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Considerando um quadro de estenose valvar aórtica com gradiente sistólico transvalvar máximo de 35 mmHg pelo ecocardiograma, qual das seguintes situações indicaria abordagem imediata da lesão?
Paciente de 1 ano, assintomático, com hipertrofia do ventrículo esquerdo.
Paciente de 5 anos, assintomático, que gostaria de frequentar escolinha de futebol.
Paciente de 29 anos, assintomática e com desejo futuro de engravidar.
Paciente de 9 meses, assintomático e com disfunção sistólica do ventrículo esquerdo.
Paciente de 3 anos, assintomático, que fará aula de natação.
A condição materna que poderia ter mais relação com o nascimento de crianças cardiopatas é
obesidade.
uso de lítio.
uso de ácido retinoico.
uso de antidepressivos.
tabagismo.
Assinale a alternativa que apresenta duas cardiopatias congênitas cianóticas.
Comunicação interatrial (CIA) e defeito do septo interventricular.
Canal arterial persistente (PCA) e comunicação interventricular (CIV).
Tetralogia de Fallot e atresia tricúspide.
Transposição de grandes artérias e janela aortopulmonar na fase precoce.
Hipoplasia de ventrículo esquerdo e comunicação interventricular (CIV).
Quanto à profilaxia para endocardite, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) É necessária em procedimento dentário em criança do sexo masculino, 2 anos, submetida à correção cirúrgica de comunicação interventricular aos 7 meses de vida, sem shunt residual.
( ) A realização de tatuagem não é consenso de indicação de profilaxia em adolescentes cardiopatas.
( ) Não é necessária em procedimento dentário em criança de 3 anos e 8 meses, submetida a fechamento percutâneo de comunicação interatrial aos 3 anos de idade, sem shunt residual.
( ) É recomendada em paciente em pós-operatório de shunt central, que será submetida a procedimento dentário com manipulação de gengiva.
F – F – V – F.
F – F – V – V.
F – V – V – V.
V – V – V – F.
F – V – V – F.
Em relação ao manejo farmacológico da taquicardia supraventricular (TSV) em pacientes pediátricos, marque a alternativa CORRETA.
Quando indicada, a cardioversão elétrica deve ser aplicada com energia inicial entre 0,5 a 1 J/kg.
O propranolol endovenoso constitui a primeira opção medicamentosa para reversão farmacológica imediata da TSV em crianças hemodinamicamente estáveis.
A adenosina deve ser administrada por meio de infusão endovenosa lenta, com duração aproximada de 10 a 15 minutos, com a finalidade de minimizar o risco de bradicardia significativa.
A cardioversão elétrica está contraindicada em situações nas quais o paciente apresenta perfusão periférica diminuída, devendo-se priorizar o tratamento farmacológico.
Recém-nascido de 10 dias de vida, em aleitamento materno exclusivo, é admitido com quadro de insuficiência cardíaca descompensada. O ecocardiograma revela coarctação de aorta grave com disfunção sistólica do ventrículo esquerdo (fração de ejeção de 30%). Após estabilização inicial com prostaglandina E1 em infusão contínua, observa-se reabertura do canal arterial com melhora parcial da perfusão de membros inferiores. Entretanto, persistem sinais de congestão pulmonar e baixo débito cardíaco anterógrado. A pressão arterial média invasiva é de 38 mmHg. O ecocardiograma de controle demonstra pós-carga ventricular esquerda elevada e débito cardíaco reduzido. Nesse caso, o agente inotrópico de escolha para otimização hemodinâmica nesse paciente é:
Levosimendana.
Dobutamina.
Milrinona.
Digoxina.
Isoproterenol.
Recém-nascido a termo, sexo feminino, com 5 dias de vida, peso de 3.100 g, apresenta-se com taquipneia progressiva (frequência respiratória de 72 irpm), cianose discreta (SpO₂ de 88%) e dificuldade nas mamadas. A ausculta cardíaca não revela sopros significativos. A radiografia de tórax mostra área cardíaca de tamanho normal com aumento difuso e heterogêneo da trama vascular pulmonar, sugerindo congestão venocapilar. O peptídio natriurético cerebral sérico está dentro dos limites da normalidade para a idade. Diante do exposto, a cardiopatia que pode evoluir com insuficiência cardíaca e radiografia com área cardíaca normal é:
Comunicação interventricular ampla com shunt esquerda-direita e hiperfluxo pulmonar.
Cardiomiopatia dilatada com disfunção sistólica do ventrículo esquerdo.
Defeito do septo atrioventricular com ins0uficiência valvar atrioventricular.
Persistência do canal arterial com repercussão hemodinâmica e congestão pulmonar.
Conexão anômala total de veias pulmonares em sua forma obstrutiva.
Lactente de 4 meses de idade, sexo feminino, peso de 4.200 g, é levado à consulta com queixa de cansaço e sudorese intensa durante as mamadas, com pausas frequentes e redução progressiva do volume ingerido. A mãe refere vômitos frequentes e irritabilidade. Ao exame, apresenta taquipneia (frequência respiratória de 68 irpm), taquicardia (frequência cardíaca de 172 bpm), hepatomegalia a 3 cm do rebordo costal direito e sopro holossistólico em borda esternal esquerda baixa. O Cardiologista considera o diagnóstico diferencial entre insuficiência cardíaca e doença respiratória primária. Dessa forma, o achado clínico característico de insuficiência cardíaca nessa faixa etária seria:
Taquipneia com frequência respiratória acima de 60 irpm.
Presença de sibilância à ausculta pulmonar.
Frequência cardíaca de 172 bpm.
Aumento do tempo das mamadas e redução do volume ingerido.
Presença de edema de membros inferiores.
As cardiopatias congênitas cianóticas e acianóticas envolvem alterações estruturais variadas do coração e grandes vasos, com repercussões hemodinâmicas e fisiopatológicas que podem incluir hiperfluxo ou hipofluxo pulmonar, e variações na saturação sistêmica de O?. Considerando aspectos classificatórios e de fisiopatologia destas condições, analise as afirmativas a seguir.
I.Tetralogia de Fallot é uma cardiopatia congênita cianótica clássica e a cianose ocorre principalmente pela presença de estenose infundibular pulmonar significativa associada a shunt direita-esquerda através do defeito do septo interventricular.
II.Defeito do septo atrial (DSA) e defeito do septo ventricular (DSV), quando hemodinamicamente significativos e com shunt esquerda-direita, podem cursar com hiperfluxo pulmonar e sinais de insuficiência cardíaca de alto débito, sem cianose inicial.
III.Cardiopatias acianóticas com hiperfluxo pulmonar podem, com o tempo, evoluir com inversão do shunt e aparecimento de cianose tardia quando ocorre hipertensão pulmonar avançada e remodelamento vascular irreversível (Síndrome de Eisenmenger).
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS.
I e II.
I e III.
II.
I, II e III.
Criança de 3 anos com síndrome de Down apresenta, ao exame físico, segunda bulha com desdobramento amplo e fixo no foco pulmonar. Sobre o tema, o mecanismo fisiopatológico que explica esse achado auscultatório é:
Hipertensão pulmonar com aproximação dos componentes A2 e P2.
Prolongamento da sístole do ventrículo direito por sobrecarga volumétrica.
Fechamento precoce da valva pulmonar por redução do fluxo pulmonar.
Retardo do componente aórtico por sobrecarga pressórica do ventrículo esquerdo.
Aumento da complacência ventricular esquerda com enchimento diastólico prolongado.
A abordagem das cardiopatias congênitas no período neonatal e na infância exige a compreensão dos fluxos preferenciais e das pressões intracavitárias para a correta indicação terapêutica. Considerando a fisiopatologia das cardiopatias com hiperfluxo pulmonar, as crises de hipóxia na Tetralogia de Fallot e o manejo das lesões ducto-dependentes, avalie as proposições abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
A persistência do canal arterial em prematuros associa-se ao desenvolvimento de hipertensão portal e enterocolite necrotizante, sendo a indometacina o agente de escolha para promover a abertura desse canal através da inibição das ciclo-oxigenases.
O uso de prostaglandina E1 em RN com transposição das grandes artérias visa promover o fechamento do forame oval para evitar a mistura de sangue oxigenado e garantir a estabilidade hemodinâmica até a correção cirúrgica.
A crise de hipóxia na Tetralogia de Fallot decorre do espasmo do infundíbulo pulmonar, sendo o tratamento inicial baseado na posição genupeitoral para aumentar a resistência vascular sistêmica e reduzir o shunt direita-esquerda.
A comunicação interventricular de grande volume promove um shunt da direita para a esquerda devido à alta resistência vascular pulmonar no período neonatal, resultando em cianose central precoce e sopro sistólico ejetivo.
A insuficiência cardíaca na faixa etária pediátrica apresenta uma etiologia diversificada, exigindo uma abordagem que considere desde malformações estruturais até miocardiopatias adquiridas. Considerando os mecanismos de compensação adrenérgica, os sinais clínicos de congestão sistêmica e as diretrizes para o suporte inotrópico e clínico, avalie as proposições abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
O uso de inibidores da enzima conversora de angiotensina fundamenta-se na redução da pós-carga sistêmica e na remodelação ventricular reversa, sendo indicado como terapia na IC com disfunção sistólica.
O sistema renina-angiotensina-aldosterona atua como um mecanismo compensatório que promove a vasodilatação periférica e a excreção renal de sódio para reduzir a pré-carga e otimizar o débito cardíaco.
A insuficiência cardíaca direita em lactentes manifesta-se por turgência jugular patológica e edema de membros inferiores, sendo esses sinais mais sensíveis que a hepatomegalia congestiva.
A espironolactona é utilizada no manejo da insuficiência cardíaca devido ao seu efeito diurético de alça potente, promovendo a espoliação rápida de potássio para evitar a toxicidade miocárdica por hipercalemia.
Considere a imagem a seguir.

(Arquivo pessoal; imagens usadas com autorização)
Diante do exposto, assinale a alternativa que apresenta corretamente qual é o tratamento realizado por esse paciente.
Comissurotomia pulmonar.
Aortoplastia e colocação de stent.
Arterioplastia de pulmonar direita por cateter-balão e colocação de stent.
Bandagem de artérias pulmonares.
Colocação de prótese implantável em posição tricúspide (valve in valve).
Sobre os achados semiológicos característicos da comunicação interventricular (CIV) em crianças, é CORRETO afirmar:
Cianose central presente desde o nascimento, devido ao shunt direita-esquerda pelo defeito septal.
Sopro sistólico de baixa a moderada intensidade, audível com maior nitidez no foco pulmonar.
Presença de taquicardia e pulsos amplos, resultantes do hiperfluxo sanguíneo pulmonar.
Abaulamento do precórdio e aumento da intensidade do segundo ruído cardíaco (B2).
Presença de frêmito tátil sistólico na região paraesternal esquerda, decorrente do fluxo sanguíneo anormal.
Um recém-nascido de 38 semanas, parto normal, apresenta cianose intensa logo após o nascimento. A saturação permanece em torno de 60% apesar de oxigenoterapia, com pouca resposta ao teste de hiperóxia. O exame físico revela taquipneia moderada, perfusão preservada e ausência de sopros cardíacos significativos. A radiografia de tórax mostra discreto aumento da vascularização pulmonar e da área cardíaca. O ecocardiograma revela paralelo entre a aorta e a artéria pulmonar e origem da aorta no ventrículo direito. Qual é o diagnóstico mais provável?
Tetralogia de Fallot clássica.
Coarctação da aorta crítica.
Comunicação interventricular (CIV) grande.
Transposição simples das grandes artérias.
Síndrome do coração esquerdo hipoplásico.
A Tetralogia de Fallot (TF) é, provavelmente, a cardiopatia congênita cianótica mais comum. A descrição original da TF inclui determinadas anormalidades.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente as anormalidades descritas na Tetralogia de Fallot:
CIV grande, obstrução da via de saída do ventrículo direito, hipertrofia do ventrículo direito e cavalgamento da aorta.
Comunicação interatrial, transposição das grandes artérias, coartação da aorta e hipertrofia do ventrículo esquerdo.
Persistência do canal arterial, defeito do septo atrioventricular, estenose mitral e hipoplasia do ventrículo esquerdo.
Atresia pulmonar, retorno venoso pulmonar anômalo total, comunicação interatrial e estenose da válvula tricúspide.
Estenose aórtica, comunicação interventricular pequena, comunicação interatrial e dilatação da aorta ascendente.
Cardiopatias congênitas são anormalidades da estrutura ou da função do coração. Diversos fatores estão relacionados ao seu surgimento, pois podem interferir na formação do coração fetal durante as primeiras oito semanas de gravidez.
Assinale a alternativa que não está relacionada ao desenvolvimento de cardiopatias congênitas:
Fatores ambientais.
Uso de medicamentos e drogas.
Doenças maternas como diabetes e lúpus.
Infecções como rubéola e sífilis.
Lombalgia crônica.
Uma criança de 6 anos é avaliada por sopro cardíaco detectado em consulta de rotina. Encontra-se assintomática, com saturação de 98% em ar ambiente; crescimento e desenvolvimento normais. Ao exame, apresenta impulsão sistólica discreta em borda esternal esquerda alta, sopro sistólico ejetivo de intensidade 3+/6 em foco pulmonar e segunda bulha amplamente desdobrada e variável com a respiração. Qual é a hipótese diagnóstica mais provável com base nos achados semiológicos?
Estenose aórtica valvar moderada.
Estenose pulmonar valvar moderada.
Tetralogia de Fallot.
Comunicação interatrial tipo ostium secundum.
Comunicação interventricular muscular.
Durante o exame cardiovascular de uma criança de 8 anos, o médico identifica desdobramento fixo da segunda bulha cardíaca (B2) e um sopro sistólico ejetivo suave no foco pulmonar. Considerando-se a interpretação semiológica desses achados, qual é a hipótese diagnóstica mais provável?
Comunicação interventricular perimembranosa.
Estenose pulmonar valvar leve.
Comunicação interatrial tipo ostium secundum.
Canal arterial patente pequeno.
Estenose aórtica subvalvar.
Um paciente de 12 anos, portador de prótese valvar biológica mitral implantada há 2 anos, será submetido a um procedimento odontológico com manipulação gengival. Relata história de reação anafilática à penicilina. Assinale a alternativa que apresenta a profilaxia antibiótica mais adequada para prevenção de endocardite infecciosa nesse caso?
Amoxicilina VO, 50 mg/kg, 1 hora antes do procedimento.
Azitromicina VO, 15 mg/kg, 1 hora antes do procedimento.
Cefazolina EV, 30 mg/kg, 1 hora antes do procedimento.
Clindamicina VO, 20 mg/kg, 1 hora antes do procedimento.
Nenhuma profilaxia é indicada, pois se trata de prótese biológica.