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O gastroenterologista pediátrico está atendendo no ambulatório um menino de 4 anos, constipado, que teve início dos sintomas nos primeiros dias de vida. A mãe conta que a criança eliminou mecônio no terceiro dia de vida e que sempre demorou dias para conseguir evacuar, não se recorda se a última evacuação foi há 7 ou 10 dias, e sempre evacua com dor e esforço, fezes endurecidas, volumosas, muitas vezes explosivas e que está sempre muito distendido. Já fez uso de PEG em diversos momentos, inclusive em altas doses (2g/kg/dia) e associado a bisacodil 5mg ao dia por meses, mas sempre com melhora parcial dos sintomas e sem resolução. A mãe está frustrada, pois a criança sempre está com a cueca suja de pequena quantidade de fezes, que não percebe perder. Em relação ao quadro, assinale a alternativa mais correta.
É sinal de alarme no caso em questão para causas secundárias de constipação apenas a eliminação tardia de mecônio.
Na avaliação complementar, tanto a manometria anorretal quanto o enema opaco podem ser utilizados como exames iniciais para a hipótese diagnóstica em questão. No entanto, de acordo com o guideline de constipação infantil do ESPGHAN/NASPGHAN de 2014, o enema opaco é preferível por ser capaz de fechar o diagnóstico sem a necessidade da biopsia retal.
A ausência de reflexo inibitório retoanal (RIRA) na manometria anorretal não é suficiente para fechar o diagnóstico da criança, mas indica que é necessária a realização de biópsia retal para confirmação diagnóstica.
Caso a suspeita diagnóstica tivesse sido aventada nos primeiros meses de vida, a manometria anorretal não poderia ter sido realizada como um exame inicial, pois um lactente não cooperaria com a realização deste exame, e a realização deste sob sedação não possibilitaria obter o dado mais relevante para a hipótese diagnóstica em questão.
Muito provavelmente o paciente não apresentou melhora da constipação porque usou subdoses dos laxantes mencionados, que poderiam ser otimizadas, e não chegou a usar outros laxantes eficazes, como o óleo mineral e o chá de senna.
JBC, sexo feminino, 35 anos, procura seu consultório muito angustiada porque em exames de rotina solicitados por sua ginecologista foi evidenciado um nódulo hepático de 5,0 cm. Vinha em uso de contraceptivo oral, prontamente suspenso. Está assintomática. Trazia uma ressonância magnética do abdome, que descrevia a lesão como um nódulo homogêneo, lobulado, não capsulado, com acentuado realce na fase arterial, exceto pela cicatriz central, que demonstrava realce da fase tardia.
Nesse caso, você conclui, corretamente, que trata-se de
um hemangioma hepático e não tem relação com o uso do contraceptivo oral.
um hemangioma hepático, tem relação com o uso de contraceptivo oral e necessita tratamento cirúrgico.
um adenoma hepático com alto risco de malignização e não tem relação com uso de contraceptivo oral.
hiperplasia nodular focal e não tem relação com o uso de contraceptivo oral.
hiperplasia nodular focal, tem relação com uso de contraceptivo oral e necessita de tratamento cirúrgico devido suas dimensões.
AMN, sexo feminino, 50 anos, dá entrada no pronto-socorro com quadro de diarreia há três dias, com fezes de consistência líquida, odor fétido, sem muco ou sangue, cerca de 7x/dia, associada a dor abdominal tipo cólica, náuseas e vômitos. Dos antecedentes de importância relatava diabetes tipo 2 e uso recente de Cipro para infecção do trato urinário. A tomografia de abdome e pelve revelou colite infecciosa.
Em relação ao caso apresentado, avalie se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F).
A causa mais provável é a infecção pelo Clostridium difficile e o antibiótico de escolha é a Ceftriaxona.
Trata-se de paciente com provável colite aguda secundária à infecção pelo Clostridium difficile e o tratamento se baseia na hidratação e sintomáticos.
Trata-se de paciente com provável colite secundária ao rotavírus e não necessita de antibioticoterapia.
Trata-se de paciente com provável colite secundária ao Clostridium difficile e o antibiótico de escolha é a vancomicina oral.
Trata-se de paciente com provável colite secundária ao rotavírus e o antibiótico de escolha é a Ceftriaxona.
De acordo com o Sistema de Classificação de Lauren para o adenocarcinoma gástrico, é uma característica do tipo difuso:
ser bem diferenciado
ter células em anel de sinete
apresentar mutações do gene APC
aumentar incidência com a idade
Os probióticos, definidos como microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefício à saúde do hospedeiro, são amplamente utilizados apesar da incerteza quanto à sua eficácia e recomendações discordantes sobre seu uso. O grupo de Interesse Especial da Sociedade Europeia de Gastroenterologia Pediátrica, Hepatologia e Nutrição (ESPGHAN) sobre Microbiota Intestinal fornece recomendações atualizadas para o uso de probióticos para o tratamento de distúrbios gastrointestinais pediátricos selecionados. Sobre o uso de probióticos, assinale a alternativa INCORRETA.
Pode-se recomendar o uso de Saccharomyces boulardii (dose de 250-750mg/dia, por 5–7 dias) para tratamento da diarreia aguda por haver evidências (fracas) de que este tratamento diminua o tempo de duração desta doença.
Em crianças com infecção por H. pylori, pode-se recomendar, juntamente com a terapia para H. pylori, o uso de S. boulardii para aumentar as taxas de erradicação e diminuir os efeitos adversos gastrointestinais.
Os probióticos são fundamentais no manejo da constipação crônica.
Não há evidências nem contra nem a favor do uso de probióticos na doença de crohn.
Não há evidências nem contra nem a favor do uso de probióticos na doença celíaca.