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Sobre as pneumonias adquiridas na comunidade (PAC), analise as afirmativas abaixo.
I. A realização de testes etiológicos não é necessária nos casos de pacientes com PAC não grave com tratamento ambulatorial.
II. A tomografia computadorizada de tórax é o método de maior especificidade, mas não é o método mais sensível na identificação de acometimento infeccioso do parênquima pulmonar.
III. A ultrassonografia de tórax apresenta maior sensibilidade e maior acurácia do que a radiografia de tórax na identificação de alterações parenquimatosas.
Estão corretas as afirmativas:
I, II e III
III apenas
II e III apenas
II apenas
I e III apenas
Doente do sexo feminino, 34 anos, raça caucasiana, seguida em consulta de Pneumologia desde 2003, após internamento por quadro clínico de infecção respiratória com insuficiência respiratória parcial grave. A doente referia queixas de tosse produtiva, cansaço e dispneia progressiva para pequenos esforços com evolução desde há um ano. Submetida, em 2002, à toracoscopia médica com biópsia pleural e talcagem por derrame pleural bilateral quiloso. História ginecológica: Menarca - 12 anos, G1P1 (ano 2000). Antecedentes pessoais e familiares irrelevantes. Ao exame objetivo, a doente apresentavase consciente, orientada, colaborante, polipneica, apirética e normotensa. À auscultação pulmonar apresentava um murmúrio vesicular globalmente diminuído, sem ruídos adventícios, e a auscultação cardíaca era rítmica e sem sopros audíveis. TCAR do tórax: de forma difusa e em ambos os campos pulmonares há múltiplos quistos aéreos de várias dimensões, até 1 cm, de paredes finas. Apresenta canal torácico ectasiado. Volumoso derrame pleural direito.
(Extraído da Revista Portuguesa de Pneumologia, vol. XVI, N.º 1, janeiro/fevereiro, 2010.)
De acordo com a principal suspeita diagnóstica, qual a terapia preconizada?
Imunobiológicos: omalizumabe, mepolizumabe, benralizumabe, dupilumabe.
Inibidores de mTOR: sirolimo.
Corticosteróides: prednisona, pulsoterapia com metilprednisolona.
Quimioterápicos: cladribina, inibidores de BRAF (vemurafenibe, dabrafenibe).
Antifibróticos: nintendanibe, perfenidona.
Paciente de 40 anos, do sexo feminino, com diagnóstico de HAPI desde 1994, apresentava dispnéia aos esforços moderados (classe funcional II/ New York Heart Association). O ecocardiograma estimou a pressão sistólica da artéria pulmonar em 126 mmHg e revelou dilatação e disfunção de ventrículo direito significativas, sem acometimento de câmaras esquerdas. O cateterismo cardíaco direito associado à arteriografia pulmonar não evidenciaram falhas de enchimento compatíveis com HPTEPC e confirmaram os níveis pressóricos na circulação pulmonar. A cintilografia ventilação/perfusão revelou captação homogênea do radiofármaco no mapeamento de perfusão. Iniciou-se tratamento não específico com digitálico e anticoagulação. Em abril de 2004, apresentou piora funcional progressiva, chegando à classe funcional IV. A angiotomografia de tórax evidenciou trombos parietais excêntricos, de predomínio no tronco da artéria pulmonar (dos ramos principais até os ramos sub-segmentares, bilateralmente), com calcificações periféricas aos trombos. Apresentava ainda padrão de perfusão em mosaico no parênquima pulmonar e dilatação de artérias brônquicas. A investigação para trombose venosa profunda e trombofilias resultou negativa. Apesar da piora de classe funcional, a distância percorrida no teste de caminhada de seis minutos (TC6) — usado para avaliar a capacidade funcional — foi de 414 m; dissociação essa já descrita para pacientes com HAPI. A paciente permaneceu todo o período de tratamento adequadamente anticoagulada. As imagens tomográficas eram totalmente compatíveis com o diagnóstico de HPTEPC. Foi iniciado tratamento com sildenafila 75 mg/dia. Houve ótima resposta clínica e retorno, após algumas semanas, à classe funcional II. Outro cateterismo cardíaco direito, realizado em julho de 2007, evidenciou pequena queda do débito cardíaco e manutenção dos níveis pressóricos, em relação ao realizado na ocasião do diagnóstico de HAPI. A paciente se mantém em classe funcional II, com distância percorrida no TC6 de 404 m.
Extraído da revista J Bras Pneumol. 2008; 34(7): 532-536.
Analisando o caso clínico descrito, diagnosticado com Hipertensão Tromboembólica Pulmonar Crônica HPTEPC, a conduta terapêutica adotada foi correta ou não?
Sim. Porque a paciente tinha o diagnóstico prévio de HAPI-Hipertensão Arterial Pulmonar Idiopática.
Não. Porque o diagnóstico de HPTEPC tem como indicação a tromboendarterectomia.
Não. Porque a melhor opção neste caso é terapia combinada, incluindo-se análogo da prostaciclina.
Sim. Porque a classe funcional do paciente é II.
Não. Porque a classe funcional do paciente é III.
Na análise bioquímica do líquido pleural, a glicopleuria está estritamente relacionada com glicose sérica e com valores inferiores a 60 mg/dL, no líquido. Sugere(m) diagnóstico(s) de:
I- Pleurite reumatóide.
II- Pleurite lúpica.
III- Derrame parapneumônico complicado, neoplasias.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) afirmativa(s)
I e II, apenas.
I e III, apenas.
I, II e III, apenas.
II e III, apenas.
II, apenas.
A sequestração pulmonar intralobar é uma malformação congênita que se caracteriza por apresentar:
área pulmonar com malformação cística e inversão visceral
bronquiectasias císticas do lobo inferior esquerdo e pansinusite
área pulmonar com malformação cística e irrigação por artéria sistêmica
bronquiectasias císticas do lobo inferior esquerdo e infecções de repetição