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A prevalência de desnutrição em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) varia de 38% a 70%, podendo chegar a 100% em alguns levantamentos, e sua presença está associada ao aumento da morbidade e mortalidade. Um fator primordial no momento da admissão do paciente grave, diz respeito ao seu diagnóstico nutricional, bem como à determinação do seu risco nutricional, para a tomada de decisão acerca da estratégia nutricional mais adequada para a sua condição clínica específica. Para avaliação nutricional do paciente crítico, é necessário considerar que,
enquanto a avaliação nutricional detecta o risco nutricional, a triagem tem como objetivo principal comprovar a presença de desnutrição e classificar o seu grau.
atualmente, existe um número considerável de ferramentas para avaliar o estado nutricional de pacientes críticos, e esses instrumentos têm se mostrado cada vez mais efetivos na identificação do risco nutricional, uma vez que detectam a desnutrição já estabelecida.
em linhas gerais, o paciente que passar mais de dois dias na UTI, necessitando de alimentação artificial, ainda não está em risco nutricional.
ao profissional nutricionista cabe realizar a avaliação do estado nutricional do paciente, com base em protocolos preestabelecidos; já a identificação do risco nutricional pode ser realizada por qualquer profissional de saúde treinado para este fim.