Questões de Concurso sobre Clínica Geral

 
 
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Homem, 59 anos, tabagista (40 maços/ano), refere tosse seca persistente há 6 semanas, emagrecimento de 8 kg em 3 meses, dor torácica inespecífica e episódios de hemoptise discreta. Radiografia de tórax mostra massa hilar direita de 4 cm e linfonodomegalia mediastinal.


Na Atenção Primária, a seguinte sequência de condutas está mais alinhada às diretrizes nacionais para diagnóstico e encaminhamento:


A

solicitar TRM-TB (Teste Rápido Molecular para Tuberculose) e cultura para micobactérias; aguardar resultado antes de qualquer encaminhamento.


B

solicitar tomografia computadorizada de tórax antes de qualquer outra medida.


C

iniciar antibioticoterapia empírica para pneumonia atípica e reavaliar em 15 dias.


D

realizar broncoscopia na própria UBS para biópsia da lesão.


E

encaminhar imediatamente ao serviço especializado para investigação oncológica, após coleta de escarro para BAAR e TRM-TB.

Um homem de 23 anos, previamente hígido, longilíneo, tabagista de 8 maços-ano, procura o serviço de emergência com dor torácica súbita à direita e dispneia iniciadas há 12 horas, enquanto estava em repouso. Nega trauma, febre ou tosse produtiva. Refere episódio semelhante há cerca de 8 meses, tratado com drenagem pleural em outro hospital.

Ao exame físico, apresenta-se ansioso, porém consciente e orientado. Frequência respiratória de 26 irpm, frequência cardíaca de 108 bpm, pressão arterial de 118/72 mmHg, saturação periférica de oxigênio de 93% em ar ambiente. O hemitórax direito apresenta redução da expansibilidade, hipertimpanismo à percussão e murmúrio vesicular abolido no ápice e terço médio. Não há desvio traqueal nem sinais de choque.

A radiografia de tórax mostra pneumotórax espontâneo primário à direita de grande volume. Foi realizada drenagem pleural em selo d’água, com melhora parcial da dispneia, porém após 6 dias o paciente mantém fuga aérea persistente e o controle radiográfico demonstra expansão pulmonar incompleta.

A tomografia computadorizada evidencia blebs apicais subpleurais à direita, sem doença pulmonar difusa associada.

O tratamento mais adequado para esse caso será


A

manter apenas drenagem torácica por tempo indeterminado, pois a maioria das fugas aéreas persistentes resolve-se espontaneamente e a cirurgia deve ser evitada no primeiro episódio tratado em hospital.


B

retirar o dreno, manter analgesia e observação ambulatorial, pois a estabilidade hemodinâmica e a ausência de desvio mediastinal excluem a necessidade de intervenção adicional.


C

indicar tratamento cirúrgico por videotoracoscopia (VATS), com ressecção de blebs/bullectomia apical associada a procedimento de pleurodese/pleuroabrasão, por se tratar de recidiva ipsilateral associada a fuga aérea persistente e falha de re-expansão pulmonar.


D

realizar toracotomia de urgência com lobectomia superior direita, pois a presença de blebs apicais em tomografia contraindica tratamento conservador e torna a ressecção anatômica obrigatória.


E

indicar punção aspirativa com agulha como tratamento definitivo, seguida de alta hospitalar, pois o pneumotórax espontâneo primário em pacientes jovens quase nunca necessita prevenção de recorrência

Mulher, 29 anos, três semanas pós-parto, chega com febre diária alta há 12 dias, odinofagia inicial, mialgias intensas e artralgias em punhos e joelhos. Evoluiu com rash evanescente “salmão” no tronco durante picos febris. Recebeu amoxicilina-clavulanato sem resposta.


• Exame físico: temperatura 39,6°C; FC (frequência cardíaca) 128 bpm; linfonodos cervicais dolorosos; hepatoesplenomegalia discreta; sem rigidez de nuca; sem foco infeccioso claro.

• Laboratório inicial: Leucócitos 15.800 (neutrófilos 88%); Hb (hemoglobina) 10,2 g/dL; Plaquetas 210.000/mm³; AST (aspartato aminotransferase) 82 U/L; ALT (alanina aminotransferase) 74 U/L; Ferritina 4.800 ng/mL; PCR (proteína C reativa) 180 mg/L; VHS (velocidade de hemossedimentação) 18 mm/h; FAN (fator antinuclear) negativo; FR (fator reumatoide) negativo; Triglicerídeos 180 mg/dL; Fibrinogênio 410 mg/dL; Complemento normal; Procalcitonina 0,6 ng/mL (limítrofe).

• Evolução em 48 horas (piora): Confusão leve, hipotensão relativa, febre persistente; Plaquetas 210.000 → 62.000; Leucócitos 15.800 → 3.100; AST 82 → 620 U/L; Ferritina 4.800 → > 32.000 ng/mL; Triglicerídeos 180 → 480 mg/dL; Fibrinogênio 410 → 120 mg/dL; Dímero-D muito elevado; PCR 180 → 220 mg/L; VHS 18 → 4 mm/h.

• Hemoculturas até o momento negativas; eco sem endocardite.


Assinale a opção que apresenta a hipótese mais provável e identifica a intervenção imediata que muda o prognóstico.


A

Sepse bacteriana oculta; ampliar antibiótico e evitar imunossupressão.


B

Síndrome antifosfolípide catastrófica, corticoides em dose alta.


C

Lúpus eritematoso sistêmico com HLH (linfo-histiocitose hemofagocítica) secundária; usar anti-TNF.


D

Linfoma agressivo; iniciar quimioterapia empírica.


E

Doença de Still do adulto com síndrome de ativação macrofágica(MAS); iniciar pulsoterapia com metilprednisolona + bloqueio de interleucina-1 (anakinra).

Na avaliação de um paciente com dispneia devido à cetoacidose diabética, como causa metabólica, os movimentos respiratórios profundos, com fases de apneia na inspiração e na expiração, identificam-se mais diretamente com o ritmo de:


A

Biot.


B

Cantani.


C

Cheyne-Stokes.


D

Kussmaul.


E

Still.

Homem, 52 anos, com diagnóstico recente de Linfoma Não Hodgkin, iniciou quimioterapia. Dois dias após o início do tratamento, procura atendimento com náuseas intensas, vômitos, fraqueza e redução do volume urinário. Ao exame físico, apresenta-se prostrado, com frequência cardíaca de 102 bpm e pressão arterial de 110/70 mmHg. O médico plantonista prontamente suspeitou de Síndrome de Lise Tumoral.


Qual conjunto de alterações laboratoriais é característico dessa condição?


A

Hipocalcemia, hiponatremia, hipouricemia e hiperfosfatemia.


B

Hipocalemia, hipofosfatemia, hipercalcemia e hiperuricemia.


C

Hipercalcemia, hiponatremia, hipofosfatemia e hipomagnesemia.


D

Hipercalemia, hiperfosfatemia, hipocalcemia e hiperuricemia.


E

Hipercalemia, hipercalcemia, hipofosfatemia e hipomagnesemia.

Um paciente de 48 anos, sedentário e com sobrepeso, realizou exames laboratoriais de rotina, apresentando os seguintes resultados:


Imagem associada para resolução da questão


*LDL-c = Colesterol da Lipoproteína de Baixa Densidade; **HDL-c = Colesterol da Lipoproteína de Elevada Densidade; *** ApoB = Apolipoproteína B.


Com base nos achados laboratoriais e na interpretação clínica segundo a diretriz brasileira, é CORRETO afirmar que:


A

os níveis elevados de triglicerídeos não têm relação com o risco aterosclerótico, sendo apenas relevantes para pancreatite.


B

a elevação isolada do colesterol total é suficiente para caracterizar o risco cardiovascular, independentemente das frações lipídicas.


C

o HDL-c reduzido não possui relevância clínica quando o LDL-c está elevado.


D

a ApoB não é útil na avaliação do risco cardiovascular, sendo redundante em relação ao LDL-c.


E

o perfil é compatível com dislipidemia aterogênica, caracterizada por elevação de triglicerídeos, LDL-c e ApoB, associada à redução do HDL-c, indicando aumento do risco cardiovascular.

Homem, 62 anos, hipertenso e tabagista, dá entrada na unidade mista com dor torácica há 2 horas, sudorese e náuseas. Ao exame: PA 82/56 mmHg, FC 54 bpm, turgência jugular presente, ausculta pulmonar sem estertores. ECG mostra supradesnivelamento de ST em DII, DIII e aVF. Após monitorização e acesso venoso, qual das seguintes condutas farmacológicas deve ser evitada nesse momento, por risco de agravamento da instabilidade hemodinâmica?


A

Administração de heparina de baixo peso molecular.


B

Administração de ácido acetilsalicílico.


C

Infusão de alíquotas de 200 a 300 mL de soro fisiológico.


D

Nitroglicerina sublingual.


E

Início de noradrenalina se hipotensão persistente após volume.

Homem, 79 anos, é levado à Unidade Básica de Saúde (UBS) pela família devido a confusão mental de início súbito há cerca de 24 horas. Segundo os familiares, o paciente estava bem até dois dias antes, quando iniciou redução do apetite e prostração. Atualmente, apresenta desatenção, discurso incoerente e períodos de agitação, alternando com sonolência. De antecedentes, é portador de hipertensão arterial, diabetes Mellitus tipo 2 e hiperplasia prostática benigna. Faz uso de: metformina, enalapril, anlodipina, sinvastatina. Há três dias, iniciou medicação para alergia prescrita em pronto atendimento.

Ao exame físico: PA: 132/78 mmHg, FC: 92 bpm. Temperatura: 37,2 °C. Paciente desorientado, sem déficit neurológico focal.


Qual das seguintes classes de medicamentos é mais frequentemente associada ao desenvolvimento de delirium em idosos, como no caso apresentado?


A

Estatinas.


B

Inibidores da ECA.


C

Anti-histamínicos de primeira geração.


D

Biguanidas.


E

Bloqueadores dos canais de cálcio.

Uma mulher de 34 anos procura atendimento com queixa de nervosismo, sudorese excessiva, perda ponderal não intencional e taquicardia. Ao exame físico, apresenta discreto aumento difuso da tireoide. Considerando a suspeita de tireotoxicose, foram solicitados exames laboratoriais por método de quimioluminescência, cujos resultados encontram-se a seguir:


Imagem associada para resolução da questão


A partir da interpretação dos dados laboratoriais e da fisiopatologia dos distúrbios tireoidianos, é CORRETO afirmar que:


A

a positividade do anti-TPO, isoladamente, define o diagnóstico etiológico da tireotoxicose como tireoidite de Hashimoto.


B

a elevação do T4 livre associada à redução do TSH caracteriza hipotireoidismo central, decorrente de falha hipofisária.


C

a combinação de TSH suprimido, elevação de T3 e T4 livre e positividade de TRAb indica tireotoxicose de origem autoimune mediada por anticorpos estimuladores do receptor de TSH.


D

a redução do TSH é suficiente para caracterizar hipertireoidismo clínico, independentemente da dosagem de T3 e T4 livre.


E

a elevação do T3 não possui relevância clínica na avaliação da tireotoxicose, sendo o T4 livre o único hormônio necessário para o diagnóstico.

Homem, 56 anos, portador de diabetes Mellitus tipo2, procura pronto-atendimento com história de febre diária há 10 dias, calafrios, anorexia e dor no hipocôndrio direito. Refere também perda de peso recente e mal-estar geral. Ao exame físico: febril (38,6 °C), frequência cardíaca de 104 bpm.Abdome com dor à palpação profunda no hipocôndrio direito.


Exames laboratoriais:


  1. Leucócitos: 17.800/mm³ (predomínio deneutrófilos)
  2. PCR: 210mg/L
  3. Fosfatase alcalina: 420U/L
  4. Bilirrubina total: 1,4mg/dL
  5. AST/ALT discretamente elevadas


Tomografia de abdome com contraste evidencia lesão hipodensa de 6 cm no lobo direito hepático com realce periférico.


É CORRETO afirmar que a conduta inicial mais adequada é:


A

observação clínica e repetição de imagem em 7 dias.


B

Iniciar metronidazol e reavaliar em 72 horas.


C

antibioticoterapia intravenosa isolada por 4 a 6 semanas.


D

drenagem cirúrgica aberta imediata.


E

antibioticoterapia de amplo espectro e drenagem percutânea guiada por imagem.

Uma paciente de 28 anos procura atendimento com disúria, urgência miccional e dor suprapúbica há 3 dias. O exame de urina tipo 1 apresentou os seguintes resultados:


Imagem associada para resolução da questão


Com base na análise integrada dos achados do exame de urina e na correlação clínico-laboratorial, é CORRETO afirmar que:


A

o nitrito positivo é inespecífico e não possui relevância clínica na investigação de infecções urinárias.


B

a presença de hemoglobina positiva e hemácias no sedimento indica necessariamente glomerulonefrite aguda.


C

o aspecto turvo da urina é exclusivamente causado pela presença de proteínas, independentemente de células ou bactérias.


D

a ausência de cilindros urinários exclui completamente qualquer processo infeccioso no trato urinário.


E

o conjunto de achados é compatível com infecção do trato urinário baixa (cistite), evidenciado por leucocitúria intensa, bacteriúria, nitrito positivo e esterase leucocitária elevada.

Paciente do sexo feminino, 48 anos, branca, casada, professora, residente em área urbana. Queixa principal é de fadiga crônica e perda de peso involuntária nos últimos 12 meses (aproximadamente 8 kg, com IMC atual de 20,5 kg/m²). Relata episódios intermitentes de diarreia (3- 5 evacuações/dia, pastosas e volumosas), distensão abdominal e flatulência, agravados após refeições ricas em pães, massas e cereais. Nega vômitos frequentes, mas refere sensação de náusea ocasional. Hemoglobina atual: 10,5 g/dL. A paciente menciona infertilidade inexplicada no passado e osteopenia confirmada por densitometria óssea recente. Não há queixas dermatológicas evidentes. Dieta habitual inclui alto consumo de pães, bolos e massas diárias. Exame físico: Paciente emagrecida, com abdome distendido e timpânico à percussão, sem dor à palpação. Sem sinais de desnutrição grave, mas com palidez cutâneo-mucosa. Exames laboratoriais iniciais revelam deficiência de vitamina B12 e folato, além de hipoalbuminemia leve. Qual é o próximo passo no diagnóstico dessa paciente?


A

Solicitar a dosagem de anticorpos anti-transglutaminase 2 (anti-TG2) IgA, sem alterar a dieta.


B

Alterar a dieta imediatamente e solicitar biópsia duodenal.


C

Solicitar a dosagem de anticorpos anti-endomísio (EMA) IgA ou anti-peptídeos de gliadina deamidada (DGP) IgG/IgA após incluir na dieta 95–115 g de proteína por dia.


D

Solicitar tipagem HLA-DQ2/DQ8 como exame de triagem primária e incluir na dieta 50–95 g de proteína diários.

Mulher de 34 anos procura o pronto atendimento relatando febre, feridas de difícil cicatrização e episódios recorrentes de fraqueza. Afirma ser portadora de HIV e apresenta dois exames recentes com carga viral indetectável e contagem de CD4+ normal. Relata internações repetidas por infecções não confirmadas e múltiplos tratamentos prévios. Ao exame físico, nota-se presença de lesões em diferentes estágios de cicatrização, em locais de fácil acesso manual. Durante visita domiciliar, observam-se medicamentos e substâncias químicas não prescritas.

Considerando o quadro descrito e os princípios éticos e farmacológicos envolvidos, qual conduta é mais adequada?


A

Prescrever antibioticoterapia e corticoide sistêmico, pois o quadro pode representar infecção oportunista com manifestações atípicas do HIV.


B

Reforçar a adesão ao tratamento antirretroviral, sem abordar as lesões cutâneas para evitar conflito com a paciente.


C

Suspeitar de transtorno factício, registrar detalhadamente a evolução, evitar intervenções medicamentosas desnecessárias e acionar equipe multiprofissional e psicológica.


D

Solicitar internação psiquiátrica involuntária imediata, considerando que o comportamento autoprovocado elimina a capacidade de decisão da paciente.


E

Encerrar o vínculo assistencial, visto que o relato inconsistente e o uso irregular de medicamentos comprometem a relação médico-paciente.

Homem de 58 anos, pedreiro, tabagista e hipertenso em uso irregular de losartana e hidroclorotiazida, procura a unidade básica com tosse produtiva há três semanas, febre vespertina, sudorese noturna e perda de 8 kg. Apresenta glicemia de jejum 162 mg/dL e pressão arterial 160/100 mmHg. Ao exame: estertores em ápices pulmonares e linfonodo cervical palpável. A radiografia de tórax mostra infiltrado cavitário em lobo superior direito, e o escarro é positivo para BAAR. Durante a consulta, o paciente demonstra resistência ao tratamento prolongado e questiona a necessidade de notificação à vigilância sanitária, alegando receio de perder o emprego.

Com base na integração entre clínica médica, farmacologia, saúde pública e princípios éticos, assinale a conduta mais adequada.


A

Iniciar o esquema antibiótico empírico, manter sigilo sobre o diagnóstico para preservar o emprego do paciente e reforçar apenas medidas gerais de higiene respiratória e alimentar.


B

Prescrever o tratamento tríplice com rifampicina, isoniazida e pirazinamida, sem notificação, priorizando a autonomia do paciente diante do risco de estigmatização social e laboral.


C

Notificar o caso de tuberculose à vigilância epidemiológica, iniciar o tratamento supervisionado com RHZE, ajustar anti-hipertensivos, orientar cessação do tabagismo e reforçar adesão alimentar e terapêutica.


D

Encaminhar o paciente ao hospital de referência e adiar o início do tratamento até que a equipe jurídica avalie o impacto social da notificação compulsória sobre o vínculo empregatício.


E

Solicitar apenas novo exame de escarro e retorno em um mês, evitando iniciar o tratamento sem confirmação bacteriológica completa para não violar o princípio da não maleficência.

Uma paciente de 45 anos, obesa, com diagnóstico de insuficiência cardíaca congestiva e DPOC, apresenta-se ao pronto-socorro com dispneia progressiva há 3 dias. Refere piora ao deitar-se e necessidade de dormir com três travesseiros. Ao exame, nota-se ritmo respiratório com períodos de apneia intercalados por hiperpneia de amplitude crescente e decrescente. Em relação ao padrão respiratório descrito, é CORRETO afirmar que:


A

Denomina-se ritmo de Biot e indica hipertensão intracraniana.


B

Corresponde à respiração de Kussmaul e sugere acidose metabólica.


C

É característico da bradipneia por intoxicação por opioides.


D

Corresponde ao padrão de Cheyne-Stokes e pode estar presente na insuficiência cardíaca congestiva.


E

Indica taquipneia e é achado inespecífico presente em múltiplas condições clínicas.

Homem, 22 anos, sem comorbidades conhecidas, apresenta no ECG de rotina: intervalo PR de 100 ms, QRS alargado com empastamento na porção inicial e alterações do segmento ST-T opostas à polaridade do empastamento. É encaminhado ao departamento de emergência após episódio de palpitação com início e término abruptos. O ECG durante a crise revelou taquicardia de QRS estreito, regular, com FC de 192 bpm. Considerando o diagnóstico de base e a arritmia apresentada, o mecanismo da taquicardia durante a crise deve ser:


A

Taquicardia por reentrada antidrômica.


B

Taquicardia por reentrada ortodrômica.


C

Fibrilação atrial com condução anterógrada pela via acessória.


D

Taquicardia atrial focal.


E

Taquicardia por reentrada nodal típica.

Mulher de 45 anos, sedentária, com IMC 28 kg/m2 , procura a UBS referindo azia e regurgitação há 3 meses, piorando após refeições abundantes e ao deitar. Nega disfagia, perda de peso ou alarme. Exame físico normal. Qual a conduta inicial mais adequada na UBS, conforme diretriz brasileira de DRGE?


A

Endoscopia digestiva alta imediata para exclusão de lesões.


B

Terapia empírica com inibidor de bomba de prótons (IBP) em dose padrão por 8 semanas, associada a medidas comportamentais.


C

Prescrição de procinéticos (ex.: domperidona) como monoterapia inicial.


D

Manometria esofágica para avaliação do esfíncter esofágico inferior.


E

Teste terapêutico com anti-H2 por 4 semanas antes de IBP.

Um homem de 62 anos, hipertenso e diabético, é acompanhado na UBS por dispneia aos pequenos esforços, ortopneia e edema de membros inferiores há 3 meses. Ao exame, apresenta PA 110/70 mmHg, FC 84 bpm, crepitações bibasais e turgência jugular. Ecocardiograma recente evidenciou cavidades esquerdas dilatadas e fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) de 30%. Em outro turno, a mesma UBS recebe uma mulher de 68 anos, obesa (IMC 33 kg/m²), hipertensa de longa data, com dispneia aos esforços e edema maleolar vespertino; o ecocardiograma mostra FEVE de 58%, aumento do átrio esquerdo, hipertrofia concêntrica de VE e disfunção diastólica. Na abordagem inicial desses pacientes na atenção primária, qual alternativa descreve, respectivamente, a classificação da insuficiência cardíaca quanto à fração de ejeção e o manejo farmacológico de primeira linha mais adequado na UBS?


A

Primeiro caso: IC com fração de ejeção preservada; indicado apenas diurético de alça em ambos, reservando IECA/BRA e betabloqueador para o especialista.


B

Primeiro caso: IC com fração de ejeção levemente reduzida; indicado apenas betabloqueador; segundo caso: IC com fração de ejeção preservada, sem indicação de diurético na UBS.


C

Primeiro caso: IC com fração de ejeção reduzida; indicado apenas diurético de alça em altas doses, postergando bloqueio neuro-hormonal para após avaliação em nível secundário; segundo caso: IC com fração de ejeção preservada, sem benefício em tratar HAS ou FA para sintomas.


D

Primeiro caso: IC com fração de ejeção reduzida; indicado iniciar TECA (ou BRA), betabloqueador e diurético de alça conforme necessidade de congestão; segundo caso: IC com fração de ejeção preservada, com foco em diurético para alívio de sintomas e controle agressivo de comorbidades (HAS, obesidade, FA, DM).


E

Primeiro caso: IC com fração de ejeção melhorada; indicado suspender IECA/BRA e betabloqueador pela possibilidade de recuperação; segundo caso: IC com fração de ejeção preservada, com indicação rotineira de sacubitril-valsartana na UBS.

Paciente do sexo masculino, 28 anos, procura atendimento em Unidade Básica de Saúde com quadro de artralgia, febre mantida há cerca de 72 horas e dor retro-órbitaria. Hoje, comparece por relato de síncope ao levantar-se, apresenta dor abdominal de forte intensidade, vômitos persistentes, rebaixamento do sensório. Ao exame físico evidenciam-se: petéquias em todo o corpo, sangramento espontâneo de mucosas, hepatomegalia palpável a cerca de 3cm do rebordo costal direito. FC 120bpm. PA 90x60mmHg. Traz hemograma realizado ontem com plaquetas de 102.000 (VR 150.000-450.000), hematócrito de 52 (VR 42-52). Considerando a principal hipótese diagnóstica e sua condução, assinale a alternativa que indica qual dos seguintes achados encontrados neste doente não configura sinal de alarme.


A

Hematócrito de 52.


B

Dor abdominal de forte intensidade.


C

Sangramento de mucosas.


D

Vômitos persistentes.


E

Síncope em ortostase.

O conceito de "Reanimação de Controle de Danos" (Damage Control Resuscitation) mudou a abordagem do choque hemorrágico traumático. Sobre esse tema, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:


(__)A hipotensão permissiva (alvo de PAS 80-90 mmHg) é indicada em traumas penetrantes sem lesão cerebral concomitante, visando evitar o rompimento de coágulos formados e a diluição dos fatores de coagulação até o controle cirúrgico da hemorragia.

(__)A ressuscitação com grandes volumes de cristaloides (Soro Fisiológico ou Ringer > 2-3 Litros) é a estratégia padrão-ouro atual para restaurar a pré-carga rapidamente antes de iniciar a transfusão de hemoderivados.

(__)A transfusão maciça deve buscar uma proporção balanceada de Concentrado de Hemácias, Plasma Fresco e Plaquetas (idealmente 1:1:1) para mimetizar o sangue total e prevenir a coagulopatia dilucional.

(__)O uso de ácido tranexâmico é recomendado nas primeiras 3 horas do trauma em pacientes com sangramento significativo, pois atua inibindo a fibrinólise patológica e reduz a mortalidade.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.


A

V, F, F, V.


B

V, F, V, V.


C

V, V, V, F.


D

F, V, F, V.

 
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