicação interventricular.
persistência do canal arterial.
A avaliação ecocardiográfica em um diagnóstico de comunicação interventricular (CIV) tem como objetivo(s):
Determinar a Pressão Sistólica Arterial Pulmonar (PSAP), possível apenas pelo jato da insuficiência tricúspide, quando presente.
Estimar relação Qp/Qs (fluxo pulmonar/fluxo sistêmico) pela análise dos fluxos de via de entrada ventriculares.
Avaliar os diâmetros das cavidades e parâmetros de função cardíaca, como TAPSE e Doppler tecidual, por idade, sem considerar peso e estatura.
Pesquisar comunicações, em especial tipo “queijo suíço”, localizadas frequentemente na porção perimembranosa.
Determinar o tipo, tamanho e magnitude do shunt pela CIV e identificar lesões cardíacas associadas.
A janela aortopulmonar é uma cardiopatia congênita rara que resulta de falha de septação do septo espiral e tem como principal diagnóstico diferencial a:
Comunicação interventricular.
Origem anômala de coronária esquerda.
Fístula arteriovenosa.
Persistência do canal arterial.
Colateral sistêâmico-pulmonar.
A análise sequencial segmentar é útil na avaliação de pacientes com suspeita de cardiopatia congênita. Na prática clínica, qual das alternativas abaixo indica a sistemática sequencial correta nessa descrição?
Veias sistêmicas e pulmonares, átrios, valvas atrioventriculares, ventrículos, vias de saída ventriculares e valvas semilunares.
Veias sistêmicas, valvas, ventrículos direito e esquerdo com suas vias de saída, grandes artérias e átrios.
Veias pulmonares, ventrículos, valvas atrioventriculares, valvas semilunares e vias de saída ventriculares.
Veias sistêmicas e pulmonares, átrios, valvas atrioventriculares, ventrículos (e suas vias de saída), valvas semilunares e grandes artérias.
Grandes artérias, veias sistêmicas e pulmonares, átrios, valvas atrioventriculares, ventrículos e átrios direito e esquerdo.
Um paciente de 6 anos, com baixo ganho ponderal, apresenta segunda bulha desdobrada fixa e sopro sistólico suave (2 em uma gradação de 6) em foco pulmonar. O ecocardiograma mostra comunicação interatrial tipo ostium secundum de 12 mm, com ventrículo direito dilatado, pressão arterial pulmonar normal e relação fluxo pulmonar/fluxo sistêmico (Qp/Qs) de 1,7 para 1,0. Sobre as indicações de fechamento da comunicação interatrial, assinale a alternativa correta.
O fechamento está indicado em todos os pacientes, sintomáticos e assintomáticos, independentemente da relação Qp/Qs.
A relação Qp/Qs > 1,5:1 em pacientes com repercussão hemodinâmica (dilatação de câmaras direitas) é indicação de fechamento em sintomáticos e assintomáticos.
A presença de hipertensão arterial pulmonar grave com resistência vascular pulmonar elevada não contraindica o fechamento, desde que Qp/Qs > 1,5:1.
Em crianças menores de 5 anos, a conduta deve sempre ser expectante, mesmo que haja repercussão hemodinâmica importante.
O fechamento percutâneo ou cirúrgico só deve ser realizado quando a comunicação interatrial medir mais de 20 mm.
Qual é um sinal clínico característico que pode indicar a presença de uma cardiopatia congênita em um recém-nascido e como ele se manifesta?
Cianose central, que se apresenta como coloração azulada da pele e mucosas, especialmente nos lábios e língua.
Hipertensão arterial, que é comum em recém-nascidos saudáveis.
Aumento de peso excessivo, que sugere sobrecarga hídrica.
Icterícia neonatal, que pode ser confundida com condições hepáticas.
Taquicardia sinusal, que não é um sinal específico de cardiopatia.
Considerando as cardiopatias congênitas, são situações em que o fechamento do canal arterial nos primeiros dias de vida pode precipitar cianose profunda que, associada à acidose metabólica, pode resultar em disfunção cardíaca e choque cardiogênico:
I. Atresia pulmonar.
II. Estenose pulmonar crítica.
III. Transposição das grandes artérias.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II
Apenas I e III.
I, II e III.
As cardiopatias congênitas canal-dependentes são aquelas nas quais o canal arterial é essencial para manter adequada perfusão pulmonar, sistêmica ou permitir a mistura entre as circulações pulmonar e sistêmica, especialmente nas primeiras horas ou dias de vida. Considerando essa definição, assinale a alternativa que apresenta uma cardiopatia congênita em que o fluxo sistêmico depende do canal arterial para garantir a sobrevida neonatal.
Comunicação interatrial.
Tronco arterial comum.
Síndrome da hipoplasia do coração esquerdo.
Insuficiência tricúspide.
Comunicação interventricular.
Na avaliação inicial de uma criança com hipertensão arterial sistêmica (HAS), é fundamental realizar uma anamnese objetiva, aferir sinais vitais e um exame físico detalhado. Além disso, exames laboratoriais e de imagem podem auxiliar na definição do quadro clínico. Assinale a alternativa que apresenta os exames laboratoriais indicados para essa avaliação inicial:
Hemograma completo, bioquímica e exame de urina para pesquisa de proteinúria ou hematúria.
Teste de função pulmonar, gasometria arterial e hemocultura.
Eletrocardiograma, espirometria e radiografia de tórax e contagem de linfócitos T CD4+.
Dosagem de hormônios tireoidianos, glicemia de jejum e sorologia para hepatites e radiografia de tórax.
Ultrassonografia abdominal, teste do suor, triglicerídeos e avaliação oftalmológica.
O defeito do septo atrioventricular caracteriza-se por:
anel atrioventricular único com orifício único e cordoalhas dos folhetos anteriores se inserindo no topo do septo interventricular no tipo total A de Rastelli.
anel atrioventricular único com orifício único e comunicação interatrial ostium secundum no tipo parcial.
anel atrioventricular único com 2 orifícios e cordoalhas dos folhetos anteriores se inserindo no topo do septo interventricular no tipo total C de Rastelli.
ausência de conexão atrioventricular direita com comunicação interatrial ostium primum.
ausência de conexão atrioventricular esquerda com comunicação interatrial ostium primum.
Paciente de 72 anos, sexo feminino, com histórico de hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus tipo 2, apresenta dispneia aos esforços (NYHA II-III) e edema de membros inferiores. Refere piora progressiva dos sintomas nos últimos 3 meses, com episódios de ortopneia e aumento da frequência de despertar noturno para urinar. Ao exame físico, pressão arterial de 145 x 85 mmHg, frequência cardíaca de 82 bpm, turgência jugular aumentada, estertores crepitantes em bases pulmonares e edema 2+/4+ em membros inferiores. O ecocardiograma mostra fração de ejeção preservada (65%) com hipertrofia ventricular esquerda e disfunção diastólica grau II. Exames laboratoriais revelam hemoglobina glicada de 7,2%, creatinina sérica de 1,3 mg/dL, taxa de filtração glomerular estimada de 55 mL/min/1,73 m² e peptídeo natriurético tipo B (BNP) de 350 pg/mL.
Qual é a melhor abordagem terapêutica para esta paciente de acordo com as diretrizes atuais?
Manutenção do tratamento atual.
Iniciar terapia com espironolactona para controle dos sintomas.
Iniciar inibidor de SGLT2 para manejo da insuficiência cardíaca.
Uso de bloqueador do receptor de angiotensina e neprilisina (ARNI).
Ajuste da terapia anti-hipertensiva com betabloqueador.
João, 8 anos, trazido ao Pronto socorro pelo SAMU, após episódio de sincope durante jogo de futebol na escola. A admissão, encontra-se arresponsivo, sem respirar e cianótico. Ausência de pulso carotídeo. Iniciada RCP e solicitado monitorização eletrocardiográfica, com evidência do ritmo demonstrado abaixo.

A conduta adequada neste caso é:
RCp + epinefrina
RCP + amiodarona
Desfibrilaçao + RCP
Cardioversão +RCP
Amiodarona
Lactente feminina, de 9 meses, foi trazida à consulta de puericultura, sem queixas. Ao exame físico, detectou-se sopro cardíaco sistólico de curta duração, audível no terço médio da borda esternal esquerda, sem irradiação, de qualidade vibratória, com intensidade de 1+, que se tornava mais audível em decúbito dorsal (em comparação com a posição sentada). Qual o diagnóstico mais provável?
Sopro inocente
Persistência do canal arterial
Defeito do septo interventricular
Mixoma atrial