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Habitualmente, durante uma traqueostomia, deve-se evitar a incisão no nível do primeiro anel traqueal. Assinale a alternativa que explica o corretamente o motivo desta conduta e uma exceção.
Para prevenir estenose subglótica, tendo como exceção, pacientes com câncer de laringe com programação de laringectomia total
Para prevenir fistula traqueo-carotídea, tendo como exceção, pacientes com istmo tireoidiano aumentado
Para evitar secção da artéria tireoidiana ima, tendo como exceção, pacientes com tireoidectomia total prévia
Para prevenir lesão do nervo laríngeo superior, tendo como exceção, pacientes com programação de tireoidectomia total
Para prevenir lesão do laríngeo superior, tendo como exceção, pacientes com câncer de laringe com programação de laringectomia total
Paciente dá entrada em pronto-socorro com história de dispneia com piora progressiva há 3 semanas, passando atualmente para falta de ar em repouso associada a tiragem de fúrcula esternal durante a inspiração profunda. Familiares informam que permaneceu em entubação orotraqueal por 7 dias em unidade de tratamento intensivo após acidente automobilístico. Realizou-se tomografia de pescoço e tórax na emergência, nas quais confirmou-se obstrução de 80% ao nível da borda inferior da cartilagem cricoide. É correto dizer que:
é contraindicada a dilatação traqueal com “velas metálicas”.
a dilatação com balões de dilatação traqueal é a única maneira segura de alívio da obstrução.
a realização de cricotiroidostomia de emergência é a melhor opção terapêutica para alívio da obstrução.
a realização de traqueostomia de emergência, imediatamente acima da estenose, é uma boa opção terapêutica.
a realização de traqueostomia de emergência, imediatamente abaixo da estenose, é uma boa opção terapêutica.
A fragilidade de estruturas anatômicas presentes na região do pescoço intimamente justapostas, sem a possibilidade de luxação fácil e exposição independente aliada, a rede vascular abundante e diversos sistemas envolvidos fazem com que esta seja uma região importante, na qual lesões podem ser fatais. No trauma cervical, é indicação para exploração mandatória:
I. Hematoma pulsátil/expansivo.
II. Choque ou sangramento ativo.
III. Enfisema de subcutâneo.
IV. Insuficiência respiratória aguda.
Estão CORRETOS:
Somente os itens I e IV.
Somente os itens I, II e III.
Somente os itens II, III e IV.
Todos os itens.
Na cirurgia de reconstrução facial, ao utilizar enxertos autólogos, assinale a alternativa que apresenta o principal desafio relacionado à vascularização do tecido transplantado.
Anastomose arterial
Isquemia transitória
Perfusão venosa inadequada
Formação de microtrombos
Rejeição imunológica
Qual é a classificação em que se enquadra o retalho deltopeitoral e qual é a origem do seu suprimento sanguíneo arterial?
Retalho axial – ramos perfurantes da artéria mamária interna.
Retalho axial – artéria toracoacromial.
Retalho misto (axial e randômico) – ramos perfurantes da artéria mamária interna.
Retalho randômico – artéria toracoacromial.
Retalho misto (axial e randômico) – ramos do tronco tirocervical.
Paciente portador de carcinoma epidermoide de soalho da boca, localizado lateralmente e à direita da linha média, com extensão de 1,5 cm no maior diâmetro e sem metástases linfonodais identificadas no pré-operatório, teve indicação para ressecção da lesão via endoral e esvaziamento cervical seletivo. No pós-operatório o paciente relatou anestesia (perda da sensibilidade) de toda a borda e ponta da língua do mesmo lado operado. Qual a provável causa desta sintomatologia?
Lesão do nervo hipoglosso.
Lesão do nervo lingual.
Lesão do nervo mandibular marginal.
Lesão do nervo alveolar.
Lesão da alça do hipoglosso.
Na classificação AJCC dos tumores malignos, é importante o conhecimento das regras gerais de aplicação que são válidas para todos os sítios. Posto isto, é correto afirmar que
o componente M do sistema é referido como “MX” quando metástase a distância não puder ser confirmada.
no caso de tumores primários múltiplos em um órgão todos os tumores devem ser classificados.
em tumores primários simultâneos bilaterais de órgão pares o maior tumor deve ser referido.
após a classificação das categorias T, N e M, o agrupamento por estágios não é obrigatório.
se houver dúvida quanto à correta extensão de qualquer categoria (T, N ou M), o menor estádio deve ser escolhido.
Um homem de 55 anos de idade, etilista de destilados há 20 anos de uso diário, vem à consulta com queixa de aumento de volume do pescoço. Nega história familiar de neoplasia ou outras doenças. Nega emagrecimento, sudorese noturna, perda ponderal e febre.
Ao exame físico, observa-se aumento difuso de todos os compartimentos do pescoço, incluindo regiões parotídeas, submandibulares, submentoniana e fossas supraclaviculares.
Diante da descrição, qual é a hipótese diagnóstica?
Doença do IgG4.
Linfedema crônico.
Linfoma.
Lipomatose cervical simétrica.
Sialoadenite crônica.
O mau funcionamento da tuba auditiva pode causar sintomas como o zumbido e a alteração auditiva, o que provoca muito incômodo. Com base nessa informação, assinale a alternativa correta.
Hiperacusia é um sintoma comum.
Estudos comprovam que refluxo não causa otite média em tuba patente.
Tubo de ventilação restaura o funcionamento da tuba patente.
Perda aguda ou crônica de peso, como ocorre em cirurgia bariátrica, radioterapia de cabeça e pescoço, quimioterapia e carcinomatose podem ser causas de disfunção tubária.
Apesar de incômoda, a alteração da tuba auditiva não está relacionada a barotrauma em mergulhos ou voo.
Uma paciente de 35 anos de idade foi ao pronto atendimento devido à paralisia periférica da face (PFP) direita há um dia.
Com base nessa situação hipotética, é correto afirmar que
ocorre uma lesão no trajeto extratemporal do nervo facial na maioria das PFP.
a paralisia facial periférica causa desvio de rima, sem comprometimento do andar superior da face.
a causa mais comum de paralisia facial é a paralisia de Bell ou idiopática, seguida da traumática.
a causa mais comum de paralisia facial é infecciosa, associada à otite média aguda.
a audiometria e a impedanciometria não têm serventia para a investigação no início da doença.
Um paciente de 44 anos de idade compareceu ao pronto atendimento com queixa de odinofagia importante, que persiste há dois meses. A dor era pouco controlada por anti‑inflamatório. No exame, apresentou lesões exulceradas em mucosa jugal bilateral, face faríngea da epiglote e muro ariepiglótico direito, com bordas definidas, regulares, de até 1 cm de diâmetro, com fundo de fibrina. Na investigação, constatou‑se o surgimento de feridas no couro cabeludo, que apareciam e desapareciam. O paciente atribuiu a piora ao estresse e negou febre ou emagrecimento. Coincidiu com o mesmo tempo das lesões orais.
Com base nessa situação hipotética, é correto afirmar que
o paciente apresenta um quadro típico de neutropenia cíclica.
é preciso investigar pênfigo vulgar.
a síndrome de Sjogren predispõe para o quadro acima.
o melhor exame a ser feito é raspado do fundo da lesão.
é preciso investigar sífilis primária.
Quanto ao trauma de osso temporal, é correto afirmar que
a desarticulação da cadeia ossicular ou das fraturas de ossículos só poderão ser diagnosticadas eletivamente após o paciente receber alta da unidade de emergência, assim como em perfurações timpânicas.
os desequilíbrios ou as vertigens são muito frequentes e podem ser reflexos tanto de concussão do labirinto posterior como de sua ruptura.
a disacusia neurossensorial é menos frequente, porém reversível e, também, será alvo de melhor avaliação eletivamente, fora de ambiente emergencial.
o sangue no meato acústico externo, já na avaliação inicial, comprova a presença de fístula liquórica.
a paralisia facial periférica imediata pressupõe ser resultado de edema do nervo por concussão.
Um paciente de 27 anos de idade chegou ao pronto‑socorro com odinofagia intensa, disfagia e halitose fétida, de evolução rápida. No exame, apresentou lesão ulceronecrótica em amígdala esquerda, recoberta por exsudato pseudomembranoso.
Com base nessa situação hipotética, o diagnóstico mais provável é
angina de Plaut‑Vincent.
paracoccidioidomicose.
faringite gonocócica.
mononucleose.
herpangina.
É uma característica facial dos respiradores orais
a eversão de lábio superior.
as narinas alargadas.
a protrusão de incisivos superiores.
a hipertonia da musculatura perioral.
o lábio inferior hiperdesenvolvido.
Alguns pacientes podem desenvolver, no curso de algumas doenças, uma qualidade de voz tipo “batata quente” e, neste caso, trata-se de alta suspeita de tumor volumoso localizado em
cornetos nasais posteriores
esôfago cervical
adenoides
tireoide
base da língua/epiglote
Qual o local mais aceito como origem dos nasoangiofibromas juvenis?
Parede lateral do seio maxilar
Canal do nervo vidiano
Fossa pterigopalatina
Complexo osteomeatal
Fossa olfatória
Sobre a anatomia cirúrgica do seio etmoidal, é CORRETO afirmar, em relação às lamelas basais, que
a primeira lamela é a bula etmoidal.
a segunda lamela é o corneto superior.
a terceira lamela é a inserção do corneto médio na órbita.
a primeira lamela é o corneto supremo.
a terceira lamela é o processo uncinado.
Com a pandemia do covid-19, pacientes vêm sofrendo com sintomas de hiposmia/anosmia com maior frequência. Com relação às doenças do olfato, assinale a alternativa correta.
Doenças olfatórias podem ser classificadas como centrais quando ocorre bloqueio na chegada das moléculas de odor no epitélio olfatório, por exemplo, a decorrente de alterações anatômicas de cavidade nasal.
Doenças olfatórias podem ser classificadas como neurossensoriais quando ocorre bloqueio na chegada das moléculas de odor no epitélio olfatório, por exemplo, a decorrente de alterações anatômicas de cavidade nasal.
Doenças olfatórias podem ser classificadas como destrutivas quando ocorre dano no epitélio olfatório, nas células caliciformes, nos pseudocílios ou nos nervos olfatórios, por exemplo, em casos de infecção viral.
Doenças olfatórias podem ser classificadas como centrais quando o acometimento se dá em, pelo menos, uma das estruturas que constituem a via olfatória (bulbo olfatório/trato/estrias olfatórias/centros corticais da olfação), por exemplo, tumores intracranianos.
Doenças olfatórias podem ser classificadas como condutivas quando o acometimento se dá em, pelo menos, uma das estruturas que constituem a via olfatória central, por exemplo, tumores intracranianos.
Quanto à anatomia dos seios paranasais, assinale a alternativa correta.
Os seios da face apresentam crescimento acelerado durante a vida intrauterina e durante a infância. Costumam estar completamente formados no início da puberdade.
Os seios maxilares são os primeiros a se originarem no meato nasal médio e mantêm-se ligados à cavidade nasal através de seus óstios acessórios.
Os seios paranasais iniciam seu desenvolvimento na vida intrauterina. Todos os seios paranasais são bilaterais.
Os seios paranasais mais posteriores são as células etmoidais posteriores.
Todos os seios paranasais, com exceção do seio esfenoidal, mantêm comunicação com a cavidade nasal através de óstios de abertura.
As tireoplastias são procedimentos cirúrgicos realizados via abordagem externa que levam a alterações do posicionamento das pregas vocais. Acerca da tireoplastia do tipo 1, é correto afirmar que se trata de uma cirurgia que busca o(a)
relaxamento das pregas vocais, de forma a reduzir o pitch vocal, ou seja, agravar a voz do paciente submetido ao procedimento.
lateralização da prega vocal, podendo ser indicada em casos de paralisia bilateral de pregas vocais em posição de adução.
estiramento das pregas vocais, de forma a elevar o pitch vocal, ou seja, agudizar a voz do paciente submetido ao procedimento.
medialização de uma prega vocal, podendo ser indicada em casos de paralisia unilateral de prega vocal em posição de abdução.
desinserção das pregas vocais, de forma a aprimorar a defesa glótica e reduzir riscos de broncoaspiração.