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A ideia de pesquisa está ligada à produção de conhecimento, e esta noção pode ser empregada nas mais diversas áreas do saber e para as mais diferentes utilidades. Pensar a pesquisa do ponto de vista da “pesquisa científica” implica na produção de conhecimento com base em procedimentos metodológicos e critérios científicos bem determinados. Os museus e aquilo que produzem como conhecimento estão completamente atrelados a processos de pesquisa específicos. Igualmente, a Museologia como disciplina científica vem se desenvolvendo com base na pesquisa sobre os seus próprios métodos e o olhar particular lançado sobre as coisas do real que podemos chamar de “museológico”. Entre os casos descritos abaixo, qual deles NÃO pode ser considerado como referente à “pesquisa museológica”?
A pesquisa sobre um objeto antropológico em museu, realizada por antropólogos.
A pesquisa realizada para uma exposição museológica em um museu de história.
Uma pesquisa de público para um museu de arte.
Uma pesquisa acadêmica sobre o campo da Museologia.
A pesquisa sobre uma coleção científica e sua relevância para um museu de ciências.
A Documentação Museológica é algo que ocupa boa parte das preocupações e do trabalho dos profissionais de museus. Helena Barbuy (2008) pondera que os sistemas de informação nos museus podem ter graus diferenciados de complexidade e sofisticação. No entanto, defende que existiria uma função ideal (um objetivo central) para um sistema desses. Qual?
Informar sobre a procedência do objeto.
Apresentar as características físicas do objeto.
Permitir a localização rápida do objeto na reserva técnica.
Ser capaz de agregar imagens do objeto.
Constituir uma base que alimente pesquisas e ações de curadoria (e seja alimentada por elas).
É competência específica assegurada aos profissionais museólogos, através da legislação vigente, em consonância com o código de ética para museus do Conselho Internacional de Museus (ICOM, sigla em inglês):
divulgar todo e qualquer tipo de informação ao público ou pesquisador acerca do acervo da instituição museal.
elaborar o plano museológico que estabelece a missão e os programas do museu.
propor ao gestor do museu o descarte ou alienação de objeto constante do acervo do museu.
elaborar o plano e o programa de segurança do museu.
privilegiar a pesquisa sobre os objetos selecionados em seu contexto, dando sempre um conceito de integridade ao tema proposto.
No museu, a pesquisa constitui o conjunto de atividades intelectuais e de trabalhos, que tem como objetivo
evidenciar o museu como um laboratório aberto ao público acadêmico.
sua política de aquisição, de publicação e de exposições.
abordar a análise da instituição, particularmente, pelas suas dimensões midiáticas e patrimoniais.
a descoberta, a invenção e o processo de conhecimentos novos ligados às coleções das quais ele se encarrega ou às suas atividades.
os mecanismos do mercado que favorecem às exposições temporárias em detrimento das de longa duração.
A nova forma de ver museus implica também a nova concepção valorizativa de acervos museais, estendendo-se o conceito ao largo universo da diversidade social e cultural de forma igualmente respeitosa. Disponibilizar esses acervos democraticamente é dever do estado. Quanto ao exposto, dadas as afirmativas,
I. Devido à abertura do conceito, os museus se multiplicaram e a oferta de profissionais tem atendido à demanda da área.
II. Como se trata de dever do estado incentivar a criação de acervos até então excluídos do conceito museal, hoje, grande parte desse acervo está recebendo uma atenção preferencial em matéria de recolhimento, recursos, tratamentos técnicos e pesquisa, na tentativa de o país recuperar o tempo e o acervo perdido.
III. No bojo das inovações museológicas, a valorização da diversidade sócio-cultural abriu um leque de possibilidades museais que beneficia segmentos até então marginalizados pelas instituições oficiais. Esta abertura, além de contribuir com a pluralidade de público, ampliou os acervos disponíves aos estudiosos e pesquisadores.
verifica-se que está(ão) correta(s)
I, apenas.
II, apenas.
III, apenas.
I e II, apenas.
I, II e III.
A pesquisa de público nos museus é um importante mecanismo de conhecimento dos usuários dessas instituições, gerando insumos para a avaliação da qualidade dos serviços oferecidos.
Pesquisa museológica refere-se à produção de conhecimento original com base em determinados métodos e critérios científicos, com especial concentração na área de museus e museologia.
Além da pesquisa e da conservação, qual a outra função básica dos museus:
Comunicação.
Restauração.
Imaginação.
Idealização.
Apesar de o museu constituir um centro produtor de pesquisas, ele próprio não pode ser tomado como objeto de investigação científica.
A produção científica nos museus distingue-se da pesquisa realizada nas universidades em razão de certas peculiaridades do processo de socialização de informações nas instituições museológicas.
A pesquisa museológica é uma das etapas da atividade de inventário do acervo.
A forma de apresentação de um projeto de pesquisa não é tão crucial para o êxito da pesquisa.
A observação direta de uma peça de acervo permite obter as chamadas informações extrínsecas, ou seja, aquelas evidentes na sua superfície externa.
A bibliografia da área de design de exposições apresenta o processo dividido em fases e há uma convergência de ideias entre os diversos autores a respeito desses respectivos momentos. Assinale a alternativa cujo termo não é considerado fase do processo de exposição.
fase de montagem.
fase de manutenção, atualização e avaliação.
fase de planejamento e de ideia.
fase de design.
fase de pesquisa histórica.
A documentação museológica é importante sistema de recuperação de informação que permite não só a transformação das coleções do museu em fontes de pesquisa, mas também em instrumento de transmissão de conhecimento.
A pesquisa sobre a forma como cada peça de acervo foi originalmente adquirida e como era utilizada, ou seja, a reconstrução de sua história e sua contextualização, é aspecto da documentação da peça que justifica sua seleção para compor a coleção do museu.
Analise os perfis profissiográficos dos egressos dos cursos de Museologia e de História.
O museólogo
O egresso do curso de Museologia se caracterizará como um profissional consciente da relação profunda do ser humano (sujeito) com o bem cultural (objeto) e do valor que as teorias e os paradigmas da Ciência possuem para o desenvolvimento e preservação do patrimônio construído pelas sociedades; capaz de intervir e de interagir nos contextos sociais na defesa dos ideais éticos de respeito à vida, ao patrimônio natural e cultural e à igualdade de direitos; de agir como executor e gestor de políticas relacionadas à ciência da Museologia; de atuar no processo da musealização desde o resgate, a documentação, a pesquisa, a conservação e a socialização do conhecimento.
O historiador
O egresso desse curso destacar-se-á pela autonomia intelectual com base em consistentes suportes teóricometodológicos. O historiador construirá os conhecimentos, as competências e as habilidades iniciais e necessárias para a formação de um profissional preparado para interpretar as sociedades segundo contextos históricos distintos. O graduado em História deverá, portanto, estar capacitado ao exercício do trabalho de historiador, em todas suas dimensões, o que supõe pleno domínio da natureza do conhecimento histórico e das práticas essenciais de sua produção e difusão, o que pressupõe um conjunto de competências e habilidades específicas.
Após análise dos perfis profissiográficos, assinale a alternativa correta.
Tanto um quanto o outro estão devidamente aptos a trabalharem em diversos segmentos sociais. Precisam ainda construir conhecimentos da Sociologia, Psicologia, Arqueologia e Antropologia, pois só assim estarão aptos a exercerem suas profissões frente ao caráter multidisciplinar dessas áreas do conhecimento.
Para exemplificar a atuação conjunta desses dois profissionais, podem-se citar algumas áreas de crescente atuação tais como: institutos de pesquisas de cunho histórico e que visem à preservação da memória social. Poderão ainda construir projetos interdisciplinares ligados a questões vinculadas ao patrimônio artístico e cultural. Isso evidencia o caráter interdisciplinar dessas formações.
As ocupações funcionais dos profissionais formados em História e Museologia podem ir muito além das tradicionais destinações, quais sejam de ensino fundamental e ensino médio, embora se reconheça nelas a sua importância incontestável e prioritária no atual contexto, quando as profissões historiador e museólogo ainda não estão regulamentadas.
Tanto o bacharel quanto o licenciado em Museologia deverão problematizar questões relacionadas à sua área de conhecimento e ao seu campo de atuação, pondo em discussão permanente a função social que executa mantendo um diálogo frequente com as comunidades onde atua. Ambos, ao levar o conhecimento para a sala de aula, principalmente nos ensinos fundamental e médio, deverão encontrar soluções para os problemas que permeiam as ações culturais e analisar as possibilidades que a Museologia poderá oferecer para a democratização da cultura.
A abertura do leque profissional facilita a inserção desses dois profissionais no mercado de trabalho; entretanto, cada um, de acordo com sua formação, atuará na área de ensino-aprendizagem de maneira diferente. Isso porque esses profissionais desempenharão a mesma função: a construção do conhecimento a partir dos fundamentos das ciências sociais.