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Sobre cigarros filtrados que anunciam menor teor de alcatrão e nicotina, é correto afirmar que
reduzem a exposição real ao alcatrão e nicotina.
conduzem os fumantes a compensarem o consumo, aumentando risco de adenocarcinoma.
reduzem dependência por alterar forma química da nicotina.
eliminam necessidade de inalação pulmonar.
A solicitação de exames pré-operatórios em pacientes hígidos e assintomáticos é frequente na prática clínica. Com relação a essa solicitação, assinale a alternativa correta.
Em pacientes de baixo risco clínico submetidos a cirurgias de pequeno porte, a realização rotineira de exames pré-operatórios reduz comprovadamente a incidência de complicações perioperatórias.
A indicação de exames pré-operatórios deve seguir protocolos fixos, definidos pelo porte da cirurgia, independentemente da avaliação clínica do paciente.
A solicitação rotineira e indiscriminada de exames pré-operatórios está associada a aumento de custos e, na maioria dos casos, não modifica a conduta nem reduz complicações perioperatórias.
Exames laboratoriais, ECG e radiografia de tórax devem ser solicitados para todos os pacientes cirúrgicos, mesmo quando assintomáticos e sem comorbidades.
Homem, 38 anos, encontrado confuso após “beber algo da garagem”. Chega ao PS com vômitos, dor abdominal e taquipneia.
Ao exame: PA 132/78 mmHg, ; FC 118 bpm, ; FR 32 irpm, ; SatO₂ 97% AA, ; T 36,4C. Confuso, sem focalidade; hálito “não alcoólico”; sem rigidez de nuca. Gasometria: pH 7,08 / PaCO₂ 18 / HCO₃ 5. Ânion gap: 33. Bioquímica: Na 140, Cl 102, K 5,2, ureia 48, creatinina 2,1 (prévia desconhecida), glicose 92. Lactato 2,0. Cetonas negativas. Osmolalidade medida: 340 mOsm/kg; calculada: 292 mOsm/kg e osmolar gap: 48. Urina: numerosos cristais em “envelope”; cálcio baixo-normal. Nível sérico de etilenoglicol: 320 mg/dL. Inicia-se fomepizol + bicarbonato EV e suporte.
A conduta mais adequada quanto a indicar terapia extracorpórea (hemodiálise/ECTR) é
indicar hemodiálise, pois o nível de etilenoglicol é compatível com critério de ECTR mesmo com fomepizol e há acidose grave; ajustar dose do antídoto durante ECTR.
indicar hemodiálise apenas se houver convulsões ou coma; caso contrário, observar ânion gap cair.
não indicar hemodiálise, pois fomepizol bloqueia metabolismo e o nível “não é tão alto”.
indicar diurese forçada com furosemida e evitar hemodiálise para não “remover fomepizol”.
trocar fomepizol por etanol e evitar hemodiálise, pois etanol é “equivalente” e mais barato.
Você examina uma mulher de 74 anos, que procura o serviço de emergência com dor abdominal em cólicas há 36 horas, associada a distensão abdominal moderada, náuseas, episódios de vômitos biliosos e redução na eliminação de fezes e flatos. Refere piora progressiva da dor nas últimas horas. Nega cirurgias abdominais prévias.
Antecedentes: constipação crônica e hipertensão arterial.
O exame físico mostra estado geral regular, frequência cardíaca: 98 bpm, pressão arterial: 130/80 mmHg, abdome moderadamente distendido, doloroso difusamente, ruídos hidroaéreos aumentados e sem sinais de irritação peritoneal.
Na região inguinal direita observa-se tumoração dolorosa localizada abaixo do ligamento inguinal, medial à veia femoral, irreduzível à palpação.
A tomografia abdominal demonstra alça de intestino delgado herniada no canal femoral; dilatação moderada de alças proximais; sem sinais evidentes de necrose intestinal.
Com base no diagnóstico mais provável, a conduta terapêutica mais adequada é
tentativa de redução manual da hérnia seguida de alta hospitalar.
tratamento conservador com hidratação venosa e observação clínica por 24–48 horas.
correção cirúrgica urgente da hérnia femoral com avaliação da viabilidade intestinal.
antibioticoterapia isolada e uso de faixa herniária compressiva.
realização de colonoscopia descompressiva.
Homem, 45 anos, previamente hígido, sem história de hepatopatia crônica conhecida, apresenta icterícia progressiva há seis dias, náuseas e mal-estar. Evolui nas últimas 24 horas com confusão mental e sonolência.
Na admissão: encefalopatia hepática grau II; INR 4,2; bilirrubina total 19 mg/dL; AST 3.400 U/L; ALT 3.900 U/L; fator V reduzido; lactato 4,5 mmol/L (após reposição volêmica adequada); creatinina 1,9 mg/dL.
Sorologias virais pendentes.
Sem uso conhecido de paracetamol.
Ultrassonografia: fígado de tamanho normal, sem sinais de cirrose ou hipertensão portal.
Assinale a opção que apresenta o critério prognóstico mais validado para indicar transplante hepático urgente nesse contexto.
Escore MELD isoladamente maior que 30.
Escore Child-Pugh classe C.
Critérios de King’s College para insuficiência hepática aguda não relacionada ao paracetamol.
Bilirrubina total acima de 15 mg/dL associada a encefalopatia;
Presença isolada de encefalopatia hepática grau II.
Homem, 62 anos, previamente hígido, apresenta 8 semanas de episódios breves (3–10 s), dezenas ao dia, descritos pela família como “contrações súbitas do braço direito com careta”, sem perda sustentada da consciência. Evolui com déficit subagudo de memória recente, irritabilidade e piora do desempenho executivo.
Exame: orientado parcialmente, amnésia anterógrada, sem déficit focal. Eletrocardiograma normal. Sem febre.
Exames: Na 123 mEq/L, osm sérica baixa; urina inapropriadamente concentrada (perfil compatível com SIADH). PCR baixa; hemograma normal. Punção lombar: 2 células/mm³, proteína 48 mg/dL, glicose normal, bandas oligoclonais negativas. Eletroencefalograma: descargas temporais esparsas, sem status epilepticus. RM encéfalo (FLAIR): hipersinal discreto em hipocampo bilateral, sem realce significativo. PET-FDG: hipermetabolismo mesial temporal bilateral.
A melhor conduta imediata (diagnóstica + terapêutica), com maior impacto em prognóstico cognitivo, é
iniciar imunoterapia de primeira linha imediatamente (metilprednisolona EV + IVIG ou plasmaférese), colher anticorpos séricos/CSF e rastrear neoplasia, pois o fenótipo é altamente sugestivo de encefalite por LGI1 (Leucine-Rich Glioma-Inactivated 1).
solicitar anticorpos anti-LGI1 (Leucine-Rich Glioma-Inactivated 1) apenas no líquor e aguardar resultado para iniciar metilprednisolona.
iniciar levetiracetam em alta dose e observar resposta por 2–4 semanas antes de imunoterapia.
tratar hiponatremia como causa primária do quadro neuropsiquiátrico; corrigir sódio e reavaliar em 72 h.
indicar biópsia cerebral do lobo temporal antes de imunoterapia para excluir linfoma primário do SNC.
Mulher, 41 anos, com história de vômitos incoercíveis e soluços por seis dias há dois meses (resolvidos espontaneamente), agora apresenta dor cervicotorácica, seguida de paraparesia rapidamente progressiva (48 h), nível sensitivo em T6, retenção urinária e alodinia.
Exame: paraparesia espástica, hiperreflexia, Babinski bilateral, nível sensitivo T6.
Exames: RM medula: lesão T2 hiperintensa longitudinalmente extensa (C7–T7), com edema e realce central patchy; RM encéfalo: sem lesões típicas de Esclerose Múltipla; LCR: 12 células/mm³ (linfomononuclear), proteína 62 mg/dL, glicose normal, bandas oligoclonais negativas; Sorologia: AQP4-IgG positivo (Antiaquaporina-4 /
Assinale a opção que apresenta a melhor estratégia terapêutica aguda e o cuidado-chave para não piorar o curso da doença.
Metilprednisolona EV 1 g/d por 3–5 dias e considerar plasmaférese precoce se resposta incompleta; evitar terapias modificadoras de doença de Esclerose Múltipla (ex.: interferon-beta), pois podem piorar Neuromielite Óptica.
Iniciar imediatamente interferon-beta, pois a mielite extensa é marcador de alta atividade inflamatória desmielinizante.
Tratar como isquemia medular: antiagregação e controle pressórico, sem imunoterapia, pois a progressão em 48 h é rápida demais para autoimune.
Anticoagular empiricamente por possível TVC medular (sic) e aguardar evolução.
Antibioticoterapia de amplo espectro por mielite infecciosa; corticosteroide apenas após culturas negativas.
Homem, 57 anos, cirrose alcoólica descompensada, Child-Pugh C, escore MELD 28, ascite refratária em uso crônico de espironolactona e furosemida. História de peritonite bacteriana espontânea há seis meses. Em lista para avaliação de transplante hepático.
Internado por infecção urinária não complicada, tratada com antibiótico adequado, evolui, após cinco dias, com piora progressiva da função renal.
• Creatinina sérica: basal: 0,9 mg/dL; 48h: 1,8 mg/dL; 72h: 2,6 mg/dL. Pressão arterial média: 63 mmHg. Sem uso de vasopressores. Sem choque atual. Lactato normal. Diurese < 0,5 mL/kg/h.
• Exames complementares: urina tipo I: sem cilindros granulosos, sem hematúria significativa; proteinúria < 300 mg/dia; sódio urinário: 12 mEq/L; fração de excreção de ureia: 28%; ultrassonografia renal: rins de dimensões preservadas, sem obstrução.
• Condutas já realizadas: suspensão de diuréticos; expansão com albumina 1 g/kg/dia por 2 dias; exclusão de choque séptico; ausência de exposição a anti-inflamatórios ou contraste.
Sem melhora da creatinina após 48 horas.
A conduta mais adequada nesse momento é
iniciar dopamina em baixa dose para aumento do fluxo renal.
intensificar reposição volêmica com cristaloide para otimizar perfusão renal.
indicar hemodiálise imediata independentemente de outras intervenções.
reintroduzir diurético em infusão contínua para estimular diurese.
iniciar terlipressina associada à albumina, com monitorização hemodinâmica rigorosa.
Na assistência à saúde, existem inúmeras barreiras para o cuidado seguro ao paciente. Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma dessas barreiras e suas características.
Abandono da autonomia profissional: um sistema seguro depende de que os profissionais reduzam sua autonomia e passem a seguir regras restritas de ação.
Necessidade de regulação sistêmica: a presença de regulação sistêmica exige menos responsabilidade dos profissionais e favorece a segurança do paciente.
Simplificação de regras e procedimentos: como o impacto do erro humano na saúde é claro, as regras devem ser simples para garantir ação eficaz do profissional.
Aceitação das limitações de desempenho: um sistema de saúde com altos níveis de segurança (10-6 eventos adversos) o torna mais eficiente, como no caso dos bancos de sangue.
Mentalidade de craftsman: reconhecer que o profissional não tem um trabalho artesanal e único, mas que os profissionais médicos têm atuação mais importante que os demais profissionais de saúde.
Homem com suspeita de TEP: hipotensão persistente, sinais de sobrecarga de VD ao eco à beira-leito. Conduta mais indicada sem contraindicações maiores?
Iniciar anticoagulação e observar 24 horas antes de qualquer reperfusão.
Trombólise sistêmica imediata (TEP de alto risco), com alternativas por cateter/cirurgia se contraindicação ou falha.
Solicitar angiotomografia primeiro, mesmo instável, antes de tratar.
Administrar diurético e vasodilatador para reduzir pressão pulmonar.
Homem 64 anos com choque séptico (PA 80/50, lactato 5,0 mmol/L), provável foco pulmonar. Qual conjunto de ações nas primeiras horas tem melhor suporte por diretrizes atuais?
Hemoculturas antes do antibiótico se não atrasar, antibiótico de amplo espectro o quanto antes, 30 mL/kg de cristalóide para hipotensão/lactato elevado e vasopressor para PAM >= 65 mmHg se refratário.
Solicitar TC de tórax antes de antibiótico para confirmar pneumonia e só então iniciar ressuscitação volêmica.
Usar corticoide em bolus para todos os pacientes antes de qualquer fluido.
Aguardar procalcitonina para decidir antibiótico e volume.
Mulher 58 anos, HAS e DM, sem doença cardiovascular estabelecida. MRPA mostra hipertensão sustentada apesar de IECA em dose plena. Qual intensificação é mais baseada em diretrizes?
Trocar IECA por betabloqueador como monoterapia de segunda linha em todos os casos.
Adicionar espironolactona como segunda droga obrigatória.
Associar bloqueador de canal de cálcio diidropiridínico e/ou diurético tiazídico-like, com seguimento e metas individualizadas.
Adicionar alfa-bloqueador como primeira associação por melhor proteção renal.
Os princípios do atendimento clínico envolvem etapas fundamentais como anamnese, raciocínio diagnóstico e orientação ao paciente.
Considerando esses aspectos, assinale a opção CORRETA:
A anamnese deve ser direcionada exclusivamente à queixa principal, sendo desnecessária a investigação de antecedentes pessoais e hábitos de vida.
O diagnóstico clínico deve basear-se prioritariamente em exames complementares, sendo a história clínica um elemento secundário.
A orientação ao paciente deve considerar sua compreensão, contexto sociocultural e adesão ao tratamento proposto.
A anamnese é uma etapa opcional quando o paciente apresenta sinais clínicos evidentes ao exame físico.
De acordo com o Programa Nacional de Segurança do Paciente, diante de um caso de reação adversa grave causada por um erro na administração de um antibiótico, o gestor da Unidade de Terapia Intensiva deve, entre as diferentes condutas,
aguardar vaga em qualquer hospital da capital, sem necessidade de avaliação prévia de referência.
acionar a Central de Regulação Estadual, garantindo a transferência assistida para unidade de referência em trauma pediátrico.
transferir o paciente diretamente por decisão do médico, sem comunicação à regulação.
solicitar transporte básico do SAMU, independentemente da gravidade.
manter o paciente na unidade de origem até vaga em hospital privado conveniado.
Em um paciente com hipotensão ortostática confirmada, qual achado clínico é o sinal de alarme (red flag) que sugere mais fortemente como uma causa neurodegenerativa progressiva?
Intolerância ao calor associada a baixa tolerância ao exercício físico.
Presença de diarreia com sangue (hematoquézia) sem história de doença inflamatória intestinal ou hemorroidas sangrantes.
Incontinência urinária de urgência, mas com capacidade normal de esvaziar completamente a bexiga ao ultrassom pós-miccional.
Retenção urinária crônica com resíduo pós-miccional significativo (>150 mL) associada a esvaziamento incompleto repetido, necessitando intervenção urológica (cateterismo intermitente ou permanente), indicando disfunção parassimpática vesical grave e irreversível.
Paciente de 60 anos, hipertensa há 10 anos, sem outras comorbidades ou queixas, comparece à consulta na UBS e relata que, em exame de rotina, a tomografia computadorizada multidetectores apontou alteração:
sem realce sólido claro, mas aparência mais complexa; presença de um cisto simples de 3,5 cm com múltiplos septos finos, paredes minimamente espessadas e contorno regular. Nota-se calcificação irregular em pequena quantidade.
Considerando que o laudo foi emitido por um excelente radiologista, assinale a alternativa que apresenta o provável diagnóstico e a conduta a ser adotada para essa paciente.
Bosniak I, sem risco de malignidade, não havendo necessidade de seguimento com exame de imagem.
Bosniak II, com risco muito baixo de malignidade, não havendo necessidade de cirurgia.
Bosniak IIF, minimamente complicado, havendo necessidade de seguimento.
Bosniak III, com necessidade de atenção, devendo ser monitorado e, se evoluir, indicar cirurgia.
Bosniak IV, encaminhar diretamente ao urologista para cirurgia.
Paciente do sexo feminino, 33 anos, branca, solteira, residente em área urbana. Apresenta queixa principal de fadiga intensa, náusea, anorexia e icterícia progressiva nos últimos 10 dias. Relata episódio recente de viagem para a América Central, onde consumiu alimentos crus e água possivelmente sem tratamento. Nega uso de medicamentos, transfusões sanguíneas recentes, uso de drogas intravenosas ou contato sexual de risco. Há história de febre baixa (37,8°C), dor abdominal difusa no quadrante superior direito e urina escura. Não há prurido intenso ou rash cutâneo. Exame físico: Paciente ictérica, com hepatomegalia dolorosa à palpação (fígado palpável 2 cm abaixo do rebordo costal), sem esplenomegalia ou sinais de encefalopatia. Exames laboratoriais iniciais: TGO 1.500 UI/L, TGP 1.200 UI/L, bilirrubina total 5,8 mg/dL (direta 4,2 mg/dL), albumina 3,2 g/dL, INR 1,3. Hemograma normal, sem eosinofilia. Qual o diagnóstico mais provável e qual a melhor estratégia para dar seguimento no caso?
Hepatite A aguda / Dosagem de IgM anti-HAV e HBsAg, IgM anti-HBc e anti-HBs.
Hepatite E aguda / Dosagem de IgM anti-HEV e RNA-HEV.
Hepatite autoimune com agudização recente / Dosagem de ANA e anti-LKM.
Hepatite C aguda / Biópsia hepática.
Paciente do sexo feminino, 61 anos, com antecedentes de hipertensão, diabetes mellitus tipo II e DRCT em hemodiálise, diurese preservada, dá entrada na UPA com letargia extrema. Ao exame físico, PA = 90/50 mm Hg, FC = 102 bpm. O abdome mostra-se distendido levemente e sem sensibilidade à palpação. A paciente apresenta fraqueza generalizada e reflexos deprimidos; relata que estava muito fadigada e, por isso, não conseguiu ir à sua última sessão de diálise há 24h. O médico pede exames, que apresentam os seguintes resultados: Cr = 9,0 mg/dl, U = 80 mg/dl, HCO3 = 18 mEq/L, K = 5,5 mmol/L 5.5, Mg = 5,6 mmol/L.
Qual dos seguintes fatores mais provavelmente justifica esse quadro clínico?
Encefalopatia urêmica.
Síndrome de Gitelman.
Uso de laxante e antiácidos.
Dosagem inadequada de diálise.
Disfunção dos filtros de carvão na unidade de diálise.
Em relação à pancreatite aguda, suas principais etiologias e condutas associadas, é CORRETO afirmar que:
na pancreatite aguda associada à hipertrigliceridemia, níveis séricos de amilase podem estar normais, e a redução rápida dos triglicerídeos com insulina endovenosa pode ser utilizada como parte do tratamento inicial.
a pancreatite aguda biliar decorre, na maioria dos casos, de obstrução prolongada do colédoco por cálculos grandes, sendo a CPRE precoce indicada mesmo na ausência de colangite ou icterícia persistente.
a presença de hipocalcemia na pancreatite aguda contraindica a reposição de cálcio, pois está relacionada à saponificação gordurosa e sua correção aumenta o risco de necrose pancreática.
a pancreatite aguda induzida por fármacos é rara e deve ser considerada apenas após exclusão formal das causas biliar e alcoólica, não sendo necessária a suspensão imediata do medicamento suspeito.
a identificação de pancreatite aguda grave implica indicação precoce de antibioticoterapia profilática para prevenção de infecção de necrose pancreática.
Mulher de 70 anos, portadora de hipertensão arterial sistêmica, diabetes Mellitus tipo 2 e fibrilação atrial permanente, sem uso regular de anticoagulação, é trazida à emergência por início súbito de fraqueza em hemicorpo direito e dificuldade para falar. Segundo familiares, foi vista bem pela última vez há aproximadamente 2 horas. Ao exame físico: Pressão Arterial = 170 × 95 mmHg, FC = 96 bpm, FR = 18 irpm. Ausculta cardíaca com ritmo irregular. Exame neurológico: Escala NIHSS = 12, Hemiparesia direita e afasia motora. Glicemia capilar: 132 mg/dl. Tomografia computadorizada de crânio sem contraste realizada na admissão não evidencia sangramento intracraniano nem sinais precoces extensos de isquemia.
Diante do quadro apresentado, qual é a conduta mais adequada neste momento?
Aguardar ressonância magnética para confirmação do diagnóstico antes de qualquer tratamento.
Iniciar ácido acetilsalicílico imediatamente e observar evolução clínica.
Iniciar anticoagulação plena com heparina intravenosa devido à fibrilação atrial.
Indicar trombólise intravenosa com alteplase.
Contraindicar trombólise devido à idade e às comorbidades.