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Sobre o tratamento do aneurisma de aorta infrarrenal, é correto afirmar:
a mortalidade perioperatória da correção aberta é semelhante ao tratamento endovascular.
nos pacientes com expectativa de vida inferior a 2 anos, há comprovadamente melhor indicação do uso de endoprótese infrarrenal, mesmo que o colo seja hostil.
após 2 anos, a sobrevida livre de reintervenção é semelhante entre a técnica aberta e a endovascular.
de acordo com as instruções de uso das endopróteses, há contraindicação absoluta ao uso desses dispositivos quando colo menor que 15 mm.
após 6 meses, o desfecho de sobrevida global é semelhante entre a cirurgia aberta e a endovascular.
Com relação ao tratamento cirúrgico para pessoas com Doença Coronariana Crônica Obstrutiva, marque a opção que NÃO corresponde a uma indicação clássica de cirurgia de revascularização miocárdica para obter benefícios de redução de risco de eventos cardiovasculares:
Pessoas com estenose coronariana significativa de baixa complexidade anatômica e com angina limitante, a despeito de terapia clínica otimizada.
Indivíduos com lesão de tronco de coronária esquerda, independente da fração de ejeção do ventrículo esquerdo.
Pessoas com doença de múltiplos vasos principais envolvendo DA proximal com escore de SINTAX>23.
Pessoas com doença de múltiplos vasos principais, associada à disfunção ventricular esquerda.
Considerando a correção de aneurisma de aorta abdominal por via endovascular, assinale a alternativa correta.
É preferida apenas para realização de cirurgias de emergência.
Aumenta o tempo de internação na unidade de terapia intensiva.
Exige maior necessidade de transfusões sanguíneas.
Apresenta menor taxa de mortalidade 30 dias após a cirurgia.
Resulta em maior tempo de internação total.
Na estenose valvar aórtica adquirida de origem degenerativa, a indicação cirúrgica é apropriada nas condições e sinais clínicos e anatômicos evolutivos relacionados a seguir, à exceção de um. Assinale-o.
Insuficiência cardíaca.
Angina de peito.
Hipertensão com bloqueio de ramo esquerdo.
Lipotimia.
Calcificação no folheto aórtico avançada.
Paciente de 62 anos, masculino, foi submetido a uma cirurgia de Bentall-De Bono para tratamento de um aneurisma de raiz da aorta e insuficiência valvar aórtica.
Não foi possível descontinuar a circulação extracorpórea devido a baixo débito cardíaco. O ecotransesofágico na sala de cirurgia demonstrava uma hipocinesia ventricular esquerda grave e função direita normal.
Das medidas relacionadas a seguir, diante desse quadro, assinale a melhor opção.
Suporte circulatório (ECMO).
Ponte de safena para artéria coronária direita.
Ponte de artéria radial para coronária direita e marginal.
Ponte de artéria torácica interna para artéria coronária diagonal obtusa.
Ponte de safena para artéria descendente anterior.


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Nas cardioplegias (proteção miocárdica) atualmente há muitas opções de soluções e vias de administração selecionadas pelo cirurgião.
Na cardioplegia administrada de forma retrógrada (seio venoso), a principal preocupação é
não proteger o septo atrioventricular.
a presença de veia cava esquerda.
o alto risco de lesão do seio venoso.
o risco de perfundir a cardioplegia para cava superior.
com a distribuição miocárdica não uniforme de cardioplegia.
Diversos ensaios clínicos randomizados avaliaram o impacto da cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM) em pacientes com doença arterial coronariana estável, principalmente na população diabética. Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta estudos que forneceram evidências que demonstraram benefício prognóstico em pacientes diabéticos com doença de múltiplos vasos coronarianos.
COURAGE e SYNTAX.
FREEDOM e TREAT.
FREEDOM e BARI.
STICH e SYNTAX.
COURAGE e REVIVED-BCIS2.
Paciente de 1 ano, sexo masculino, portador de comunicação interventricular ampla, foi submetido a um cateterismo cardíaco para teste de responsividade ao vasodilatador pulmonar.
Os seguintes parâmetros foram obtidos:
- Condição basal: AD 13 mmHg / VD 50/18 mmHg / AP 50x35(47) mmHg / Capilar 16 mmHg / RVS 16 Woods / RVP 16,3 Woods.
- Condição após NO 40 ppm: AD 10mmHg / VD 56/16 mmHg / AP 57X20(37) mmHg / RVS 12 Woods / RVP 13 Woods.
(Legenda: AD: átrio direito; VD: ventrículo direito; AP: artéria pulmonar; RVS: resistência vascular sistêmica; RVP: resistência vascular pulmonar.)
Com base nessas informações, assinale a alternativa correta.
O paciente apresenta hipertensão pulmonar por hiperfluxo.
O teste de responsividade é positivo.
O teste de responsividade é negativo.
Há contraindicação absoluta ao fechamento da lesão.
Não é possível fazer o cálculo com as informações fornecidas.
Em paciente adulto com doença cardiovascular (DCV) conhecida, programado para cirurgia não cardíaca de risco elevado, qual estratégia pré-operatória é mais adequada para refinar a estratificação de risco quando a decisão pode influenciar monitorização e cuidados pós-operatórios?
Medir peptídeo natriurético tipo B (BNP) ou Nterminal pro-BNP (NT-proBNP) antes da cirurgia em pacientes selecionados de maior risco.
Considerar dosagem de troponina cardíaca no pré-operatório em pacientes selecionados de maior risco, como parte do planejamento de monitorização perioperatória.
Realizar ecocardiograma transtorácico de rotina em todos os pacientes estáveis.
Solicitar cinecoronariografia invasiva como etapa inicial, para reduzir eventos perioperatórios.
Solicitar teste ergométrico em todo paciente com mais de 60 anos, mesmo com boa capacidade funcional.
Durante a avaliação pré-operatória de pacientes candidatos a cirurgias não cardíacas, a capacidade funcional exerce papel central na estratificação de risco cardiovascular. De acordo com as diretrizes atuais, sobre a avaliação da capacidade funcional, assinale a alternativa correta.
Capacidade funcional acima de 4 METs exclui completamente o risco cardiovascular perioperatório.
A avaliação subjetiva do médico é equivalente a métodos estruturados.
Questionários estruturados, como o Duke Activity Status Index, são ferramentas válidas para estimar capacidade funcional.
Testes de esforço são recomendados rotineiramente a todos os pacientes idosos.
Capacidade funcional reduzida é irrelevante quando o escore de risco clínico é baixo.


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Paciente de 58 anos é submetido à cirurgia cardíaca com circulação extracorpórea prolongada. Durante a CEC, observa-se aumento progressivo da pressão de enchimento do ventrículo esquerdo, congestão pulmonar e dificuldade de recuperação miocárdica após redução do fluxo do circuito. A fração de ejeção pré-operatória era significativamente reduzida. Qual mecanismo fisiopatológico associado à CEC explica melhor esse quadro?
Comprometimento da drenagem venosa e distensão ventricular esquerda por sobrecarga de volume no circuito, com elevação secundária das pressões de enchimento.
Aumento do consumo miocárdico de oxigênio devido à hipotermia.
Aumento da pós-carga ventricular esquerda induzido pelo fluxo retrógrado arterial.
Hipovolemia relativa secundária à hemodiluição.
Falha primária do oxigenador com hipoxemia sistêmica.
A respeito da ablação cirúrgica concomitante da FA em pacientes submetidos à cirurgia cardíaca valvar com fibrilação atrial (FA) sintomática pré-operatória, assinale a alternativa correta.
Deve ser evitada devido ao aumento inaceitável de mortalidade operatória.
Pode ser considerada em pacientes selecionados, especialmente quando há sintomas, duração menor de fibrilação atrial e baixa chance de manutenção de ritmo sinusal sem intervenção adicional.
Está associada a maior chance de manutenção de ritmo sinusal no seguimento.
Substitui a necessidade de anticoagulação oral no pós-operatório.
Tem eficácia inferior à ablação por cateter em todos os cenários clínicos.
Considerando a monitorização perioperatória da pressão ventricular direita no transplante cardíaco, são características da onda normal da pressão ventricular direita:
I. Inclinação sistólica lenta (<100 mseg após a onda Q) sem mudança de pressão ao longo do tempo.
II. Diferença significativa (> 6 mmHg) entre o pico sistólico da pressão de ventrículo direito e o pico sistólico da pressão da artéria pulmonar.
III. Inclinação horizontal da pressão diastólica inicial do ventrículo direito para a diastólica final de 4 mmHg ou menos.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e III.
I, II e III.
Paciente do sexo masculino, 68 anos , obeso , portador de hipertensão arterial, Diabetes Mellitus Tipo 2. Já revascularizado cirurgicamente há três anos, pós infarto agudo do miocárdio. Chega ao setor de emergência com dispneia progressiva, ortopneia, e edema dos membros inferiores. Relata que não vem usando suas medicações regularmente, principalmente os hipoglicemiantes e os anti-hipertensivos.
No exame físico, verifica-se taquipneia, estertores pulmonares bilateralmente e na ausculta cardíaca terceira bulha cardíaca bem evidente, frequência cardíaca de 89 bpm. Além de importante edema dos membros inferiores. PA de 150 x 90 mmHG. O eletrocardiograma revela importante sobrecarga atrial esquerda e direita e bloqueio AV de primeiro grau.
Diante desse caso clínico, a conduta inicial mais adequada é:
iniciar imediatamente diurético(furosemida) e nitroglicerina.
implantar um marca-passo multissítio.
iniciar amiodarona venosa e diuréticos.
Iniciar insulina regular intravenosa e ventilação mecânica se necessário.
ministrar diuréticos e inotrópicos venosos.
Paciente submetido a cirurgia de revascularização do miocárdio sem intercorrências operatórias. O ecocardiograma color com doppler demonstrou boa função biventricular e no Raio-X de tórax (controle). Derrame pleural bilateral pequeno. Clinicamente, o paciente tem condições de alta hospitalar.
A prescrição ideal para este momento de evolução no momento da alta hospitalar, além do AAS, como antiagregante plaquetário, é:
betabloqueador, estatina e diurético.
betabloqueador, inibidores da enzima de conversão.
clopidogrel, diurético e anti-inflamatórios não hormonais.
estatina, inibidor da enzima de conversão da angiotensina.
drenagens pleurais antes da alta.


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Paciente, 68 anos, é internado com angina instável e episódios frequentes de hemiparesia esquerda. A cineangiocoronariografia demonstra 80% de lesão no terço distal do tronco da coronária esquerda e 90% no terço proximal da coronária direita.
Função ventricular normal pelo ecocardiograma. Ecodoppler de carótidas e vertebrais demonstra lesão de 90% em bifurcação carotídea direita estendendo-se para a carótida interna.
Diante do caso em questão, o melhor planejamento cirúrgico é
stent coronariano e stent carotídeo.
endarterectomia carotídea direita e revascularização do miocárdio uma semana após a cirurgia da carótida.
stent de carótida direita e revascularização do miocárdio após uma semana.
cirurgia simultânea de endarterectomia de carótida direita e revascularização do miocárdio.
revacularização do miocárdio e stent de carótida após duas semanas.
Paciente com endocardite infecciosa foi submetido a cirurgia de Commando.
Os procedimentos realizados nessa cirurgia devem incluir
troca valvar aórtica e plastia de tricúspide.
troca valvar mitral e alargamento do anel posterior.
troca valvar aórtica, troca valvar mitral e reconstrução do esqueleto fibroso do coração.
troca valvar mitral com alargamento da via de saída do VE.
debridamento e reconstrução do esqueleto fibroso do coração onde ele está lesionado.
O tamanho do átrio esquerdo é um fator importante para o sucesso da ablação cirúrgica da fibrilação atrial.
O diâmetro atrial esquerdo de um paciente que será operado para se obter sucesso com esse procedimento cirúrgico deve ser
< 4,5 cm.
entre 4,5 e 5,5 cm.
entre 5,0 e 5,5 cm.
entre 5,5 e 6,0 cm.
> 6,0 cm.
Paciente do sexo feminino, 41 anos, apresenta quadro clínico de sepse de difícil controle. É portadora de lúpus eritematoso sistêmico, imunossuprimida.
Após ecocardiografia com Doppler foi detectada uma vegetação na valva tricúspide de 3,6 cm de diâmetro associada a insuficiência valva tricúspide moderada a grave.
As hemoculturas, repetidas por três vezes, foram negativas. O quadro sugere que a paciente apresenta endocardite infecciosa e de origem provavelmente fúngica.
A conduta correta nesse caso é
utilizar a prótese valvular mecânica, pois se trata de uma paciente jovem.
tentar tratamento com outros antifúngicos para observar a evolução.
anticoagular a paciente e observar a evolução.
cirurgia de urgência.
tentar plastia da valva tricúspide após retirada da lesão causada pela endocardite.
Uma gestante de 26 anos, na 33ª semana de gestação, recebe, após realizar um ecocardiograma transfetal, o diagnóstico de uma comunicação interventricular (CIV) perimembranosa com 2,5 mm de diâmetro e sem outros achados patológicos.
Em relação à conduta e à tomada de decisão para o caso, assinale a afirmativa correta.
O tratamento deve ser cirúrgico com seis meses de evolução pós-parto.
A mortalidade cirúrgica nesta fase da doença tem uma maior probabilidade.
Se não conseguirmos auscultar um sopro sistólico a indicação é contraindicada.
Provavelmente o fechamento desta CIV será espontânea.
O fechamento espontâneo será mais fácil se for um tipo de CIV muscular.


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