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Em relação à acessibilidade em museus, considere as afirmações a seguir.
I → Possibilita a melhoria da qualidade de vida da população com e sem deficiência, proporcionando liberdade de escolha e autonomia em espaços culturais.
II → A acessibilidade cognitiva engloba a sensibilização e o treinamento de recursos humanos para a inclusão e o acolhimento de pessoas com deficiência.
III → Segundo a NBR 9050, o termo acessível engloba diferentes esferas de acesso no âmbito físico, intelectual, cognitivo e atitudinal.
Está(ão) correta(s)
apenas I.
apenas II.
apenas I e II.
apenas I e III.
apenas II e III.
A função social e educativa dos museus hoje inclui objetivos voltados à autonomia, à emancipação das pessoas e à valorização da diversidade cultural. Neste contexto, a acessibilidade é um imperativo dos museus na atualidade. Diante do exposto, assinale a alternativa correta.
Deve-se promover a elaboração de roteiros educativos generalistas que possam ser utilizados com qualquer tipo de público.
É relevante explicitar que os diferentes tipos de deficiência devem ser classificados a partir de critérios claros, de forma a auxiliar os setores educativos a planejar ações gerais que alcancem todas elas.
Deve-se considerar uma abordagem generalizada de público, pois os museus precisam tratar os visitantes com igualdade e não nas suas particularidades.
A busca pela acessibilidade deve ser entendida como uma ação pontual, já que o público com deficiência é pequeno e deve receber atenção.
É importante superar as barreiras que tratam tanto dos aspectos físicos, de mobilidade e arquitetônicos, quanto dos intelectuais, informacionais e emocionais.
O público escolar é o que mais visita os museus no Brasil. Para que essas visitas promovam aprendizagens e experiências de fruição, é importante que
o professor exerça o controle da visita, sendo responsável pela disciplina dos estudantes, sem a qual não é possível promover aprendizagem.
o professor planeje ações que ocorram antes, durante e depois da visita a partir da problematização dos objetos e conteúdos oferecidos na exposição.
os alunos acompanhem sem atrapalhar ou interromper a explanação dos conteúdos pelo educador.
os alunos sejam orientados a registrar tudo que for observado e transmitido pelos educadores para realização do relatório de visita.
os alunos sejam avaliados pelos professores após a visita, especialmente com relação ao conteúdo conceitual, garantido a aprendizagem dos estudantes.
Existem diferentes entendimentos sobre a acessibilidade em museus e instituições culturais, sendo que, muitas vezes, prevalecem concepções simplistas e errôneas com origem no senso comum. Essas concepções errôneas compreendem que
acessibilidade é sinônimo de ações voltadas exclusivamente às pessoas com deficiência, pois essas são constantemente excluídas de espaços culturais.
é indispensável criar condições para que as pessoas com deficiência possam usufruir dos acervos dos museus e compreender as diversas narrativas neles expostas.
os vários segmentos sociais vistos como “minorias” devem ser acolhidos, e ações educativas devem ser elaboradas considerando as especificidades desses públicos.
é necessário desenvolver programas de inclusão junto a grupos não tradicionalmente frequentadores de museus, como pessoas com deficiência, em sofrimento psíquico e em situação de vulnerabilidade social.
as práticas de acessibilidade nos museus são plurais e podem estar voltadas prioritariamente à deficiência ou considerar outros aspectos como as condições socioeconômicas, de escolaridade e de faixa etária.
Um Museu está revisando suas políticas de documentação museológica. Durante essa revisão, a equipe decide adotar a norma internacional SPECTRUM. Qual é um dos principais benefícios dessa norma?
Elimina a necessidade de treinamento especializado para a equipe de museologia.
Substitui todos os sistemas informatizados existentes.
Funciona apenas para museus de história natural.
Fornece políticas e procedimentos padronizados para a documentação e gestão de coleções.
Permite a catalogação de objetos sem a necessidade de descrição detalhada.
A Lei nº 11.904/2009 institui o Estatuto de Museus e dá outras providências e trata diretamente das questões de Segurança em Museus: [...] Art. 22. Aplicar-se-á o regime de responsabilidade solidária às ações de preservação, conservação ou restauração que impliquem dano irreparável ou destruição de bens culturais dos museus, sendo punível a negligência. [...]
(Disponível em: https://gestaodesegurancaprivada.com.br/seguranca-em-museus-o-que-e-e-medidas/. Acesso em: julho de 2024.)
A segurança em museus é um conjunto de medidas de segurança, destinadas à proteção física do acervo, assim como do edifício e das pessoas em um museu contra ameaças decorrentes de ações intencionais ou acidentais. A responsabilidade solidária em relação à segurança dos museus:
Deve priorizar, acima de outros fatores, o combate aos crimes contra a propriedade e tráfico de bens culturais.
Diz respeito especificamente à atuação das entidades de segurança pública responsáveis prioritariamente pelos museus e demais instituições públicas.
Refere-se à segurança patrimonial, que deve englobar os diversos seguimentos da sociedade, uma vez que os acervos são doados de forma filantrópica.
Deve ser vista como uma segurança institucional, que visa à segurança do museu como um todo, envolvendo o acervo, o edifício, as informações relevantes e as pessoas.
A segurança em museus, para além de proteger o patrimônio, visa garantir a integridade de pessoas e a experiência do público. Nesse contexto, o museólogo deve:
Priorizar sistemas de segurança eletrônicos e monitoramento remoto, minimizando a presença de pessoal e restringindo o acesso a áreas expositivas.
Desenvolver planos de emergência abrangentes, considerando riscos específicos do museu e seu entorno, e treinando a equipe para agir em situações de crise.
Implementar medidas de segurança padronizadas, como detectores de metais e raio-x, independentemente do perfil do público e do tipo de evento realizado.
Restringir o acesso a objetos e obras de arte, utilizando vitrines e barreiras físicas, mesmo que isso comprometa a experiência e a interação do público.
Considerando as diferentes estratégias do processo comunicacional museológico que visam à acessibilidade em museus, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa a seguir.
( ) Um aspecto relevante que deve ser considerado durante a concepção de uma exposição é o respeito à diversidade do público que dela irá participar, de modo a contemplar diversas formas de comunicação que permitam uma variedade de leituras, de acordo com diversos níveis de compreensão do público.
( ) Desenvolver estratégias para ações que envolvam a percepção multissensorial na expografia é parte inerente de uma postura semiótica aplicada à comunicação museológica e tais estratégias devem estar vinculadas à fruição do objeto cultural a partir de todos os canais sensoriais no âmbito visual, tátil, auditivo, olfativo, palatal e cinestésico.
( ) Textos, legendas e material audiovisual são recursos de mediação direta nas exposições.
A sequência correta é
V – V – F.
F – V – F.
F – F – F.
V – F – V.
F – F – V.
Em relação à segurança em museus, assinale a alternativa correta.
A presença de vigilantes nas exposições é garantia de segurança para o museu.
A segurança do museu trata da preservação dos objetos que compõem o acervo.
O museu deve fechar suas portas aos visitantes caso identifique qualquer risco à segurança.
A análise de riscos é etapa fundamental da construção da política de segurança do museu.
A política de segurança em museus visa proteger os funcionários da instituição.
Das opções a seguir, identifique aquela que NÃO é um componente básico de um plano de emergência:
diagnóstico de risco.
responsável pela atualização do plano.
resposta.
missão, visão e valores.
objetivos.
Dos itens abaixo, aquele que NÃO constitui um dos estágios de controle de riscos é:
Evitar a causa do risco.
Bloquear a ameaça ao acervo.
Detectar os agentes de deterioração.
Punir os responsáveis.
Recuperar os itens afetados.
A segurança do trabalho reúne uma série de medidas técnicas preventivas, administrativas, médicas e, sobretudo, educacionais e comportamentais, empregadas a fim de prevenir acidentes e eliminar condições e procedimentos inseguros no ambiente do museu. As principais causas de acidentes ou doenças ocupacionais são os riscos ambientais, dentre os quais se destaca(m)
as alterações drásticas das condições ambientais provocadas pela intensidade de luz da reserva técnica e baixas temperaturas dos laboratórios.
o grande fluxo de público no ambiente do museu, pouco habituado a circular por exposições, e o aumento do risco de que toquem as peças.
o risco de inundações, decorrentes das drásticas alterações climáticas, nas ruas do entorno do museu.
agentes biológicos como bactérias, fungos, parasitas, protozoários, vírus, entre outros.
os museus de ciências que possuem em seu acervo animais taxidermizados.
Considerando a segurança e prevenção de acidentes em museus, os riscos potenciais mais significativos necessitam ser analisados, dentre eles avarias técnicas. Assinale a alternativa que apresenta exemplos de avarias técnicas.
Risco de contaminação química, danos estruturais ao edifício, perda de serviços primários: eletricidade, gás, telefonia etc., incêndio no edifício.
Danos de bombardeamento e estilhaços, aumento elevado do risco de crime geral, inclusive roubo, arrombamento e assaltos devido à desordem geral.
Explosão ou ameaça de explosão, dano intencional da propriedade do museu, abuso de álcool ou drogas nas instalações do museu.
Risco de desastres naturais, acidentes, atividades ilegais, riscos de conflitos armados.
Danos pessoais ou morte de funcionário ou visitante, danos ao acervo, relâmpagos e descarga elétrica causada pelas forças atmosféricas.
O sistema de informação dos objetos salvaguardados determina a atribuição de um número único a cada objeto (etiqueta escrita associada ao objeto ou pela identificação do próprio objeto). Dessa forma, o método que providencia a ligação entre o objeto e sua documentação, evitando roubos ou extravios, é:
a utilização dos conjuntos de números de incorporação para todo o acervo incluindo grupos e subgrupos.
a utilização de um número único; no caso de duas ou mais coleções distintas apresentarem numeração semelhante recomenda-se atribuir um código para tornar o número único.
para os objetos oriundos de escavações deve-se sempre manter o número inicialmente atribuído na escavação, ainda que a numeração seja distinta da utilizada pelo museu.
se o objeto for composto por duas ou mais partes, o número atribuído e a etiqueta devem ficar na parte mais volumosa da peça.
cada coleção deve receber um número sequencial específico para cada item que a compõe.
O início do desenvolvimento de um sistema de segurança depende da
capacidade da instituição para estruturar uma equipe qualificada de manutenção.
análise de risco contínua, da sua avaliação e da incorporação das suas conclusões em forma de medidas concretas na atividade diária do museu.
avaliação cuidadosa das instalações das áreas externas e do foco na formação de profissionais.
manutenção contínua da rede elétrica com a substituição das lâmpadas fluorescentes por lâmpadas LED.
implementação de um ciclo de manutenção do edifício e da segurança do acervo no museu, composta exclusivamente por consultores externos especializados nas áreas de segurança e arquitetura.
Entre os visitantes, usuários e funcionários de museus, pode haver pessoas com deficiência (PCD). É indispensável superar as barreiras físicas, sensoriais e cognitivas que impedem o pleno acesso aos museus e ao patrimônio cultural, como também é preciso vencer as barreiras de natureza social, econômica e cultural, ampliando o acesso dos diversos públicos aos seus serviços e produtos.
Muitas das limitações ao acesso de PCD se devem a uma falha:
do orçamento dos museus;
das tecnologias nos museus;
dos espaços dos museus;
da direção dos museus;
dos visitantes dos museus.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente o significado de gestão de riscos em museus de arte, galerias e centros culturais.
É um conjunto de ações que visam melhorar o ambiente organizacional, prevenindo acidentes e doenças ocupacionais.
É a utilização integrada dos recursos e conhecimentos disponíveis, com o objetivo de prevenir riscos, minimizar seus efeitos e responder a emergências.
É um conjunto de ações que visam proteger os ativos tangíveis e intangíveis de uma instituição, a segurança de funcionários, escritórios, equipamentos e informações.
É um conjunto de providências a serem tomadas para manter a integridade física das pessoas e das instalações, prevenindo o ambiente de ações inter nas ou externas que gerem prejuízo ao patrimônio da empresa.
É a utilização de normas e procedimentos padronizados que definam os prazos para a identificação e execução dos serviços necessários.
O conhecimento dos riscos a que está sujeito e de suas vulnerabilidades permite que o museu planeje medidas de prevenção, de controle e resposta a situações de emergência. Dos componentes básicos de um Plano de Emergência, na operacionalização é definida a seguinte ação:
Apresentar as situações e cenários de risco identificados. Ajuda a compreender o foco do planejamento.
Descrever a competência legal para a elaboração do plano, relacionando os participantes do processo de planejamento e orientações quanto ao seu uso e atualização.
Descrever quando e como os vários recursos previstos serão ativados, desde o alerta inicial e ao longo de toda a evolução do processo, indicando os responsáveis por cada fase.
Registrar como os profissionais, órgãos e entidades envolvidos na resposta serão organizados à medida em que forem acionados, quem organizará as ações, quais as responsabilidades e hierarquias e quais as linhas de comunicação.
A segurança em museus envolve diversos cuidados, tais como a proteção contra incêndios, roubo, depredações, condições de guarda etc. Dentre os procedimentos recomendados para a segurança em museus, assinale a afirmativa INCORRETA.
Instalação e manutenção periódica de extintores e detectores de fumaça.
Controlar, de forma permanente, as áreas de acesso ao público, principalmente as salas de exposição.
As normas de segurança, comportamento e procedimentos de emergência não precisam estar visíveis ao público do museu.
A equipe de segurança do museu deve apenas observar os objetos, não cabendo-lhes tocar ou manipular os objetos durante o período de vigilância.
Recomenda-se que haja vistoria, pela equipe de segurança, das obras expostas antes da abertura e do fechamento do museu, relatando qualquer alteração ou anormalidade.
A segurança do museu é assegurada por meio de uma política de segurança claramente definida e adequadamente aplicada. A segurança do museu e do acervo depende da identificação dos perigos potenciais significativos, dentre eles:
risco de desastres naturais e atividades ilegais (roubo, furto, vandalismo entre outras).
sinalização e excesso de público do edifício.
localização do museu e as atividades legais do entorno.
desgaste do edifício decorrente dos efeitos da maresia.
ausência de equipe de controle de espaço e de espaços de guarda adequado para mochilas e bolsas que respondem pela maioria dos danos involuntários e atos de vandalismo em museus.