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Na abordagem clínica da asma brônquica, é essencial reconhecer os sinais de exacerbação aguda. Um dos sinais de gravidade que indica a necessidade de intervenção imediata é:
A presença de sibilos apenas ao final da expiração.
Frequência respiratória normal e ausência de dispneia em repouso.
Uso dos músculos acessórios da respiração e cianose.
Tosse seca e persistente, sem desconforto respiratório.
O espaço pleural, situado entre os pulmões e a parede torácica, normalmente contém uma fina camada de líquido que facilita o deslizamento dos pulmões durante a respiração. O derrame pleural ocorre quando há um acúmulo excessivo de líquido nesse espaço. Sobre as etiologias do derrame pleural, julgue as seguintes afirmações como verdadeiras (V) ou falsas (F):
(__)Nos pacientes com insuficiência cardíaca com derrame pleural, a toracocentese diagnóstica deve ser realizada para confirmar que o líquido é transudato quando os derrames não são bilaterais e não têm volumes comparáveis, quando o paciente tem febre ou quando refere dor torácica pleurítica.
(__)No derrame pleural secundário à embolia pulmonar, a principal queixa é a dor torácica, sendo o líquido pleural quase sempre um transudato.
(__)O principal mecanismo responsável pelo hidrotórax hepático é a passagem direta do líquido peritoneal para o espaço pleural pelos pequenos orifícios existentes no diafragma. Em geral, o derrame costuma localizar-se à direita e frequentemente é volumoso a ponto de causar dispneia grave.
Assinale a alternativa cuja respectiva ordem de julgamento esteja correta:
F − F − F.
V − V − V.
V − F − V.
V − F − F.
Paciente João Ramos, 71 anos, tabagista ativo com carga tabágica de 80 maços/ano, portador de doença pulmonar obstrutiva crônica, iniciando acompanhamento ambulatorial em centro de referência em pneumologia, encaminhado via UBS de seu bairro. Refere necessidade de parar para respirar e recuperar o fôlego após poucos minutos caminhando em local plano. Menciona acessos de tosse frequentes, sensação de aperto no peito e falta de disposição durante o dia. No último ano esteve internado por 14 dias, com passagem pelo Centro de Terapia Intensiva. Trouxe exame feitos recentemente:
- Radiografia torácica em PA e perfil: aumento dos espaços intercostais, retificação de cúpulas diafragmáticas;
- Hemograma: Hemoglobina 14,1, Hematócrito 47%, Leucócitos 8990 (Segmentados: 79%, Linfócitos 12%, Monócitos 7%, Eosinófilos 2%);
- Espirometria: VEF1: 44% pós-broncodilatador; relação VEF1/CVF: 0,49 pós-broncodilatador.
Considerando a história clínica e os dados fornecidos e de acordo com o GOLD 2023 (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease), marque a alternativa que apresenta a classificação e o tratamento inicial CORRETOS para este paciente:
GOLD 3B, recomendado introdução de broncodilatador de ação longa + antagonista muscarínico de ação longa.
GOLD 3E, recomendado introdução de broncodilatador de ação longa + antagonista muscarínico de ação longa.
GOLD 4B, recomendado introdução de broncodilatador de ação curta + antagonista muscarínico de ação curta + corticoide oral.
GOLD 4E, recomendado introdução de broncodilatador de ação longa + antagonista muscarínico de ação longa + corticoide inalatório.
Mulher, 65 anos, hipertensa, diabética e tabagista inveterada com carga tabágica de 50 maços-ano, com história de 1 exacerbação há 15 meses sem necessidade de internação, comparece ao consultório relatando dispneia ao acompanhar colegas de mesma idade e traz espirometria solicitada em última consulta com os seguintes achados principais.
Espirometria:
● VEF1/CVF pós broncodilatador: 0,63
● VEF1 pós broncodilatador de 65% do previsto
De acordo com a Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease, em sua publicação mais recente (2023), qual a classificação desta paciente?
GOLD A2.
GOLD B2.
GOLD B3.
GOLD E3.
Um paciente do sexo masculino, 48 anos, casado, tabagista, caminhoneiro, apresenta hipertensão arterial sistêmica não controlada, pré-diabetes e obesidade. A esposa relata história de sono agitado, ronco alto e contínuo e apneias observadas durante o sono que pioram em decúbito dorsal nos últimos 10 anos. Os sintomas se intensificaram há dois anos após ganho ponderal de aproximadamente 12 kg. O paciente relata sensação de sono não reparador com sonolência diurna excessiva (SDE), já tendo, inclusive, história de acidente automobilístico por cochilar ao volante. Ao realizar exame físico, apresenta pressão arterial de 160/98 mmHg, índice de massa corporal (IMC) de 35,2 kg/m2, circunferência cervical de 44 cm, cavidade oral com classificação de Mallampati modificado IV, tonsilas grau II, úvula alongada e hiperemiada. Nas auscultascardíaca e pulmonar e no exame abdominal, não são verificadas alterações relevantes. A aplicação da escala de sonolência de Epworth (ESS) evidencia 18/24 pontos (indicativa de sonolência: acima de 10 pontos). Não são observadas alterações no raio X de tórax e na espirometria. A partir do ecocardiograma Doppler e fluxo a cores transtorácico, constatam-se achados sugestivos de cardiopatiahipertensiva. Os exames de laboratório possibilitam a verificação de glicemia limítrofe, hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia. As provas de função da tireoide estão dentro dos limites da normalidade. Submeteu-se à polissonografia com o seguinte resultado: I.A.H = 43 eventos / h, queda da saturação de 65%.
Disponível em: https://www.medicinanet.com.br/categorias/casos.htm. Acesso em 15 ago. 2024.
De acordo com a classificação da gravidade da Apnéia Obstrutiva do Sono (AOS), qual a indicação de tratamento?
Perda de peso e uso de CPAP.
Perda de peso e traqueostomia.
Perda de peso e servo-ventilação adaptativa (SVA).
Perda de peso e uso de aparelho intraoral.
Perda de peso e uvulopalatofaringoplastia.