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A ventilação mecânica (VM) é uma medida de suporte em que se mantém a ventilação de um paciente para manter suas trocas gasosas e compreende a ventilação não invasiva (VNI) e a VM convencional.
A esse respeito, assinale a alternativa correta.
A ventilação em pressão suporte tem como inconveniente a assincronia com o ventilador mecânico.
Na VM em modo assistido/controlado, há controle pelo aparelho da frequência respiratória, da FIO2 ofertada e da pressão administrada.
As variáveis respiratórias que sugerem a progressão do desmame da VM são a PEEP < 8 cm H20, FIO2 <50% e estabilidade da troca gasosa e capacidade de gerar respirações espontâneas.
Hipercapnia permissiva é uma estratégia utilizada na VNI para aumentar o seu tempo de uso, independentemente do valor do pH.
A VM protetora é uma estratégia da VM convencional, em que se emprega volume corrente de 12 ml/kg, associado a uma PEEP 5 cm abaixo da PEEP ideal, para evitar hiperdistensão alveolar.
O tromboembolismo pulmonar é uma condição muito frequente e, muitas vezes, de diagnóstico e condutas médicas difíceis.
Assinale a alternativa que apresenta a correta avaliação.
A varfarina permanece como terapia sequencial após a terapia com heparina de baixo peso nos casos confirmados de qualquer tipo de trombofilia.
A relação o VD/VE na TC de tórax, a elevação da troponina e do BNP, além dos achados de VD hipocinético, em conjunto com avaliação clínica e risco de sangramento, definem quem deve receber tratamento trombolítico em paciente sem disfunção hemodinâmica.
Os indivíduos classificados como de alto risco para TEP devem ter a solicitação do dímero D e do ecocardiograma para a avaliação diagnóstica.
Os filtros de veia cava inferior têm indicação na persistência de trombos em MMII, apesar da anticoagulação.
A embolectomia cirúrgica por cateter não tem mais papel terapêutico na embolia maciça, pois, nesse caso, apenas a fibrinólise química tem risco-efetividade.
Um paciente de 45 anos tinha histórico de tratamento anterior, há 5 anos, para tuberculose. Apresentava quadro de tosse e certo desconforto torácico, e o diagnóstico foi feito com base em RX de tórax, que demonstrava opacidades intersticiais em campos médios e superiores e encontro de linfonodo cervical com presença de granulomas não caseosos. Os sintomas melhoraram pouco com o tratamento, que foi completo por 6 meses. Há 1 ano, iniciou com manchas vinhosas na pele, veio encaminhado pela dermatologia por provável sarcoidose após uma biópsia de pele.
A esse respeito, assinale a alternativa correta.
A sarcoidose de pele é uma forma grave da sarcoidose; deve-se excluir tuberculose em atividade e iniciar droga imunobiológica anti-TNF.
O quadro inicial era de tuberculose miliar, que foi curado com o esquema antituberculoso. A sarcoidose de pele é uma nova doença que deve ser tratada independentemente do quadro pulmonar.
O paciente deve realizar uma TC de tórax para avaliar o padrão radiológico atual. O diagnóstico inicial de tuberculose deve ser questionado; o encontro de imagens de espessamento do interstício irregular nos septos interlobulares e nas fissuras sugere sarcoidose e o paciente deve ser tratado para sarcoidose.
O paciente provavelmente teve tuberculose pulmonar e depois sarcoidose. É frequente a coexistência de ambas as doenças. O paciente deve realizar exames de escarro para pesquisa de BAAR; se não tiver secreção, realizar broncoscopia para pesquisa de BAAR e PCR-BK no lavado broncoalveolar.
O diagnóstico de sarcoidose de pele deve ser questionado; a tuberculose também é uma doença granulomatosa que pode acometer a pele, e na histopatologia os granulomas são virtualmente indistinguíveis.
Além do exame clínico, físico e radiológico, a espirometria confirma diagnóstico de doença pulmonar obstrutiva crônica, sendo um bom exame para avaliar, inclusive, prognóstico da doença. Sobre os valores da espirometria, qual confirma o diagnóstico?
A presença de VEF1/CVF < 70% do predito após broncodilatação.
A presença de VEF1/CVF < 50% do predito após broncodilatação.
A presença de VEF1/CVF > 70% do predito após broncodilatação.
A presença de VEF1/CVF < 90% do predito após broncodilatação.
Um paciente de 70 anos com diagnóstico de DPOC apresenta aumento da dispneia, volume de secreção purulenta e febre. Ele tem VEF1 de 40% do previsto e já foi hospitalizado por exacerbações previamente.
Qual é o tratamento inicial mais adequado?
Corticosteroides orais e antibióticos
Aumento da dose de broncodilatadores inalatórios de curta duração
Oxigenoterapia de longo prazo
Antibióticos de amplo espectro e nebulização com salina
Cessação do tabagismo