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Sobre a síndrome de antidiurese inapropriada e o risco de correção da hipонатremia, analise as afirmativas:
I – O quadro reúne hipонатremia hipotônica, euvolemia clínica, urina inapropriadamente concentrada e exclusão de insuficiências adrenal, tireoidiana e renal.
II – A solução salina isotônica corrige o distúrbio de maneira previsível, pois a expansão volêmica suprime a antidiurese e promove excreção sustentada de água livre.
III – A hipouricemia e o aumento da excreção fracionada de urato podem acompanhar o quadro e tendem a regredir depois da correção da hipонатremia.
IV – O alcoolismo, a desnutrição e a hipocalémia aumentam o risco de desmielinização osmótica diante de uma correção excessivamente rápida.
V – A desmopressina acelera a elevação do sódio quando surge uma diurese aquosa durante o tratamento e amplia a margem para a correção planejada.
Estão corretas, apenas, as afirmativas:
I, II e V.
II, III e IV.
I, II e IV.
I, III e IV.
II, IV e V.
Um médico generalista, atuando em nível ambulatorial, decide realizar em sua própria clínica uma cirurgia plástica reconstrutiva eletiva de abdome, embora não possua formação específica nem experiência habitual nesse tipo de procedimento. Durante o procedimento, ocorre lesão inadvertida de alça intestinal adjacente, atribuída à dificuldade técnica no reconhecimento anatômico e na dissecação, exigindo reoperação.
A conduta descrita caracteriza:
Imprudência, por agir de forma arriscada apesar de possuir habilidade técnica.
Negligência, por omissão de cuidados essenciais no período pós-operatório.
Erro médico inevitável, decorrente da complexidade do caso.
Violação do dever de obtenção de consentimento livre e esclarecido.
Imperícia, por falta de habilidade técnica e competência específica para o procedimento realizado.
Homem de 25 anos com queixa de dor na coxa esquerda. Há três meses levou uma joelhada na região média da coxa, numa partida de futebol, resultando em dor profunda e edema nos músculos da região; a radiografia não mostrou alterações e ao longo dos próximos dias os sintomas desapareceram, após repouso e aplicação de gelo. Algumas semanas depois, o paciente desenvolveu gradualmente dor e novo edema no mesmo local. Os sinais vitais estão normais. O exame físico revela uma massa solitária, dura, móvel, ovalada, medindo aproximadamente 4 × 5 cm, localizada na face anterior da coxa esquerda. O exame histológico da massa excisada, provavelmente mostrará qual das seguintes características?
Osso metaplásico benigno com proliferação fibroblástica ao redor.
Células neoplásicas pequenas, redondas, uniformes e densamente agrupadas.
Adipócitos maduros com focos de células grandes, atípicas e hipercromáticas.
Cisto sinovial preenchido com material mucoso gelatinoso.
Um adolescente de 16 anos procura atendimento clínico com queixa de artrite em punhos bilaterais e erupção cutânea no tronco e membros superiores iniciadas há dois dias, precedidas por artralgia e edema em joelho esquerdo uma semana após prática de futebol. Relata febre persistente (39°C) e fadiga, além de comportamento alterado com inquietação aumentada, rigidez matinal excessiva e frustração com mudanças na rotina, conforme observado pelos pais. Três semanas antes, apresentou faringite com febre baixa (37,2°C) que resolveu espontaneamente. Ao exame físico, apresenta punhos edematosos e eritematosos bilateralmente, lesões cutâneas rosadas-avermelhadas circulares com bordas bem definidas, centros claros e tamanho de 0,5 a 1,5 cm distribuídas no tronco e membros superiores. À ausculta cardíaca, identifica-se atrito pericárdico e sopro holosistólico grau III/VI em ápice. Força de preensão preservada (5/5), mas com sustentação limitada a 3 segundos por movimentos irregulares das mãos. Sem linfadenopatia cervical, conjuntivite, úlceras orais ou alterações de nervos cranianos. Quais distúrbios entram no diagnóstico diferencial dessa poliartrite migratória?
Febre Reumática Aguda (estreptococo do Grupo A), Doença de Lyme (Borrelia burgdorferi), Endocardite infecciosa, Parvovírus B19.
Síndrome de Sjögren, Esclerodermia, Gota, Febre Reumática Aguda.
Artrite Séptica, Tuberculose Articular, Artrite Reumatoide, Síndrome de Reiter.
Febre Reumática Aguda, Sarcoidose, Doença de Still, Fibromialgia.
Considerando o Calendário Nacional de Vacinação como instrumento de apoio às ações de vigilância em saúde e o acompanhamento sistemático das doenças imunopreveníveis e correlatas, assinale a alternativa que indica corretamente a periodicidade da notificação da Hanseníase:
Notificação imediata.
Notificação mensal.
Notificação anual.
Notificação compulsória semanal.
Notificação facultativa.
Na avaliação da anemia ferropriva, indique qual dos seguintes parâmetros laboratoriais é considerado o indicador mais precoce de deficiência de ferro antes da manifestação clínica de anemia.
Diminuição da concentração de hemoglobina.
Diminuição do hematócrito.
Aumento da capacidade total de ligação do ferro (TIBC).
Diminuição da ferritina sérica.
A administração de omeprazol é indicada para o tratamento de qual condição, em razão de sua ação como inibidor da bomba de prótons:
úlcera péptica.
hepatite C.
síndrome do intestino irritável.
pancreatite aguda.
Paciente, sexo feminino, 29 anos, com asma desde a adolescência, procura emergência por dispneia e sibilância progressivas há 24 horas após quadro viral. Utilizou repetidamente broncodilatador de resgate sem melhora. Apresenta frequência respiratória de 32 irpm, frequência cardíaca de 124 bpm, SatO2 de 89% em ar ambiente e fala entrecortada. Na ausculta pulmonar revela sibilos difusos e redução do murmúrio vesicular
A abordagem inicial é
administrar oxigênio, broncodilatador beta-2 agonista de curta ação repetidamente, associar ipratrópio e iniciar corticosteroide sistêmico.
iniciar antibiótico intravenoso e corticosteroide inalatório, reservando broncodilatador para ausência de resposta.
administrar sedativo para reduzir ansiedade e trabalho respiratório antes da broncodilatação.
iniciar aminofilina intravenosa como primeira escolha por apresentar maior efeito broncodilatador que os beta-2 agonistas.
realizar intubação orotraqueal imediatamente com base exclusivamente no pico de fluxo inferior a 50%.
Homem de 55 anos, etilista social, com história de hiperuricemia, apresenta dor intensa, súbita, no hálux direito há 24 horas, associada a edema, eritema e calor local, impossibilitando deambulação. Nega trauma. A conduta mais adequada neste momento é
orientar apenas gelo local e repouso.
prescrever colchicina para tratamento da crise aguda.
recomendar apenas dieta hipopurínica e redução de álcool.
aumentar a dose de alopurinol em uso e associar colchicina.
iniciar alopurinol associado a anti-inflamatório não esteroidal (AINE).
Homem de 36 anos, previamente hígido, apresenta febre alta, dispneia progressiva e dor torácica há 3 dias. Relata múltiplos furúnculos em membros inferiores há 1 semana. Ao exame: FR 32 irpm, PA 88/56 mmHg, confusão mental leve, ureia 68 mg/dL. RX e TC de tórax mostram múltiplas opacidades bilaterais com áreas cavitárias e infiltrado multilobar. Considerando os critérios de gravidade (CURB-65), o tipo provável de pneumonia e a conduta mais adequada respectivamente, são
pneumonia estafilocócica necrotizante pós-infecção cutânea – internação hospitalar com oxacilina intravenosa, considerar cobertura para MRSA.
pneumonia aspirativa por anaeróbios – internação hospitalar e iniciar clindamicina venosa.
pneumonia viral necrosante – internação hospitalar e tratamento com oseltamivir.
tuberculose pulmonar cavitária – iniciar RIPE em regime ambulatorial.
pneumonia estafilocócica - tratamento ambulatorial com cefalexina.
Homem, 58 anos, relata que há 3 semanas surgiram lesões nodulares, eritematosas e levemente dolorosas em membro superior direito, seguindo o trajeto dos vasos linfáticos. As lesões surgiram após trauma com espinho na mão direita, enquanto trabalhava com jardinagem. Nega doenças e uso de medicamentos. Habita a zona urbana e nega viagens recentes. A hipótese diagnóstica e o tratamento são
esporotricose – itraconazol.
esporotricose – cetoconazol.
murcumicose cutânea – anfotericina B.
paracoccidioidomicose – anfotericina B.
leishmaniose tegumentar cutânea – antimoniato de N-metil glucamina (Glucantime).
Paciente procura o médico, queixa-se de prurido no corpo e aumento da fosfatase alcalina. Ao exame, observa-se síndrome de Raynoud e xerose cutânea. Presença de FAN 1:620, citoplasmático pontilhado reticulado. Diante desse quadro, o diagnóstico mais provável e o marcador mais específico, respectivamente, são
doença inflamatória intestinal idiopático – P-ANCA.
Hepatite autoimune – anti-músculo liso.
colangite biliar primaria – antimitocondria.
colangite biliar primaria – FAN.
doença celíaca – antiendomisio.
Paciente de 58 anos, chega a consulta médica e relata que há 1 semana vem apresentando fadiga, febre, dor articular na região do punho e tornozelo. Ao exame: presença de lesão eritematosa em asa de borboleta na região malar e dorso do nariz. Diante do caso exposto, o marcador mais específico para nefrite lúpica é
FAN.
antiro.
anti-Smith.
anticardiolipina.
anti DNA dupla hélice.
Uma mulher de 26 anos, no período pós-ictal, é submetida à gasometria arterial após apresentar duas crises tônico-clônicas generalizadas consecutivas. Os resultados demonstram pH de 7,13, de 54 mmHg, de 12 mEq/L, de 143 mEq/L, de 94 mEq/L e de 3,7 mEq/L. Com base nesses achados, qual é o distúrbio ácido-base provável?
Acidose metabólica com ânion gap normal, associada à acidose respiratória.
Acidose metabólica com ânion gap aumentado, associada à acidose respiratória.
Acidose metabólica isolada, decorrente de hiperventilação pós-ictal.
Acidose respiratória isolada, com compensação metabólica adequada.
Paciente 60 anos comparece ao ambulatório e relata que há 30 dias apareceram manchas vermelhas no corpo e que coçam esporadicamente. Ao exame: Lesões cutâneas no tronco, membros inferiores e nádegas. O médico constatou se tratar de micose fungoide. Diante deste diagnóstico, a alternativa que se refere à doença e ao tratamento, respectivamente, é
infecção bacteriana da pele – cefalexina oral e mupirocina creme.
infecção fúngica crônica da pele – Cetoconazol oral e creme.
lúpus cutâneo subagudo – Hidroxicloroquina oral.
linfoma cutâneo de células T – PUVA.
linfoma de células B – PUVA.
Sobre a avaliação de pacientes, a anamnese e o exame clínico são componentes iniciais do acolhimento. Nesse sentido, com base nas características ou achados, assinale a alternativa INCORRETA.
A hipofonese da primeira bulha cardíaca (B1) pode ocorrer em pacientes obesos com parede torácica espessa.
A hiperfonese da B1 pode ocorrer em pacientes com estados hiperdinâmicos, como anemia e tireotoxicose.
A segunda bulha cardíaca (B2) coincide com o início da diástole e é formada pela abertura sequencial de dois componentes, o aórtico e o pulmonar.
Desdobramento da B1 pode ser normal, mas pode refletir um achado em pacientes com bloqueio do ramo direito do feixe de Hiss.
Quando ocorre o desdobramento da B1, tem-se o desdobramento do som em componente mitral e tricúspide.
No que se refere ao tratamento dos acidentes causados por serpentes do gênero Philodryas, especialmente Philodryas olfersii, assinale a alternativa correta:
O tratamento baseia-se prioritariamente na administração obrigatória de soro antibotrópico, uma vez que seus benefícios clínicos já estão plenamente comprovados em acidentes humanos.
O tratamento dos acidentes por Philodryas olfersii consiste exclusivamente em medidas cirúrgicas locais, sendo contraindicado o uso de qualquer tipo de soroterapia.
O tratamento nos casos de acidentes por Philodryas olfersii é sintomático, sendo o uso de soro antibotrópico formalmente contraindicado devido à ausência de antígenos comuns com serpentes do gênero Bothrops.
O tratamento nos casos de acidentes por Philodryas olfersii é sintomático. Tem sido relatada experimentalmente a neutralização da ação hemorrágica do veneno de Philodryas pelo soro antibotrópico. Este fato sugere a presença de antígenos comuns aos venenos dessas serpentes e algumas espécies de Bothrops.
O tratamento dos acidentes por colubrídeos deve sempre incluir soroterapia específica, independentemente da gravidade do quadro clínico apresentado.
Em relação a pacientes com ascite, analise as afirmativas abaixo e marque V (verdadeiro) ou F (falso):
( ) São condições que facilitam a ocorrência de Peritonite Bacteriana Espontânea: deficiência de complemento sérico, aumento de opsoninas e diminuição da função de macrófagos.
( ) São fatores de risco para a ocorrência Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE): Cirrose com Child C, PBE prévia, proteínas totais do líquido ascítico menor que 1 g/dL, sangramento gastrointestinal agudo e infecção urinária.
( ) O diagnóstico de Peritonite Bacteriana Espontânea depende da punção do líquido ascítico. A Razão Normalizada Internacional (RNI) maior que 2,5 não é contraindicação para a realização da punção.
( ) A definição clássica de PBE presume, além da ascite com presença de mais de 250 leucócitos, a presença de cultura positiva monomicrobiana (apenas 1 microrganismo na cultura).
Marque a alternativa que corresponda, na ordem de cima para baixo, à sequência CORRETA.
F, V, V, F.
F, F, V, F.
V, V, V, V.
V, V, F, F.
O estado de choque representa uma condição clínica grave que exige reconhecimento e intervenção imediatos. Considerando os conceitos fundamentais sobre o choque e, em especial, o Choque Hipovolêmico, assinale a alternativa correta:
O choque configura-se quando há desequilíbrio funcional entre o coração, os vasos sanguíneos e o sangue, comprometendo a adequada perfusão dos tecidos.
O choque hipovolêmico ocorre em decorrência do aumento do volume intravascular, geralmente associado à retenção de líquidos.
O estado de choque caracteriza-se por uma falência isolada do coração, não envolvendo alterações no sistema vascular ou no volume sanguíneo.
A presença de vômitos e diarreia não está relacionada ao desenvolvimento de choque, pois não interfere no volume intravascular.
O estado de choque não é considerado emergência médica, podendo seu tratamento ser postergado sem risco imediato ao paciente.
Um paciente adulto procura acompanhamento nutricional devido à perda de peso não intencional e fadiga persistente. Durante a avaliação, são coletadas informações detalhadas sobre sua dieta habitual, hábitos de atividade física, histórico médico e exames laboratoriais. Considerando as práticas adequadas de avaliação nutricional e prescrição alimentar, assinale a alternativa correta.
A prescrição nutricional individualizada não precisa ser ajustada ao estado de saúde, às comorbidades ou aos resultados de exames laboratoriais do paciente.
É aceitável prescrever suplementação nutricional sem avaliar previamente o estado clínico, laboratorial e histórico alimentar do paciente, desde que o objetivo seja ganho de massa muscular.
A avaliação nutricional deve considerar fatores clínicos, laboratoriais, dietéticos e comportamentais, permitindo identificar deficiências, excessos e riscos nutricionais.
O profissional de saúde pode recomendar dietas extremamente restritivas sem acompanhamento contínuo, desde que o paciente deseje resultados rápidos.