Questões de Concurso sobre Cirurgia Cardiovascular

 
 
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Com relação ao tratamento cirúrgico para pessoas com Doença Coronariana Crônica Obstrutiva, marque a opção que NÃO corresponde a uma indicação clássica de cirurgia de revascularização miocárdica para obter benefícios de redução de risco de eventos cardiovasculares:


A

Pessoas com estenose coronariana significativa de baixa complexidade anatômica e com angina limitante, a despeito de terapia clínica otimizada.


B

Indivíduos com lesão de tronco de coronária esquerda, independente da fração de ejeção do ventrículo esquerdo.


C

Pessoas com doença de múltiplos vasos principais envolvendo DA proximal com escore de SINTAX>23.


D

Pessoas com doença de múltiplos vasos principais, associada à disfunção ventricular esquerda.

Considerando a correção de aneurisma de aorta abdominal por via endovascular, assinale a alternativa correta.


A

É preferida apenas para realização de cirurgias de emergência.


B

Aumenta o tempo de internação na unidade de terapia intensiva.


C

Exige maior necessidade de transfusões sanguíneas.


D

Apresenta menor taxa de mortalidade 30 dias após a cirurgia.


E

Resulta em maior tempo de internação total.

Na estenose valvar aórtica adquirida de origem degenerativa, a indicação cirúrgica é apropriada nas condições e sinais clínicos e anatômicos evolutivos relacionados a seguir, à exceção de um. Assinale-o.


A

Insuficiência cardíaca.


B

Angina de peito.


C

Hipertensão com bloqueio de ramo esquerdo.


D

Lipotimia.


E

Calcificação no folheto aórtico avançada.

Paciente de 62 anos, masculino, foi submetido a uma cirurgia de Bentall-De Bono para tratamento de um aneurisma de raiz da aorta e insuficiência valvar aórtica.

Não foi possível descontinuar a circulação extracorpórea devido a baixo débito cardíaco. O ecotransesofágico na sala de cirurgia demonstrava uma hipocinesia ventricular esquerda grave e função direita normal.


Das medidas relacionadas a seguir, diante desse quadro, assinale a melhor opção.


A

Suporte circulatório (ECMO).


B

Ponte de safena para artéria coronária direita.


C

Ponte de artéria radial para coronária direita e marginal.


D

Ponte de artéria torácica interna para artéria coronária diagonal obtusa.


E

Ponte de safena para artéria descendente anterior.

Nas cardioplegias (proteção miocárdica) atualmente há muitas opções de soluções e vias de administração selecionadas pelo cirurgião.


Na cardioplegia administrada de forma retrógrada (seio venoso), a principal preocupação é


A

não proteger o septo atrioventricular.


B

a presença de veia cava esquerda.


C

o alto risco de lesão do seio venoso.


D

o risco de perfundir a cardioplegia para cava superior.


E

com a distribuição miocárdica não uniforme de cardioplegia.

Diversos ensaios clínicos randomizados avaliaram o impacto da cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM) em pacientes com doença arterial coronariana estável, principalmente na população diabética. Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta estudos que forneceram evidências que demonstraram benefício prognóstico em pacientes diabéticos com doença de múltiplos vasos coronarianos.


A

COURAGE e SYNTAX.


B

FREEDOM e TREAT.


C

FREEDOM e BARI.


D

STICH e SYNTAX.


E

COURAGE e REVIVED-BCIS2.

Paciente de 1 ano, sexo masculino, portador de comunicação interventricular ampla, foi submetido a um cateterismo cardíaco para teste de responsividade ao vasodilatador pulmonar.


Os seguintes parâmetros foram obtidos:


- Condição basal: AD 13 mmHg / VD 50/18 mmHg / AP 50x35(47) mmHg / Capilar 16 mmHg / RVS 16 Woods / RVP 16,3 Woods.

- Condição após NO 40 ppm: AD 10mmHg / VD 56/16 mmHg / AP 57X20(37) mmHg / RVS 12 Woods / RVP 13 Woods.


(Legenda: AD: átrio direito; VD: ventrículo direito; AP: artéria pulmonar; RVS: resistência vascular sistêmica; RVP: resistência vascular pulmonar.)


Com base nessas informações, assinale a alternativa correta.


A

O paciente apresenta hipertensão pulmonar por hiperfluxo.


B

O teste de responsividade é positivo.


C

O teste de responsividade é negativo.


D

Há contraindicação absoluta ao fechamento da lesão.


E

Não é possível fazer o cálculo com as informações fornecidas.

Em paciente adulto com doença cardiovascular (DCV) conhecida, programado para cirurgia não cardíaca de risco elevado, qual estratégia pré-operatória é mais adequada para refinar a estratificação de risco quando a decisão pode influenciar monitorização e cuidados pós-operatórios?


A

Medir peptídeo natriurético tipo B (BNP) ou Nterminal pro-BNP (NT-proBNP) antes da cirurgia em pacientes selecionados de maior risco.


B

Considerar dosagem de troponina cardíaca no pré-operatório em pacientes selecionados de maior risco, como parte do planejamento de monitorização perioperatória.


C

Realizar ecocardiograma transtorácico de rotina em todos os pacientes estáveis.


D

Solicitar cinecoronariografia invasiva como etapa inicial, para reduzir eventos perioperatórios.


E

Solicitar teste ergométrico em todo paciente com mais de 60 anos, mesmo com boa capacidade funcional.

Durante a avaliação pré-operatória de pacientes candidatos a cirurgias não cardíacas, a capacidade funcional exerce papel central na estratificação de risco cardiovascular. De acordo com as diretrizes atuais, sobre a avaliação da capacidade funcional, assinale a alternativa correta.


A

Capacidade funcional acima de 4 METs exclui completamente o risco cardiovascular perioperatório.


B

A avaliação subjetiva do médico é equivalente a métodos estruturados.


C

Questionários estruturados, como o Duke Activity Status Index, são ferramentas válidas para estimar capacidade funcional.


D

Testes de esforço são recomendados rotineiramente a todos os pacientes idosos.


E

Capacidade funcional reduzida é irrelevante quando o escore de risco clínico é baixo.

Paciente de 58 anos é submetido à cirurgia cardíaca com circulação extracorpórea prolongada. Durante a CEC, observa-se aumento progressivo da pressão de enchimento do ventrículo esquerdo, congestão pulmonar e dificuldade de recuperação miocárdica após redução do fluxo do circuito. A fração de ejeção pré-operatória era significativamente reduzida. Qual mecanismo fisiopatológico associado à CEC explica melhor esse quadro?


A

Comprometimento da drenagem venosa e distensão ventricular esquerda por sobrecarga de volume no circuito, com elevação secundária das pressões de enchimento.


B

Aumento do consumo miocárdico de oxigênio devido à hipotermia.


C

Aumento da pós-carga ventricular esquerda induzido pelo fluxo retrógrado arterial.


D

Hipovolemia relativa secundária à hemodiluição.


E

Falha primária do oxigenador com hipoxemia sistêmica.

A respeito da ablação cirúrgica concomitante da FA em pacientes submetidos à cirurgia cardíaca valvar com fibrilação atrial (FA) sintomática pré-operatória, assinale a alternativa correta.


A

Deve ser evitada devido ao aumento inaceitável de mortalidade operatória.


B

Pode ser considerada em pacientes selecionados, especialmente quando há sintomas, duração menor de fibrilação atrial e baixa chance de manutenção de ritmo sinusal sem intervenção adicional.


C

Está associada a maior chance de manutenção de ritmo sinusal no seguimento.


D

Substitui a necessidade de anticoagulação oral no pós-operatório.


E

Tem eficácia inferior à ablação por cateter em todos os cenários clínicos.

Sobre o tratamento do aneurisma de aorta infrarrenal, é correto afirmar:


A

a mortalidade perioperatória da correção aberta é semelhante ao tratamento endovascular.


B

nos pacientes com expectativa de vida inferior a 2 anos, há comprovadamente melhor indicação do uso de endoprótese infrarrenal, mesmo que o colo seja hostil.


C

após 2 anos, a sobrevida livre de reintervenção é semelhante entre a técnica aberta e a endovascular.


D

de acordo com as instruções de uso das endopróteses, há contraindicação absoluta ao uso desses dispositivos quando colo menor que 15 mm.


E

após 6 meses, o desfecho de sobrevida global é semelhante entre a cirurgia aberta e a endovascular.

Mulher de 71 anos, cinco dias após infarto tratado com angioplastia, desenvolve dispneia súbita, edema agudo de pulmão e sopro holossistólico novo em foco mitral. Pressão arterial é 78 por 48 mmHg. Ecocardiograma demonstra regurgitação mitral aguda grave, folheto mitral flail e estrutura móvel correspondente à cabeça rompida do músculo papilar.

A conduta mais apropriada é


A

realizar reparo mitral transcateter de rotina como primeira escolha, reservando cirurgia apenas para falha do procedimento.


B

tratar inicialmente com vasodilatador e diurético até resolução do edema pulmonar, programando cirurgia eletiva após quatro semanas.


C

encaminhar para correção cirúrgica emergencial, utilizando suporte hemodinâmico e eventualmente circulatório como ponte conforme necessidade.


D

iniciar suporte inotrópico e balão intra-aórtico e postergar cirurgia até estabilização completa, pois operar na primeira semana após o IAM aumenta excessivamente a mortalidade.


E

realizar intervenção coronariana percutânea da artéria culpada como tratamento isolado, porque a revascularização costuma reverter a insuficiência mitral aguda por ruptura papilar.

Considerando a monitorização perioperatória da pressão ventricular direita no transplante cardíaco, são características da onda normal da pressão ventricular direita:


I. Inclinação sistólica lenta (<100 mseg após a onda Q) sem mudança de pressão ao longo do tempo.

II. Diferença significativa (> 6 mmHg) entre o pico sistólico da pressão de ventrículo direito e o pico sistólico da pressão da artéria pulmonar.

III. Inclinação horizontal da pressão diastólica inicial do ventrículo direito para a diastólica final de 4 mmHg ou menos.


Quais estão corretas?


A

Apenas I.


B

Apenas II.


C

Apenas III.


D

Apenas I e III.


E

I, II e III.

Paciente do sexo masculino, 68 anos , obeso , portador de hipertensão arterial, Diabetes Mellitus Tipo 2. Já revascularizado cirurgicamente há três anos, pós infarto agudo do miocárdio. Chega ao setor de emergência com dispneia progressiva, ortopneia, e edema dos membros inferiores. Relata que não vem usando suas medicações regularmente, principalmente os hipoglicemiantes e os anti-hipertensivos.

No exame físico, verifica-se taquipneia, estertores pulmonares bilateralmente e na ausculta cardíaca terceira bulha cardíaca bem evidente, frequência cardíaca de 89 bpm. Além de importante edema dos membros inferiores. PA de 150 x 90 mmHG. O eletrocardiograma revela importante sobrecarga atrial esquerda e direita e bloqueio AV de primeiro grau.


Diante desse caso clínico, a conduta inicial mais adequada é:


A

iniciar imediatamente diurético(furosemida) e nitroglicerina.


B

implantar um marca-passo multissítio.


C

iniciar amiodarona venosa e diuréticos.


D

Iniciar insulina regular intravenosa e ventilação mecânica se necessário.


E

ministrar diuréticos e inotrópicos venosos.

Paciente submetido a cirurgia de revascularização do miocárdio sem intercorrências operatórias. O ecocardiograma color com doppler demonstrou boa função biventricular e no Raio-X de tórax (controle). Derrame pleural bilateral pequeno. Clinicamente, o paciente tem condições de alta hospitalar.


A prescrição ideal para este momento de evolução no momento da alta hospitalar, além do AAS, como antiagregante plaquetário, é:


A

betabloqueador, estatina e diurético.


B

betabloqueador, inibidores da enzima de conversão.


C

clopidogrel, diurético e anti-inflamatórios não hormonais.


D

estatina, inibidor da enzima de conversão da angiotensina.


E

drenagens pleurais antes da alta.

Paciente, 68 anos, é internado com angina instável e episódios frequentes de hemiparesia esquerda. A cineangiocoronariografia demonstra 80% de lesão no terço distal do tronco da coronária esquerda e 90% no terço proximal da coronária direita.

Função ventricular normal pelo ecocardiograma. Ecodoppler de carótidas e vertebrais demonstra lesão de 90% em bifurcação carotídea direita estendendo-se para a carótida interna.


Diante do caso em questão, o melhor planejamento cirúrgico é


A

stent coronariano e stent carotídeo.


B

endarterectomia carotídea direita e revascularização do miocárdio uma semana após a cirurgia da carótida.


C

stent de carótida direita e revascularização do miocárdio após uma semana.


D

cirurgia simultânea de endarterectomia de carótida direita e revascularização do miocárdio.


E

revacularização do miocárdio e stent de carótida após duas semanas.

Paciente com endocardite infecciosa foi submetido a cirurgia de Commando.


Os procedimentos realizados nessa cirurgia devem incluir


A

troca valvar aórtica e plastia de tricúspide.


B

troca valvar mitral e alargamento do anel posterior.


C

troca valvar aórtica, troca valvar mitral e reconstrução do esqueleto fibroso do coração.


D

troca valvar mitral com alargamento da via de saída do VE.


E

debridamento e reconstrução do esqueleto fibroso do coração onde ele está lesionado.

O tamanho do átrio esquerdo é um fator importante para o sucesso da ablação cirúrgica da fibrilação atrial.


O diâmetro atrial esquerdo de um paciente que será operado para se obter sucesso com esse procedimento cirúrgico deve ser


A

< 4,5 cm.


B

entre 4,5 e 5,5 cm.


C

entre 5,0 e 5,5 cm.


D

entre 5,5 e 6,0 cm.


E

> 6,0 cm.

Paciente do sexo feminino, 41 anos, apresenta quadro clínico de sepse de difícil controle. É portadora de lúpus eritematoso sistêmico, imunossuprimida.

Após ecocardiografia com Doppler foi detectada uma vegetação na valva tricúspide de 3,6 cm de diâmetro associada a insuficiência valva tricúspide moderada a grave.

As hemoculturas, repetidas por três vezes, foram negativas. O quadro sugere que a paciente apresenta endocardite infecciosa e de origem provavelmente fúngica.


A conduta correta nesse caso é


A

utilizar a prótese valvular mecânica, pois se trata de uma paciente jovem.


B

tentar tratamento com outros antifúngicos para observar a evolução.


C

anticoagular a paciente e observar a evolução.


D

cirurgia de urgência.


E

tentar plastia da valva tricúspide após retirada da lesão causada pela endocardite.

 
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