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Idoso, 77 anos, com histórico de episódio depressivo de início há 3 meses para o qual foi recomendado uso de Venlafaxina, traz queixa nova de sensação de urgência em movimentar os membros ao deitar-se e ficar em repouso a noite. A sensação desconfortável é aliviada quando ele levanta da cama ou faz alongamentos. Esses sintomas vêm dificultando a conciliação do sono e o deixam cansado durante o dia. Ao exame: PA 110x70 mmHg; FC 70 bpm; regular; T 36,3ºC; bom estado geral, discreta palidez cutâneo-mucosa, ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações; abdome flácido, sem visceromegalias; pulsos periféricos palpáveis, varizes incipientes em membros inferiores, tempo de enchimento capilar 2 segundos; neurológico: consciente e orientado, face simétrica, língua centrada, força muscular grau 5 global, reflexos osteotendíneos grau 2 global, exceto aquileus grau 1, cutâneo plantar flexor bilateral, sensibilidade sem alterações, Romberg ausente. Diante desse cenário, assinale o diagnóstico e conduta mais adequados.
Polineuropatia sensitiva, solicitar eletroneuromiografia.
Acatisia, iniciar antagonista dopaminérgico para controle.
Síndrome de pernas inquietas, trocar remédio antidepressivo.
Doença arterial obstrutiva periférica, solicitar doppler arterial.
Para classificar um indivíduo idoso como portador da síndrome de imobilização são necessários dois critérios maiores e dois critérios menores. Os dois critérios maiores, cuja presença é obrigatória para o diagnóstico, são os seguintes:
múltiplas contraturas e sofrimento de pele ou lesões por pressão.
deficiência cognitiva moderada a grave e múltiplas contraturas.
deficiência cognitiva grave e disfagia moderada a grave.
múltiplas contraturas e incontinência urinária e fecal.
Tendo em vista a extrema heterogeneidade de grau de vulnerabilidade entre as pessoas idosas, a abordagem desse público representa o maior desafio da atenção à saúde nos dias de hoje. Diante desse contexto, assinale a alternativa que apresenta corretamente um dos aspectos que se deve considerar na elaboração de um programa de promoção à saúde para pessoas idosas.
O atendimento ao idoso pode ser realizado de forma fragmentada, independentemente da avaliação da sua funcionalidade, com a compreensão das repercussões do envelhecimento nos processos saúde-doença.
O idoso adoecido deve ser o foco primordial desse tipo de programa, cuja finalidade é reestabelecer a normalidade e evitar que as patologias o impeçam de exercer suas atividades rotineiras de forma independente e autônoma.
A proposição desse tipo de programa justifica-se porque a diminuição da capacidade funcional do idoso o tornará, de alguma forma, dependente de um nível mais complexo de assistência.
As pessoas elegíveis para o programa devem ser os beneficiários com 70 anos ou mais (de acordo com o alvo estabelecido no programa).
A grande magnitude da ocorrência de doenças crônicas na população idosa exige desse tipo de programa uma abordagem da prevenção primária.
Quanto à prescrição de galantamina ER, 24 mg/d, para esse caso, assinale a alternativa correta.
Pode ser mantida, apesar de se tratar de uma demência em fase avançada, contanto que seu uso esteja ocorrendo desde a fase inicial.
Ela teria benefício tanto maior, quanto maior fosse o componente vascular da demência da Sra. JVL.
Não há indicação; a galantamina ER deve ser suspensa porque a paciente encontra-se em fase avançada da demência.
Não há indicação; a galantamina ER deve ser substituída pela memantina.
Pode ser mantida; a galantamina ER tem um importante papel no controle das alterações psicocomportamentais da demência.
A respeito da triagem e reposição de vitamina D em idosos assintomáticos, assinale a alternativa correta.
A reposição de vitamina D, independentemente de seus níveis, não tem o risco de efeitos colaterais.
Há evidências adequadas de que a reposição de vitamina D em idosos saudáveis, mas com deficiência, diminui o risco de morte.
Os testes para triagem são simples e confiáveis, independentemente do método utilizado.
A reposição de vitamina D em idosos com deficiência, mas saudáveis, diminui o risco de infecções por covid-19.
Não há evidências suficientes que indiquem ou contraindiquem a triagem de deficiência de vitamina D em idosos saudáveis.