Questões de Concurso sobre Geriatria

 
 
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Homem de 43 anos, alcoólatra, é atendido no pronto- -socorro com quadro de dor abdominal, anorexia e náuseas. Relata o uso de grande quantidade de destilados nos últimos dias. Glicemia capilar: 83 mg/dL. Ao exame físico: corado, afebril, ictérico: 3+/4+ e desidratado 1+/4; cardiopulmonar: sem alteração relevante; fígado palpável a 7 cm do rebordo costal direito; ascite discreta. Exames laboratoriais: hemoglobina: 9,1 g/dL (volume corpuscular médio: 105 fL); leucócitos: 13.700/mm3 (diferencial normal); bilirrubina total: 18 mg/dL (direta: 16,1 mg/dL); tempo de protrombina: 52% (INR: 1,7); aspartato aminotransferase: 166 U/L; alanina aminotransferase: 82 U/L; albumina: 3,1 g/dL. Uma paracentese é realizada e mostra: polimorfonucleares: 160/mm3 e albumina de 2,3 g/dL.


A conduta inicial correta é:


A

pentoxifilina, dexametasona e furosemida.


B

vitamina B12, ácido fólico e cefotaxima.


C

prednisolona, tiamina e suporte nutricional.


D

albumina, cefotaxima e diurético.


E

ceftriaxona, furosemida e espironolactona.

Mulher de 67 anos é avaliada em consulta de acompanhamento por insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida. Ela relata dispneia ao carregar mantimentos do carro ou subir uma ladeira. Ela não tem outros sintomas. Os medicamentos em uso são carvedilol (12,5 mg/dia), espironolactona (25 mg/dia), enalapril (40 mg/dia), furosemida (40 mg/dia) e dapagliflozina. Ao exame físico: pressão arterial: 108 x 72 mmHg, frequência cardíaca: 58 bpm; o restante do exame não é digno de nota. Os estudos laboratoriais revelam um nível de creatinina sérica de 1,3 mg/dL e eletrólitos normais. O ecocardiograma prévio mostrou uma fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 37%. Nesse momento, a conduta correta é


A

adicionar ivabradina.


B

trocar o enalapril por sacubitril/valsartana.


C

adicionar hidralazina e isossorbida.


D

adicionar digoxina.


E

aumentar a dosagem de carvedilol.

Quanto ao tratamento do Diabetes melitus no idoso, assinale a alternativa incorreta.


A

A metformina pode ser usada em pacientes idosos com doença renal crônica leve a moderada (taxa de filtração glomerular entre 30-60 mL/min/m²).


B

A metformina deve ter sua dose reduzida pela metade, nos pacientes com taxa de filtração glomerular < 45 mL/min/m², e suspensa, nos pacientes com menos de 30 mL/min/m².


C

A terapia de injeção basal de insulina, uma vez ao dia, está associada a efeitos colaterais importantes, prejudicando seu uso no tratamento ambulatorial do idoso diabético.


D

Os inibidores da SGLT2 (sodium-glucose cotrasporter 2) apresentam risco baixo de hipoglicemia e são eficazes mesmo nos pacientes que tomam insulina.


E

Os agonistas do receptor do peptídeo semelhante ao glucagon (GLP1) são úteis em pacientes com diabetes e obesidade, devendo ser evitados naqueles com baixo peso.

Um paciente de 80 anos comparece a consulta acompanhado por seu familiares. Filho relata que o paciente apresenta Doença de Alzheimer em tratamento com donepezila há 3 anos. Até o momento, apresentava-se dependente para as AVDs básicas, precisando de ajuda para o banho. Filho relata que o pai está agitado, agressivo e não dorme à noite há 20 dias. Exame físico sem alterações. Qual a conduta mais adequada para este paciente?


A

Associar memantina a donepezila.


B

Aumentar dose de donepezila e prescrever alprazolam.


C

Iniciar quetiapina 25mg, solicitar hemograma e sumário de urina.


D

Solicitar ressonância nuclear magnética e encaminhar ao neurologista.

No tratamento do hipotireoidismo, no paciente geriátrico, é correto afirmar que


A

a indicação do tratamento difere quando se consideram os critérios cronológicos e a classificação de fragilidade do idoso.


B

a posologia de início do tratamento é a mesma que se faz par ao indivíduo jovem ou adulto jovem, não se diferenciando em nada pelo critério cronológico.


C

a dosagem inicial recomendada é de 25,0mcg/dia, em idosos frágeis ou com doença cardiovascular.


D

a levotiroxina deve ser ingerida com estômago cheio, para evitar episódios de gastrite no idoso.


E

os pacientes cardiopatas e os idosos hospitalizados não precisam dosar o TSH para avaliação de hipotireoidismo.

 
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