Questões de Concurso sobre Clínica Geral

 
 
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Em relação a pacientes com ascite, analise as afirmativas abaixo e marque V (verdadeiro) ou F (falso):


( ) São condições que facilitam a ocorrência de Peritonite Bacteriana Espontânea: deficiência de complemento sérico, aumento de opsoninas e diminuição da função de macrófagos.

( ) São fatores de risco para a ocorrência Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE): Cirrose com Child C, PBE prévia, proteínas totais do líquido ascítico menor que 1 g/dL, sangramento gastrointestinal agudo e infecção urinária.

( ) O diagnóstico de Peritonite Bacteriana Espontânea depende da punção do líquido ascítico. A Razão Normalizada Internacional (RNI) maior que 2,5 não é contraindicação para a realização da punção.

( ) A definição clássica de PBE presume, além da ascite com presença de mais de 250 leucócitos, a presença de cultura positiva monomicrobiana (apenas 1 microrganismo na cultura).


Marque a alternativa que corresponda, na ordem de cima para baixo, à sequência CORRETA.


A

F, V, V, F.


B

F, F, V, F.


C

V, V, V, V.


D

V, V, F, F.

Paciente de 14 anos, sexo masculino, é levado ao pronto-socorro por episódio de hematoquezia volumosa e indolor iniciado há aproximadamente seis horas, associado à tontura e palidez. Nega febre, diarreia ou dor abdominal. Ao exame físico apresenta frequência cardíaca de 118 bpm, pressão arterial de 98 × 60 mmHg, palidez cutaneomucosa ++/4+ e abdome flácido, indolor e sem sinais de irritação peritoneal. Os exames laboratoriais demonstram hemoglobina 7,8 g/dL, hematócrito 24%, leucócitos 8.900/mm3 e proteína C reativa 0,5 mg/dL. Após estabilização clínica, a cintilografia com 99mTc-pertecnetato evidencia captação focal no quadrante inferior direito, compatível com divertículo de Meckel contendo mucosa gástrica ectópica.

O quadro clínico apresentado está relacionado à persistência embrionária da seguinte estrutura:


A

ducto onfalomesentérico, cuja involução incompleta origina divertículo verdadeiro localizado na borda antimesentérica do íleo distal.


B

ducto pancreático dorsal, cuja regressão incompleta favorece comunicação anômala entre o pâncreas e o intestino delgado.


C

úraco fetal, cuja persistência parcial mantém comunicação fibrosa entre a bexiga urinária e a cicatriz umbilical.


D

mesentério dorsal primitivo, cuja fusão incompleta determina defeitos congênitos da fixação intestinal durante o desenvolvimento embrionário.


E

alantoide embrionário, cuja obliteração inadequada resulta em persistência de remanescente localizado entre umbigo e bexiga.

A ocorrência de hepatomegalia pode ser considerada uma manifestação de uma doença subjacente, decorrente de causas infecciosas, infiltrativas, obstrutivas, toxinas, entre outras causas. Assinale a alternativa que apresenta uma causa de hepatomegalia com armazenamento de lipídios.


A

Doença de Gaucher.


B

Doença de Wilson.


C

Hemocromatose.


D

Hemangioma.


E

Deficiência de alfa-1-antitripsina.

Marque um achado laboratorial compatível com alcalose metabólica:


A

pH arterial < 7,35.


B

Bicarbonato sérico reduzido.


C

pCO2 aumentado acima do normal.


D

pH arterial > 7,45.


E

Potássio plasmático elevado.

Marque a conduta correta para repor volume em choque hipovolêmico grave:


A

Restrição de líquidos.


B

Somente suporte ventilatório mecânico.


C

Uso imediato de antibióticos orais.


D

Administração de vasopressores.


E

Iniciar infusão rápida de solução cristaloide.

Um paciente com 20 anos de idade apresenta, com frequência média de duas vezes ao ano, desde os 5 anos de idade, quadro clínico constituído por obstrução e prurido nasal associados a espirros matinais, que remitem espontaneamente ou com o uso de corticoide oral. Ele considera o contato com poeira doméstica e a mudança climática como os desencadeantes para o surgimento desse quadro clínico. Há dois dias, apresenta uma exacerbação dos sintomas, associados à eliminação de secreção nasal clara e à cefaleia frontomaxilar.


Na situação hipotética descrita, antibióticos


A

devem ser considerados se os sintomas descritos perdurarem por mais de 48 horas.


B

devem ser prescritos, para que a duração dos sintomas diminua.


C

devem ser empregados como tratamento profilático, caso seja a segunda exacerbação infecciosa no ano.


D

não são necessários, uma vez que a principal causa das infecções é de etiologia viral.


E

devem ser prescritos se for realizado um exame de imagem que aponte para o diagnóstico de infecção.

Um paciente com 23 anos de idade procurou atendimento médico na UBS de sua cidade, informando apresentar diarreia há 10 dias. Ele relatou que o número de evacuações foi aumentando progressivamente, sendo 7 episódios por dia até o momento da consulta, e percebeu, na segunda semana de enfermidade, a presença de enterorragia e de muco nas fezes. Além disso, o paciente citou dor abdominal difusa do tipo em cólica de leve intensidade, astenia, anorexia e perda de 2 kg no período. O exame físico mostrou um paciente em regular estado geral, com a presença de dor abdominal difusa à palpação, mais intensa em fossa ilíaca esquerda e com ruídos hidroaéreos aumentados.


A partir da situação hipotética precedente, é correto afirmar que a provável causa da enfermidade descrita é


A

câncer de intestino.


B

amebíase.


C

doença de Crohn.


D

intolerância à lactose.


E

doença celíaca.

Homem de 62 anos com hipertensão e glicemia de jejum alterada comparece para discussão sobre estratégias ideais de prevenção cardiovascular. A hipertensão é bem controlada com anlodipino, 5 mg/dia, e ele não toma outros medicamentos. O paciente apresentou resultados normais no teste de esforço realizado há 2 anos e permanece ativo, com exercícios regulares em uma esteira por 30 minutos diários. Ele evita açúcar refinado e tenta seguir uma dieta mediterrânea. Ocasionalmente, toma uma taça de vinho no jantar e nunca fumou cigarros. Sua mãe teve um acidente vascular cerebral aos 70 anos e seu pai morreu de câncer de pulmão aos 76 anos. Ao exame físico: pressão arterial: 130 x 80 mmHg; frequência cardíaca: 76 bpm; altura: 175,3 cm; peso: 89,4 kg; não há xantomas tendinosos ou xantelasmas. Exames séricos atuais: glicemia de jejum: 110 mg/dL; hemoglobina glicada A1c: 5,9%; creatinina: 1,1 mg/dL; alanina aminotransferase: 34 U/L; aspartato aminotransferase: 30 U/L; perfil da tireoide: normal; colesterol total: 265 mg/dL; HDL: 95 mg/dL; LDL: 145 mg/dL; triglicerídeos: 151 mg/dL.


Além das orientações dietéticas para auxiliar na perda de peso, nesse momento, a recomendação de maior relevância é


A

iniciar ácido acetilsalicílico em baixa dose.


B

iniciar fenofibrato.


C

prescrever estatina.


D

associar metformina.


E

solicitar a lipoproteína (a) sérica.

A respeito das diversas causas e manifestações clínicas de diarreia crônica e suas condições associadas, assinale a alternativa correta.


A

A diarreia pode ocorrer em indivíduos que praticam exercícios vigorosos, sendo mais prevalente entre homens praticantes de musculação do que entre corredoras de longa distância.


B

Na suspeita de infecção por Clostridioides difficile, o tratamento inicial recomendado inclui azitromicina ou ciprofloxacino, a depender do perfil epidemiológico.


C

A dermatite herpetiforme é uma erupção cutânea com bolhas, ardência e prurido nas superfícies extensoras e nas nádegas, frequentemente associada à doença celíaca.


D

Os testes respiratórios com H₂ (hidrogênio) e metano não são úteis para avaliar má absorção de carboidratos ou supercrescimento bacteriano, sendo atualmente considerados obsoletos.


E

O tratamento dietético da doença celíaca consiste em retirar somente o trigo, enquanto centeio, cevada e aveia podem ser consumidos livremente pela maioria dos pacientes.

Mulher, 36 anos, previamente hígida, é trazida ao pronto atendimento após apresentar um episódio súbito de perda de consciência enquanto conversava com colegas no trabalho. Testemunhas relatam que ela caiu da cadeira, apresentou rigidez generalizada, seguida de abalos tônico-clônicos, por aproximadamente dois minutos, com liberação de saliva espumosa e leve mordedura de língua. Após o evento, permaneceu confusa e sonolenta por cerca de 20 minutos. Na chegada ao hospital, encontra-se mais desperta, porém desorientada no tempo, e com cefaleia intensa. Nega uso de drogas recreativas ou novos medicamentos. Refere apenas uma infecção respiratória alta há cerca de uma semana. Na avaliação inicial: PA: 128 x 82 mmHg; FC: 104 bpm; temperatura: 37,8 ºC; glicemia capilar: 102 mg/dL. O exame neurológico mostra lentificação psicomotora e discreta dificuldade de nomeação, mas sem déficits motores localizados. Pupilas simétricas e reativas. Ausência de sinais meníngeos. Foram realizados alguns exames iniciais no pronto atendimento: Sódio: 132 mEq/L; Potássio: 4,3 mEq/L; Magnésio: 1,7 mg/dL; Hemograma sem alterações relevantes. A tomografia de crânio sem contraste não revelou hemorragia ou lesões expansivas. A paciente permanece estável, porém ainda com leve sonolência e sem novo episódio convulsivo.


Considerando o quadro e o momento atual do atendimento, qual é a próxima conduta apropriada?


A

Solicitar punção lombar de líquor.


B

Liberar a paciente para casa com orientação de retorno se ocorrer nova crise.


C

Iniciar anticonvulsivante de manutenção por tempo indeterminado.


D

Prescrever benzodiazepínico de longa duração.


E

Administrar solução hipertônica.

Mulher, 28 anos, procura o pronto atendimento com história de gastroenterite, há 48 horas, com mais de 12 episódios de diarreia aquosa, nas últimas 24 horas, e vômitos frequentes. Refere que não consegue ingerir líquidos adequadamente. Nas últimas 6 horas, percebeu piora importante do mal-estar, tontura ao levantar e redução importante do volume urinário. Exame físico: Estado geral: prostrada, olhos encovados e mucosas muito secas; PA: 92 x 58 mmHg em repouso, reduzindo para 78 x 52 mmHg ao se sentar; FC: 126 bpm; FR: 20 irpm; Temperatura: 37,1 ºC. Enchimento capilar: 4 segundos. Turgor cutâneo diminuído. Ausculta: sem alterações. Abdome: ruídos hidroaéreos aumentados. Laboratório inicial: Sódio: 150 mEq/L; Potássio: 3,1 mEq/L; Creatinina: 1,6 mg/dL; Gasometria com alcalose metabólica leve; Hematócrito discretamente elevado.


Considerando o quadro clínico, qual a conduta inicial apropriada no manejo dessa paciente?


A

Suspender hidratação até correção do potássio sérico.


B

Iniciar solução glicosada 5% em infusão lenta.


C

Administrar solução fisiológica 0,9% em bolus rápido.


D

Administrar reposição oral exclusiva.


E

Iniciar Ringer Lactato com infusão lenta e monitorização.

Homem, 59 anos, hipertenso e obeso, procura o pronto atendimento após desenvolver dor intensa no pé direito há cerca de 24 horas. Ele relata que a dor começou de forma abrupta, durante a madrugada, a ponto de acordá-lo, e evoluiu rapidamente com aumento de volume no local e leve hiperemia. Está com dificuldade para caminhar e refere que até o toque do lençol causa desconforto importante. Há três semanas, iniciou tratamento com um diurético tiazídico para controle da pressão arterial. Há 1 dia, participou de um almoço com consumo maior de carne vermelha e bebidas alcoólicas. Não usa outros medicamentos e não tem história de trauma no pé. No exame físico, apresenta calor, edema e rubor importantes na região da articulação metatarsofalangeana do hálux direito, extremamente dolorosa à palpação. Temperatura corporal: 37,2 ºC; PA: 132 x 82 mmHg e não há linfangite ou ferida aparente. Ele consegue mover o pé, mas com dor exacerbada. Foram colhidos alguns exames na avaliação inicial: Leucócitos discretamente elevados; PCR moderadamente aumentada e ácido úrico: 8,9 mg/dL.


Considerando o quadro clínico, o momento atual e que não há contraindicações formais para nenhum medicamento, qual a conduta apropriada?


A

Iniciar alopurinol.


B

Suspender o diurético e prescrever antibiótico.


C

Iniciar anti-inflamatório não esteroidal em dose plena.


D

Realizar drenagem articular.


E

Administrar corticoide intramuscular.

Em um paciente com dispneia súbita, o exame físico mostra: hemitórax direito com expansibilidade diminuída, som maciço à percussão na base direita, murmúrio vesicular abolido no mesmo local e desvio da traqueia para a esquerda. O achado é mais compatível com:


A

pneumotórax hipertensivo à direita.


B

derrame pleural volumoso à direita.


C

atelectasia completa do pulmão direito.


D

enfisema pulmonar difuso.


E

broncoespasmo generalizado.

Na semiologia clínica, a presença de estertores crepitantes bibasais em paciente com dispneia progressiva sugere predominantemente:


A

bronquite crônica.


B

congestão pulmonar.


C

atelectasia segmentar.


D

pneumotórax espontâneo.


E

derrame pleural volumoso.

Um paciente de 65 anos, hipertenso e diabético mal controlado, apresenta início súbito de fraqueza no hemicorpo direito, desvio da comissura labial para esquerda, afasia mista (dificuldade em falar e compreender) e hemianopsia homônima direita, há 2 horas, sem cefaleia intensa, vômitos ou convulsões, com exame neurológico revelando hiperreflexia direita e sinal de Babinski positivo, sem rigidez de nuca ou febre.


Assinale a alternativa que indica corretamente o diagnóstico para esse quadro clínico, priorizando manejo na rede de urgência.


A

Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico, caracterizado por cefaleia explosiva, vômitos e coma rápido, com hiperdensidade em TC inicial.


B

Ataque Isquêmico Transitório, com resolução completa dos sintomas em <24h, sem evidência de infarto em imagem e sem indicação de trombólise.


C

Enxaqueca com aura, com cefaleia pulsante precedida por sintomas visuais reversíveis, sem déficit motor persistente ou assimetria neurológica.


D

Convulsão pós-ictal (estado de Todd), com paralisia transitória após crise tônico-clônica, mas com história de epilepsia prévia e EEG alterado.


E

Acidente Vascular Cerebral Isquêmico, com déficit neurológico focal agudo por oclusão arterial, confirmado por imagem sem sangramento e elegível para reperfusão.

A definição de dor abdominal aguda é bastante arbitrária, já que não está estabelecida uma duração específica para ela. Quadros que duram poucos dias, com piora recente, configuram claramente uma dor abdominal aguda; quadros com instalação por meses ou anos configuram dor abdominal crônica.


Analise o caso:


Paciente do sexo feminino de 25 anos deu entrada para atendimento com quadro de dor pélvica há 4 dias, dispareunia, irregularidade menstrual, ao exame com dor à mobilização cervical e à palpação dos anexos e febre.


Assinale a opção que representa o diagnóstico mais provável.


A

Pielonefrite


B

Neoplasia de ovário


C

Apendicite aguda


D

Doença inflamatória pélvica


E

Diverticulite

Os indivíduos que apresentem sintomas gripais, inicialmente, devem ser acompanhados pela atenção primária. O uso de antiviral deve ser iniciado em, no máximo, 48 horas, a partir da data de início dos sintomas.

Os pacientes com fatores de risco apresentam indicação para tratamento medicamentoso, a critério médico.


Em relação aos fatores de risco para o agravamento do caso, analise os itens a seguir:


I. Indivíduos menores de 19 anos em uso prolongado de ácido acetil salicílico.

II. Extremos de idade: pacientes com idade abaixo de 5 anos ou acima de 55 anos.

III. População indígena.


Configura grupo de risco para o agravamento do caso o que figura em


A

I e II, apenas.


B

I e III, apenas.


C

I, II e III, apenas.


D

II e III, apenas.


E

I, apenas.

Mulher de 48 anos, no pós-operatório de cirurgia abdominal, apresenta início súbito de dispneia, taquipneia e dor torácica do tipo pleurítica. A oximetria de pulso revela dessaturação.


A

Realizar uma radiografia de tórax em perfil.


B

Solicitar uma gasometria arterial.


C

Administrar heparina de baixo peso molecular.


D

Solicitar uma angiotomografia de tórax.


E

Coletar dosagem de dímero-D.

Homem de 48 anos procura consulta ambulatorial para avaliação de rotina. Nega comorbidades prévias e uso de medicações. Refere pai hipertenso e mãe com história de acidente vascular cerebral aos 62 anos. Nega tabagismo e consome bebidas alcoólicas ocasionalmente. Nega sintomas. Ao exame físico, apresenta peso de 82 kg, altura de 1,70 m e IMC 28,4 kg/m². Aferição da pressão arterial no consultório, após repouso de cinco minutos, com técnica adequada, em três medidas com intervalo de um minuto: 152 x 96 mmHg, 150 x 94 mmHg e 148 x 94 mmHg (média 150 x 95 mmHg). Frequência cardíaca de 72 bpm. Ausculta cardiopulmonar sem alterações e pulsos periféricos palpáveis e simétricos.


Exames laboratoriais:

• glicemia de jejum 96 mg/dL

• hemoglobina glicada 5,4%

• creatinina 0,9 mg/dL

• taxa de filtração glomerular estimada 92 mL/min/1,73m²

• potássio 4,0 mEq/L

• colesterol total 198 mg/dL

• LDL-colesterol 128 mg/dL

• HDL-colesterol 48 mg/dL

• triglicerídeos 145 mg/dL

• ácido úrico 6,2 mg/dL

Eletrocardiograma com ritmo sinusal, sem alterações.Análise de urina sem alterações e razão albumina-creatinina urinária de 18 mg/g.


De acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025, a conduta apropriada para esse paciente inclui:


A

realizar nova medida da pressão arterial após 90 minutos sem atividade física e 60 minutos sem ingestão de alimentos ou cafeína antes de qualquer definição diagnóstica;


B

solicitar ecocardiograma transtorácico, ultrassonografia de carótidas e velocidade de onda de pulso como exames de rotina obrigatórios antes de confirmar o diagnóstico;


C

confirmar o diagnóstico por monitorização ambulatorial da pressão arterial ou monitorização residencial da pressão arterial e, se confirmada hipertensão estágio 1, iniciar monoterapia anti-hipertensiva, considerando tratar-se de paciente de baixo risco cardiovascular;


D

confirmar o diagnóstico por monitorização ambulatorial da pressão arterial ou monitorização residencial da pressão arterial e, se confirmada hipertensão estágio 1, iniciar associação dupla de anti-hipertensivos em doses baixas, preferencialmente em comprimido único;


E

agendar retorno em três meses com orientações sobre medidas não medicamentosas exclusivamente, pois o paciente apresenta hipertensão estágio 1, que permite observação inicial sem tratamento medicamentoso.

Mulher de 32 anos, previamente hígida, comparece ao ambulatório referindo quatro episódios de cistite nos últimos seis meses. Relata que os sintomas incluem disúria, polaciúria e urgência miccional, com resolução completa após uso de antimicrobianos prescritos. O último episódio ocorreu há três semanas e foi tratado com nitrofurantoína por cinco dias, com melhora clínica. Urocultura realizada durante esse episódio identificou Escherichia coli sensível a todos os antimicrobianos testados. Paciente nega comorbidades, uso de espermicida, sintomas de incontinência urinária ou alterações do hábito miccional. Exame físico sem particularidades.


Considerando o manejo adequado dessa paciente, a conduta recomendada inicialmente inclui:


A

solicitar tomografia computadorizada de abdome e pelve para investigação de anormalidades estruturais do trato urinário;


B

orientar aumento da ingesta hídrica para 2 a 3 litros por dia e avaliar uso de metenamina ou produtos à base de cranberry;


C

prescrever ciprofloxacino em dose profilática contínua por 12 meses, considerando a frequência dos episódios;


D

realizar cistoscopia para avaliar presença de cistite intersticial como fator predisponente;


E

iniciar sulfametoxazol-trimetoprima profilático pós-coital, dado o padrão de recorrências apresentado.

 
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