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A Tetralogia de Fallot é a cardiopatia congênita cianótica mais comum na infância, representando cerca de 10% de todas as cardiopatias congênitas. Essa condição é caracterizada por um conjunto de quatro alterações anatômicas cardíacas. Com base no tema, fazem parte dessas alterações, EXCETO:
Estenose aórtica.
Comunicação interventricular.
Estenose pulmonar.
Dextroposição de aorta.
Hipertrofia ventricular direita.
A respeito da parada cardiorrespiratória na criança, assinalar a alternativa CORRETA.
As principais drogas usadas na ressuscitação são a epinefrina, a atropina, o cálcio, o magnésio, a glicose e o bicarbonato de sódio.
O suporte ventilatório deve incluir permeabilização da via aérea, sendo que a via nasofaríngea está indicada para os pacientes inconscientes.
Nos ritmos não chocáveis (fibrilação ventricular e assistolia), o desfibrilador deve ser automático.
A maioria das crianças que requer ressuscitação cardiopulmonar apresenta taquiarritmia, não sendo importante descobrir a etiologia no primeiro momento.
Em relação às recomendações da Sociedade Brasileira de Cardiologia, a abordagem da hipertensão arterial em crianças e em adolescentes inclui a:
aferição da pressão arterial anual a partir dos 5 anos de idade
pesquisa de proteinúria nos casos de adolescentes com obesidade
verifi cação de hipertensão arterial secundária nas crianças com cardiopatia
investigação de hipertensão secundária em crianças com hipertensão arterial resistente
A atresia pulmonar é uma cardiopatia congênita associada à cianose e ao sopro contínuo ou sistólico, além de relacionada à(ao):
hipofluxo pulmonar
hiperfluxo pulmonar
sobrecarga ventricular direita
sobrecarga ventricular esquerda
Um recém-nascido apresenta uma cardiopatia congênita que se manifesta clinicamente com cianose, sopro sistólico e hipofl uxo pulmonar à radiografi a de tórax. A patologia compatível com essas características é:
o tronco arterioso
a atresia tricúspide
a tetralogia de Fallot
a sobrecarga ventricular direita
A anomalia de Ebstein da valva tricúspide com história de shunt circular no exame de ecocardiograma fetal apresenta na avaliação pós-natal: cianose, insuficiência cardíaca, cardiomegalia (índice cardiotorácico >60%) e insuficiência pulmonar importante. Nesse caso, a conduta mais adequada é suporte ventilatório __________e , cirurgia de ___________ e posterior ____________.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
restrição hídrica - Starnes no período neonatal - reparo da valva pela técnica do “Cone”
restrição hídrica - Starnes no período neonatal — cirurgia de Glenn em torno de 6 meses de vida
prostaglandina E1 - Glenn entre 4 e 6 meses de vida - reparo da valva pela técnica do “Cone”
prostaglandina Ei - Glenn - cirurgia de Fontan
prostaglandina Ei - Glenn — reparo valvar pela técnica do Cone no período neonatal
Lactente, 4 meses de vida, trazido à emergência pelos pais, apresenta quadro agudo de cianose generalizada e acentuada, com perda da consciência após episódio de choro intenso. História clínica: cianose progressiva desde o nascimento. Ao exame físico: cianose generalizada bem evidente (saturação periférica de oxigênio em ar ambiente: 65%); pressão arterial: 90 x 60 mmHg; (membro superior direito), nível de consciência rebaixado, pulsos simétricos, ausculta cardíaca com ritmo regular em 2 tempos com presença de sopro sistólico de difícil ausculta pela baixa intensidade localizado em borda esternal esquerda alta. Qual é a conduta inicial mais adequada?
Prover conforto à criança, fletir membros inferiores, morfina 0,1-0,2 mg/kg via subcutânea ou intravenosa e furosemida.
Prover conforto à criança, oxigênio, morfina 0,1-0,2 mg/kg via subcutânea ou intravenosa, cristaloides e bicarbonato 1 mEdg/kg intravenoso.
Tentar acalmar a criança, fletir membros inferiores, oxigênio e morfina 0,1-0,2 mg/kg via subcutânea ou intravenosa.
Tentar acalmar a criança, fletir membros inferiores, coloides ou cristaloides e propranolol 0,01 a 0,25 mg/kg via intravenosa.
Tentar acalmar a criança, oxigênio, propranolol 0,01 a 0,25 mg/kg via intravenosa e furosemida 1 mg/kg intravenosa.
O ecocardiograma transtorácico é um exame muito utilizado na prática clínica do cardiologista pediátrico, possibilitando, em geral, o diagnóstico das cardiopatias congênitas. Sobre o assunto, assinale a alternativa correta.
A aquisição de imagens durante o exame de ecocardiograma transtorácico é de fácil execução, não existindo dificuldades para a realização desse exame na faixa etária pediátrica, além de sempre permitir a obtenção de imagens de alta qualidade.
O posicionamento do transdutor no tórax pediátrico para a aquisição dos planos da ecocardiografia transtorácica é sempre o mesmo em qualquer faixa etária pediátrica (desde o período neonatal até a adolescência).
O plano subcostal do ecocardiograma transtorácico possibilita avaliar: veias cavas (superior e inferior), veias hepáticas, aorta abdominal, átrios, septos interatrial e interventricular, valvas (mitral, tricúspide, aórtica e pulmonar), veias pulmonares e ventrículos.
Antes de iniciar o exame de ecocardiograma não é necessário explicar ao(s) acompanhante(s), pais ou cuidadores, como será realizado o exame, deixando claro à criança, conforme faixa etária e desenvolvimento cognitivo, que “não dói”.
O plano supraesternal do ecocardiograma transtorácico possibilita avaliar: veias cavas (superior e inferior), átrio esquerdo, veias pulmonares, veia inominada, artéria pulmonar direita e aorta torácica (ascendente, descendente e arco).
Foi solicitada a avaliação de um RN, que se encontra no alojamento conjunto, com quadro de cianose e taquipneia progressivas após 24 horas de vida. RN, sexo biológico masculino, a termo e grande para a idade gestacional, filho de mãe diabética, Apgar 9/9 (perde 1 na cor). Ao exame físico, apresenta cianose generalizada (saturação periférica de oxigênio em 78% membro superior direito); em ar ambiente, taquipneico, ausculta cardíaca sem sopro, pulsos palpáveis e simétricos e PA normal. Radiografia de tórax: área cardíaca aumentada, coração em formato de “ovo deitado”. Qual é o diagnóstico mais provável?
Tetralogia de Fallot clássica.
Coração com fisiologia univentricular.
Coarctação da aorta crítica.
Transposição completa das grandes artérias.
Drenagem anômala total de veias pulmonares obstrutiva.
Em relação à Ecocardiografia pediátrica, assinale a alternativa correta.
Os cálculos de volumes cardíacos e fração de ejeção pela ecocardiografia tridimensional (3D) possuem semelhança aos da ressonância, sendo recomendada, principalmente, na avaliação da função ventricular direita, fisiologia univentricular e cardiotoxicidade.
Na ecocardiografia 3D, a aquisição de imagens bidimensionais do coração é realizada por meio de transdutores de ultrassonografia 3D (= transdutores volumétricos) conectados a um sistema de processamento, não sendo possível a reconstrução de imagens cardíacas 3D em tempo real.
A ecocardiografia sob stress físico ou farmacológico apresenta diretrizes bem estabelecidas na faixa etária pediátrica, sendo utilizada para avaliação de doença cardíaca isquêmica e o exercício físico (esteira ou bicicleta) é mais utilizado que a dobutamina.
A ecocardiografia transesofágica (ETE) não é um método de imagem cardiovascular ideal para a faixa etária pediátrica, pois, além de necessitar anestesia, só existem sondas disponíveis para crianças maiores.
A reconstrução de imagens pela ecocardiografia 3D adicionada ao software Spatio - Temporal Image Correlation (STIC) possibilita a aquisição de imagens 3D de estruturas em movimento como as estruturas cardíacas, não sendo possível utilizar essa técnica na ecocardiografia fetal.
A síndrome do QT longo congênita (SQTL) é uma canalopatia hereditária caracterizada por um prolongamento da repolarização ventricular, que predispõe a arritmias ventriculares polimórficas, como Torsades de Pointes (TdP), e morte súbita. O diagnóstico e manejo adequados são cruciais para a prevenção de eventos fatais. Sobre as particularidades da SQTL, analise as afirmativas a seguir:
I.O diagnóstico da SQTL é confirmado pela medida do intervalo QT corrigido pela frequência cardíaca (QTc) no ECG, sendo um valor maior que 480 ms em medições repetidas em crianças e adolescentes altamente sugestivo da doença, mesmo em pacientes assintomáticos.
II.Os betabloqueadores, como o propranolol ou o nadolol, são a pedra angular do tratamento para a maioria dos tipos de SQTL, atuando pela redução da frequência cardíaca e do tônus adrenérgico, que é um gatilho comum para as arritmias nesta síndrome.
III.Na SQTL tipo 3 (LQT3), que é causada por uma mutação no canal de sódio, os eventos arrítmicos ocorrem predominantemente durante o repouso ou sono (bradicardia-dependentes), e o tratamento com betabloqueadores pode ser menos eficaz ou até paradoxal em comparação com outros tipos.
Está correto o que se afirma em:
I e III apenas.
II apenas.
III apenas.
I, II e III.
I apenas.
A Doença de Kawasaki (DK) é uma vasculite sistêmica aguda de etiologia desconhecida que acomete predominantemente crianças com menos de 5 anos de idade. A complicação mais temida é o envolvimento das artérias coronárias, que pode levar a aneurismas, trombose e infarto do miocárdio. Diante da importância do diagnóstico e tratamento precoces para a prevenção de sequelas, assinale a alternativa que descreve corretamente um aspecto crítico do manejo desta condição.
A terapia com corticosteroides é a primeira linha de tratamento para todos os casos de DK, substituindo a imunoglobulina devido ao seu maior potencial anti-inflamatório e menor custo.
A presença de descamação periungueal nas fases iniciais da doença (primeiros 5 dias) é um dos critérios diagnósticos mais específicos e precoces, devendo ser ativamente pesquisada para iniciar o tratamento imediatamente.
A administração de imunoglobulina intravenosa (IGIV) em dose única de 2 g/kg, associada ao ácido acetilsalicílico (AAS) em doses anti-inflamatórias (80-100 mg/kg/dia), dentro dos primeiros 10 dias do início da febre, é a terapia padrão para reduzir a incidência de aneurismas coronarianos.
O diagnóstico da DK é eminentemente laboratorial, baseado na presença de leucocitose com neutrofilia, elevação da proteína C reativa e da velocidade de hemossedimentação, sendo os critérios clínicos secundários na confirmação diagnóstica.
O ecocardiograma deve ser realizado apenas em pacientes que permanecem febris após a infusão de IGIV, pois a ausência de resposta terapêutica é o principal preditor de envolvimento coronariano, não se justificando o exame em casos responsivos.
Recém nascido com 6 horas de vida, diagnóstico intraútero de transposição de grandes artérias clássica. Já com Prostaglandina endovenosa, mantendo saturação em torno de de 65-68%. Gasometria venosa com acidose metabólica. Ao ecocardiograma, confirmado diagnóstico intraútero e gradiente pela comunicação interatrial de 13,5 mmHg x 6 mmHg. Assinale a alternativa que indica a conduta imediata mais recomendada:
Aumentar a dose de prostaglandina para otimizar o fluxo ductal.
Iniciar ventilação mecânica com FiO 2 alta.
Indicar cirurgia de Jatene de emergência.
Realizar septectomia atrial com balão (Rashkind).
Administrar bicarbonato venoso e observar evolução.
Uma criança de 3 anos é encaminhada ao cardiologista após sopro sistólico leve, percebido em consulta de rotina. Está assintomática, com crescimento e desenvolvimento normais. O ecocardiograma mostra CIA tipo ostium secundum de 5 mm, com shunt esquerda-direita, câmaras direitas de tamanho normal, PSVD de 19 mmHg e Qp/Qs = 1,4. Assinale a alternativa que indica a melhor conduta:
Fechamento percutâneo da CIA aos 5 anos.
Indicação de anticoagulação profilática.
Acompanhamento clínico e ecocardiográfico anual.
Fechamento cirúrgico imediato.
Encaminhamento para teste ergométrico para guiar conduta.
Um recém-nascido do sexo masculino apresenta cianose central nas primeiras horas de vida, sopro sistólico em borda esternal esquerda média e saturação de O₂ de 80% em ar ambiente. O exame físico revela fácies característica com hipertelorismo, micrognatia e orelhas de implantação baixa. Ecocardiograma evidencia truncus arteriosus tipo I. Diante desse quadro, qual das seguintes síndromes genéticas é a mais provável?
Síndrome de Turner.
Síndrome de Noonan.
Síndrome de DiGeorge.
Síndrome de Williams-Beuren.
Síndrome de Down.
Em relação à avaliação diagnóstica da miocardite na infância e adolescência, é correto afirmar que o(a)
ecocardiograma geralmente é suficiente para confirmar o diagnóstico de miocardite, pois apresenta achados específicos da doença.
troponina, quando persistentemente negativa, não contribui para afastar o diagnóstico de miocardite.
eletrocardiograma costuma ser normal e, portanto, não integra os critérios diagnósticos de suspeição.
ressonância magnética cardíaca é considerada o método padrão-ouro para caracterização tecidual, permitindo identificar edema, necrose e fibrose.
biópsia endomiocárdica não apresenta papel na investigação de casos graves e não auxilia na definição etiológica.
Sobre a taquicardia juncional ectópica, assinale a alternativa INCORRETA.
É uma das arritmias mais frequentes em status de pós-operatório, juntamente com a taquicardia supraventricular e o bloqueio atrioventricular completo.
A TJE é uma arritmia observada quase que exclusivamente em crianças após a cirurgia cardíaca.
Os fatores de risco incluem idade menor que um ano, correção de comunicação interventricular, defeito do septo atrioventricular, maior tempo de clampeamento aórtico e história de insuficiência cardíaca.
A terapêutica consiste em medidas gerais e para reversão ou controle da FC. O objetivo do tratamento é a dimimuição da FC e o controle do baixo débito, uma vez que se trata de arritmia autolimitada.
O ECG evidencia uma frequência de 170 a 260 bpm, dissociação AV e complexo QRS estreito. Após correção de tetralogia de Fallot, pode-se ter QRS alargado como imagem de bloqueio ou distúrbio de condução do ramo direito. Se houver dificuldade no diagnóstico, é possível administrar adenosina sem que haja alteração na frequência do QRS.
Paciente menor de 10 anos sente cansaço aos esforços. Ao exame físico, apresenta desdobramento fixo da segunda bulha cardíaca, sem cianose. Ecocardiograma: comunicação interatrial (CIA) tipo ostium secundum com shunt esquerda-direita.
Qual é a indicação de fechamento do defeito?
Apenas em casos de cianose.
Fechamento profilático para evitar arritmias.
Em qualquer paciente com CIA, independentemente do tamanho.
Apenas quando há hipertensão pulmonar.
Shunt significativo com sobrecarga de câmaras esquerdas.
Sobre os achados semiológicos característicos da tetralogia de Fallot, doença cardíaca congênita complexa, é CORRETO afirmar:
Presença de frêmito sistólico na borda esternal esquerda, decorrente da comunicação interventricular.
Sopro holossistólico de grande intensidade, audível em todo o precórdio, devido à estenose pulmonar.
Cianose central presente desde o nascimento, resultante do shunt direita-esquerda através da comunicação interventricular.
Hipertrofia ventricular direita, evidenciada pela elevação da onda "a" na palpação do choque da ponta.
Diminuição da intensidade do segundo ruído cardíaco (B2) devido à redução do fluxo sanguíneo através da artéria pulmonar.
Uma paciente do sexo feminino de 55 anos com estenose mitral reumática importante apresenta dispneia aos esforços (NYHA III) e foi diagnosticada com hipertensão pulmonar com PSAP de 55 mmHg em repouso.
Qual é a conduta terapêutica mais adequada de acordo com as Diretrizes Brasileiras de Valvopatias de 2020?
Tratamento clínico exclusivo com diuréticos e betabloqueadores.
Valvoplastia mitral por cateter-balão se a anatomia valvar for favorável e não houver contraindicações.
Observação e reavaliação em 6 meses.
Intervenção cirúrgica imediata, independentemente da anatomia valvar.
Tratamento com anticoagulantes e controle da frequência cardíaca.