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Com relação à concepção de patrimônio cultural presente no Art. 216 da Constituição da República, analise as afirmativas a seguir.


I. Um sotaque característico de uma cidade, com seus acentos e inflexões próprios.

II. Uma rocha com desenhos rupestres produzidos há milhares de anos por um povo desaparecido.

III. O modo como é produzido um instrumental musical tradicional em uma região do país.


Está correto o que se afirma em


A

II, apenas.


B

I e II, apenas.


C

I e III, apenas.


D

II e III, apenas.


E

I, II e III.

Relativo ao Plano Museológico, assinale a alternativa INCORRETA.


A

É composto por diagnóstico, programas, projetos e ações.


B

Deve ser confeccionado de forma participativa.


C

Não necessita ser avaliado e revisado em temporalidade definida pela instituição.


D

É dever dos museus elaborá-lo e implementá-lo.


E

Trata-se de uma ferramenta de planejamento estratégico.

Sobre o inventário nacional dos bens culturais brasileiros, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa a seguir.


( ) Está previsto no Estatuto de Museus (Lei nº 11.904/2009), disponível para consulta no site do Instituto Brasileiro de Museus - IBRAM, e é atualizado a cada dois anos, conforme o Decreto Lei nº 8.124, de 17 de outubro de 2013.

( ) Conforme definido por lei, o inventário nacional consiste no registro sistematizado e periodicamente atualizado dos dados sobre os bens culturais existentes em cada museu com o objetivo de identificá-los e protegê-los.

( ) Os elementos descritivos das informações sobre o acervo museológico, bibliográfico e arquivístico que devem ser declarados no Inventário Nacional dos Bens Culturais Musealizados (INBCM) foram definidos na Resolução Normativa nº 2 do IBRAM, em 2014.

( ) O envio das informações sobre os bens culturais para inclusão no inventário nacional é facultativo aos museus privados, sendo uma obrigação apenas dos museus públicos brasileiros.


A sequência correta é


A

V – V – F – V.


B

F – V – V – F.


C

F – V – F – V.


D

V – F – V – F.


E

F – F – V – V.

A Política Nacional de Educação Museal (PNEM) é uma orientação para a realização de ações que fortaleçam o campo profissional da educação museal e garantam condições mínimas para a realização das práticas educacionais nos museus e processos museais.


C

Certo


E

Errado

Sobre os movimentos artísticos Renascimento, Maneirismo e Barroco, assinale a alternativa correta.


A

O Barroco se destacou pelo forte contraste entre luz e sombra (claroscuro) e pelo dinamismo nas composições, em oposição à racionalidade e harmonia renascentista.


B

O Renascimento foi caracterizado pela exaltação da espiritualidade e pela predominância de temas religiosos, enquanto o Barroco se concentrou na retomada dos valores clássicos da Antiguidade.


C

O Maneirismo, que surgiu após o Renascimento, foi marcado pela busca pela simetria e harmonia, retomando os ideais de equilíbrio da arte renascentista.


D

No Renascimento, artistas como Michelangelo e Rafael romperam com as proporções clássicas e buscaram exagerar as formas, movimento que influenciou o surgimento do Maneirismo.

Modelos de museus como os museus comunitários trouxeram notável renovação no campo geral da museologia. Em linhas gerais, em relação aos museus comunitários, é correto afirmar que


A

as questões de gênero e identidades podem ser desenvolvidas com mais liberdade do que nos museus históricos.


B

são museus estruturados a partir de ações de captação coletivas que viabilizam as ações educativo culturais.


C

são organizados para executarem as ações museológicas de forma mais rígida do que nos museus tradicionais e buscam contrapor temas e discursos museológicos pós-modernos.


D

são criados por um determinado grupo social, os próprios cidadãos criam um local ou percurso acessível para que os visitantes possam obter uma visão mais aprofundada da história e do modo de vida locais, atuando na melhoraria da qualidade de vida e no desenvolvimento local.


E

entendem a experiência museal como uma possibilidade de integração cultural.

Considerando que os museus trabalham a seleção e a incorporação de peças, o objeto museológico é colocado em um sistema de informações instituído para agrupar entidades individualizadas e lhes dar sentido. Dessa forma, o objeto entra no processo de enquadramento teórico dos procedimentos realizados pela cadeia operatória de salvaguarda e comunicação.


Tais procedimentos são:


A

levantamento – identificação – análise – comunicação e conclusão;


B

organização – investigação – preservação e comunicação;


C

preparação – coleta – consolidação e análise – extroversão dos dados;


D

mapeamento – categorização – gestão de dados e comunicação;


E

concepção – organização – aplicação – avaliação e comunicação.

A Museologia Social surge como uma corrente específica dentro da Nova Museologia, propondo que os museus:


A

Sigam uma abordagem prioritariamente acadêmica, voltada para especialistas e pesquisadores.


B

Priorizem a preservação das coleções em detrimento da interação com o público, com um enfoque no papel conservacionista.


C

Sejam espaços de encontro, debate e transformação social, atuando como agentes de mudança e promovendo a justiça social.


D

Sejam centrados nas coleções, na expertise dos especialistas e na promoção de uma narrativa histórica oficial.


E

Mantenham uma visão hierarquizada e eurocêntrica da cultura, privilegiando apenas os artefatos e manifestações culturais consideradas tradicionais e eruditas.

Museus e centros de memória devem ter um programa de acessibilidade, inserido no plano museológico, que promova a inclusão cultural de pessoas com deficiência. Tanto esse programa quanto o plano passam por reelaborações feitas aos poucos, de tempos em tempos, conforme, por exemplo, as necessidades do museu, das exposições e das mostras.


Tal programa de acessibilidade deve ser elaborado como:


A

documento que tem por base as instalações e a expografia da instituição;


B

planejamento das instalações de acordo com as especificidades de cada exposição;


C

organização dos espaços dentro da instituição;


D

documento periodicamente revisado para garantir a acessibilidade;


E

mediação e comunicação acessível a todos.

A partir dos anos 1970 os debates sobre museus e museologia passam a destacar e enfatizar o termo ‘musealização’, que pode ser definido como um conjunto


A

de práticas que afetam a imagem das instituições museológicas ao associá-las a depósitos de objetos e obras antigas.


B

de ideias e práticas necessárias para a criação e implantação física de novos museus.


C

de práticas de restauro que visam manter pelo máximo de tempo possível a originalidade da peça, garantindo-lhe sobrevida.


D

de ideias ligadas ao patrimônio cultural imaterial que permitem sua materialização para posterior ingresso no museu.


E

de práticas, pensamentos e ideias que extraem, física e conceitualmente, algo de seu meio natural ou cultural de origem e lhe confere status de objeto de museu, inserindo-o no campo museal.

A documentação museológica (como uma ficha catalográfica, por exemplo) precisa ser elaborada considerando o público interno e externo da instituição.


O pesquisador documentalista, então, ao documentar uma peça, deve:


A

analisar e detalhar as informações intrínsecas e extrínsecas das peças;


B

municiar a curadoria de acervo do museu de informação;


C

sintetizar as informações sobre o objeto;


D

organizar dossiês sobre a peça, que depois se tornam sistema de recuperação de informação;


E

incrementar as formas de localização da peça.

Tanto a Política Nacional de Museus quanto o Estatuto de Museus reconhecem o Plano Museológico como um importante instrumento para a gestão dos museus, pois nele estão apontados:


A

o planejamento anual do museu, apontando as ações de manutenção da exposição de longa duração, as exposições temporárias, bem como suas ações educativas, as metas do ano para o setor de documentação e as demandas do setor de conservação para as ações de higienização, acondicionamento e restauro do acervo.


B

o planejamento de aquisição e descarte de acervo, as ações de conservação e restauro e as demandas de adequação do edifício para a melhor implantação das ações da área.


C

o desenho institucional e seu planejamento estratégico, construído a partir da identificação das interrelações entre todos os programas museológicos e do desenho de estratégias para a implantação de cada um desses programas.


D

o resultado da avaliação dos itens de segurança do museu, indicando os pontos fortes e fracos e as demandas de ajuste e intervenções necessárias para garantir a segurança do acervo e dos públicos do museu.


E

o planejamento no qual estão detalhadas todas as iniciativas e ações envolvidas na concepção, desenho e montagem da exposição de longa duração do museu.

A acepção atual ou moderna de museu como instituição pública surgiu, precisamente:


A

na Grécia antiga. A palavra Mouseion vem de templo às musas, filhas de Zeus com Mnemosine, divindade da memória;


B

no Renascimento, resultado do espírito científico, e com a expansão marítima, quando o colecionismo se tornou moda em toda a Europa;


C

na conjuntura da Revolução Francesa, em fins do século XVIII, com a formação dos Estados nacionais;


D

nas ideias da Semana de Arte Moderna de 1922, que valorizava a criação de uma identidade nacional no Brasil;


E

nos chamados Gabinetes de Curiosidades, formados por estudiosos que reuniam objetos e seres exóticos, seguindo as concepções científicas do século XVII.

Entre os visitantes, usuários e funcionários de museus, pode haver pessoas com deficiência (PCD). É indispensável superar as barreiras físicas, sensoriais e cognitivas que impedem o pleno acesso aos museus e ao patrimônio cultural, como também é preciso vencer as barreiras de natureza social, econômica e cultural, ampliando o acesso dos diversos públicos aos seus serviços e produtos.


Muitas das limitações ao acesso de PCD se devem a uma falha:


A

do orçamento dos museus;


B

das tecnologias nos museus;


C

dos espaços dos museus;


D

da direção dos museus;


E

dos visitantes dos museus.

Para Pierre Nora, a distinção entre memória e história é também a diferença entre incorporação e inscrição. Devido à dissolução das práticas de memória, esta perdeu o lugar do vivido, do habitual e do ritualístico em inúmeros grupos da sociedade, e, por isso, o autor entende que precisamos de lugares de memória.


Nesse sentido, os museus como instituição de memória centram sua função em:


A

preservar posições unívocas perante a história;


B

observar com neutralidade eventos históricos;


C

ser uma nova forma de articular história com as inúmeras esferas políticas de influência;


D

preservar memórias individuais alicerçadas no passado histórico;


E

preservar memórias individuais que sobressaem sobre a coletiva.

O Livro de Tombo tem uma característica cartorial, ou seja, só é objeto museal o que passar por aquelas páginas. Esse livro conta a história da patrimonialização dos itens de forma sucinta. Museus antigos, de pequeno porte ou com pessoal administrativo reduzido, podem ter apenas um Livro de Tombo como registro de objeto.


A partir do exposto, compreende-se que o Tombo é um:


A

documento administrativo e sistema de recuperação de informação;


B

instrumento de classificação de objetos e documento administrativo;


C

instrumento de sistematização de coleções e documento administrativo;


D

indexador de conteúdo e documento administrativo;


E

inventário.

A Internet possibilitou transformar átomos em bits. Ou seja, matéria palpável (objetos) em código binário. Nesse sentido, os museus passam a trabalhar com referências patrimoniais digitais na Internet. Os museus estão acessíveis na Internet sob mais variadas formas, e sendo assim, assinale a alternativa que se refere à categoria de museu virtual descrita abaixo:


Neste tipo de site a instituição apresenta informações mais detalhadas sobre o seu acervo e, muitas vezes, através de visitas virtuais. O site acaba por projetar o museu físico na virtualidade e muitas vezes apresenta exposições temporárias que já não se encontram mais montadas em seu espaço físico, fazendo da Internet uma espécie de reserva técnica de exposições. Além disso, muitos deles disponibilizam bases de dados do seu acervo, mostrando objetos que não se encontram em exposição naquele momento ou mesmo disponibilizam informações sobre determinado assunto.”


A

Folheto Eletrônico.


B

Museu no mundo virtual.


C

Banco de Dados virtual.


D

Museu realmente interativo.

No que se refere às discussões sobre comunicação no contexto dos museus, o significado do objeto na exposição é condicionado pela relação que ele estabelece com os outros objetos e com os recursos utilizados, por meio de etiquetas, textos, etc., para auxiliar na interpretação do visitante. Na abordagem cultural de comunicação em museus, é correta a seguinte constatação:


A

A realidade não se encontra intacta e é moldada por meio de um processo contínuo de negociação, o qual envolve os indivíduos que, a partir de suas experiências, constroem ativamente seus próprios significados.


B

A comunicação é um processo de concessão e de envio de mensagens e transmissão de ideias, de uma fonte de informação para um receptor passivo.


C

O modelo transmissor de comunicação é dominante quando o museu não coloca questões para o público sobre suas experiências e não faz uma autorreflexão.


D

Nesse tipo de abordagem de comunicação, os processos avaliativos e a realização de consultas são aspectos secundários do processo.

O que diferencia um museu de um centro cultural é


A

a diversidade da programação cultural.


B

o público-alvo de cada instituição.


C

a utilização de estratégias de marketing para a captação de recursos e divulgação da programação.


D

a existência de acervo sob guarda da instituição.


E

a existência de outras atividades culturais para além das exposições.

Considerando o impacto da abordagem crítica da Nova Museologia na produção historiográfica sobre a preservação do patrimônio cultural e levando em conta os debates em torno de narrativas históricas, identidade e exclusão social, assinale a opção que melhor representa um dos principais desafios enfrentados pelos museus contemporâneos nesse contexto:


A

A escassez de recursos financeiros e o desafio de equilibrar a sustentabilidade socioambiental dos museus com a responsabilidade de preservar e expor o patrimônio cultural.


B

A necessidade de criar estratégias inovadoras para atrair um público mais homogêneo, promovendo o diálogo e a participação ativa dos visitantes na construção das narrativas museais.


C

A falta de reconhecimento da influência das políticas governamentais e dos interesses econômicos na preservação do patrimônio cultural, resultando em narrativas que privilegiam determinados grupos sociais.


D

A dificuldade de equilibrar a diversidade de perspectivas e vozes representadas nas narrativas históricas, ao mesmo tempo em que se mantém uma abordagem objetiva e acadêmica.


E

A resistência de quase todos os setores da sociedade em aceitar abordagens mais críticas e inclusivas nos museus, resultando em conflitos e polêmicas que dificultam a construção de narrativas mais abrangentes e representativas.

 
 
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